sábado, 27 de agosto de 2016

31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor

São três da manhã do meu último dia de férias. Na verdade, não estou de férias. Esses 30 dias que fiquei em casa foram uma versão melhorada do recesso escolar do meio do ano. Taí um legado da Olimpíada que deveria permanecer mesmo. Pois bem, em sinal de protesto pelo fim desse período mágico, meu sono resolveu não comparecer, então  eu tava aqui  relendo HP e o Enigma do Príncipe (Hermione acaba de tacar os passarinhos em Ron. Adoro! Mereceu! Eu teria feito pior!) e olhando blogs, quando me deparei com um meme intitulado 31 perguntas para quebrar um silêncio constrangedor. Nada mais adequado para  o momento atual deste blog, né? 


Peguei as perguntas no blog da Clarissa, o A Life less odinary.


Vamos lá:



1. Você gosta de coentro ou acha que tem gosto de sabonete?
Odeio, mas comi aos montes na Bahia e nem percebi.
2. O que você acha de áudios do WhatsApp?
Eu só me comunicaria por eles, mas as pessoas são cheias de frescuras com áudios, telefonemas e afins. Odeio digitar no celular.
3. Você também comia o chocolate da Turma da Mônica pelas bordinhas?
Sim, ia mordendo conforme o contorno dos personagens.
4. Qual é a melhor consoante do alfabeto?
L
5. Qual é a primeira rede social que você vê de manhã?
Twitter
6. Você acha que existe alguma bala melhor que 7 Belo?
Sim, aquela bala de morango cuja embalagem imita um morango. 
7. Que cor você acha menos confiável?
Azul- marinho. Fácil de confundir com preto.
8. Qual foi o último filme que você viu e odiou?
Eu não gosto muito de ver filmes e nem tenho bom gosto pra escolhê-los. Se eu estiver vendo um filme, pode ter certeza de que é ruim. O último ruim foi Drinking Buddies. 
9. Qual animal parece mais simpático, um pato ou um golfinho?
Pato.
10. Toddy ou Nescau?
Nescau.
11. Você acha que bebês conversam uns com os outros?
Não.
12. Sabia que todo mundo é feito de poeira de estrelas?
Aprendi no O Mundo de Sofia.
13. Ouro Branco ou Sonho de Valsa?
Nenhum dos dois.
14. Qual era seu desenho favorito na infância?
Doug.
15. Que série você jamais reveria?
Smaville. Meu amor por Tom Welling não chegou até os dias de hoje.
16. Qual personagem do Harry Potter você menos gosta?
Slughorn. 
17. Qual é sua opinião sobre barrinhas de cereal?
Eca!
18. Com quem você dividiria um Bis?
É tão pequeno que  é melhor dar o Bis todo pra pessoa.
19. O que você faria se achasse R$ 50 na rua?
Se não soubesse quem era o dono, iria ficar muito feliz e compraria o livro que tô querendo e não comprei por pão-durice.
20. Quanto tempo uma comida precisa estar na geladeira para você considerar ela velha?
Ah, eu sou muito fresca.  No momento em que vai pra geladeira, a comida já tá velha. Se eu pudesse, só comeria comida feitinha na hora. Mas né? 
21. Qual é seu número preferido?
9
22. Qual é o aplicativo mais inútil do seu celular?
Spotify. Nunca lembro de usar.
23. Quem você tiraria do elenco de “Friends” se fosse obrigado?
A Janice.
24. Você é contra ou a favor de comer macarrão com arroz?
Contra. Sou a favor apenas de macarrão com farofa.
25. Qual foi a última vez que você precisou usar a Fórmula de Bhaskara?
Ano passado, Usei  pra provar pros alunos do 9º ano que essa fórmula é inesquecível.
26. Você acha que dá para morrer de overdose de rúcula?
Não dá pra comer rúcula.
27. Quanto tempo você levou para entender como funciona o Snapchat?
Muio tempo, muitas tentativas e ainda não vi encanto pra além dos filtros .
28. Qual é sua opção favorita no restaurante por quilo?
Batata frita
29. Você gosta de “Sorry” do Justin Bieber?
Nem gosto nem desgosto, mas cantarolo.
30. Você prefere passar muito frio ou muito calor?
Muito calor. Odeio qualquer tipo de frio.
31. Você está dormindo e sobe uma barata na sua cara. Você prefere continuar dormindo e nunca saber ou acordar e fazer alguma coisa?
Continuar dormindo. O que olhos não veem o coração não sente.

sábado, 2 de julho de 2016

Tanto faz

Se alguém em 2012 dissesse  que eu choraria de tristeza ao pensar em você, a gente daria muita gargalhada. 


Hoje eu só sei que preciso aceitar que acabou. Amizades também acabam.  

E eu não consigo escrever mais uma palavra  sobre isso.







sexta-feira, 24 de junho de 2016

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Snap

Gente, eu estou obcecada por aqueles filtros do Snapchat. E vocês?

Me adicionem lá: jufinaflor.

E o snap de vocês qual é?

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Uns sonhos

Domingo: sonhei que meu tio era assassinado numa chacina e eu via nitidamente o corpo largado numa rua enlameada.

Segunda: sonhei que havia um assassino em série no meu trabalho. Vários dos meus ex-alunos eram mortos. Por fim, um dos meninos descobria que a assassina era eu. No sonho, eu não sabia que estava cometendo aqueles crimes. Eu era uma espécie de "a professora e o monstro".

Terça: sonhei que bandidos cercavam o bairro onde minha mãe mora e eu não conseguia entrar em nenhuma das ruas.  Havia muita lama por toda parte também

Hoje: tô com medinho de dormir.

Todos os sonhos eram assustadores. Acordei todas as noites sem fôlego e demorei muito até voltar a dormir.

E, bem, minha analista está de licença-maternidade.


domingo, 29 de maio de 2016

Um único assunto

Um dia desses, falei a palavra "gato" numa turma e os alunos todos gritaram: "nãããããooo!". Primeiro, levei um susto. Depois, perguntei qual era o problema. Alguém respondeu:

- Não fala de gato, porque a J. vai começar falar também. Ela só sabe falar de gato!

 A turma toda sacudia a cabeça enfaticamente, concordando. A J., claro, se defendeu:

- Que exagero, gente! Eu falo só um pouquinho. E agora nem tenho mais do que falar porque o Araújo morreu. Professora, eu te falei que o Araújo morreu? Morreu e agora tenho um outro gatinho. Mas tô querendo dar ele. Nossa, o bichinho é muito brigão.  Você não quer um gatinho, não?Tá muito difícil de cuidar dele. O Araújo era mais fácil, porque...

Eu respirei fundo.

- J., depois você me fala do seu gatinho. Vamos voltar aqui pra aula, tá?

Um outro dia mais tarde,  passei um trabalho que consistia em escolher um livro e fazer uma resenha sobre ele.  Expliquei que deveriam apontar pra qual faixa etária o livro era indicado. Como sempre agem diante de alguma informação que não conhecem, fizeram um alvoroço. Foi um coro de "Como assim? Não entendi nada. Não vou fazer! Isso é muito difícil! Faixa o quê?"

-Vocês têm que dizer se o livro é pra criança pequena, pra criança mais velha, pra adolescente, pra adulto.

- Ah, já sei, professora! - J. disse mais alto que todo mundo. -  Vou escolher um livro indicado para... GATOS.


Acho que a menina é mesmo monotemática, mas não posso julgá-la pois meu celular tá cheinho de fotos assim:





















sábado, 28 de maio de 2016

Trust no one

Uma coisa que eu não faço nessa vida é confiar no que me dizem. Até acho que devia, mas não consigo. É muitíssimo mais forte do que eu. Não é que eu ache que as pessoas todas são horríveis e desonestas. Não acho mesmo. A questão é que afirmações cheias de certeza podem estar baseadas em dados que não foram questionados, verificados. Um exemplo: nunca acredito num relógio que não seja o meu. Esqueço  o relógio de pulso, celular está descarregado, preciso saber a hora, pergunto pra uma pessoa qualquer que estiver por perto, claro. Registro  a hora que ela me disse e vou atrás de um outro relógio pra ver se a informação bate. Você pode pensar que é um desperdício de energia. Não é. Vou contar uma história pra ilustrar meu ponto de vista, mas no próximo parágrafo porque senão esse vai ficar enorme.


Eu pego no trabalho em horários que variam entre 7h30 e 9h30. Isso significa que eu durmo um pouquinho mais ou um pouquinho menos conforme o dia da semana. Na terça-feira, eu entro 8h20, então acordo 6h45, saio 7h30, tudo no esquema. Daí que houve uma terça em que segui o esqueminha  certinho, mas, ao chegar na esquina da escola, saquei que tinha algo errado. Havia umas crianças na calçada. Ué? Às 8h20, estão todos na sala de aula. Entrei na escola e o clima estava errado: nenhum sinal de agitação, nenhum movimento. Entrei na sala dos professores. Mais silêncio. Uma das minhas colegas estava sentada, preguiçosamente, mexendo no celular. Ué, ela não devia estar na sala de aula? Peguei meu celular. 7h20. Virei pra colega e perguntei a hora. 8h20. Arregalei os olhos. Não era possível. Levantei  confusa e fui na secretaria olhar o relógio da parede. 7h20. Meu deus do céu! Me senti tão maluca, tão perdida. Eu costumo ser muito perdida a maior parte do tempo. Jamais sei a data ou o dia da semana. Tô acostumada. Não me orgulho, mas tô acostumada, Mas ser enganada pelo meu próprio celular já é demais. Pior sensação da vida você viver em um fuso horário particular. Pois bem, imaginem agora se alguém tivesse me perguntado a hora no ônibus. Eu diria a hora errada e essa pobre pessoa poderia tomar decisões ruins baseada nessa informação. Ou pior: poderia duvidar da própria capacidade de perceber o tempo, Ué, saí de casa 7h e já são 8h?! Seria uma tragédia gigantesca. Por isso que eu não acredito no relógio das pessoas.


Cês podem estar aí pensando: ô, Juliana, deixa de ser exagerada! Se alguém tivesse te perguntado a hora, a pessoa teria percebido que a informação tava meio estranha e você poderia ter  dado uma olhadinha num desses sites que informam a hora certa. Sim, vocês têm razão. Tenho que concordar. Mas, ó, se a pessoa pra quem eu perguntar a hora for igual a uma conhecida minha que tá sempre com o relógio 20 minutos adiantado?  E esse sempre é tão sempre que ela esquece e acaba te dizendo a hora sem explicar o pequeno detalhe do muitos minutos a mais. Fico nervosa só de imaginar. Não, prefiro continuar não confiando no que as pessoas dizem.


P.S.: Eu comecei esse post querendo falar de A e acabei falando de G. Vou guardar A pra outra ocasião. Só espero que eu tenha usado o tom certo pra que vocês não fiquem preocupados comigo. hihihi