terça-feira, 14 de abril de 2015

- O que você fez no cabelo?
- Penteei.

A pergunta foi feita pela colega. A resposta foi minha.



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 - Tá bonita! Você não vinha bonita assim quando dava aula pra gente!

 A., 12 anos, minha ex-aluna. Nesse dia, eu tava usando brinco. Nunca lembro de botar brinco às 6h da manhã.

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Meus sapatos nunca foram muito limpos, mas ficam piores quando uso no trabalho. Minhas horas na escola envolvem muitos pisões no pé, muitos mesmo. Não são pisões violentos, não chego nem a dar gritinhos ao sentir a pressão dos pezões juvenis sobre os meus. São mais esbarrões. Aquelas pessoas de 12 anos não sabem chegar perto de mim sem esbarrar na minha sapatilha rosa mais ou menos limpa.  Olho pra baixo e vejo as marquinhas de tênis na ponta do meu pé. " Meu pé, toma cuidado com meu pé!" Acho que vou fazer uma plaquinha. É uma ideia, hein!

Uma professora horrorosa que tive na faculdade tinha alertado que as pessoas do sexto ano são adeptas do contato físico. São abraços, beijos, um cutucão no cotovelo, um  esbarrão nas costas. A professora falava como se tudo isso fosse uma tortura.

Essas pessoas não conseguem ficar na tua frente quietas. Falam e puxam tua blusa. Falam e se apoiam na teu ombro. Falam e testam a capacidade 
de extensão do teu cabelo. " Teu cabelo esticaaaa, professora! E, se soltar, enrola de novo!" E nisso as mechas puxadas nunca voltam pro lugar em que cuidadosamente as coloquei de manhã. Eu prefiro que não mexam no meu cabelo, sabe.

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Antes do almoço, lavo as mãos e uma aguinha preta escorre delas. Tinta da caneta pilot. Só não odeio mais a caneta pilot pq usei giz por um ano e nada pode ser pior que sair de uma sala de aula com a roupa cheia de giz. 

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Eu gosto dos abraços que recebo na escola. Não são torturantes. Muitas vezes são os únicos que recebo na semana toda. 

sábado, 11 de abril de 2015

33 perguntas

Peguei no blog da Raquel.



1. Por que você costumava levar bronca quando criança?
Por se chorona, o que acabou me transformando numa adulta que só chora em enterros ou no divã.

2. Qual foi a última vez em que você saiu sem rumo?
15 de maio de 2014. Mas sair sem rumo pra mim nunca significa coisa boa.

3. Três objetivos para seu futuro…
Viajar, conseguir aprender inglês o suficiente pra viajar sozinha e deixar o cabelo crescer.

4. O que você encontraria se abrisse a geladeira neste exato momento?
Na minha parte da geladeira, tem requeijão, iogurte e legumes que não serão comidos. Os bombons e o sorvete são da roommate.

5. Qual tecnologia ocupa mais o seu tempo?
Celular.

6. Uma coisa usada que você comprou…
Metade dos meus livros veio de sebos.

7. Qual a primeira coisa que você faz ao acordar?
Corro pro banheiro.

8. Do que você precisa neste exato momento?
Coragem pra me levantar da cama.

9. Qual foi a última coisa que você leu, ouviu ou assistiu que te inspirou?
Faz muito tempo que não me sinto inspirada.

10. Um souvenir que você comprou ou ganhou…
Ih, nenhum!

11. O que te deixa estressada?
Desrespeito e gente que fica de mimimi eternamente.

12. Já morou em outro país além do Brasil?
Não, e não consigo me imaginar morando fora do Rio.

13. Você tem tatuagem?
Não tenho e, provavelmente, nunca terei. Tenho certeza de que me arrependeria de qualquer tatuagem assim que levasse a última agulhada. 

14. Qual foi a última coisa que você pesquisou no Google?
O endereço de uma papelaria.

15. Qual a sua maneira de ser egoísta?
Tenho uma tendência a ser chantagista emocional. Não me julguem. Não é culpa minha, é culpa do meu signo. Desculpem.

Ah, eu não gosto de dividir comida. Juliana doesn´t share food!

16. O que demora demais?
Ver filmes no cinema. Me dá um desespero passar 2 horas sentada, olhando pra frente. Cinemas com botão de pausa, faz favor!

17. A última vez em que você ficou acordada durante a noite toda…
Quarta passada. A insônia me ama.

18. Qual comida que todo mundo ama mas que você odeia?
Bolo. Não gostar de bolo me torna uma pária da sociedade. 


19. O que você está vestindo agora? O que essa roupa diz sobre você?
Um vestido. Essa roupa diz: " Juliana tá com calor!"

20. Já fez amigos ou se apaixonou por alguém que você conheceu pela internet?
Em que outro lugar a gente consegue conhecer gente legal se não for na internet? Aliás, esse blog me permitiu conhecer pessoas com as quais eu nunca esbarraria na vida. Já fiz amigos por aqui, agora só falta me apaixonar. Candidatos, deixem comentários sedutores!

22. Qual foi a primeira coisa que você comprou com seu dinheiro?
Com o dinheiro do estágio do Ensino Médio, eu pagava o curso de inglês. Me senti muito adulta por isso; uma adulta muito pobre porque o dinheiro não dava pra mais nada.

23. O que tem na sua prateleira?
Minha prateleira no momento está em processo de pintura.

24. Como você se acalma depois de um dia estressante?
Falando feito uma matraca.

25. Escreva sobre algo que você quebrou…
Eu quebrei o desencaroçador de azeitonas ao tentar quebrar uma noz no lugar errado.
Exercício para casa: 
Aponte na figura o desencaroçador de azeitona e o quebra-nozes. Em seguida, disserte sobre o risco de enfiar uma noz no desencaroçador.

26. O que você mais gosta de comer no café da manhã?
Iogurte e pão com manteiga

27. Como quer que sua vida de aposentada seja?
Saudável

28. O que você leva em consideração ao votar em um partido político?
Eu não sei votar em partidos. Não entendo nada de política.

29. A religião é um fator importante na sua vida? Por quê?
Não, porque eu já fui uma péssima religiosa.

30. Como está sua casa agora, limpa, suja?
Precisando de uma boa varrida.

31. Você não economiza quando o assunto é…
Não sou de esbanjar dinheiro.

32. Você separa o lixo para reciclagem?
Não. /o\

33. Sua sobremesa favorita?
Sorvete de chocolate

Adoro perguntinhas!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

De saia branca costumeira

Quando eu era menina, jurava que  Sá Marina era eu:




Roda pela vida afora
E põe prá fora esta alegria
Dança que amanhece o dia
Pra se cantar


Está em cartaz aqui no Rio um musical sobre a vida do Simonal. Eu vi duas vezes e veria uma terceira vez se o ingresso não fosse tão caro.

domingo, 5 de abril de 2015

Eu não sabia que era possível amar uma pessoa, mas não gostar muito dela de vez em quando. Pior: não sabia que era possível não gostar de alguém que você ama só quando determinadas  outras pessoas estão por perto. Faz pouquíssimo tempo que descobri essa possibilidade. É uma coisa maluca demais!

Certas pessoas despertam o pior de outras. E pode ser bastante ruim ver esse pior, conviver com ele e não poder fazer nada.


sábado, 4 de abril de 2015

Sobre nada, nadinha

Passei a semana sonhando com a minha vó e acordando todas as noites às 3h45. Minha mãe se esforça pra não se assustar com meus sonhos e com essa coisa do horário repetido. Ela mandou que eu contasse os sonhos pra analista. Acho que minha mãe credita muitos poderes à minha analista.

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Nunca pensei que teria 30 anos e estaria esperando por novos episódios de Arquivo X. A porta do meu quarto é igual à da Mônica Geller, mas meu coração tem sido de Arquivo X desde 1998. David Duchovny foi o maior amor da minha adolescência, chorei quando descobri que meus guias de temporadas mofaram no armário. 

2015 e vão produzir 6 episódios inéditos. Morro de medo do que estar por vir. Me recuso até hoje a ver as  desnecessárias últimas temporadas, lamento aquele segunda filme péssimo, mas tô aqui que não me aguento. 

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Recebi uma orientação equivocada de um veterinário e... poft! Tenho 5 gatos em casa. Não sei lidar com 5 gatos, é quase uma odisseia conseguir um lar pra 4 filhotes. 

Emma não faz barulho, usa a caixa de areia, deita na estante e parece um enfeite de porcelana. Os filhos dela não são nada disso. E eu sinto vontade de chorar quando eles se põem a miar ao mesmo tempo.

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Comprei uns 6 livros, nenhum que prestasse. Quero um livro que me faça desejar que o trânsito pare. Vocês conhecem algum?

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Vinicinho agora me manda áudios e fotos tortas no whatsapp. Uma dessas fotos  é do clube secreto. O clube secreto é uma caixinha azul, enfeitada com desenhos do Pequeno Príncipe, onde ele guarda o carrinhos. 

A mãe do Vinicinho foi chamada na escola porque ele não obedece.


Cês se lembram de quando eu escrevia posts sobre o bebê que não gostava de ficar no meu colo?

Tempo, tempo, tempo.

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Meu cabelo cresceu ao ponto de perder o corte e cair na minha cara, mas continua tão curto que não chega ao ombro.

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Fiz um óculos bonito, mas o grau tá errado. Dois médicos, graus diferentes. Um diz que agora sou míope, o outro diz que foi só o astigmatismo que aumentou.    Marquei consulta com o oftalmologista de sempre; na semana da consulta, o cara foi internado sem previsão de alta. Preciso de óculos, sempre precisei. Só preciso saber como devem ser as lentes.



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Fiz um novo mapa astral e tô aqui esperando que seja tudo verdade de novo. Meu céu tá uma lindeza!
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Nem sou da classe média, mas tô aqui rezando pro dólar baixar. Baixa dólar, baixa!

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Às vezes, eu tenho vontade de escrever aqui, mas fico com a sensação de que não há nada pra falar. Blogs diarinhos nunca têm mesmo nada a dizer, mas eu tô me sentindo como se tivesse menos ainda. Aí eu não escrevo e sinto uma falta enorme de escrever sobre nada.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Uns gatinhos

Tenho em casa esses lindos gatinhos. Eles não vão poder ficar comigo, então estou procurando uma casa nova pra eles.



Vocês não querem morar com um gatinho ou uma gatinha, não? Conhecem alguém que goste de gatinhos e queira morar com um?


segunda-feira, 9 de março de 2015

Eu faço um curso de inglês e pago muito caro pra isso. Até então, só tinha estudado com uma professora, que não acho muito didática, que exige muito, mas uma boa professora. Gosto muito do método do curso, sinto que tô aprendendo e tal. Daí que trocaram o horário do meu trabalho e eu já não consigo chegar a tempo na aula. Solução: trocar de horário. 

Vou até começar um novo parágrafo pra falar do novo horário. A professora se faz de engraçadinha: péssimo, mas ok. A professora usa o alarme do celular pra saber quando a aula termina e programa pra meia hora mais cedo: péssimo, mas ela pode ser apenas maluca.A professora grita: péssimo, mas quem sou eu pra julgar alguém que trabalha berrando. A professora escreve tudo que fala no quadro: péssimo, a metodologia do curso não é essa, mas vai que foi um pedido da turma. A professora diz que uma palavra exaustivamente citada no nível anterior não existe: péssimo, mas ela pode estar com amnésia temporária. A professora pronuncia as palavras que já conheço de um modo muito diferente do ensinado pela outra professora: péssimo, mas pode ser que minha audição esteja prejudicada pelo meu cabelo que cresceu e tampa minhas orelhas.A professora diz que se você tem "forty years" não precisa dizer "year" no plural porque a regra de plural não se aplica a palavras relacionadas à idade: o mundo parou um pouquinho por 3 segundos, nós alunos nos entreolhamos, alguém riu chocado. Só não levantei e fui embora porque morro de vergonha de largar um professor, ainda que péssimo, falando sozinho.

Resumindo um pouco a história pra não cansá-los, porque o horário do curso de inglês tem sido uma saga, voltei pra minha turma anterior. Prefiro chegar atrasada a ouvir asneiras, né? Descobri depois que os alunos da turma já reclamaram mil vezes, mas a direção está tratando a situação como se fosse um capricho de aluno. Sim, uma turma inteira de alunos caprichosos! Quando fui desfazer a troca, uma dessas caprichosas quase me abraçou quando ouviu que eu não ia permanecer na turma. Pediu que eu reclamasse com a coordenadora, que eu- elemento estranho na turma- reforçasse o que eles já tinham dito. A coordenadora não gostou quando eu disse "sem condições" umas três vezes e pediu licença pra atender o telefone quando a moça da turma de caprichosos contou a nova regra de plural que a professora nos ensinou.

Tem sido essa a minha vida no último mês, minha gente! Todo dia, todo dia mesmo, tendo que lidar com a incompetência e arrogância de empresas que tão recebendo muito dinheiro pelo serviço que prestam. É que ainda não contei das sagas dos meus novos óculos, da internet, do banco... Tô preferindo evitar a fadiga