segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Bruta, bruta, bruta flor do querer

Sabe quando seu coração bate assim bem rápido? O ar parece que não cabe mais nos pulmões, sai por toda parte? Pelas orelhas, pelos poros, até pelas unhas do pé?

Pela unha do pé?! Ah, você sabe que não é possivel, mas, por falta de descrição melhor, vai essa mesma. Você e a pressão do coração esmurrando os ossos do tórax...Você e a falta de coordenação entre os neurônios do cérebro e os músculos da fala... Você e sua bestice sem fim. Logo, você que é tão esperta, fica  tão desconcertada??!!

Não é paixão, nem amor, deve ser assim o querer. Não faz nenhum sentido ficar assim, porque  já avaliou todas as possibilidades, catalogou os movimentos e as falas, já sabe como começa e como termina.
Você, mais uma vez e sempre, tem o controle. Claro, controle de si e de tudo, sempre!

E então,  esperta como só você sabe ser,equilibrada e gentil como manda o figurino, vai lá e diz: Oi! E a resposta tão  monossilábica quanto o seu cumprimento te deixa assim, besta, besta.

Não, não é mesmo amor, nem paixão. É esse "num  sei o quê que vem de não sei onde" e te mostra que você pode até ser muito sensata e coerente,mas  não tem poder sobre as sinapses, os hormônios, o músculo coronário. Eles são independentes e não tão nem aí  se seus neurônios  morrem de medo do verbo " sentir".

2 comentários:

Lia disse...

=)
Adorei esta descrição!!!

Se não for paixão... tá próximo, próximo... rs
bjs

Jackie disse...

Hummm...sei bem o que é isso.
As sensações, como sempre, muito bem descritas, agora quero os fatos, mocinha! E nem adianta me enrolar!
Bjs