segunda-feira, 29 de março de 2010

" Não mexa, não toque nesse meu cabelo"

Gente, saquem só o que ouvi hoje dentro de uma loja de produtos para cabelo: " Me dá um tapa na cara,mas não fala mal do meu cabelo".


Hum, pensei, pensei, pensei e cheguei à conclusão de que .prefiro que .. hã, deixe me ver... fale mal do meu cabelo. rsrsrsrsrsrs  Talvez a  pessoa corra o risco apenas de ganhar um post indignado e abusado de presente aqui no blog.

Agora, tapa na cara só a Helena do Manoel Carlos aguenta sem reagir...

As pessoas e seus cabelos. Dá um bom estudo de caso!!! ;)





***

Gente, eu ADORO os comentários , hein!!! Só tenho preguiça de responder... Que vergonha, D. Juliana. Tsc, tsc. hehehe

domingo, 28 de março de 2010

Burrice

Você sabe que a pessoa não tem nada a ver contigo, que não te dá a menor confiança, que não vê em você nada além da sua personalidade simpática - gente-boa- tagarelante, MASSS basta a cara do dito cujo aparecer no msn para que você sinta uma pontadinha na boca do estômago.


Fato: você, Juliana, é burra!

Daí que meu amigo me diz assim: " Ah, Ju, isso também acontece comigo."

Bem, eu sou burra, meu amigo é burro e deve haver um monte de gente burra por aí... rsrsrsrsrsrsr

sexta-feira, 26 de março de 2010

Padrão

Anteontem fui cuidar do meu cabelo. Andei bancando o Edward Mãos de Tesoura e passei a faca nas pontas quebradas, nos nós, em tudo o que via pela frente na minha cabeça. Foi um dia libertador!rs

Bem,mas como mal sei cortar as unhas do pé, meu momento cabelereira rendeu um resultado não muito agradável ao olhar. Pois bem, pedi um help para o meu amigo David, que é cabelereiro. Gente, eu estava temendo ir ao salão do David, porque vai que ele me deixa careca. Como é que iria olhar pra ele novamente?? rsrs Mas não corria esse risco porque David é bom profissional, todo estudioso e meu amigo acima de tudo. Nada como ter amigo cabelereiro!!

Enfim, os danos da minha tesoura assassina foram sanados e tenho exibido por aí um visual de garota sapeca, cheia de cachinhos escuros. Adorei o resultado. MAS não me aguento quando ouço um comentário como o da minha vó: " Pensei que vc tivesse dado um jeito no cabelo..." Onde está escrito " dado um jeito" leia-se " alisado".

Passei minha infância toda puxa-e - esticando o meu cabelo, que de tão fino, vivia arrebentando. Era henê, relaxamentos, alisantes, blá, bla´. E nunca ficava bom, nunca ficava "tratado" o suficiente. Por que será?

Meu cabelo é igual ao de milhões de mulheres do Brasil: crespo e fino. A diferença é que eu não aliso. Nadinha contra a quem alisa o seu cabelo ou pinta ou faz escova ou seja lá o que for. Eu só queria saber em que época poderei usar o meu cabelo do jeito que ele é, sem ser julgada ou considerada um ser alienígena. " Como assim não gosta de escova?" Não gosto, ué? Queima, puxa, não gosto. Direito meu.

A gente fica achando que os nossos tempos são melhores que as eras passadas. Que nada! Algumas coisas mudaram ,mas ainda não é dado ao indivíduo o direito sobre seu próprio corpo, sobre a sua vida. Nossa sociedade - logo todos nós- estabelece padrões aos quais temos de nos enquadrar e ponto: meu cabelo, meu corpo, meu desejo, minha fé,minha vontade ,minhas escolhas nunca são só meus. Todo mundo pode dar palpite.Valho mais ou menos conforme os contornos do meu corpo, a cor da minha pele, a quantidade de dinheiro no banco.Sempre houve - e provavelmente haverá - modelos a ser seguidos, modelos mais valorizados em detrimento de tudo mais que existe.

Meu cabelo , que é só meu e de mais ninguém, não é bonito ; é ruim , é duro, tem de ser domado. Aff! Me cansa às vezes , sabe! E o pior é isso: não me canso sempre. Na maior parte do tempo, vivo seguindo os padrões e nem reclamo.

Só de vez em quando , me dá uma canseira desse mundo onde não há escolhas, onde diversidade é crime, onde a textura e a forma dos pêlos que protegem o couro cabeludo determinam o quão adequado vc é.

Seria tão mais fácil se eu fosse bem normalzinha. Não que eu seja uma subversiva, ou ousada, ou revolucionária, ou mulher cheia de coragem que luta por seus direitos. Nada disso! Sou só uma mulher como qualquer outra, que de vez em quando tem uns lapsos e se lembra de que suas escolhas são um direito e não motivo de sofrimento, chacota ou exclusão.

Às vezes, ser gente é tão difícil...

quarta-feira, 24 de março de 2010

" Somebody save me"

Se eu fosse rica, diria que estamos fazendo uma reforma aqui em casa. Como sou pobre, pobre de marré de si, peço caridosamente que alguém me resgate da poeira, da sujeira e da bagunça que a OBRA  ( pequenina, mas sempre obra) na cozinha tá causando!!

terça-feira, 23 de março de 2010

Na sala de aula - O Retorno

7h30 da manhã. Eu, morta de sono, mal conseguindo dizer com que letra começa o meu nome, tenho que explicar para os meus queridos  alunos o que é dígrafo.

Falo, falo, falo e imagino que estão entendendo. Pelo menos, as caras deles esboçam algum sinal de entendimento.

- Matheus, você entendeu?
A turma se entreolha.
- Ué, você não é o Matheus?
- Não, professora. Eu sou o Daniel.
-Mas vc se parece com o Matheus?
- Que isso, Fessora? Nada a ver. Eles são totalmente diferentes.- uma menina diz.
-Ah, tá bom! Deixa pra lá. Vocês sabem que  eu sou péssima pra guardar nomes e diferenciar as pessoas.
E eis que um dos meninos me solta o seguinte:
- Ah, fessora, a senhora é meio enrolada e maluca, mas a gente entende o que a senhora diz.

Falo o quê diante disso? É a pura verdade! hahahaha
Só me resta rir e me consolar no fato de que eles , pelo menos, terminaram a aula sabendo o que é dígrafo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Na sala de aula

Olha como a gente pode dar mole em sala de aula.

Aula de encontro consonantal. " Tia" Juliana escreve no quadro os seguintes exemplos para o os sons " DR":  " droga" e "Adriano".

Aluno esperto pergunta assim: " Fessora, tinha mesmo que colocar " droga" perto de " Adriano"? Maldade sua. Só porque a senhora não gosta do Flamengo."

Gente, eu fiquei sem jeito, sem ter o que responder... rsrsrsrs

A saber: Adriano, pra mim, era só um nome próprio; para o aluno, o nome do jogador do Flamengo envolvido em escândalos que ligam sua imagem a traficantes de drogas do Rio de Janeiro.

" Medo, medo, vá pra longe de mim"

"Trago as marcas de Quem me criou
E comigo tenho o Seu amor
Nada pode me deter no mal
Nem a noite escura, nem o temporal."
( Marielza Tiscate)

quinta-feira, 18 de março de 2010

" Não quero nada que faz doer/ Quero amar o mundo/ Quero amar você"


 Isadora Medella, Fernanda Gonzaga, Paula Leal e Amora Pêra



Sou do tipo teimosinha. Você me diz assim: " Ju, isso é ótimo ! Tu vai amar! É a tua cara" . Eu respondo com delicadeza: " Ih, nem vem! Sei que não vou gostar dessa tranqueira." Além de teimosa, sou muito " gentil" rsrs


Daí que num dia qualquer de 2009, meus amigos Tiago e André me chamaram pra ir ao show de um grupo chamado " Chicas". Chicas?  Não, nem morta! Chicas me lembra " Dona Chica -ca-ca admirou- se se do berroo, do berroo que o gato deu." Essa banda deve ser chata, chata e não vou gastar meu dinheiro com eles de jeitooo nenhum. Show só da Maria Rita.

Bem, em alguuma hora minha curiosidade tinha de ser maior que a teimosia e quis saber quem eram essas moças de que meus amigos tanto gostavam. Essa foi a primeira musica que ouvi: Ter que esperar

Me rendi. Me encantei. Me apaixonei.

Minhas favoritas
Menina Amanhã (pra ficar feliz)
Nosso tempo ( linda,linda)
Felicidade (" quero andar na vida namorando você")
Divino e Maravilhoso ( cantando Caetano)
Pessoal e intransferível ( feita só pra mim)
Oração (para desfrutar de uma linda voz)
Rap do Silva ( Pura nostalgia)
Se enamora ( Nostalgia da nostalgia)
O que eu não sou
 
 
P.S.: Fui a um ensaio- show delas ontem. Delícia!!

O que não disse antes é que duas delas são filhas de Gonzaguinha. Imagina,gente, o que é ser neta do Gonzagão!!!
Minhas mais gostosas lembranças são  infância envolvem minha vó cantando " ô, vem cá, cintura fina/ cintura de pilão/ cintura de menina/ vem cá ,meu coração".

segunda-feira, 15 de março de 2010

Felicidade Clandestina

O que é que faz uma pessoa feliz, feliz? O que é que enche de luz e calor o dia de uma mulher? O que é que provoca uma vontade louca de cantar, pular , dançar nesta que vos escreve? Hein? Hein?


Frutare de Banana? hummm! Quase.

Resposta correta:

Descobrir , enquanto devora um frutare de babana, que a feira de livros está de novo instalada bem no centro do meu querido município e sair de lá assim:

Numa sacola, Horas Mortas, Ciranda de Pedra ( amooo, e esqueçam aquela novela fuleira da Globo) e A Estrutura da Bolha de Sabão. Todos da minha , só minha (rs), perfeita, salve, salve Lygia Fagundes Telles. Grana desembolsada: 15 reais.


Na outra sacola. Pausa para que eu possa respirar. Agora vem o rufar dos tambores. A Descoberta do Mundo e Correio Feminino ( um livro meio estranho, confesso). Ambos daquela que dispensa comentários, Clarice Lispector. Grana desembolsada: VINTE REAIS.



Sou uma sortuda,minha gente! Sou boa nesse negócio de comprar livro barato, não sei o que me acontece. Mas hoje foi demais. Depois de me ver tendo um ataque diante dos livros da Lygia e adquirir três sem pestanejar ( olha que eu sou mão fechada pra caramba! Mas cinco reais em livros lacrados é sacrifício que faço. rsrsrs), o vendedor abriu um sorriso, me olhou assim de lado e jogou a lábia:

- Leva um da Clarice por 10 reais.

Segurei o fôlego:

- Até o "A Descoberta do Mundo"?

- Aí,não! Esse é 15.

Devo ter feito uma carinha de Gato de Botas do Shrek muito boa. ( Acreditem! Há uma facção dos meus amigos que acha que eu faço a cara daquele bichinho safado por aí! rsrsrs).

- Tá! Leva o " Descoberta" e " Correio" por 25.

A cara de pobre coitada deve ter se intensificado.

- Os dois por 20.

Feito.

Se o cara tivesse me pedido em casamento, eu casava. De tão feliz que fiquei.

Só pra constar: " A Descoberta do Mundo" está custando no Submarino míseros R$ 46,90 e ainda tão dizendo que é promoção.



Ai,ai.


P.S.: Felicidade Clandestina é um conto da Clarice.

Clube do Filme

Finalmente, terminei de ler " O Clube do Filme". Só não sei se dou conta de falar dele. Fazia um tempo que um livro me tocava fundo.


Comprei o livro sem ter em mente qualquer pretensão. Comprei porque queria um livro fácil de ler e porque estava com um preço bom. Só isso. E eis que logo nas primeiras páginas ( lidas na praça de alimentação do shopping) me vi fisgada por um sentimento que não dá pra explicar. " O Clube do Filme" catucou um monte das minhas feridas, trouxe à tona umas questões, por isso demorei tanto pra ler.

Mas finda a leitura - depois de ajeitar a cabeça remexida pelo livro - , sei dizer duas coisas:

1- David Gilmour ( o autor) me ajudou a entender por que nunca fui lá muito capaz de ser arreabatada por um filme. Livros que me tiraram o chão posso citar alguns,porém filme, acho que só Fim de Caso ( com a minha AMADA Julianne Moore). Agora sei o porquê. Eu não entendia o óbvio. A emoção do cinema vem da imagem, do mundo de signifcados que há num céu acinzentado, num olhar, naquilo que não está sendo visto,mas que se faz presente.

Parece que estou anunciando o descobrimento da pólvora, mas é que nunca tinha me dado conta disso. Eu me encantava apenas com aquilo que os filmes têm de semelhante com os livros : a narrativa. De hoje em diante, serei mais atenta a poesia das imagens. Pelo menos vou tentar.



2- Para além da beleza e da sinceridade do relato sobre a relação de um pai e um filho, um outro elemento do livro me cativou desde o início e , ao terminar de ler, vejo nesse certo elemento a metonímia do livro. Na capa, há uma foto do David Gilmour e de seu filho. Na orelha da contracapa, essa foto está ampliada e é possível vê-los melhor.Lado a lado, pai e filho. O pai com os braços em torno do rapaz, que sorri seu sorriso torto, tranquilo. O rapaz está com as mãos nos bolsos, não toca o pai, mas a linguagem dos corpos de ambos revela a cumplicidade e o afeto que há entre eles.

Certamente, estou viajando um pouquinho ao ver tanta simbologia na foto,mas , a partir de um certo ponto da leitura, eu ia o tempo todo no fim do livro pra dar uma olhadinha nela, só porque fiquei fascinada por ela.



P.s.: Neste blog, encontrei uma resenha bem legal sobre o livro.

domingo, 14 de março de 2010

Considerações sobre uma festa infantil

Alguém sabe me dizer o quê que  o tal  do Ben 10 tem que os outros personagens de desenho animado não têm?

Ontem foi aniversário do Paulo Victor . Tema da festa? Ben 10. Estampa da camiseta de 80% dos meninos? Ben 10. Marca de 60% dos presentes ? Ben 10. Frase dita aos berros por um dos garotinhos assim que chegou na festa? Mãe, olha, é o BEN 10!

Devo estar muito velha mesmo. Até acho o desenho legal, me amarro naquela prima encrenqueira do Ben, mas não  lido bem com essa febre chamada BEN 10, não. Nem com o fato de existir um macaco-aranha no desenho.´Não me perguntem o que seria esse troço, porque devo ter visto uns três episódios do desenho. Mas  concordem comigo que macaco-aranha é uma coisa que dá um nervoso só em falar. Imaginem ver um bicho desse!!!rsrsrs Sou muito mais o Macaco Louco das Super Poderosas.

***
Na festinha, conheci a famosa Ana Carolina, a grande amiga do Vitucho ( meu tio tem um ataque do coração toda vez que chamo o menino assim e morrerá se souber que divulguei esse apelido por aí). Os dois estudam juntos e formam uma dupla infalível. Se adoram, não se desgrudam, até lancheira igual têm. Daí é um pulo pros adultos e pras crianças maiores dizerem que os dois são namoradinhos.

Em um momento lá da festa, a Carol chegou em mim, mega indignada, dizendo: " Tia, o Fulaninho disse que eu sou namorada do Paulo Victor, mas eu não sou . Ele é meu amigo". Aí, eu  bancando a adulta coerente: " Você já disse isso pro Fulaninho? " Carol: " Não ." E eu : " Então, vai lá e diz pra ele".

Carol -uma coisinha de 4 anos de idade, bonitinha até dizer chega - foi lá no Fulaninho e disse: " Olha, eu não sou namorada do Paulo Victor. Sou amiga. Para de dizer que eu sou namorada,tá!"  Um dia , serei cheia de atitude que nem ela.

Virei fã da Carol.
***

Só pra finalizar a Sessão Corujice: nem conto que filme Paulo Victor se amarra em ver... Um Amor pra Recordar!!!! Pode???

Minha tia me disse que o menino diz que o Landon é mau porque deixou o amigo se afogar . Ah, e que canta ( num inglês todo peculiar,imagino) junto com a Jamie a música da peça.

Posso com isso?


P.S.: Tamiris, minha prima viciada em Colheita Feliz, deu de presente pro PV um laptop do... adivinhem... BEN 10. PV olhou, olhou, mexeu, mexeu e foi brincar com um caminhão de plástico que não  deve ter custado nem 10 reais. Criança é o máximo ,né? Sempre dando uma banda no nosso ímpeto consumista!rsrs

sábado, 13 de março de 2010

" uma noite longa/ pra uma vida curta"

AVISO: post imeeeeenso!

Um dos primeiros shows a que fui na vida foi dos Paralamas do Sucesso. Eu conhecia o básico do básico do repertório deles. Acho que soube quem eram mesmo só por conta do acidente que o Herbert sofreu em 2001. Fiquei comovida demais com a situação que ele viveu, a perda da esposa, no entanto até aí Paralamas não me dizia nada.

Fui ao show porque todo mundo foi . (Nem um pouco maria- vai- com -as outras rsrs) Eu nem sabia muito bem o que eles tocavam, nem sabia ao certo quem eram o João Barone e o Bi Ribeiro. Fui por ir mesmo. Mas aí o show começou. Primeiro impacto: Herbert entra no palco, na cadeira de rodas. O público vem abaixo. Ele sorri, dá boa noite e começa a cantar um sequência de músicas. Beleza. Muito bom.

Daí que o Herbert anuncia: " Agora vou tocar uma música que ninguém conhece". Se eu fosse mais esperta, teria notado o significado do sorriso estampado na cara dele. Mas eu não sou. E , quando as primeiras notas de " Lanterna dos Afogados" começaram, senti um arrepio me percorrer. Hebert nem precisou cantar. O público fez isso por ele. Foi uma coisa linda de doer. E eu fiquei apaixonada pelos Paralamas ali.

Não sou fãzona feito minha amiga Sueli, que chega achar que o marido se parece com o Herbert mais jovem. ( Mas num é que parece mesmo!!!). Sou uma fã mais comedida, mas encantada pelas letras lindas das músicas deles. Elas falam de sentimentos que todo mundo já teve : amor, dor , medo. São cheias de um lirismo que adoro. Lirismo sem rebuscamento, sem adjetivos elaborados. Quem não se identifica com " Quando está escuro / e ninguém te ouve/ Quando chega a noite/ Você pode chorar" ?

Ontem assisti ao documentário " Herbert de Perto", que pretende contar a trajetória do Herbert, desde a infância em Brasília até a vida de hoje. Bonito, muito bonito. Tinha lido uma crítica que dizia que não era um primor de filme,mas que valia só pela beleza de ver Herbert não temer expor suas emoções. O tal crítico disse tudo: os momentos mais encantadores são aqueles em que o Herbert assiste a trechos de antigos vídeos, nos quais se vê jovem , vê os pais, os irmãos, o Bi e o Barone e a esposa.

Eu já gostava do Herbert,mas , depois do filme, fiquei identificada com ele. Meio que vi um pouco de mim naquele cara, especialmente no jovem que ele foi. Um cara que não sabia nada da vida, que não conhecia muita além do seu universo, mas que se dedicou ao trabalho que amava, aos amigos e à família e foi vivendo. Hebert parece meio doido falando aquelas coisas difíceis que diz, mas é só um homem comum, dedicado às suas paixões.

Achei bonito demais ver como o Paralamas se formou. Uma parte imensa do filme é sobre a banda. Faz sentido. Os Paralamas são muito da vida do Herbert. Com a banda, ele foi fazendo seu trabalho , foi vivendo e, também com ela, ele reaprendeu a viver depois do acidente. Uma das coisas mais bonitas do filme é a amizade que ,de fato, une os caras. Quando Herbert sofreu o acidente, eles poderiam ter parado. Mas não pararam, porque eles amam o que faziam e fazem. Parte da superação do Hebert, uma parcela imensa, se deve à fé que seus companheiros de banda tinham na importância de que eles precisavam continuar a vida, fazendo o trabalho deles, a música deles.

Só que bonito mesmo,o que fez meu coração dá pinote foi o que o Herbert disse sobre o acidente, sobre sua vida pós -acidente. Imagina o que é cair com um avião, ficar em coma, quase morrer e descobrir, ao acordar, que a esposa morreu. Em um ponto do filme, o Herbert diz que no meio disso tudo, depois de chorar, sofrer, se deseperar um pouco, ele pensou: Se Deus permitiu que esse acidente acontecesse, se nesse acidente o amor da minha vida morreu, se eu quase morri e estou vivo. Se é assim, eu tenho que continuar vivendo por mim, por meus filhos e pela minha esposa que eu tanto amava". Não foram bem essas palavras,mas foi essa a decisão. Tá, eu sou fã, acho tudo lindo,mas o modo como ele fala isso e o modo como essa decisão se reflete na vida dele me emocionaram e muito.

Bem, me emocionar, me emocionar mesmo,mesmo ( ao ponto de chorar) aconteceu no momento em que aparece um trecho de um show em que o Herbert pede licença aos Paralamas e ao público e canta uma música pra esposa. A música é inglês ( não sei se é dele ou não), mas, ao final, ele canta: " Se eu não te amasse tanto assim/ talvez visse flores por onde eu vi/ e vivesse na escuridão". Ivete Sangalo canta infinitamente melhor ,mas o Herbert deu um novo sentido a música. E foi esse o sentido que ficou pra mim.

O filme mostra um homem que já não é o mesmo e também não é perfeito , que sofreu pra caramba, que carrega as marcas desse sofrimeto no corpo e na expresão do rosto ( dá pra notar o quanto ele mudou, perceber uma certa tristeza),mas que ainda é o mesmo no que diz respeito à paixão pela vida e à vontade louca de fazer o melhor dela.



P.s.: Post giganteee, eu sei! É que eu gostei mesmo do documentário.

Bizarrice do dia

Eu deveria estar dormindo mais um pouco. Afinal, passei metade da madrugada na internet e a outra metade olhando pro teto ,esperando o sono vir. Mas, para minha imensa sorte, Jaqueline resolveu me ligar às sete da manhã e me acordar. Bem, a verdade é que eu liguei pra ela antes , duas vezes. Como eu liguei , se estava dormindo?


Depois de um longo processo de investigação, efetuado com um olho aberto e outro fechado de tanto sono, descobri que dormi com ouvindo música no celular e, provavelmente, apertei o botão de discagem automática com alguma parte do meu corpo, enquanto roncava. Já fiz isso umas milhares de vezes e a pobre da Jaqueline é uma das vítmas mais frequentes, afinal é a pessoa com quem mais falo ao telefone, logo seu número é quase sempre o primeiro na lista de ligações efetuadas. (Se por acaso o André ler esse post, vai dizer assim: " Pô, eu achava que era comigo que você mais falava!". É que ele meio egoísta quand ose trata de amigos... rrsrsrsrsr André, seu previsível, nesse caso , você está em segundo lugar. rs)

Bem, mas aí que a pobre da minha amiga , apesar de toda sua experiência na arte de ser amiga de uma das pessoas mais mongas do universo, sempre acha que algo realmente sério aconteceu quando eu ligo assim sem querer e fica preocupada até conseguir falar comigo. Dessa vez, a preocupação gerou um pesadelo que envolvia sequestro, resgate pago com chocolate, homens vestidos de terno dançando como num musical. Ela jura que era um pesadelo. Mas pesadelo envolvendo chocolates e homens dançando não me parece pesadelo. Enfim...

Todo esse embromation é só embromation mesmo. Eu queria contar uma bizarricezinha, antes de escrever sobre o que eu pretendia : o documentário " Herbert de Perto". Só que o Herbert vai ficar para o próximo post porque esse já tá gigante.
 
 
P.S.:Ah, gente, eu leio os comentários e fico cheia de vergonha da preguiça que tenho de comentar nos blogs que leio... rsrsrs


Débinha, você me deu um trabalhão pra descobrir seus comentários. Me senti catando as migalhas de pão de João e Maria. Comentários por toda parte! rsrsrs E aí, descobriu se nós somos mesmo " iNguais"?
 
Mirian, quando minha mãe achar o caderno de receitas, eu boto aqui  a receita do joelho-enroladinho-italiano. Sei de cabeça,mas acho que as medidas não tão corretinhas.Vai que vc faz e desanda...rsrs
Não tenho a menor ideia de como é nome desse salgadinho em Sta. Catarina. Eu achava que era jelho em todo Brasil, menos em Niterói. Juliana, a ingênua!  Até parece que não estudou variação linguística... rsrsrs

quarta-feira, 10 de março de 2010

Em maiúsculas

Meu coração de manteiga se rende à beleza de certas coisas, apesar de toda a prepotência que trago em mim.


Fico muda, silenciada, rendida mesmo diante de palavras bonitas assim: " o nome do personagem do texto está com letra minúscula para que os leitores observassem que assim como a letra do seu nome era minúscula; minúscula também era sua forma de pensar".

Uma aluna minha - e eu tenho uma vergonhazinha de chamar gente  tão interessante e tão mais sábia de aluna - escreveu isso. O nome do personagem conto " O arquivo", de Victor Giudice, é joão, com a letra inicial minúscula mesmo. O porquê de um nome próprio escrito em minúscula?

Nem em milhões de anos eu poderia explicar de forma mais bonita. Bem como eu não poderia explicar o aperto que vem no peito quando me dou conta do que aprendi no fim de uma aula.

A Lygia Fagundes Telles disse pra alguém, em algum lugar, que literatura é uma forma de amor. E o que é então uma aula de literatura, senão um exercício de amor?

Sobre a sala de aula

No curso de licenciatura, fui obrigada a fazer um monte de matéria chata. É lugar-comum o pessoal que não faz Pedagogia,mas que tem de estudar disciplinas da área de educação, reclamar de matérias como Psicologia da Educação, Estrutura e Funcionamento do Ensino. Só que , dependendo da faculdade e do professor, algumas dessas matérias são mesmo uma enrolação.

Fiz umas disciplinas muito chatas. Assistia às aulas com certeza absoluta de que nada daquilo importava, de que os professores estavam fazendo " teorização" sobre temas que só podem ser aprendidos com a prática da profissão, blá, blá, blá. Houve uma matéria em que o professor, não fala coisa com coisa, embromava durante 3 horas, faltava mais do que ia, mas o cara , numa bendita aula, disse o seguinte: " A sala de aula é um espaço de jogo de poder." Nunca mais me esqueci disso.E tenho que admitir que ele tem razão.

Me peguei lembrando dessa afirmativa ao me deparar com a animosidade, a desconfiança com que alguns alunos se aproximam de mim na escola, especialmente os que já são adultos. Não sei se é com todo mundo, mas tenho notado como as turmas de adultos com as quais trabalho têm um ar de " estamos todos de pé atrás".

Como eu havia dito aqui antes, me preparei pra lidar com os pré-adolescentes e tenho conseguido me sair bem, até agora . ( Tô até com medo, de tão bom que tem sido lidar com as meninas e os meninos do sexto ano! rsrsrs) No entanto, a resistência dos quase-adultos e adultos me pegou de surpresa. A sensação que tenho é a de que alguns vêm para a escola preparados para rivalizar, para disputar com o professor. Fiquei me perguntando : disputando o quê? Daí me lembrei do que aquele meu professor mala ( o cara era muito chato mesmo rsrs) dissera.

O papel do professor , quer queira ou não, é o papel da autoridade, daquele que tem o " poder" de aprovar ou reprovar" , aquele que detém um conhecimento e que pode escolher se vai ou não transmiti-lo. Um conhecimento que é valorizado pela sociedade e que pode determinar as escolhas que as pessoas fazem.

Não que eu não soubesse nada disso, não que não tenha sido levada a pensar nisso na faculdade,mas não há nada que substitua a prática. É ao pensar em mim dentro da sala de aula, é ao analisar os sentimentos que a sala de aula despertam em mim que a afirmação do meu professor faz sentido.Às vezes, é cansativo lidar com o clima de conflito. Nem sempre me lembro de que não é contra mim, pessoalmente , que os alunos estão se voltando e sim contra o papel que exerço representa.

E o mais engraçado , por assim dizer, é que vivo me "estranhando" no papel de professora, como se eu estivesse " brincando de dar aula". Mas o meu estranhamento é exatamente fruto da imagem que eu também tenho do professor, do que eu espero que um professor seja - a imagem furada que os alunos têm.Eu mesma tenho que me lembrar de que professor é " gente como a gente". Talvez assim eu possa mostrar aos alunos que dar aulas não é sacerdócio e muito menos o professor é o detentor das verdades absolutas.

Sala de aula é um espaço por onde o poder circula,mas também é o lugar onde se constrói, se ensina, se aprende e se compartilha.

( Eu não sei ao certo o que quis dizer, mas precisava arranjar um jeito de pensar sobre esse assunto.)

O primeiro livro que li - Brincadeira Literária

Atendendo  às regras da Brincadeira literária, aí  o post sobre o primeiro livro que li:



Não sei se " A Cidade Perdida" foi exatamente o primeiro livro que li,mas foi o que ficou na minha memória. Eu devia ter entre cinco e seis anos quando ganhei esse livrinho de uma namorada do meu pai. Engraçado que me lembro de ela ter me dito que tinha comprado o livro pra mim porque meu pai dissera a ela que eu gostava de ler. Como que eu deria gostar tanto assim de ler - ao ponto de o meu pai, que não morava comigo, saber disso- se tinha acabado de ser alfabetizada?? Só sei que adorei o presente e a moça subiu muito no meu conceito. Namoradas de pai nem sempre são as pessoas que mais amamos, mas se elas dão presentes legais fica mais fácil gostar delas. rsrs

Sobre o que era o livro? Ah, não dá pra lembrar! hahaha Sei que tinha alguma coisa a ver com ecologia. A cidade desaparecia porque seus habitantes não souberam cuidar dele. Mais que isso não lembro mesmo. A única coisa que me vem à memória é uma ilustração que tinha no livro: um homem bigodudo (acho que era um mágico) que me parecia o Dr. Robotnik, do Mario Bros.

Infelizmente, não tenho mais esse livro. Um temporal , acho que em 1990 ou 91, derrubou uma das paredes da minha casa e muita coisa se perdeu, dentre elas o " A Cidade Perdida". Quanto àquela namorada do meu pai, convivi com a moça por mais uns quatro ou cinco anos , sempre ganhando presentes legais. Ela era muito gente boa. E muito esperta também: livros sempre foram meus presentes favoritos e a melhor maneira de me conquistar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Juju vai ao cinema: " O Amor Acontece"

Hoje assisti a um filme que não sei exatamente como classificar: O Amor Acontece, com o Aaron Eckhart e a Jenifer Aniston.Não sei se é um filme muito bonito, que faz a gente chorar rios de lágrimas, ou se é um filmezinho cretino, com uma historinha cretina, contada umas mil vezes e de forma muito melhor em outros filmes.

O enredo é assim: um cara perde a mulher, escreve um livro sobre o modo como enfrentou a situação e vira um palestrante famoso e rico. A fim de ministrar um workshop sobre superação da morte de entes queridos, o moço se instala num hotel em Seattle. Lá conhece a personagem da Jen, a Eloíse. Entre muitas situações simpáticas, algumas piadas razoavelmente engraçadas, o cara ( não consigo me lembrar do nome dele por nada) ajuda um dos participantes do workshop a lidar com a perda do filho ( a história desse homem que perdeu o filho é bem bonita e poderia ter sido mais bem explorada, eu acho) e tem de lidar com os seus próprios sentimentos.

Não sei... Eu chorei muito, fiquei tocada em algumas cenas, mas a impressão que tive é a de que o filme é feito de emoções fabricadas, bem rasteiras. Os clichês já começam na cena inicial: limões sendo cortados e transformados em limonadas... Não gostei disso! Depois de uma sequência de cenas que apresentam o mocinho, aparece a Jen... ops! quero  dizer ( rsrsrsrs), a mocinha Eloíse.

Será que só eu não vi muito sentido no modo como eles se conhecem?O mocinho e a mocinha se esbarram no corredor do hotel onde ele está hospedado e onde ela trabalha. A tal da Eloíse, uma mulher adulta, com seus 40 anos,  simplesmente rabisca a palavra " abelhudo" atrás dos quadros que enfeitam os corredores do hote e o mocinho a encontra no momento em que ela tá saindo da " cena do crime"... Tá, a ideia do roteiro é até legal,mas não combina em nada com a personagem. Não há nada de irreverente e engraçado na moça. Ela é uma mulher comum, que é traída pelo namorado, tem uma mãe um tanto estranha, enfim o estereótipo das personagens femininas de comédias românticas...

O problema do filme, pra mim, não são os clichês. Longe disso. Adoro uma comédia romântica, adoro saber exatamente os elementos que elas têm a oferecer. Mas nesse " Amor Acontece",  a sensação de reconhecimento, de prazer, de encatamentos que as  boas comédias românticas proporcionam não acontece. Fiquei sem saber se o filme era pra rir e me apaixonar ou se não passava  de uma grande lição de moral... Ainda não sei.

Hum, pra que não achem que sou chata -exigente- reclamona, houve uma coisa de que gostei no filme: a Jenifer Aniston. Não sou particularmente fã dela ,mas sou APAIXONADA por FRIENDS, logo, assim que me deparo com a cara da moça onde quer seja,espero que surjam de algum lugar Ross e Emma; Monica, Chandler e seus gêmeos; Phoebe e seu marido gato; Joey.

A Jen nunca me convenceu muito nos filmes que fez até então. Ela sempre foi a Rachel pra mim, não importava o papel que fizesse. Mas não é que nesse "O Amor Acontece" não aconteceu  de  eu achar que  em algum momento iria tocar " I'll be there for you"... Disso, eu gostei. Do filme, não!rs

quinta-feira, 4 de março de 2010

E que fim mesmo levaram joelhos?

Estão todos na minha barriga!!

Gente, modéstia à parte, ficaram uma delíciaaaaaaa.

Ou nas palavras da minha vó: " Tá de comer rezando!!!"

Cozinha Maravilhosa da Juju

Não direi que A-D-O-R-O cozinhar, porque não é verdade verdadeira. Gosto sim, de vez em quase nunca, de separar os ingredientes, ajeitá-los na mesa como se estivessem naquela bancada da Ana Maria e brincar de Mestre Cuca. Me sinto a própria Ofélia.

Uma das minhas lembranças da infância é a de assistir ao Cozinha Maravilhosa de Ofélia e me imaginar no lugar daquela assistente dela. Tinha uma pena da assistente. Sobrava pra ela todo o trabalho pesado do programa: limpar, cortar, carregar tabuleiros pra lá e pra cá.

Outra lembrança vem da época que eu tinha uns cinco anos. Fiz minha mãe prometer que me deixaria dar cinco mexidinhas na panela do feijão. Quando isso aconteceu, fui a pessoa mais feliz da Terra. Hoje em dia, mal sei usar a panela de pressão e,muito menos, como feijão ( só o fradinho, na salada).

Toda essa lenga - lenga sobre cozinha é porque acabei de me lembrar de um tônico para espantar essa macambuzice que me acometeu ( em outras palavras, estou num momento jovem -mulher- em -TPM- passando -por -mudanças- com -tendências - a se - deixar - levar - pela- melancolia- dos -dias - garoentos) : sovar massa de joelho.

Joelho. Aquele salgado recheado com queijo e presunto. Em Niterói e adjacências ( uma cidade daqui do RJ, que fica do outro lado da Baía de Guanabara), chamam de Italiano. Não me aguento com a cara que os vendedores dos quiosques da Forno de Minas na Rodoviária de Niterói fazem ,quando peço " um joelho, por favor". Até parece que estou pedindo para que arraquem com uma serra elétrica uma de suas articulações e que sirvam um joelho bem ensanguentando.

Digressões à parte, A-D-O-R-O fazer joelho. Misturar com as mãos ( bem lavadas e desinfetadas, claroooo. ) os ingredientes; ver o acúçar, o sal e o fermento juntos se transformarem em líquido ( nunca entendi como isso acontece. Alguém versado em culinária ou química pode me explicar?); sentir o cheirinho que vem do forno, enquanto os joelhinhos estão assando.

Mas o MELHOR é sovar a massa. Bater, tacar na mesa, amassar, amassar. Não há melancolia, cansaço, tristeza, problema, ataque de pelanca que resista à surra que se dá numa massa de joelho ( ou de pizza. Também gosto de fazer pizzas. huumm. Não, prefiro comê-las!). Pra completar, casa vazia pra que ninguém possa te perturbar com " Você tá sujando muita louça! Eu não vou lavar nada, hein?!" e música boa pra você cantar ao berros, num estilo bem " Fafá de Belém" de ser.

(Agora, vou lá no mercado comprar fermento, que não tem aqui em casa.)

terça-feira, 2 de março de 2010

" Você se lembra do primeiro livro que leu?"


Num dos blogs que leio, achei o banner de um desafio muito legal. Dê uma olhadinha no blog Ler, Dormir, Comer




Selinho



Recebi um selinho bonitinho da Cíntia, a moça mega eficiente( e mega, mega gente boa também) que mantém um monte de blogs muito legais.Leio todos!!!! Obrigada,Cíntia!

Com o selo, sempre as tarefas. Vamos a elas:
1- Dizer por que  o meu blog merece flores.  Hum, posso fazer uma piadinha infame e bem sem-graça? rsrsrs Meu bloguinho merece flores porque ele é uma " fina flor".
Péssimo, péssimo, eu sei!

2- Oferecer o selo a cinco blogs.
 Vamos lá:
Pão e Tulipas  ( Adoro as notícias que a Larissa manda da Espanha!!!)
Livros, Bobagens e Guloseimas ( Delicinha de blog!!)
Sem Pretensões ( O blog cheio de potencial,mas abadonado- infelizmente- às moscas da Jaqueline. O selinho é um incentivo para que você vença a preguiça,amiga!!rsrsrsr)
Ler,Dormir, Comer ( blog que conheço pouco, mas a dona teve a excelnte ideia do desafio de que falei no post anterior.)
Será que sara?! ( blog de casamento, mas que eu adoro ler).

Por último, mas não menos importante: Meu outro blog, o Historinhas, também ganhou esse selo. O presentinho veio da Lia. Vou postar o selo lá, Lia!!!!!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Escuridão

Minha amiga Jaqueline, com seu jeito blasé de ser, acabou de fazer com que eu me sinta uma DOIDA.


Sabe o que é? Faltou luz aqui no bairro e eu... TENHO MEDO DE ESCURO. Tava aqui , lendo mais um trechinho de " Casório?!" ( o livro sobre qual falei no post anterior), quando pum... cadê a luz???

O bom é que o notebook tá carregado, logo pude usá-lo como lanterna. Revirei rtodas as gavetas do mundo atrás de uma vela e nada. Tive que apelar pra vizinha, achar um casaco, sair na chuva, ufa.

Agora tô aqui , ligando pra Light ( a companhia de energia) pra tentar descobrir quando a luz volta. A mulher quer que eu informe um número de cadastro que tá na conta de luz. Alguém pode explicar pra ela que tá escuro aqui e eu não tenho a menor ideia de onde esteja a conta???

Antes de ligar pra Light, liguei pra Jaqueline e ela tava num ônibus lotado, maldizendo a chuva que não para de cair e nem deu importância ao fato de que eu - uma mulher de 25 anos, gozando de perfeita capacidade física e mental- estou SOZINHA no ESCURO. Essa minha amiga traíra ainda teve a coragem de achar muito estranho o fato de eu ligar pra Light.

Não sei se funciona, mas ligar pra Emergência da companhia de luz me faz bem...rsrsrs



P.S.: Juro solenemente não dar atenção a mais nenhuma lamúria da D. Jackie, amante da noite, da escuridão e de dias  friorentos e chatos como esse!!!!

Tá lendo isso, d. Jaqueline?????

"Com quem será? Com que será ? Com quem será que a Lucy vai casar?"



Sim, sou metida a pseudo-intelectual. Sim, tenho todos os preconceitos literários possíveis e imagináveis. Sim, não leio Paulo Coelho nem que me paguem. No entanto, me rendi a um delicioso livro de mulherzinha, " Casório?!", da Marian Keyes.


Já havia tentado ler dois outros livros dessa autora que Deus e todo mundo ama, mas não consegui por nada nesse mundo. " Melancia" é neurótico e ensandecido demais pro meu gosto. rsrs Fiquei totalmente perdida já no primeiro capítulo. " É agora ou nunca" parece não ter fim, com suas mocinhas autodestrutivas e todo um dramalhão mexicano. Não rolou.

Daí que eu tava olhando um livro e outro numa livraria e dei de cara com " Casório?!". Gostei da sinopse, mas não ia pagar quase 50 reais por ele NUNCA rs. Então, baixei da internet e, agora, cá estou viciadinha nele.

Gostar desse livro deve ter algum significado oculto para a compreensão dos minhas muitas maluquices rsrs, porque me identifiquei por demais com a mocinha, Lucy Sullivan. Temos quase a mesma idade, amamos reclamar da vida, temos pouco dinheiro no banco e outras coisitas mais que só lendo e me conhecendo pra saber. Haha Até parece que Lucy não é um estereótipo das jovens mulheres contemporâneas. Eu e todo mundo nos identificaríamos com ela!!!!!

Talvez o que tenha me fisgado foi o humor ( bem menos ácido do que vi no primeiro capítulo de " Melancia") e o mocinho da história. Hum, bem, não posso contar quem é o mocinho porque estraga a surpresa... Ah, que nada!rs Dá pra sacar de cara quem o moço com que Lucy vai se casar. Ah, sim, claro, Lucy vai se casar. É o que afirma uma taróloga que ela e as colegas do trabalho consultam. O noivo será um alguém que Lucy julga não ter nada ver com ela... Lucy , óbvio, vai ficar se perguntando quem é o tal rapaz? A resposta é um clichezão, mas um clichezão muuuiiito fofo!!!

O arquivo de PDF que baixei tem mais de 800 páginas, mas nem deu pra cansar. Fiquei tão envolvida com as sandices de Lucy ( ah, ela ganhou um lugar no meu coração ao lado da Bridget Jones) e deliciada com os momentos que ela compartilha com o mocinho (um mocinho assim quero pra mim! rsrs) que, quando me dei conta, o fim de semana e parte da minha segunda -feira já tinham acabado.

Bem, agora vou voltar a ler o " Clube do Filme", que é, de fato, muito, muito bonito.
 
 
P.s.: Lia, fã do nosso amigo Fernando, o mocinho da Lucy é igualzinho ( ou até melhor ) que o mocinho da Amanda. rsrsrsrs