Meu coração de manteiga se rende à beleza de certas coisas, apesar de toda a prepotência que trago em mim.
Fico muda, silenciada, rendida mesmo diante de palavras bonitas assim: " o nome do personagem do texto está com letra minúscula para que os leitores observassem que assim como a letra do seu nome era minúscula; minúscula também era sua forma de pensar".
Uma aluna minha - e eu tenho uma vergonhazinha de chamar gente tão interessante e tão mais sábia de aluna - escreveu isso. O nome do personagem conto " O arquivo", de Victor Giudice, é joão, com a letra inicial minúscula mesmo. O porquê de um nome próprio escrito em minúscula?
Nem em milhões de anos eu poderia explicar de forma mais bonita. Bem como eu não poderia explicar o aperto que vem no peito quando me dou conta do que aprendi no fim de uma aula.
A Lygia Fagundes Telles disse pra alguém, em algum lugar, que literatura é uma forma de amor. E o que é então uma aula de literatura, senão um exercício de amor?
4 comentários:
Ai que lindo!
É uma impressionante como aprendemos sempre, mesmo quando temos que ensinar. Eu aprendo todos os dias algo novo com a minha pequena de dois anos!
Beijos!!!
Que lindo, Ju!
Isso foi na classe dos pré-adolescentes? Pq se for, essa menina com certeza tem futuro. Eu não teria respondido isso, ia dizer que é porque o personagem é muito comum (João é um nome bem comum) ou qualquer coisa parecida.
Bjs
Que fofa!!!
Essa tem futuro [2].
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