domingo, 11 de abril de 2010

Amigos

Há aquela cuja sala de estar tem um silêncio que eu queria guardar numa caixinha.


Há aquele que eu queria que fosse pequenino ao ponto de guardá-lo no bolsinho da minha calça.

Há aquele para quem sou incapaz de dizer “não”.

Há aquela que redefine o sentido da palavra “distância”.

Há os que surgem aqui em casa sempre na base da surpresa, trazendo “um pouco de calor”.

Há os que andam por aí nesse mundão, os que não dão as caras há muito tempo, os que só parecem ser “ voz ao telefone”, os que ficaram na memória, um que tem o melhor abraço do mundo, aqueles em que “me diluo e me abrigo”.

Às vezes, ao falar deles, faço parecer que são tantos, mas nem são tão inúmeros assim. É que sou cheia de sorte, então os que tenho bastam tanto, são tão suficientes que valem por uma multidão.

Ainda me espanto com a capacidade que eles têm de me inflar de afeto, de fazer com que eu me aperfeitamente ajustada. São eles que me ensinam que a intimidade não é tirana e que amor é sempre libertador.

Que bom que não me acostumo com as facetas e os poderes desse sentimento que faz do meu peito um mar bravio, dos meus amigos portos sem solidão.

3 comentários:

persentido disse...

vou tomar umas superpílulas de polegarina.

Cíntia Mara disse...

Que lindo :)

Chico Mouse disse...

Em se tratando de amigos verdadeiros, qualidade, e não quantidade. É o que eu sempre digo. :P