quinta-feira, 8 de abril de 2010

Livros, bobagens e rímel

Saldo da feira de livros: Clarice, Lygia Fagundes Telles, Bernardo Carvalho ( um cara que eu tava " paquerando" faz temp, um exemplar charmosinho de Madame Bovary, um livro de uma francesa best-seller (que comprei só porque tava escrito " O novo Madame Bovary"),Ruben Fonseca.

E o que estou lendo? Mais um dos e-books da Marian Keyes, " Sushi".

Tô perdendo o preconceito contra a moça. Ela sabe escrever uma historinha " chiclete". Você começa a ler e não quer largar nem pra tomar banho. Esse " Sushi" não é tão divertido e engraçado quanto " Casório". Nesse último, a narradora é a protaganista, uma sujeita cheia de humor e um tanto auto-destrutiva. Em " Sushi", a narração é aquela em terceira pessoa, onisciente. As personagens não veem tanta graça na vidinha que levam. Não há aquele tom de gracejo que me fez achar que a Lucy era o meu gêmea. O negócio agora é uma pouco mais agridoce.

Mas o livro é maneiro. O enredo gira em torno de três mulheres de trinta anos. Duas delas trabalham numa revista feminina. Estão lá tudo o que povoa os estereótipos do universo feminino: casamento, trabalho, vida amorosa, frustração, depressão, homens bonitos e encantadores. Só que há uma certa humanidade por trás das personagens. Por mais que tenha aquela sensação de que já vi aquela história em algum lugar, admito que essa impressão não vem apenas da repetição dos temas femininos. As mulheres descritas lá são bem próximas a realidade.

E sabe o que tô gostando nessa Marian Keyes? Você não percebe nos livros nenhum tom de " eu tento fazer literatura de verdade,mas não consigo" ou " livro descerebrado pra pessoas descerebradas e ponto". O texto é divertido, prazeroso, despretensioso. Gosto de despretensão.

Bem, se em " Casório" me enxerguei na mocinha; em " Sushi", fiquei na dúvida. Meu coração se compadeceu fortemente da editora-chefe da revista, a Lisa, mas ela é glamourosa, bonita, destemida e predadora demais pra que eu pudesse alardear alguma semelhança entre nós. Estou mais para o estilo " Sou - looser - mas - tenho um certo- charme" da redatora Ashling. A mulher é cheia de manias, carrega o mundo dentro da bolsa e tem uma obsessão: a falta de cintura. Foi aí que a minha capacidade empatia entrou em ação. Acho que , considerando o monte de tecido adiposo que há em volta dela, minha cintura está ok, entretanto compreendo a busca incansável de Ashling pela cintura delineada que nunca terá. Sou assim com os meu cílios.

Só me dei conta de que tenho olhos muito pequenos depois de uma aula de LIBRAS ( a língua de sinais). Os surdos , além do nome, usam um sinal para se identificarem. Esse sinal faz alusão a uma característica física bem notável - e acho que imutável. Do tipo, bateu o olho,identificou. Na primeira aula, a professora- que é surda- foi escolhendo um sinal pra cada um dos alunos . Fui presenteada com um que indica " olho pequeno". Acabou! Fiquei obcecada.hahaha

Mas como é que a pessoa nunca tinha notado que os olhos somem quando sorri? Como é que a pessoa nunca tinha desconfiado dos fotógrafos que acham que os seus olhos estão fechados na hora da foto? E os cílios?? Eles mal existem. Bem ,se existissem e fossem fartos, me impediriam de enxergar...hahahaha Tenho tudo em tamanho bem grandinho: sapatos 39, um par de tênis 40 ( vitória das vitórias: achei um modelo feminino tamanho 40. Pelo menos o vendedor me convenceu de que é feminino...rsrs) mãos enormes, um cabeção, bochechas boas de apertar, fartura nos decotes ( gostaram do eufemismo? rsrs Digamos que nunca precisarei de silicone), mas olhos enormes, felinos, sonhadores ... Ah, isso, isso, Deus não quis me dar.rs

Resultado da descoberta dessa dura realidade: rímel, rímel e mais rímel. Se eu fosse bonitinha e arrumadinha, teria uns cinquenta. Como sou uma desarrumada e preguiçosa, tenho cinco. Uso sempre, todo dia, religiosamente. E o melhor elogio que se pode fazer a mim é : " Pra que rímel? Você tem cílios bonitos!!" hahaha Ouvir algo assim me mostra que , apesar de ser uma nulidade no quesito maquiagem, desenvolvi bem minha habilidade com aquele pincelzinho e o aquele cremezinho preto que não sei de que é feito.

Um dia, terei coragem suficiente pra operar o curvex.

P.s.: O título do post é um quase plágio do título do blog Livro, Bobagens e Guloseimas. Adoro esse nome!! Já disse pre Mirian que morro de vontade roubá-lo pra mim. rsrsrs

P.s.: Um post enorme pra um assunto inútil.rsrs Duvido que algum homem tenha conseguido chegar até aqui. Aposto que, se algum começou a ler, parou no segunda parágrafo. hahahaha

3 comentários:

Lia disse...

Adoro eses posts seus Ju!

Cíntia Mara disse...

Morro de rir com seus posts, Ju!

O problema de "tecido adiposo na cintura" eu também tenho, embora pra mim o pior sejam as coxas. Quanto aos olhos, não posso reclamar. Se eles fossem azuis eu ia ser insuportável, porque já sou convencida à beça com minha cor mais ou menos mel, kkkkk. E os cílios... Bom, papai do céu foi bem generoso na família da minha mãe, não tem uma mulher que precise usar muito rímel.

Quer uma dica? Dizem que bepantol líquido é bom pra fazer os cabelinhos crescerem ;)

Beijos

Miriam disse...

Olha só o que achei! kkk Já te disse que um dia dou ele pra ti, né?!

Um beijo!!

Livros, Bobagens e Guloseimas!