sábado, 29 de maio de 2010

Mais um " furto" de coisas bonitas

Li isso daqui num blog lindo, lindo e chorei.

Hoje eu estou feito a Rita:


"Eu queria me reinventar. Não toda eu, mas queria dissolver parte de mim e me juntar de novo em outra forma. Não falo do corpo, falo da vontade. Não: um passo além, falo da coragem. Porque tem coisas que só mesmo respirando fundo e chutando forte; alguns baldes são bem pesados. É preciso coragem. Mas me falta. Quase não me reconheço nessa frase, sem coragem, nem sou eu. Mas baixo a cabeça, encolho os ombros e humildemente reconheço que me falta aquele fogo indispensável às grandes mudanças. Que pena, eu costumava ser bem destemida. Onde foi que isso abrandou, alguém viu? Não sei.


Em outros tempos, outras décadas, as das minhas avós, alguém diria resigne-se, eu diria sim, pois não. Em outros tempos meus, só meus, eu diria avante! e seguiria saltitante quase rindo dos medrosos. Hoje, porém, paro no abismo e me encolho diante do desconhecido. Como me diminuí assim? Em que curva recuei, eu, senhora das ousadias? Não são os filhos, esses me servem de estímulo a peripécias, aquelas carinhas sapecas cheias de queros e possos e sous. Não é meu marido, que esse me olha e me vê forte. Sou eu mesma, sei. Um lado esquisito que venho cultivando ultimamente que tudo pesa, pondera, mede, eca.


E quanto mais adio e rodopio em torno das ideias já quase velhas, mais me dou conta do tamanho do desperdício. Mas as idéias, coitadas, não passam disso e seguem embaralhadas por entre meus miolos preguiçosos de quem pensa e não faz. Que coisa, isso, não? E o caminho me parece tão obviamente torto que acho mesmo espantoso que eu nele permaneça. Devo estar louca. Ou quem sabe é só comodismo mesmo. Vou dormir. Quem sabe amanhã vejo tudo diferente e já me sinto reinventada. É bem capaz."


O blog da Rita é lindo de verdade. Passa lá!

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