quinta-feira, 24 de junho de 2010

Assassinato no Expresso do Oriente

Aos 13 anos,  eu queria ser Agatha Christie, quando crescesse.
Diversão era passar as tardes, sentada nos galhos da goiabeira do quintal , lendo todos os livros da Agatha. Nessa época, eu tinha quase uns trinta livros dela. Depois, de tanto emprestar, eles foram desaparecendo. Até o meu favorito dela, Punição para a inocência, tomou chá de sumiço.

Domingo, depois do jogo, esbarrei num daqueles livreiros de rua e dei de cara com um exemplar baratérrimo de  Assassinato no Expresso do Oriente. Comprei e reli.Pra gostar de Agatha, tem que ler esse livro. Talvez seja o mais surpreendente de todos que ela escreveu. Ah, não! Tem  O Assassinato de Roger Ackroid também. Ambos são de fazer o queixo cair.


A trama de AEO se passa dentro do famoso trem Orient Express.  Durante uma forte nevasca que  interdita a linha férrea , um ricaço americano é assassinado.  Entre os passgeiros, está Hercule Poirot, o personagem mais famoso da Agatha. Adoro o Poirot! Ele é um velhinho excêntrico, totalmente “ sou- a –última –bolacha- do pacote”,  levemente obsessivo-compulsivo, mas uma pessoa extremamente inteligente e de bom coração. Poirot  não faz mesmo a linha do detetive que sai atrás de pistas e acha que ela são fundamentais para se resolver um crime. Para esse velhinho belga, a ferramenta de trabalho de um bom detetive é “ massa cinzenta”.
No AEO, Poirot faz muito uso de seu cérebro para tentar encontrar o assassino do tal ricaço americano, Mr. Ratchett, pois   não  é possível identificar suspeitos para  o crime. Todos os passageiros do trem parecem ser igualmente culpados e inocentes. 
Como não poderia deixar de ser, há nesse livro, toda a galeria de personagens típicos da escritora: um coronel inglês durão e frio, uma jovem bonita e autossuficiente, uma senhora exagerada e meio maluca, membros da realeza européia. Quando já se leu tantos livros da Agatha, a gente já começa a sacar quem é o assassino só observando as características dos personagens. Mas ,em AEO, a Agatha foi bem inovadora, por assim dizer.
Esse livro pode ser tudo, menos óbvio.
E o melhor: não desgrudei do livro. Até parecia que já não sabia final... = p

p.s.: há o filme baseado no livro,mas eu ainda não vi.

2 comentários:

Lia disse...

Nunca li nada da Agatha Christie...mas morro de curiosidade... quem sabe nestas férias...

Cíntia Mara disse...

Esse livro tá na minha lista pro Desafio Literário em agosto e agora me deu ainda mais vontade de ler. Fico com o pé atrás, porque eu sou MUITO medrosa. Li "O caso dos dez negrinhos" quando estava no ensino médio e nem me lembro quem era o assassino, acho que meu cérebro bloqueou algumas coisas senão eu ia ficar sem dormir. Ridículo, eu sei. Mas pra quem passou uma noite em claro com "A droga da obediência"...