terça-feira, 8 de junho de 2010

Leve

Ontem, Sueli e eu estávamos compartilhando nossas pequenas angústias de estimação ( angústias nossas e de meio mundo):

 Quem foi mesmo que disse que é preciso ter casa, marido, emprego, cachorro, tudo antes dos 30 anos?  Você consegue cumprir muito bem as metas. Beleza! E depois, faz o que da vida? Só aos vinte anos se é feliz? 30 anos é o fim da linha? Existem manuais, regrinhas?

A vida é tão MAIS ,né? Tão mais interessante e instigante; tão cheia de de possibilidades e , sobretudo, cheia de términos e começos. Fiquei pensando no " Comer , Rezar, Amar", livro do qual gostei muito. A narradora tinha a vida perfeita, consegeuiu cumprir todos os itens da lista da felicidade e chegou à casa dos 30 com tanta angústia, se sentindo tão na m*** que precisou percorrer meio mundo pra se resolver.

A verdade é que o mundo espera uma coisa de nós; o mundo  tem  um tempo e um ritmo que não combinam exatamente com o ritmo da gente.  Querer que o mundo espere por nós causa angústia,no entanto querer se guiar pelo ritmo frenético dos nossos tempos também é enlouquecedor.

Da listinha de itens fundamentais para a felicidade, acho que só tenho um e nem sei se quero , de fato, agora, já, nesse segundo, todos os outros. Sussu tem um item também. O dela é  daqueles mais desejados, porque ela teve a sorte(prefiro achar que foi abençoada) de achar um parceiro daqueles que tornam a vida mais fácil.

Daí que perguntei pra Su se ela acha que o casamento dela é pra sempre e eis que minha amiga responde:
" Não sei. Sei lá! Não penso nisso! Casei pra ser feliz e pra fazer feliz.Casei pra viver. Pra sempre é muito pesado, é muito tempo." Essa minha amiga sabe das coisas,né?

De vez em quando, fico em pânico com as pressões sociais todas,mas ultimamente tenho desejado( ou tenho me vsido obrigada a desejar rsrs) seguir essa cartilha da Su. Vivo pra viver mesmo; o resto é consequência!

Poxa, me  lembrei agora de um trecho do primeiro dvd da Maria Rita. Nele, a cantora comenta uma música, citando uma entrevista da mãe dela. Na  tal entrevista,  perguntam pra Elis o que ela desejava para a filha recém-nascida. Elis responde: " Que ela seja leve!".

Acho que é assim mesmo que o casamento, o trabalho, o amor , tudo deve ser: leve.

P.S.: A música que a MR comenta é essa coisa escandalosamente linda aqui: Menina da lua

4 comentários:

simplesmentemonalisa disse...

Não pense no que o mundo espera de você, pense sempre no que você espera de você!
Beijus

Cíntia Mara disse...

Ah, Ju, por mais que a gente tente se desvencilhar dessas pressões da sociedade, será que queremos mesmo? Eu também tenho um item na "lista da felicidade" e só Deus sabe o quanto sinto falta de outro. (Casa é mais fácil de conseguir tendo dinheiro e marido; cachorro nem morta.) Se é porque eu fui condicionada a isso ou porque quero mesmo, nunca saberemos; o fato é que o vazio existe ali e quer ser preenchido (rápido, de preferência).

Bjo

Lia disse...

Oh Ju, adorei.

Um dos desafios da minha terapia é este... Se tornar mais leve!

Sofrer menos, esperar menos. Não é facil não. Mas eu quero aprender a ser leve. E principalmente livre!

As convenções existem mais pra quê preencher todos os intens da lista né?!
bjs

Lia disse...

ah outra coisa....to viciadinha na Maria Rita. Culpa tua..rsrs