sexta-feira, 30 de julho de 2010

Ainda sem ideias para títulos

Vira e mexe, dou uma olhadinha nas estatísticas de visita do blog. Não sei  se a ferramenta que o Blogger disponibiliza é confiável ,mas eis os dados que ela me forneceu ontem:

25 pageviews; 45 visitas àquele post sobre o meu futuro casamento com o Thiago Lacerda ( o Google manda um monte de gente pra cá por causa da foto do vestido das madrinhas. Engraçado,né?); alguns sites de referência, dentre eles o Twitter.

Opa! Perae! Como é que alguém chegou até aqui através do Twitter? Eu mal uso o Twitter e muito menos coloco link do blog lá. Fui checar essa informação, claro! ( Me senti uma inspetora  da Scotland Yard agora! Influências de “Pedaço do meu coração”... Por falar nele: tá cada vez mais maneiro esse livro,gente!). Seguindo as pistas fornecidas pelo Blogger, caí num perfil  chamado@ MeninaDay. Eiiiii, eu conheço a menina aí na foto... É a  Dayana. Olhem só porque 2 pessoas chegaram ao blog através da Day:

http://juliana-finaflor.blogspot.com/ da Ju. A Ju é uma figuraça!! O blog é ela todinha! De rir, chorar, ouvir, sentir...  

Olha, me senti muuuuuito chique! 

Descobri, dia desses, que a Day vem aqui me visitar. Fui mostrar aquele negócio sobre adultos de verdade pra Ju e ela me disse que já tinha visto porque a Day tinha comentado com ela.
Pois é, todo esse papo é para mostrar que eu mordo a língua bonito, de vez em quando.  Já falei assim pra Cíntia: “ Morro de medo de que meus alunos descubram o blog, mas acho que não corro esse risco. Quase ninguém entra no blog. Só vocês mesmo  ( as meninas do chat) e algumas outras pessoas. Das pessoas que conheço de carne – e – osso, só David e Camila. Ninguém mais”.

Bem, acabo de perder  a ilusão de achar que   controlo com mãos de ferro o fluxo de pessoas que lêem o blog.  Conhecidos de carne – e – osso  , conhecidos da internet,  desconhecidos, fiquem  à vontade!! 

Quanto a essa história da Day me chamar de figuraça, não acreditem nela, tá? Afinal, ela nunca  teve vontade de  me matar porque sou uma péssima companheira de equipe quando jogo Perfil, nem nunca compartilhou horas de risadas num certo show cantoterápico, nem me manda gravações  especiais das Chicas! =p


Sem ideias para um título decente

Eu tinha outros planos para o que iria dizer aqui hoje, mas  fui ler os blogs alheios antes.

Mudei de planos; Luciana e Fabiane me fizeram mudar.

Nosso sonho
Se perdeu no fio da vida
E eu vou embora
Sem mais feridas
Sem despedidas
Eu quero ver o mar
Eu quero ver o mar
(Vanessa da Mata)

 "(...) E com meu coração tão calmo eu voltei a sentir o soninho de sofá de casa com manta que sinto ao lado dele (...) E sempre acabamos suspirando aliviados "alguém é bobo como eu, alguém tem esse humor" e mais uma vez rimos da piada que inventamos." ( Tati Bernardi )


Ambas me fizeram lembrar de alguém que sabe exatamente o que significa " querer ver o mar".


( Sim, tô meio enigmática hoje! =p Deve ser porque minha prima adolescente veio aqui em casa. Sentamos na cama e eu fiquei ouvindo  os suspiros dela pelo Justin Bieber. Falei pra ela que esse Justin tem voz de mulher. Ela disse que não tem problema, a voz dele é de menino que ainda não virou homem; a voz vai mudar.
Minha prima também anda apaixonada por outro Justin, o Timberlake. Fez um teste na Capricho pra saber se teria chances de casar com ele.  Será que eu tenho chance com Justin Timberlake também? =P)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um draminha de vez em quando não faz mal a ninguém

Daí que eu tô meio esquisita, meio assim  num clima meio " roubaram-o-meu -picolé - puxaram - o -meu cabelo- quero- minha-mãe".  Mas podem  ficar tranquilos porque não entrarei em detalhes pormenorizados dessa onda de chatice que se abateu em mim. Vai passar; sempre passa! =)

Bem, se poupo as pessoas virtuais das minhas lamúrias, não faço o mesmo com as pessoas reais que me rodeiam.( risada malévola Ra!). Peguei o telefone, liguei para uma alma afim, aquela pessoa que também passa por uns momentos de parafuso frouxo, que me entende, que eu aturo em momentos de crise também, claro. Meu objetivo era fazer um drama básico, complementar com uma dose de charme também básica, tudo muito num estilão " meu coração está muito despedaçado MERMO".

Eis que a alma afim atende o telefone e... está lá, em algum lugar,  comendo alguma coisa muito boa, se divertindo  com outra alma afim. Não pode! Não! Não!

De vez em quando, me bate um negócio de que as pessoas não deveriam existir, comer, respirar por aí sem mim. Será que  o fato de ser filha única explica tanta possessividade, gente? =p

(Ah, juro solenemente que, na maior parte do tempo, não sou assim tão dramática, nem tão possessiva,tá? É verdade! Acreditem! kkk )


P.S1.:Vanessinha, eu esqueci completamente de dizer qual é o nome do autor do " Pedaço do meu coração". Ainda bem que não vivo de fazer comentários sobre livros,né?  Já teria morrido de fome! kkk

O autor daquele livro de que falei láááá no post anterior é Peter Robinson e a editora é a Record.

P.S2.: LEITORES DO BLOG DA CÍNTIA que vieram visitar  este bloguinho, entrem, sentem, levem tudo na brincadeira e fiquem à vontade. =)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Pedaço do meu coração

O título do livro que estou lendo causa uma certa comoção. Hoje,  o rapaz da locadora que frequento ( Sim, eu ainda vou a locadoras de filmes!)num acesso de simpatia surpreendente ( ele faz o maior estilo “ emburrado- sim- e – daí" ) deu uma olhada na capa do livro e disse: “ Tá lendo o quê?” Não sei por que,mas me deu uma minivergonha por ter que dizer : “ Pedaço do meu coração”. Digam pra mim que vocês também acharam que o titulo é um tanto peculiar, digam!=p

Pois é , ainda não terminei de ler “Pedaço do meu coração”, mas já devo dizer que ando caidinha por ele. Quando não estou tagarelando no MSN ou assistindo a algum episódio de Arquivo X ou olhando pro teto mesmo, estou lendo esse livrinho ( “ inho “ nada! Tem mais de 400 páginas). É engraçado que esteja tão viciadinha porque demorou pra eu gostar da história, para me identificar.

Ah, pelo que pude perceber, há vários outros livros  cujo personagem principal é charmosão do Inspetor Alan Banks. Isso aí: inspetor! Eu já ia esquecendo de dizer que não há  nada de romântico na história. “ Pedaço do meu coração” é um livro policial, daqueles muito bem escritos. A trama dá conta de dois assassinatos ocorridos em épocas diferentes. Um deles acontece em meio a um festival de rock em 1969. Pra quem saca alguma coisa de rock, o livro é um banquete de referências sobre grandes bandas- inclusive o inspetor Alan Banks é apaixonado por música.Eu só reconheci as citações óbvias, tipo Rolling Stones, Pink Floyd, Led Zepellin, mas uma pessoa que confunde Kurt Cobain e Axel Rose não conta. =p

Como não sei fazer resumos decentes, “ roubei” esse daqui de um blog:

 1969. Na época de amor livre e pura rebeldia, os acordes de Led Zeppelin, Fleetwood Mac e Pink Floyd ainda ecoam na fria manhã de 8 de setembro. No local onde acabara de ocorrer o 1º Festival de Brimleigh, o corpo de uma jovem é encontrado. Nos dias de hoje, um jornalista é brutalmente assassinado ao fazer uma reportagem sobre uma banda de rock. Dois crimes separados por três décadas, porém com estranhas ligações. Agora, o inspetor Alan Banks deve conduzir as investigações e revolver surpreendentes mistérios do passado.

 Bem, leva um tempinho pra se entender o que uma história tem a  ver com a outra,mas depois que as conexões são feitas, fica impossível largar o livro. O mais legal  é justamente como as investigações do passado e do presente são apresentadas. É um livro com dois enredos paralelos que acabam por ter pontos de intersecções.

Estou na página 245. Por enquanto, estou adorando. Depois, eu conto o que achei das 200 paginas seguintes.

P.S.: Esse livro me custou quase nada na Livraria Nobel. Não sei se a promoção ainda ta valendo, mas, há umas duas semanas, todos os livros da Editora Record estavam com descontos maravilhos. “ Pedaços” custava 58 reais; comprei por 9,90!!!

P.S.: No afã de escolher DVDs, acabei esquecendo o livro em cima do balcão da locadora. Adivinha o que o rapaz que veio me entregar disse: “ Ei, você tá esquecendo  o pedaço do meu coração!”. Poético,não! kkkkk

terça-feira, 27 de julho de 2010

Virtual

Paulo Victor ao telefone com minha vó: " Vovó, cadê a Ju? Ela tá brincando com o computador?"

Xiii! É impressão minha ou já tá dando pra notar que esse notebook virou uma parte do meu corpo? =p 

Ouçam! Ouçam! Ouçam!



Me mostraram essa música hoje de manhã e, pra variar, fiquei com esses olhos de " pessoa-boba- quase- chorona" molhados.



P.S.: Adorei saber que existem várias adultas de mentira nesse mundo. Até me senti menos macambúzia depois dos comentários fofinhos.

Vanessa, alerta - cor é aquela brincandeira em que  uma pessoa diz uma cor e  todo mundo tem que procurar um objeto que tenha aquela cor. Enquanto o povo corre atrás de alguma coisa que seja " azul -da -cor -do -céu- do -deserto -do- Saara- às -três- da -tarde", a pessoa que escolheu  esse azul impossível tem que tentar tacar uma bola ( pois é, tem uma bola!) naquele que ainda não encostou na cor.

Por aqui, a gente também chama essa brincadeira de elefante colorido. As crianças da minha rua ainda brincam disso , quando se cansam de brincar de " Aprendiz" ou " Ídolos". Sério!! Fico na varanda só ouvindo: " Vocês está demitido!" A parte chata são as " audições" do Ídolos.=p

Ah, esse papo me fez lembrar de que eu brincava de Power Rangers! Lembram?  " É hora de morfar! " Eu era sempre a ranger amarela,mas eu queria mesmo era ser a Kimberly, a que namorava com o bonitão do Tony. Mas o meu ranger favorito era o azul, o Billy, o cedefezinho!

Ahh, eu brincava também de ginástica artística! Na época das Olimpíadas de 96, minha amiga  e eu pegávamos uma canga colorida , que servia como substituta  da fita que as ginastas usam, e fazíamos apresentações dignas de muitas medalhas de ouro.

Por falar em apresentações, minha prima e eu éramos verdadeiras dançarinas  do " É o tchan"!! Gente, ensaiávamos aquelas coreografias absurdas por horas a fio. Tínhamos sérios planos de substituir a Scheila Carvalho um dia! kkkkk

Chega, chega, chega! Senão o bichinho da nostalgia me pega de jeito e esse P.S. não terá mais fim. ;)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Adultos


Hoje fiz uma boa tentativa para ser um “adulto de verdade”. Sabem como é, “adulto de verdade” recebe os amigos em casa pra almoçar e conversar e não para ver Friends e comer pipoca,né?Três amigos daqueles mais –que – amigos- quase –irmãos vieram aqui almoçar. Meu plano secreto era que eles me livrassem dessa macambuzice que tem me deixado inquieta desde ontem. Amigos- mais- que –amigos- quase- irmãos  são tão eficientes nessa tarefa, ainda que nem percebam...

Então, fiz lasanha (modéstia à parte, ficou bem boa. Eu gostei! =p), comemos sentados à mesa e não na frente da tevê, falamos da vida. A encenação durou umas duas  horas. Lá  pelo meio da tarde, eu já estava tentando fazendo embaixadinhas com uma bola de Paulo Victor, depois tentamos brincar de alerta-cor sentados em nossas cadeirinhas, depois meu amigo ficou subindo e descendo da mureta da varanda,  tudo ao som do Pearl Jam e Paralamas.Até que nos comportamos...

Como é que são os  “adultos de verdade”? Eles existem? Jaqueline e eu estávamos nos perguntando agora há pouco. Eu sei que não sou um deles. Às vezes, me sinto uma fraude. Idade : 26. Maturidade : 12.
Adultos de verdade devem ser aqueles que não ficam por aí citando frases de seriados, não se comparam com personagens de desenhos animados, não ficam catucando  o colega ao lado só porque não aguenta ficar quieto.

Adultos de verdade devem ser aqueles que amam seus empregos incondicionalmente, não sentem vontade de matar o trabalho todo dia de manhã, não guardam chocolate, bala, trakinas no fundo da gaveta. Aliás, adultos de verdade não comem trakinas, não ficam revoltados quando o trakinas de morango acaba.
Adultos de verdade não andam em bandos, não chamam os amigos e a avó por apelidos nonsenses, não abraçam duas vezes o amigo só porque o perfume dele é cheiroso. Adultos de verdade têm só um amigo – O melho amigo -, aquele com quem tomam Martini e trocam informações sobre o mercado financeiro. Adultos de verdade entendem direitinho  o extrato do banco,têm dinheiro na carteira, sempre sabem a data de vencimento do cartão de crédito, sabem pra que serve  um cheque cruzado.

Adultos de verdade não choram porque a convivência em casa anda difícil. Aliás, adultos de verdade moram sozinhos ou são casados com aquele cônjuge chique, elegante e sofisticado.Adultos de verdade não sentem necessidade de se trancar no quarto e ouvir mil e duas vezes a mesma música, não  passam horas lendo Turma da Mônica na internet. Adultos de verdade compram livros como Ulysses , do James Joyce,  e leem; não deixam o livro ficar preto de poeira na estante.

Adultos de verdade não tomam fanta laranja e passam horas às gargalhadas num barzinho da Lapa, não passam o dia dos namorados espiando os prédios  da Oscar Freire, não se espantam porque as pessoas trocam a música bem na hora em que  estão  se acabando de dançar.

A lista das coisas que os adultos não fazem me parece bem grande. Só sei que não tenho ideia do que eles fazem, como eles são , onde se escondem. Só sei que não sou um deles e nem quero ser.

( Mentira! Às vezes, só às vezes, eu quero sim!)

Rádio Tristeza

Estou numa de música de " meu -cotovelo-dói- por- você". Pois é ,vai entender!

Essa daqui já tocou mil vezes hoje. ( Mentira! Acordei agora há pouco,então deve ter tocado umas dez vezes, só! =p)



Ah, conhecem a Rádio Tristeza? Existe! Um amigo me mostrou um dia desses. Achei ,bem, hum,... uma ideia simpática . =p

Tá difícil tirar essa da cabeça:



Não paro de cantar desde ontem. Essa Lauryn é maravilhosa,não?

domingo, 25 de julho de 2010

Prazer, Juliana!

Eu me chamo Juliana, porque minha mãe amava muito a avó dela. Aqui em casa,temos uma vibe meio “ Cem anos de Solidão”. Eu tenho o nome da minha bisa; minha mãe tem o nome da  outra vó dela;  meu avô, o irmão do meu pai, um irmão da minha mãe se chamam Luiz; todas as mulheres, exceto minha prima e eu ( amém!), têm um Maria no nome. 

De todos os nomes que foram sugeridos pra mim, Juliana é o mais bonito. Gosto mesmo dele. Dele e  de seu apelidos: Ju, Juju,  Biju ( segundo  André, é um sinônimo de Juju –  2x ju), Judi ( minha vó me chamava assim quando eu era criança),Junibleca ( esse era uma apelido maldoso de infância,mas  se tornou carinhoso na boca da minha prima),Jujuzinha, Jujubalândia. Acreditem, há vários outros, porque Juliana é um nome que favorece apelidos. Favorece apelidos e homônimos... =p

Não tenho a menor pretensão de ser a única Juliana na vida de ninguém. Já me acostumei a usar meu sobrenome- ou algum epíteto – para  dar conta de quem eu sou. Em geral, ao telefone e com amigos, minha voz de taquara rachada ajuda um pouco no processo de identificação, mas , em outras circunstâncias, preciso dizer que sou Juliana de tal lugar, a filha de Fulana, a sobrinha de Cicrano,  a amiga do Beltrano.
Parem um segundo aí e contem quantas Julianas vocês conhecem, além de mim? Eu tenho prima de terceiro grau que é Juliana, aluna que é Juliana, vizinha que é Juliana, até uma amiga queridinha que é Juliana. Ah, essa amiga é o caso mais assustador! Jujubecas – como é conhecida entre nós- não só é Juliana, como tem o meu sobrenome, nasceu no mesmo mês e ano que eu , fez a mesma faculdade que eu, ama Friends como eu,  perde a linha diante de um morango ao leite, não tem bom senso que nem eu, tem  uma irmã Luana que eu queria ter... Explico: quando eu era criança, tinha uma irmã imaginária chamada Luana ( coisas de filha única solitária) e não é que a Jujubecas tem uma irmã Luana de verdade.

As semelhanças entre mim e a Ju não param por aí,mas se eu continuar, vocês vão se cansar e se assustar. Eu me assusto sempre... kkkk O melhor é quando recebo e-mail dela. Nas primeiras vezes, ficava tentando me lembrar se eu havia mandado algum e-mail de uma outra conta minha para o Gmail. Agora já sei que  a outra a Juliana é a Jujubecas, fofa, linda, dona das mãos delicadinhas que eu queria ter.

Todo esse papo de nome me ocorreu porque recebi resposta de um e-mail que mandei pra uma blogueira que adoro. Já nem lembrava do e-mail, mas a Rita respondeu toda gentil. Só não dava pra adivinhar que o e-mail era dessa Juliana que puxa muito o saco do blog lindooo que ela tem.  Rita, se estiver lendo isso: sou a Juliana, a do e-mail e dos comentários puxa-sacos. ;)

Ontem,  na festa do meu amigo, tinha uma “ pimentinha” toda lindona cujo nome a mãe não parava de chamar. Adivinha o nome dela? E eu  tendo que me conter pra não olhar pra mamãe daquela Ju toda lindona toda vez que ela dizia “ Juliana, vem aqui!”

É dura essa vida de Juliana! =p

Sobrenatural

Estava assistindo pela milionésima vez  um episódio de Arquivo X e, pela milionésima vez, chorei ouvindo essa música:





Fuçando o you tube, achei essa versão, que é bem diferente da que toca no seriado. Gosto mais da  versão que já conhecia,mas é difícil não se impressionar com a Bernice, né?
Agora que vocês descobriram que sou uma romantiquinha disfarçada, já posso falar de amor por aqui. Amor meu não! Amor alheio mesmo, porque eu ainda não sei muito bem como funciona esse “ trem” ( usei a palavra do jeito certo, Cíntia?) de amor romântico. Bem, mas isso é uma outra história.

Vocês sabem também que ganhei a biografia do Saramago. Pois é, ainda não comecei a ler,não. Só dei uma folheadinha básica aqui e ali. Prestei atenção de verdade só no trecho em que o autor conta um pouquinho como foi o encontro do Saramago com a sua última esposa, a Pilar. Olha como é bonita: Pilar leu O Ano da Morte de Ricardo Reis ( meu livro favorito SEMPRE!) e ficou com aquela sensação de perda que se tem quando um livro lindo acaba. Já sentiram isso? Eu já e , justamente, com O Ano da Morte. Pilar descreveu com clareza os sentimentos dela e os meus ao ver que o livro estava acabando:


“Acabei de ler o livro a chorar compulsivamente porque estava a terminar e perguntava-me : que vou fazer o resto da minha vida? Então decidi ir percorrer os lugares de Lisboa que aparecem no romance e pareceu-me de justiça telefonar ao escritor para agradecer o livro e a emoção que me tinha oferecido.”

Um tanto dramático, concordo, mas quem é que já não se sentiu tão enredado por um livro ao ponto de desejar que nunca terminar? Saramago já provocou esse efeito em mim uma outra vez , com o Evangelho segundo Jesus Cristo. Há uma cena lá, absurdamente linda, que já li mil vezes e não canso de relê-la. Da primeira veza em que vi aquelas palavras, me deu até vontade fazer poema. E olha que eu não sei nada de rimas nem de palavras bonitas....

Mas o bonito nessa história do Saramago e da Pilar é que ela se apaixonou primeiro pelo livro, pelo artista fabuloso que o Saramgo será pra sempre, depois conheceu o homem e se apaixonou por ele também. E ele por ela. Dava um romance,né? Um romance desses bem lindinhos...

Lembrei de Saramago e Pilar, porque estava justamente pensando nessa coisa de homem perfeito, de amores perfeitos. Uma amiga minha andou sendo cortejada ( não, eu não tenho cem anos de idade,mas acho que esse verbo legal de se dizer!! Kkkk Se bem que sempre o uso com tom de ironia, porque ... ai, acho que vou me explicar melhor daqui a pouco) por um cara que poderia ser o homem perfeito. Gente! Ele dava os melhores presentes, sugeria os melhores passeios , tudo com ele era o MELHOR, o PERFEITO. Até colar combinando com um brinco que ela sempre usa – e ama- ele deu. Agora me digam? Ela ficou encantada por ele? NÃO! Kkkk Tadinho!

Eu não sei! Tô descobrindo que sou meio turrona e intolerante para certas coisas, mas nada me convence de que o cortejar tradicional, aquele do combo “ flor- perfume- cordão- palavrinhas –melosas” funcione de verdade ou tenha charme de verdade. Claro que histórias como as do Saramago não são assim tão corriqueiras, mas há muito charme nas histórias de amor que nascem sem forçação de barra, nascem,assim, do nada; nascem porque nascem.

Homem de filme, com a cara do Brad Pitt , com falas e presentes pensados por roteiristas muito bem pagos só tem graça no cinema, não acham? A gente se encanta mesmo é pelo charme da espontaneidade, daquilo que é dito sem muita elaboração. Pelo menos, eu vejo muito mais graça em gente que não é óbvia. Se um cara chega pra mim com rosas vermelhas e brinco que combina com a roupa que usei um dia, há três meses, vou achar que ele é meio estranho, um maníaco muito observador... kkkkkk Vocês achariam o quê?

P.S.: Se bem que a ideia de receber uma serenata ao som de “Love me, tender” não me soa nada mal! =p



P.S.: Depois que escrevi esse post, vi o blog da minha amiga Annie e fiquei ainda mais derretida. Olhem só!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Só pra desbafar

Algo que me irrita muito e me deixa bastante fora de mim é a frase “ Mas eu não vou fazer X porque  estou pensando no seu bem-estar...” MENTIRA!  Uma pessoa faz ou deixa de fazer seja lá o que for por razões estritamente pessoais. Esse papo de “ abro mão disso ou daquilo pra te fazer feliz”  é historinha pra boi dormir. Acredito em querer bem do outro, acredito em fazer sacrificiozinhos, mas a gente só escolhe não- fazer  alguma coisa por  que quer.

Gente que está sempre atribuindo aos outros  a responsabilidade de suas escolhas me tira do sério. Odeio que esperem que   eu agradeça , que eu me sinta lisonjeada por ser a  razão- única- primeira- fundamental de a pessoa ter deixado de fazer uma coisa divertida, de ter deixado de comprar algo que seria muito legal pra si. Não fez, não comprou, não desejou, não qualquer- coisa porque não quis. Não me venha querer exigir que a minha gratidão sirva de peça de substituição para aquilo que  se deixou de ter.

Tentei dizer isso tudo para algumas pessoas aqui, mas, pra variar, fui mal –compreendida. Não entenderam porque não quiseram; não entenderam porque estão acostumadas a funcionar na base da chantagem subliminar. Eu cansei desses joguinhos. Eles cansam. Tive que aprender que somente eu posso ser responsável pelas minhas escolhas, pelo meu bem-estar.  Ando exercitando nessa vida a arte de ser legal, de dizer “ sim”, de  embarcar nos sonhos alheios, simplesmente porque EU quero e não para garantir amor, pra  não ficar sozinha. Cansei mesmo de ser assim, porque , no final, a gente sempre sai perdendo. Exigir que o outro preencha as necessidades e os desejos que você tem medo de realizar só afasta as pessoas.

Vocês não devem estar entendendo nada. Em geral, esses assuntos mais tensos, os momentos de fúria são desaguados em outros lugares,mas blogs também podem servir pra desabafos, às vezes,né? Vai que alguém por aí também está num dia em que  ninguém está te levando muito a sério e se junta a mim em desabafos furiosos.

Boa demais!

Só eu acho  que Paula Lima é um e-s-p-e-t-á-c-u-l-o?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

" É com esse que vou..."

Alguém mais assistiu ao episódio do Ídolos dessa quinta?

Tem um monte de gente boa e lindinha entre os 15 finalistas, mas eu já escolhi o meu ídolo 2010.  Critério de escolha? Aff,   esse Romero faz o maior estilo " menino bonito, aiii"!


Passei a tarde cantando essa daqui ó:




Como assim? Você não gosta de Caymmi? =p

O carteiro bate em minha porta

Sabe o  Amor em Mínúsculas? Pois bem, acabou de entrar pra imensa lista dos livros não- terminados.

Juro que estava até disposta a me obrigar a ler aquela chatice até o final, MAS o carteiro acabou de  trazer um presente da minha amiga Cíntia. Sabem o que ela me deuuuu?  A BIOGRAFIA DO SARAMAGO.
Queria ter podido filmar o ataque de siricutico que tive assim que o carteiro deu as costas... Ai, gente!! AMEI o presente!

Ahh, vocês bem sabem quem de que Cíntia estou falando?

Acompanhem o raciocínio aí: Cíntia, além de ser uma blogueira toda chique, é uma amiga que a  internet  me deu. Desde de 2008, faço parte de uma comunidade no orkut sobre uma série de livros que leio desde adolescentes ( a gente cresce,mas não abandona os amores da adolescência,né? =p). Assim ,sem nem me dar conta, de repente, me vi participando bastante da comunidade e do chat que as meninas criaram. De lá, vêm também a Mona, a Annie, a Débinha, a Manu, a Lia ( única que conheço pessoalmente, por enquanto) e todas as outras meninas que tornam minhas noites " virtuais" muito menos solitárias. Essas moças nem devem ter muita noção do quanto me fazem  bem, do quanto me ensinam, do quanto " um- monte- de -coisa- que -não-sei -dizer." ... Pois bem, houve um amigo oculto lá na comu e olhem só quem me tirou... Oba!!!!  Acaso? Nada disso!!Sorte? Muito menos!!

Cíntia, Lia, Mona,Wérika, ( acho que são as únicas que estão lendo isso daqui), a gente sabe que  o fato de a gente ter se " esbarrado" nesse mundo virtual nada tem a ver com loterias, sorteios, destino. Pra mim, a presença de vocês é  mais uma das muitas provas de que Deus cuida muito bem de mim.


Pronto! Fim do momento " pieguice-  que -não -acaba- mais"!  =p

P.S.: Pra  saber que série é essa que leio há tanto tempo, deem uma olhadinha no blog todo-chiquetoso da Cíntia. Ela sabe falar muito melhor que eu  sobre Cris, Ted, Katie ( a minha favorita), Eli, Rick ( o favorito da Cíntia) e cia.

P.S.: Agora, vou ler o meu presente,tá?

quarta-feira, 21 de julho de 2010

amor em minúscula

Houve uma época em que Jaqueline andava obcecada por um livro chamado Amor em Minúscula. Era Amor em Minúscula pra lá, Amor em Minúscula pra lá.Hoje, num momento " não -tenho -nada -pra -ler- nessa- casa" ( opa! eu nem tenho uma pilha gigantesca de livros que nunca abri. Por falar nisso, acho que vou retomar " Histórias de Cronópios e Famas" ) resolvi baixar o danado do Amor em Minúsculas.

Olha, não sei se é a tradução ou se é implicância minha, mas  ouvir as impressões e considerações da Jackie sobre o livro era muito melhor que lê-lo.

Bem, me deem um desconto. Mal comecei a ler o pobre do romance, então é possível que eu mude radicalmente de ideia e passe AMÁ-LO. Mas juro  que essa sensação de que  esse negócio podia ter sido mais bem escrito  é genuína.

O pior é que o enredo é até interessante, te prende  bastante,mas quando você pensa que a parada vai esquentar, que o " trem" vai pegar no tranco, pluft... o capitulo chegou ao fim.

A propósito: tive a mesma sensação com o novo filme do  Shrek .


Hum, vou voltar ao tal do Amor em Minúsculas...

Opiniões, por favor!

Paulo Victor foi embora pra casinha dele, logo já posso  deixar de lado meu medo de esquecê-lo em algum lugar e voltar a pensar nesse montão de bobagens que vive brotando na minha cabeça.

Me ajudem aqui: O que vocês acham dessa história de que  homem e mulher não podem ser amigos de verdade?

Me sinto até meio ridícula perguntando uma coisa dessas por aqui, mas é que parece que sou uma das poucas pessoas   – dentre as que conheço, claro- que acreditam piamente que um homem e uma mulher podem perfeitamente ser amigos e não sentirem nenhum grau de atração sexual um pelo outro. Mais que acreditar, eu vivencio isso.  Tenho amigos e amigas e não acho que o sentimento de amizade passe necessariamente pelas questões de  gênero. Acredito em amizade e ponto, seja com homens, seja com mulheres.

Pois bem, fui dizer isso numa conversa com um pessoal conhecido meu e  quase fui apedrejada. Um dos caras soltou a  linda pérola “ homem só é amigo de mulher feia, porque não dá pra ficar perto de uma mulher bonita sem cair em tentação”. Acabou que ele tocou num outro ponto interessante: uma pessoa bonita nunca vai ter amigos verdadeiros,né? Todos que se aproximarem dela vão se interessar sexualmente ou vão morrer de inveja. Deve ser difícil ser bonito e sozinho... =p Ainda bem que sou feiosa! 

Esses estereótipos me cansam. Eu não sei de vocês, mas não saio por aí olhando “desejosamente” todos os homens que conheço. Uns são bonitos; outros não. Uns são mais legais; outros, não muito legais. Ponto. Sei reconhecer as qualidades  dos meus amigos, mas isso não quer dizer que eu vá necessariamente “ perder a cabeça” por um deles, só porque eles são homens. Posso até vir a perder a cabeça um dia, mas aí seria uma história. Essas coisas de atração e encantamento não têm explicação, são de outra natureza, eu acho.

Ah, e nem me venham com aquele argumento de que mulher funciona diferente de homem, que homem pensa com os “ instintos predadores”.  Tenha dó!Por favor! Acredito muito mais que os rapazes são criados de tal modo a acharem que precisam “ atacar “ todas as mulheres que estão por perto só pra provar o quanto são “homenzinhos de verdade”.

Se a gente for pensar direitinho, então amizade nem existe.  Não dizem também que mulheres não são amigas umas das outras, que nós competimos por tudo ? Outra balela,não acham? Pensando melhor, olhando por essa perspectiva, só homens conseguem ser amigos uns dos outros. Que beleza, só há espaço nesse mundo para clubes do Bolinha!

Olha,  eu , manteigona derretida que sou, levo a maior fé  nas amizades que tenho.  Vocês têm amigos e amigas! Sabem como é, né?

P.S.: Isso que escrevi não se parece muito com um texto,né? rsrs Coesão e Coerência (aquela famosa dupla sertaneja, lembram? =p) passaram longe!  Façam assim: considerem  que estou construindo o pensamento junto com vocês...
Eita, desculpinha fajuta, típica de professor/ professora que se perde no meio da aula e não sabe o que dizer... kkkkk Uso muuuito essa!

Direito de reposta

Chico Mouse fez um comentário que me deixou irada. Ele teve a ousadia de me chamar de  " romântica inveterada". Como assim, Chico???? kkkk

Sou romântica nada! Sou durona, malvada, casca-grossa,  uma pessoa beeem  ruim!

Será que consigo convencer alguém?    =p

terça-feira, 20 de julho de 2010

Ratificando

Não faz muito sentido desejar feliz aniversário para os amigos através do Fina Flor porque poucos são os amigos que sabem da existência do blog.

Parei pra pensar agora: Por que será que nunca falo do Fina Flor pras pessoas que me conhecem " de carne e osso"? Freud explica, Lia? =p

Mas, enfim, voltando: meu amigo Rennan mandou um e- mail/ convite de aniversário tão ... tão... ah, tão não- sei -definir-bem que deu vontade  de vir dizer que eu amo  o Rennan . Ainda que ele não leia, pelo menos, fica registrado.

Engraçado essa coisa de dizer " eu te amo". Não estou me referindo àquelas declarações que a gente aguarda cheia de expectativas. Engraçados são os " eu te amo" que a gente não diz porque pressupõe  que não se  precisa dizer; a outra pessoa já sabe mesmo.

No aniversário da Jaqueline, no meio da festinha que ela fez em casa, em meio a tantos amigos, me dei conta de que nem me dei ao trabalho de escrever um cartão. A gente já se conhece há tanto tempo, já dei tantos cartões, já fiz uma porção de surpresas que achei que não precisa. Quer dizer, nem cogitei a possibilidade de inventar um mensagem bonitinha.

Ando parecendo aqueles maridos  que  presenteiam a esposa com um lindo jogo de ... potes para micro-ondas. =p

O montão de gente que amo nesse mundo sabe do meu amor, imagino. O montão de gente que todo mundo ama sabe desse amor. No entanto, de vez em quando, não custa fazer uma declaraçãozinha , assim, mais piegas- melosa-água- açúcar- quero - morrer- diante -de - tanta - melação.

Só pra ratificar.

Saudade

Um dia, eu disse pra Paulo Victor que estava com saudades.

Ele respondeu: “ Aham, Ju!” – e nem me deu confiança.

Perguntei, então,  se ele sabia o que era saudade.

Ele respondeu: “ É uma tristeza!”

Esse meu primo é bom com palavras e definições. Saudade não é A tristeza;  é um tipo de tristeza,mas não é bem tristeza... Sei lá! Saudade não dá pra explicar muito- ainda mais quando você tem quatro anos.

Eu tenho mais de 20 e não sei.

Talvez, saudade seja aquilo que  fez Paulo Victor chorar sem parar, quando ouviu a voz da mãe ao telefone.

Saudade e choro de criancinhas partem o meu coração.

julho,20




Nessa vida, quero seguir sempre " virtualmente" muito bem- acompanhada.

Ei, pessoas que sempre aparecem por aqui,  que esse seu  dia do amigo tenha sido cheinho de abraços muito, muito reais!

Lições do dia

1- Você, uma criança, um sorvete e o sol.
 Criança:  " Juliana, o sorvete vai derreter".
 Você , muuuuuito convicta:  " Vai derreter não! O potinho de plástico não deixa derreter

A criança fica enrolando com a porcaria do sorvete, meleca a cara e a  roupa toda e o que você tem dentro da bolsa pra limpar a cara da criança? Nada! Claro! Necessaire foi feita carregar gloss, tarracha de brinco, escova de dente,  lixa de unha, absorvente.

 Criança: "Pega uma toalhinha bordada que nem a da minha mãe, Ju"

 Você, equilibrando o pote do sorvete, a bolsa,  a garrafinha de água e ainda segurando a mão da criança:
 "Não, não tenho toalha bordada! Vamos limpar com a sua  blusa mesmo!"


2- Você, uma criança, um parque de diversões e um banco.

Você: " Meu bem, vamos embora! Não dá pra brincar mais no carrinho porque o dinheiro acabou."
Criança: " Só tem o dinheiro da comida?"
Você, louca pra sentar: " Sim, só!"
Criança:" Como é  o nome daquele lugar que tem a porta que gira?"
Você, ainda mais louca pra sentar: " Porta que gira?" (Pausa pra pensar, pensar.) " Ahhh, banco?"
Criança:" É, banco! Que tal a gente ir no banco , colocar um cartão na máquina e fazer mais dinheiro?"

Aham, criança, senta lá! =p

Gente, cansa, mas cansa muito!

Piada do dia

Ah, deixem - me contar a piadinha que o Vitucho conta pra todo mundo que aparece na frente dele?

- Por que a galinha atravessou a rua?


Adivinhem! Adivinhem! Adivinhem!



Resposta: Para chegar do outro lado!!!


Ah, eu a-d-o-r-o o Discovery Kids!

Somebody save me

Paulo Victor planejou durante uma semana inteirinha passar as férias aqui em casa. Ligava pra cá umas três vezes ao dia e dizia pra todo mundo que  iria ficar  muuuuuitos dias na casa da vovó.Não sei o que significam muuuuuitos dias quando se tem quatro anos.

Ontem, quando a festa de aniversário da minha vó acabou e todo mundo foi embora, o bichinho sentou num canto e começou a chorar. Ele não tá acostumado a ficar aqui depois que as festas acabam. Na cabecinha dele, a casa da vovó é lugar de música, brincadeiras, gente paparicando. Ele nem desconfiava que , à noite, a gente, simplesmente, deita  e dorme.

Sabe o que deu jeito no chororô do moleque? Shrek. Eu não aturei a nova aventura do ogro, mas Vitucho amou. Vai entender?

Pessoas que têm filhos, me contem o segredo pra manter a sanidade , quando se mora com uma criança. Essas pessoas que ainda não cresceram me deixam " ligada em 440 volts". Paulo Victor não cala a boquinha nem por um segundo. Fala, anda, anda, vê a mesma cena do mesmo filme cem vezes, quer que você e todo mundo veja a mesma cena do mesmo filme duzentas vezes, come,come, anda, fala, fala enfileira todos carrinhos... ufa!

Minha vó já tirou o corpo fora. A espertinha diz que gastou toda a paciência com os netos mais velhos; não sobrou nenhuma pros mais novos. kkkkk

Ai, céus! Quero descobrir logo o que significa a expressão " muitos dias" ! = p

domingo, 18 de julho de 2010

julho, 18

Hoje é a aniversário de alguém que nem sabe que este blog existe. Para ela, vida virtual se resume a cuidar bem da fazendinha do Colheita Feliz. Ela cuida da fazendinha dela e da minha.

Hoje é aniversário de alguém que sabe as minhas senhas, que  guarda numa sacola  hamburgueres de microondas , chocolates, xícaras promocionais,  biscoito que só eu gosto e traz aqui em casa pra mim. É aniversário da pessoa que conheço desde que nasceu, de quem sinto um ciuminho engraçado, que me faz morrer de rir só por existir.

Esse alguém   diz que  o filho dela não será meu parente, " primo de segundo grau não é parente". Tudo bem! Vou obrigar essa criança que nem nasceu a me chamar de tia. Ai  dela ou dele, se não chamar! =p

Assim, geneticamente e oficialmente, não tenho irmãos. Ela tem quatro.

Irmã não é aquela pessoa que  odeia todas as suas amigas, que herda suas roupas, que briga contigo pra ver quem vai dormir na cama da vó, que é bochechuda feito você?

Hoje é aniversário da filha da minha tia.

Hoje  é aniversário daquela que, pra mim, sempre terá 12 anos de idade.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Não, não recomendo!

Gente, comprei um filme chamado " Casa Comigo?".  Resuminho: mulher quer casar,mas o noivo não faz o pedido. Daí ela resolver ir pra Irlanda, no dia 29 de fevereiro,  porque há uma tradição por lá que diz que nesse dia uma mulher pode pedir o namorado em casamento.

Tá, eu sei! Com uma premissa dessas, eu não poderia esperar nada de muito bom, né? Mas mocinha é a fofa da Amy Adams. Esperei  que o filme fosse, ao menos, engraçadinho.

Errei feio. A historia é idiota, a mocinha é o cúmulo do cúmulo dos estereótipos e  o mocinho mal sabe articular as palavras. Fiquei  revoltada com o amontoado de clichês sobre as mulheres, todos muito mal depositados na figura bonitinha da Amy. Aliás, tanto a Amy quanto o par romântico dela parecem estar muito constrangidos.

Aff! O filme é uma bomba!

Não sejam tolas / tolos que nem eu. Não assistam!

Sorriso nos lábios

Lembram do moço desavergonhadamente bonito ? Então, depois que falei dele , já o vi umas duas vezes. É engraçado como a gente fica esbarrando nas pessoas, depois que falamos nelas,né?

Num desses  esbarros, ele tava  lá paradão e lindão, mas de cara feia como sempre. Dava um doce pra ver um sorriso do moço. Tenho certeza de que ele deve ser ainda mais lindão sorrindo. Todo mundo é mais bonito sorrindo.

Bem, me sinto até estranha dizendo uma coisa assim, porque durante muito tempo tive vergonha do meu sorriso. Não, eu não tenho o menor problema pra sorrir. Acho que  faço muito, muito isso.  Não é preciso muito esforço pra me arrancar uma gargalhada. Rio de quase tudo. Pois é, sou freneticamente boba, já disse! rsrsrs Mas tinha uma vergonha danada de ver minha cara sorridente em fotos. Sei lá! Não tenho uma boca grande, nem dentes feios, nada daquelas bobagens que fazem  a gente se complexar, mas o complexo existia. Achava meu sorriso “arreganhado” demais! Pode uma coisa dessas?

Como complexos e sandices foram feitos pra serem desfeitos, já me livrei dessa bobagem! Tenho olhado pra minhas fotos e visto um outro aspecto: meus olhos pequeninos somem quando mostro os dentes, mas  ganham um  brilho,assim, todo feliz!  Minha cara toda fica brilhosa.

Hum, será que  o  moço bonito tem o complexo do sorriso  feio?Ou será que simplesmente   é uma pessoa “ normal” que não anda por aí  mostrando os dentes, enquanto caminha pelas ruas ?

Mas que ele deveria  exibir um sorrisão por aí, ah, deveria!

Meus olhos agradeceriam felizes! :)



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Etiquetada

Digam pra mim, com toda sinceridade, o que vocês pensam a respeito de uma pessoa que sai de casa com a etiqueta do preço pendurada na roupa.

Foram honestas / honestos?  De verdade verdadeira?




Pois é, obrigada por achar que sou uma imbecil... kkkkkkk

Fui pra festa toda animadinha. Fiz Maria – Chiquinha no cabelo depois de 20 anos ( ô, penteadinho pra dar  trabalho), combinei o casaco, a fita de cetim e a pulseira- tudo roxo e lilás – e fui.  Ignorei solenemente as  pessoas que se espantavam com os laços no meu cabelo, servi um monte de cachorro- quente, ouvi uns quinze milhões de “ tia” e “ moça”, só não dancei quadrilha porque não tinha par pra mim... L

No fim da festa, um colega virou e disse: “ Juliana, levanta o braço!”. Eu , toda ressabiada, obedeci. E o colega  disse bem alto: “ Essa etiqueta aí  é pra provar que a blusa é nova?”
Morri cem vezes de vergonha!
O bom é que trabalho com um povo freneticamente bobo que nem eu, logo esse  não  será o primeiro nem o último motivo de zoação.  O pior foi uma colega tentar me consolar dizendo: “ Liga não! Meu marido cansa de fazer isso!”
É, o marido dela é bocó e EU também!
kkkkkkkkk

Já passou...

Eu não deveria estar sentada aqui no meu sofazinho, tomando um copão de nescau e tagarelando com vocês...

Eu deveria mesmo é estar a caminho da terapia, já com as coisas todas arrumadas pra festa junina da escola ( comprei um chapéu e vários lacinhos pra brincar de " tia- Juliana - vai - a- carater - à- festinha -do - colégio) e já toda esquematizada pra todas as coisas que terei de fazer depois, mas não estou. Não dá.

Já mandei um torpedinho pra minha analista e ela já me disse que posso demorar. Decidi chegar mais tarde na festa do colégio , que provavelmente não começará na hora. Decidi não arrancar os cabelos porque acordei descaradamente atrasada.

Falo da minha vó,mas sou igualzinha a ela. Sou mesmo  "cara e  focinho" da minha vó; temos o mesmo pedigree ( não sei como se escreve isso! rs), a mesma mania besta de  rir  de tudo, a mesma mania de achar que é fraqueza admitir que " não, hoje não dá mais".

Meu chilique de ontem era só cansaço - cansaço legítimo, genuíno e humano - , mas a  metidinha aqui acha que não pode se cansar. Ora, ano passado, quando a rotina era enlouquecedora , fazia sentido chorar diante de panelas vazias e  uma fome bem  grandona. Esse ano, a vida é menos tensa, portanto devo me manter sempre animada e feliz. Furada,né? Balelinha de gente bobinha feito minha vó, FEITO EU.

Bem, acho que já passou, Fabiane. Seu comentário me deu vontade de vir escrever. Adorei receber permissão pra sentir ódio. ;) É, eu posso!

Quanto aos óculos,  descobri na hora em que escrevi o post anterior que tava me estressando com isso. Sabiam que ontem, num impulso, quase comprei  que encomendei  os óculos na primeira ótica em que entrei? Ainda bem que há um tantinho de consciência nessa minha cabecinha de melão, e  também meu cartão de credito não estava liberado. Que bom! Porque nada feito impulsivamente funciona comigo.
Quando a semana acabar, vou recrutar um dos meus amigos cheios de bom gosto e vou escolher a minha " máscara de ferro" ( ê, drama!) com mais cuidado!

Agora, o momento " sentadinha no meu divã virtual" acabou. Tenho que ir pro divã de verdade e depois pra festa de verdade. Oba! Adoro festa junina!

 "  Fagulhas pontas de agulhas, brilham estrelas de São João/ Fagotes, xotes e xaxados / Seguram as pontas do meu coração"

terça-feira, 13 de julho de 2010

Momento aborrecente

Eu amo minha vó, vocês  sabem! Minha vó é uma das pessoas mais engraçadas que conheço - de verdade.  Um dia inteiro com ela é garantia de risadas deliciosas. Mas haja paciência pro maior defeito que ela tem. Não tenho a menor moral pra chamar alguém de dramático porque hipérbole é um apelido que me cairia bem. Só que minha vó, cara, me supera e muito.

Não tenho paciênciaaaa.

Hoje foi um  dia chato: conselho de classe de manhã e de noite e médico no meio da tarde. Chatice, chatice, chatice. Chego em casa morta de cansaço, ensopada de uma chuva que caiu assim que botamos o pé fora da escola, a cabeça explodindo por causa desse astigmatismo que resolveu  voltar. Eis que encontro minha doce vozinha morrendo de dor no estômago, claramente não se aguentando em pé, se arrastando pra cima e pra baixo.

" Vai deitar, vó!"

" Não, eu preciso guardar essa louça porque senão pode dar rato. Tenho que fazer comida pra sua mãe porque senão ela vai ficar com fome. Ai, meu Deus, acabou o leite. E agora? Ai, eu devia ter comprado leite mais cedo."

Nem disse nada. Hoje, não estou com paciência pra nada, especialmente pra gente que prefere se ocupar com mil tarefas, ignorar solenemente uma dor ou achar que médico é ser de outro planeta. ( Desculpa aê, Cíntia! =p)

Aff, eu tô chata!!!  Deve ser  porque terei de deixar de ser uma daquelas pessoas que fazem de conta que não precisam de óculos.

Odeio o oftalmologista e aquele aparelho que sopra ventinho no olho. Odeio  quando minha vó fica achando que é feita de aço. Odeio conselhos de classe e  alunos que não tiram boas notas. Odeio, odeio, odeio.

P.S.: Eu não quero usar óculos de novo!
P.S.:Ah, nem adianta sugerir lentes de contato. Prefiro usar óculos fundo de garrafa a enfiar voluntariamente qualquer coisa no meu olho. Além disso, sou a criatura mais desleixada do mundo! A lente duraria uns dozes segundos...
P.S.: Nossa, quanto mais cansada me sinto, mais dramática fico!

Fim do momento aborrecente.

Amanhã, a Juliana versão mulher- madura- inteligente- simpática- descolada- charmosérrima estará de volta, tá?

Espero... =p

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Acordei cantando essa daqui:




"Mas, na voz que canta tudo ainda arde 
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê 
Tanta gente canta, tanta gente cala 
Tantas almas esticadas no curtume 
Sobre toda estrada, sobre toda sala 
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme."
( Caetano Veloso)

"Amigo, estou aqui!"

 Dou um doce ( ou melhor, um salgado rsrsrsrs) pra quem adivinhar onde eu estava no sábado  às 10 da noite?

Errou. Errou. Também errou.

Nada de nenhuma dessas coisas legais , maduras, instigantes e emocionates que vocês pensaram. Eu estava numa sala de cinema, cheinha de adolescentes, assistindo ao Toy Stoy.



Ué, Ju, mas você não gosta de desenhos animados... Não, não gosto,mas Toy Story é uma coisa tão linda que não tem como não gostar. Assisti ao primeiro e ao segundo filme depois de adulta. Foi amor à primeira vista. Alguém mais é completamente louca pelo Buzz Lightyear?rs

O terceiro filme é o mais bonito dos três. Estão todos lá: Woody ( lindo,lindo!), Buzz, Jessie ( finalmente, descobri uma personagem que é a minha cara! Kkkk),  o casal Cabeça de Batata, Slinky,  todos os antigos brinquedos do Andy. A diferença é que os anos se passaram e Andy não é mais um menino; ele cresceu e está prestes a ir pra faculdade.  Antes de partir, Andy separa os brinquedos , que ainda estavam guardados num baú,  e os coloca num saco para guardar no sótão, mas, num descuido,  o  saco acaba  indo parar na lixeira. Por conta desse engano, os brinquedos se convencem de que Andy os rejeitou e decidem ir morar na creche Sunnyside – um  paraíso para brinquedos velhos. Só que chegando nesse “ céu", os brinquedos descobrem que  “ o buraco é bem mais embaixo”, como diria minha vó.

Toy Story é uma fábula sobre crescimento, afeição e rejeição. Todos os personagens têm de lidar com as mudanças que o tempo impõe, com a dificuldade se adaptar a novos lugares e novas perspectivas e  com a necessidade de superar a dor  e os traumas. O vilão desse filme é  simplesmente um primor no que diz respeito à profundidade de sua personalidade. Acho que não posso dizer logo de cara o nome dele  porque a ambiguidade do personagem – aquele “será que ele é realmente mau” –  funciona muito bem  durante todo o filme. De certa forma, todos os novos personagens são ambíguos. Acho que o grande charme do Toy sempre foi esse : os personagens são muito humanos, todos  possuem personalidades complexas. 

Fiquei muito emocionada vendo o filme. Só não chorei porque sou durona e não choro assim, tendo um adolescente cabeludo ao meu lado. Nem morta que ia deixar que o cabeludo e sua namorada patricinha me vissem chorando... kkkk  Dá vontade de chorar,mas também quase se morre de rir .  Todos os  antigos elementos divertidos estão lá. Você morre de rir com as mudanças de personalidade do Buzz. Nossa, eu nunca pensei que esse ponto ainda pudesse ser explorado. Me enganei totalmente! Buzz tá impagável!  Aliás, ele, o Ken e o Sr. Cabeça de Batata valem o ingresso. Quem acha que não há mais nada de novidade num desenho como o Toy, vai se enganar. O enredo é delicioso, cheio de aventuras , tensão , reviravoltas.

Pois é, não sei se estou viajando demais, mas a sensação que ficou em mim foi a de que o filme é mesmo uma metáfora da vida. Todas as maluquices, dificuldades, peripécias pelas quais Woody e seus amigos passam se parecem muito com as atribulações que nós mesmo enfrentamos. E esses brinquedos dão um show de bravura. Eles não desistem nem mesmo quando  a platéia tem certeza de que não há mais saída.

Toy Story 3  mexeu de montão comigo. Saí do cinema com a sensação de que, no final das contas, o que faz sentido nessa vida é ter quem  segure sua mão na hora de se “ jogar no fogo” ou ter de quem se despedir quando é preciso partir.



P.S.: Olhem, o Zeca Camargo escreveu um texto muito bom sobre o filme no blog dele. Deem uma lidinha , se quiserem entender melhor o que eu quis dizer. Afinal, o Zeca disse tudo com muuuuito mais clareza do que eu . Também pudera,né? Rsrsrs Ele recebe rios de dinheiro pra ser editor do Fantástico. O cara tem a obrigação de ser mais claro, conciso , coerente que eu... kkkkkkkk

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Se essa rua fosse minha...

Aqui perto de casa, mora um moço bonito, bonito, tão desavergonhadamente bonito que viro o pescoço quando ele passa. Como é que um homem pode ter um andar daquele ,gente?

Pois é, acho que tenho um muso inspirador.

Pena que ele use perfume além do limite aceitável pelo meu nariz alérgico, não se dê ao trabalho de cumprimentar nenhum dos vizinhos e ande sempre com cara de  quem comeu e não gostou.
Hum, mesmo assim: ô, menino bom de se olhar!





P.S.: Miriam, não eu não tenho cara de sapequinha!  Aliás, me senti como se tivesse dez anos de idade depois desse "sapequinha"... kkk Tenho cara de... Ah, lembra daquele comercial antigo da Farinha Láctea Nestlé? " Juliana tem cara deeeeee...... Banana!"kkkk

Juliana Coiffeur

Nunca usei produtos da Elséve porque nenhum deles servia para o meu cabelo. Não, a linha para cabelos cacheados não serve para cabelos crespos - pelo menos,  não pro meu.  Mas eis que a L´oréal inventa  de criar  uma linha só pra cabelos crespos e ainda coloca a Tais Araújo pra fazer propaganda. Confesso: comprei só porque a Taís está no comercial! rsrsrsrs

Acalmem-se , pessoas! Não é preciso se preocupar com a minha capacidade de discernimento. Sim, eu sei que a Taís Araújo tem  um staff exclusivo só pra cuidar do cabelo dela. Sim, é óbvio que aqueles cachos que aparecem no comercial foram formatados num bom babyliss ( é assim que se escreve?). No entanto, a danada da propaganda de 30 segundos, com a Taís ( ô, mulher linda!) sacudindo  os cachos “ baby- alisados” ,funcionou comigo, tá! Fazer o quê? rsrsrs

Comprei o creme de pentear e o umidificador de cachos. Opinião? Adorei.  Os dois têm uma característica que considero primordial em produtos pra cabelo: cheiro bom! Ô, cheirinho gostoso que fica na cabeça da gente depois de usá-los.

Pausa pra digressão: Vocês também dão muita importância para o cheirinho de produto? Eu dou! Cabelo tem que ser cheiroso e bem cheiroso. Tem que d provocar aquela vontade de chegar pertinho e dar uma cafungada na cabeça da pessoa! kkk  Daí que a primeira coisa que percebo num shampoo , condicionador, seja lá  o que for  é o aroma.  Quer ver um exemplo? Até gosto do efeito dos produtos da Fructis da Garnier, mas aquele cheiro me causa enjoo. Ultimamamente, eu tava usando o creme de pentear da Aroma do Campo ,mas o cheiro nunca me agradou muito!     Fim da digressão

Além de cheirar bem, o creme de pentear  Hydra- Max, deixa o cabelo levinho, levinho, mas, ao mesmo tempo, define os cachos. Bem, eu não entendo nadinha de estrutura de cabelos e químicas de produtos, mas entendo do meu cabelo e sei que um creme de pentear decente tem que dar uma encorpada nos meus fios. Meu cabelo é fino e leve, daqueles que se assanham e ficam armados num piscar de olhos. Em geral, os cremes de pentear até  dão um jeito nesse efeito " balão", mas o resultado final é sempre meio pesado, emplastrado. O creme de pentear  Hidra-Max cumpre o seu papel direitinho: sem toda aquela melecada de creme, o cabelo ficou até mais  “ facil de se carregar” na cabeça ... rsrsrsrs

Bem, quanto ao tal do Umidificador de Cachos, não saquei muito bem o propósito dele até agora. A Tais Araújo diz que a gente tem que carregá-lo na bolsa; ainda não fiz isso. Usei umas duas vezes em casa e me pareceu bem melhor ajeitar o cabelo com a boa e velha combinação que minha vó me ensinou: "um pouquinho de creme e uma mão molhada".

P.S.:  Ah ,gente, eu sempre quis  usar a palavra "Coiffeur " ao lado do meu nome,em algum momento da minha vida . kkkkkkkkkkkk
P.S.2:  Nem vou entrar na questão do quanto é absurdo a gente ter tanta dificuldade pra encontrar produtos de beleza prum tipo de cabelo que está na cabeça de uma grande parcela da população, porque renderia um outro post. Agora, se alguém quiser me explicar o que significa a nomenclatura “ cabelo normal”, eu aceito a aula! Humpft! Normal pra quem ? :/

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eu, a professora e as crianças

Quer me deixar irritada? Receita infalível: reproduza esta frase “ Como é que pode ser professora e não gostar de criança?”

Primeiro: não dou aula pra crianças.

Segundo: nunca disse que não gosto de crianças.

Se a pessoa me pergunta se gosto de criança, sempre dou uma hesitadinha antes de responder pouco convincentemente : “ Gosto, gosto...”. Porque não gosto de crianças, assim generalizado; gosto daquelas que conheço. Gosto do Paulo Victor ( finalmente,aprendi que o nome dele tem “c”), do Guilherme, do João Paulo. Em parte,  porque eles são pessoas importantes pra pessoas que amo; em parte, porque eles são bem legais, fofos e muito engraçados. (Sou apaixonada por gente que me faz rir.)

Essa história de amar todas as crianças do mundo, ser louca por universo infantil, assistir Ben 10  junto com uma galerinha não cola comigo. Se eu trabalhasse com crianças, provavelmente, ficaria feito a Xuxa no vídeo Aham, Cláudia ! Senta lá! ( Esse vídeo é uma pérola! Rsrsrs). Mas experimenta dizer que “ não, não vou !”, quando alguém cisma que você tem que tomar conta da galerinha só porque tem um diploma de “ professora”.  Quer ver outra heresia? “ Não, não sei traçar uma linha reta! Não, sei desenhar!” Nem adianta tentar explicar que dou aulas de português e literatura. “ Como assim uma professora que não tem habilidades manuais?”

Eu pretendia falar sobre essa obrigação de gostar de TODAS as crianças do universo, essa generalização que faz a gente se esquecer de que  criança também é gente, indivíduo, uma pessoa que pode ser legal ou não, com quem a gente pode ter afinidade ou não. Acabou que que descambei pro lado da velha questão que não sai da minha cabeça:  como é que um professor deve ser? Como é que deve se comportar? O que esse título exige de mim? Talvez esses dois temas estejam interligados.

Talvez haja um jeito de convencer as pessoas de que gostar ou não de trabalhar com crianças não  implica necessariamente detestar tudo o que diz respeito  a elas. Talvez haja um jeito também de  mostrar que professor é gente na maior parte do tempo ( rsrsrs), inclusive na sala de aula. Se vocês conhecerem um método bem prático e didático de convencimento, me ensinem,por favor! Antes que a minha cara de “ não, não sei alfabetizar” assuste alguém, de fato! Hahahahaha

P.S.: Que fique bem claro que sou uma ótima cuidadora de crianças,tá? Kkk Num é que menininhas e menininhos adoram se jogar pro meu colo, ainda que tenha pavor de segurar bebês. Bem, eu seguro bebês grandinhos,mas aqueles bem novinhos me dão nervoso. Morro de medo de machucar! Sei lá, eles são tão frágeis. “ Não, não quero segurar,não!” kkkkkkkk

P.S.S.: Paulo Victor já me ensinou muitas coisas: “ ju, tem que lavar o buraco do cocô!”, “ ju, não é assim que limpa a orelha!” , “ ju, eu sou pequeno e você tem que me carregar no colo”.Não, não mesmo! Carregar num colo um moleque de quatro anos de idade , que já sabe andar de bicicleta e correr atrás de pipa, não mesmo! Kkkkkkk

P.S.S.S: Me lembrei de que já falei de algo parecido aqui. Tô ficando velha e repetitiva, meu Deus! KKKKKKK

P.S.S.S.S.: Não sei mesmo alfabetizar! Ensinar alguém  a ler e escrever não é tarefa pra qualquer um ,não! Exige paciência, talento, habilidade, experiência e, principalmente, qualificação.

Brincando de resenhar

Encontrei o textinho que escrevi sobre a Trégua. 

Quando descobri o mundinho dos blogs, fiquei encantadinha pelos blogs sobre livros. Há tantos tão legais,né? Imediatamente, fiquei querendo fazer um  assim também. Cheguei a criar o tal do blog,mas saquei logo que não tenho jeito pra coisa. Leio pouco, não leio os livros da moda,demoro séculos pra ter uma opinião formada sobre qualquer coisa, tenho preguiça. Enfim, não sirvo pra ser " resenhadora",não! 

Se for pra opinar sobre algum livro, posso muito bem fazer isso aqui com vocês,né? =p



"Tenho uma paixãozinha todinha especial pelos autores latino -americanos que começou assim que conheci Julio Cortázar e seus contos deliciosos,mas Mario Benedetti veio de surpresa. Eu nunca tinha ouvido falar nele ( heresia das heresias!) até que meu amigo André resolveu me dar de presente o mais importante livro desse autor. Eita, livro bonito! Talvez uma das mais lindas histórias de amor que já foram contadas.
A Trégua é daqueles livros que parecem simples, modestinhos, quando se começa a ler, mas que se mostram grandiosos em sua simplicidade . Um leitor desavisado e impaciente pode julgar que não passa desses textos que se disfarçam de relatos da vida de um homem, visto que o livro se  constitui do diário de um senhor de 50 anos que anda contando os dias para a aposentadoria. Martín Santomé  leva os seus dias como  um burocrata , um homem comum - um tanto entediado, um tanto vencido pelas agruras da vida -até que conhece uma moça, Laura Avellaneda.
O enredo é esse mesmo: nada de especial. No entanto, é com os fios do cotidiano, da singeleza e da simplicidade que se urde uma delicada história de amor. Mais que um enredo de amor, A Trégua é o relato de um homem que se vê invadido e , para sempre,reinventado pela chegada e o estabelecimento de emoções que já não parecem confiáveis.
A quem estiver interessado em sensações fortes , arrebatadoras, devo desde já avisar que não há muito 
( mas há) espaço para elas nesse romance. Os fatos, as confissões, as palavras têm a medida da contenção e da cautela que só um homem que aprendeu a esperar pouco da vida conhece. Que fique claro, porém, que a força e a beleza do livro  surgem  justamente do que se entrever nessas palavras:o encanto e a entrega de um homem diante de uma mulher, a doçura e a suavidade que só o amor provoca, o poder transformador do desejo.
A Trégua não é um livro de felicidades, nem de risos abertos. Gosto de pensar nele como uma doce e delicada história de amor que toca, que emociona, mas que , sobretudo, parece deixar seu eco por muito tempo. Para além do conto amoroso, esse é um livro sobre as delícias e as agruras que só a condição humana nos oferece. Ao terminar de ler , vem aquela sensação de que Santomé - e todos nós- foi abençoado não pelo amor e sim pela dádiva - incontrolável e inerente- de ser capaz de sentir. Apenas sentir."

Hum, acho que deixarei  de lado " Pedaço do meu coração" - romance policial que comprei só porque estava em promoção: de 53 reais por 9,90-  e  vou reler A Trégua. Tão bonito, gente!

Benedetti por inteiro


Resumo

resumindo
digamos que oscilamos
entre alegria e tristeza
quase como dizer
entre o céu e a terra
ainda que o céu de agora e o de sempre
se ausente sem aviso


as ideias vão se tornando sólidas
sensações primárias
palavras ainda em rascunho
corações que batem como máquinas
serão nossos ou de outros?
este choro de inverno não é igual
ao suor do verão

a dor é um preço / não sabemos
o custo inalcançável da sabedoria

pensamos e pensamos duramente
e uma paixão estranha nos invade
cada vez mais tenaz
mas mais triste

resumindo
não somos o que fomos
nem menos do que fomos
temos uma desordem na alma
mas vale a pena sustentá-la
com as mãos/ os olhos/ a memória

tentemos pelo menos nos enganar
como se o bom amor
fosse a vida.




Esse poema foi escrito por um uruguaio fantástico, o Mário Benedetti.  Há um livro dele que amo ardorosamente, A Trégua. É bonito, alegre, triste, tudo ao mesmo tempo.


Na época em que quis fazer um blog sobre livros, cheguei a fazer um post sobre A Trégua. Vou procurar e postar aqui.