segunda-feira, 12 de julho de 2010

"Amigo, estou aqui!"

 Dou um doce ( ou melhor, um salgado rsrsrsrs) pra quem adivinhar onde eu estava no sábado  às 10 da noite?

Errou. Errou. Também errou.

Nada de nenhuma dessas coisas legais , maduras, instigantes e emocionates que vocês pensaram. Eu estava numa sala de cinema, cheinha de adolescentes, assistindo ao Toy Stoy.



Ué, Ju, mas você não gosta de desenhos animados... Não, não gosto,mas Toy Story é uma coisa tão linda que não tem como não gostar. Assisti ao primeiro e ao segundo filme depois de adulta. Foi amor à primeira vista. Alguém mais é completamente louca pelo Buzz Lightyear?rs

O terceiro filme é o mais bonito dos três. Estão todos lá: Woody ( lindo,lindo!), Buzz, Jessie ( finalmente, descobri uma personagem que é a minha cara! Kkkk),  o casal Cabeça de Batata, Slinky,  todos os antigos brinquedos do Andy. A diferença é que os anos se passaram e Andy não é mais um menino; ele cresceu e está prestes a ir pra faculdade.  Antes de partir, Andy separa os brinquedos , que ainda estavam guardados num baú,  e os coloca num saco para guardar no sótão, mas, num descuido,  o  saco acaba  indo parar na lixeira. Por conta desse engano, os brinquedos se convencem de que Andy os rejeitou e decidem ir morar na creche Sunnyside – um  paraíso para brinquedos velhos. Só que chegando nesse “ céu", os brinquedos descobrem que  “ o buraco é bem mais embaixo”, como diria minha vó.

Toy Story é uma fábula sobre crescimento, afeição e rejeição. Todos os personagens têm de lidar com as mudanças que o tempo impõe, com a dificuldade se adaptar a novos lugares e novas perspectivas e  com a necessidade de superar a dor  e os traumas. O vilão desse filme é  simplesmente um primor no que diz respeito à profundidade de sua personalidade. Acho que não posso dizer logo de cara o nome dele  porque a ambiguidade do personagem – aquele “será que ele é realmente mau” –  funciona muito bem  durante todo o filme. De certa forma, todos os novos personagens são ambíguos. Acho que o grande charme do Toy sempre foi esse : os personagens são muito humanos, todos  possuem personalidades complexas. 

Fiquei muito emocionada vendo o filme. Só não chorei porque sou durona e não choro assim, tendo um adolescente cabeludo ao meu lado. Nem morta que ia deixar que o cabeludo e sua namorada patricinha me vissem chorando... kkkk  Dá vontade de chorar,mas também quase se morre de rir .  Todos os  antigos elementos divertidos estão lá. Você morre de rir com as mudanças de personalidade do Buzz. Nossa, eu nunca pensei que esse ponto ainda pudesse ser explorado. Me enganei totalmente! Buzz tá impagável!  Aliás, ele, o Ken e o Sr. Cabeça de Batata valem o ingresso. Quem acha que não há mais nada de novidade num desenho como o Toy, vai se enganar. O enredo é delicioso, cheio de aventuras , tensão , reviravoltas.

Pois é, não sei se estou viajando demais, mas a sensação que ficou em mim foi a de que o filme é mesmo uma metáfora da vida. Todas as maluquices, dificuldades, peripécias pelas quais Woody e seus amigos passam se parecem muito com as atribulações que nós mesmo enfrentamos. E esses brinquedos dão um show de bravura. Eles não desistem nem mesmo quando  a platéia tem certeza de que não há mais saída.

Toy Story 3  mexeu de montão comigo. Saí do cinema com a sensação de que, no final das contas, o que faz sentido nessa vida é ter quem  segure sua mão na hora de se “ jogar no fogo” ou ter de quem se despedir quando é preciso partir.



P.S.: Olhem, o Zeca Camargo escreveu um texto muito bom sobre o filme no blog dele. Deem uma lidinha , se quiserem entender melhor o que eu quis dizer. Afinal, o Zeca disse tudo com muuuuito mais clareza do que eu . Também pudera,né? Rsrsrs Ele recebe rios de dinheiro pra ser editor do Fantástico. O cara tem a obrigação de ser mais claro, conciso , coerente que eu... kkkkkkkk

2 comentários:

Lia disse...

Ai Ju, eu adoro esse filme!!!
Na verdade curto todos os filmes infantis...procurando Nemo, Irmao Urso e afins rsrs

Fiquei ainda com mais vontade de assistir, vou ver este e o Sherek(Este tbm é um dos meus prediletos!)

bjus
Lia

Cíntia Mara disse...

Acredita que eu não assisti nem ao primeiro Toy Story? Sério, não vejo a menor graça. E olha que gosto de desenho animado, se me falarem que vai estrear "O Fantástico Mundo de Bobby" ou "Ursinhos Carinhosos" ou qualquer outro da mesma safra, eu sou capaz de pegar pré-estréia, hahaha.