terça-feira, 31 de agosto de 2010

" Tudo em mim quer me revelar"

Escrevi um post que começava assim:

"Estou passando por uma crise com esse Fina Flor.

Tipo: acabei de escrever um monte de coisa sobre esse trecho lindo de um post da Ge: "“Aliás, hoje tenho pra mim, que prefiro mesmo um homem que se sinta atraído por uma dessas que já são mulheres antes que eles lhes contem esse grande segredo.”, mas não vou postar aqui. Não é a primeira vez que isso acontece.


 Bem, acho que cheguei num ponto em que não consigo muito estabelecer limites para o que deve ou não ser escrito aqui. Não sei se já contei para vocês duas coisas: sou uma pessoa bem reservada e nunca imaginei que teria um blog como o Fina Flor.

É uma coisa engraçada isso de escrever coisinhas para pessoas que você não sabe exatamente como é lerem. Pior: depois de um tempo, essas pessoas passam a ser sempre as mesmas e você vai escrevendo dialogando diretamente com esse " público"; acaba que o blog vira uma roda de amigos. Mais e mais , vai dando vontade de dizer certas coisas, de fofocar, de  falar mais intimimamente.Vivo tendo de me lembrar que  o que posto aqui estará disponível na internet para qualquer um  ler."


Mas o  restante  do texto sumiu, quando fechei a janela sem querer. Ah!  Foi a primeira vez que escrevi diretamente no  blogger. É pra evitar esse tipo de coisa  que sempre escrevo no word...  Enfim, perdi a paciência! Ainda quero dizer para vocês o que estava escrito  no post perdido, mas farei isso depois. A combinação de sono com raiva profunda desse layout do Chrome , que me faz fechar janelas sem querer, não me permite escrever mais nada agora.

Se bem que pelo andar da carruagem, não deve ter sido o acaso que me fez fechar aquela janela.

Volto em breve!

P.S: O titulo sem sentido pertencia ao post desaparecido.

autossabotagem?

Nós praticamos!

Lerei, lerei

Garganta doendo (o remédio ainda não fez o devido efeito), um mal –estar chatinho,  um e outro sintoma da síndrome do coração vazio.

Digo pro meu amigo assim: “ Vou sossegar e ler Mongólia...”

Amigo reage:  “ Não lê esse livro,não. Você já tá  toda ferrada e ainda  vai ler um livro com esse título...”

Eu: “ Não é um livrinho qualquer,não! É de um autor importante, Bernardo Carvalho.  Ele tem um outro livro aclamadíssimo, Nove Noites.”

Amigo: “ Bom título...”

Eu: “ É ,mas eu só tenho o Mongólia.”

Amigo: “ Ainda acho que você não deveria ler esse livro. Não hoje.”

Aff,  só pra não contrariar, acabei lendo Querido Diário Otário.

Olha, um livro narrado por uma adolescente frenética não  foi  lá uma grande  fonte de diversão,não. A tal da Jamie Kelly é maluca demais. Minha próxima leitura infantojuvenil será “ O crime do colecionador”, altamente recomendado por uma das minhas alunas. Lerei!

Enquanto isso, Mongólia e Sinfonia em Branco aguardam na fila dos que  quero muito ler. Em breve, em breve, lerei!

Mas sabe um que abandonei? A Sombra do Vento. A Rita já tinha dito no blog dela  que o livro era um caldeirão de clichês, eu até que insisti,mas não deu. Minha mãe pegou pra ler. Esperemos o veredicto dela...

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Letra e Música

Acontece de , às vezes, alguém simplesmente aparecer e cantar a mesma música que você. Mais que isso, alguém vem e completa os versos que você considera os  mais bonitos.

Ora,são só versos, é só música, não quer dizer nada.

Mas você bem que queria que não andassem por aí recitando suas músicas favoritas.  Porque  , assim de sopetão, fica difícil  se lembrar de que , em geral, as pessoas cantam só por cantar.

A comoção, as metáforas ficam por sua conta.

É que um coração cansado de estar vazio não é bom em discernir o real do desejado.

Corações vazios são bobos, bobos  -  e  um tantinho burros

Tímida demais

Daí que ontem minha leitora favorita, srta. Débora Leite, me liga no Skype. 

Primeiro me deixem explicar por que a Deb é minha leitora favorita. Me desculpem tooodos vocês ,mas uma pessoa que diz que este blog é uma terapia pra ela merece um abraço, um beijo, um queijo, um doce de abóbora e o título de leitora favorita.Merece ou não merece?

Pois bem, Débinha ligou , trocamos umas cinco palavras e fim. A ligação tava ruim, eu mal conseguia ouvi-la e ... uma timidez paralisante me impediu de fazer outra coisa a não ser rir.

Não, eu não sou tímida! Mas o Skype está na lista de coisas que conseguem me  fazer enrolar a língua, gaguejar, quase suar frio e querer sumir. Sério mesmo! Deve ser porque me sinto a maior imbecil conversando com a tela do computador. Se a conexão estiver ruim então, prefiro dar palestra na frente  de mil pessoas a tentar entender o que está sendo dito em meio àqueles chiados todos.

Quer ver outra coisa que me deixa tímida? Ser apresentada a alguém e ouvir: " Ah, você que é a Juliana? Ouço falar muito de você!" . Fim de possibilidade de conversa normal para mim. Viro um poço de risadinhas nonsenses, as palavras somem e  a decepção logo aparece na cara da pessoa que esperou tanto pra me conhecer. Sabe qual é o golpe fatal? Dizer: " Mas   eu achava que você era mais nova! Você tem um jeitinho de adolescente!" ou " Ah, então é com você que fulano/ fulana sempre está ao telefone?" ou " Você é que aquela amiga que fala alto de fulana/fulana?" Quem foi que disse que eu falo tão alto assim? Vontade de matar a pessoa com requintes de crueldade! Como não posso, fico com cara de bocó mesmo.

Mais momento intimidante?  Cumprimentar semiconhecidos na rua. Meus vizinhos devem achar que sou um poço de falta de educação. Sei que é estranho,mas acho muito mais fácil conversar sobre desimportâncias do que simplesmente dizer " oi", " bom dia". Nunca sei o que é mais adequado. Como é que faz pra ter certeza de que a outra pessoa está olhando pra mim? E se acenar e o cabra que tá lá do outro lado da rua for míope e me ignorar? E se eu me confundir e disser " boa tarde " e ainda for da manhã? Tudo isso passa pela minha cabeça e demanda uma energia...

O mais engraçado é que coisas que tradicionalmente causam timidez não me afetam tanto. Já dei aula numa turma com 100 pessoas, já viajei com pessoas com quem não tinha intimidade, já fui a festas em que só conhecia o aniversariante. Com jeitinho, sempre dá pra se safar; tem sempre alguém com quem se pode puxar uma conversa sobre nada e coisa nenhuma. É só olhar pro  sapato da pessoa ou pro esmalte da pessoa e elogiar! Experimetem dizer pra uma pessoa  que os tênis dela  é legal. Você certamente vai ouvir um tratado sobre a marca, sobre a loja em que foi comprado, sobre a história da vida de quem comprou os tênis. Claro que nem sempre dá muito certo o lance do tênis e do esmalte. Daí você inventa qualquer coisa pra dizer. Comenta sobre o lugar onde você está. Se for  sala de espera de médico ou fila de ônibus é só falar mal de alguma coisa que possa estar incomodando você e a pessoa. Em suma, sempre há um jeito. Tem que ter... =p

Bem, eu acho que sempre tem que ter um jeito de  arranjar com quem falar porque aquele silêncio sem graça no meio da conversa ou  depois das apresentações me enlouquece. Quer ver o que me dá nos nervos também? Gente quieta demais! Tenho que aprender que nem todo mundo adora tagarelar, que nem todo mundo fica rindo de qualquer bobagem , que nem todo mundo fica achando que fez um grande amigo depois de cinco minutos de papo. Mas é que pessoas monossilábicas me deixam aflita. Fico tentando dar um jeito de  deixar a pessoa mais à vontade, no entanto todas as tentaivas só fazem piorar a situação. Já me disseram que não se deve tentar " animar" um pessoa quieta, mas,sei lá, pra mim, se você fica cinco segundos em silêncio e porque você tá triste, com fome, com dor, quer ir pra casa e  eu preciso dar um jeito de solucionar qualquer desses problemas.

Acabei de lembrar de uma outra coisa que me intimida. Hum, não sei se intimida mesmo. Acho que  é mais uma situação de que não gosto. Tá todo mundo num bar, num restaurante, numa festa, em qualquer lugar do tipo e chega alguém. Digamos que o recém-chegado não seja a figura mais popular do grupo. Onde você acha que ele vai sentar? Com quem ele puxa assunto? Comigo!  Beleza! Não tem problema! A gente vai se entender de algum modo, mas o que me deixa irritada é que as outras pessoas do grupo somem e me deixam lá, fazendo sala eternamente para a pessoa. Os assuntos, em algum momento , acabam e o que se faz? Não faço! Fico com cara de bocó, porque eu não tenho coragem de abandonar a pobre da pessoa ali, naquele lugar em que ninguém lhe dá a menor confiança. 
Nossa, acabei fazendo um tratado sobre todas as minhas dificuldades sociais! Uma verdadeira catarse. Já posso economizar uma sessão de análise... :)

Mas, então, digam aí se vocês também fazem  o tipo " sou exibido, mas sinto uma vergonhazinha de vez em quando".  Talvez vocês sejam semitímidos ou quase-extrovertidos ou pessoas-quietas- que - intimidam-pessoas- tagarelas...

P.S.  ( aquele que deve ser lido por todos os leitores): Estou aqui pensando quantos dos oitos leitores desse blog deixarão de aparecer por aqui depois que assumi que  não sou imparcial e que tenho favoritos... Olha, ignorem o segundo  parágrafo, ok? rsrsrsrs

P.S.( aquele que deve ser lido só pela Débinha. Se você não é a Deb pare de ler AGORA): Ei,  seu título de  leitora favorita tá garantido! Só não conta pra ninguém,tá? =p

Moedinha

Sabe aquela moedinha de dez centavos esquecida no fundo de uma  gaveta empoeirada, aquela perdida no meio das contas já pagas, dos papéis que não servem pra nada e das tralhas que ninguém quer mais?

Às vezes, você se sente uma moedinha de dez centavos?

Eu me sinto. Muito de vez em quando, mas me sinto.

Ontem foi um desses " de vez em quando".

domingo, 29 de agosto de 2010

" E mesmo que pareça tolo/ E sem sentido..."

Lapa. Fundição. PARALAMAS.

Preciso dizer qualquer coisa mais?

Sério. Esqueçam por dois segundos que sou uma fã totalmente apaixonada e acreditem no que vou dizer: cês precisam , algum dia na vida, assistir a um show dos Paralamas. Pre- ci-sam , tá?

De lambugem, ainda tinha Skank ( cara, eu não imaginava que eles fossem tão maravilhosos ao vivo!), amiga tendo um siricutico porque estávamos a dois metros do palco e do Herbert, amigo reproduzindo os passos de dança que os alunos lhe ensinaram no show do D2 ( sim, houve também show do Marcelo D2,mas prefiro nem entrar em detalhes. Bem, enquanto o ele "cantava", só meu corpo permaneceu presente; minha mente se recusava a registrar a presença dele.), amiga que vi um tiquinho e depois sumiu na multidão, lágrimas ao som de Lanterna dos Afogados.

E a garganta, Ju?

Garganta? Não sei o que isso! Digamos que passarei o dia de hoje em absoluto silêncio, caprichando no gargarejo.

Pra terminar, me deixem fazer uma coisa? Não vale me zoar,hein?! =p

Eis a minha releitura para um dos versos de " Eu uso óculos":

" Por trás desse BLOG também bate um coração"

Viram como já posso ganhar a vida fazendo releituras de músicas famosas? ;)


P.S.: Só pra completar o título do post : " Eu ainda brigo por sonhos / Eu ainda brigo".

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A sexta, a febre e o paracetamol

Sexta- feira de folga+ calor+ sol+ Rio de Janeiro = praia

Resultado errado!!


Sexta- feira de folga+ calor+ sol+ Rio de Janeiro = 40 graus de febre, muita dor no corpo, garganta inflamada, horas e horas de sono.

Tô tão desacostumada a ficar doente que  mal acreditei na temperatura indicada no termômetro. Vencida pela dor de cabeça e pelo sensação de frio causada pela febre, tive que tomar  paracetamol. O efeito começou a aparecer: levantei, tomei um nescauzinho e vou trabalhar um pouquinho agora.

Tenho que ficar totalmente boa já. Amanhã tem show dos Paralamas, o ingresso já tá comprado e não vai ter febre que me segure em casa. Não mesmo! 

Mudança de hábito

Coração da gente é coisa engraçada. Nem sei se é exatamente o coração que é besta e burro. Nunca ouvi explicação decente acerca dos mecanismos que fabricam o desejo, atração, o encantamento em nós. Não sei como que funcionam essas coisas de gostar espontaneamente , ficar fascinada pelo modo como a outra pessoa se move,pela curvatura da mão , pelo modo como  os olhos se fecham ao piscar . Deveriam estudar bem melhor, com mais afinco e determinação, tudo o que envolve essa área. Depois, deveriam produzir livros didáticos, formar professores e ensinar matérias como " as cinco possíveis causas que tornam o indivíduo incapaz de esquecer definitivamente alguém que nunca  lhe deu a menor bola" na escola. Eu seria uma aluna muito aplicada.

Tenho certeza de que encontraria na bibliografia dessa disciplina algum artigo que me oferecesse subsídios  para dar um jeito num hábito que não consigo abandonar: involutariamente, meu estômago dá um mínimo -mas perceptível - pinote TODAS as vezes que  a plaquinha do MSN anuncia que um alguém que nunca me deu bola acabou de entrar.

Esse hábito dura uns dez milhões anos e eu não consigo mudá-lo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Aff, mais um meme

A Juh fez uma covardia comigo: me indicou para responder a um meme.
Eu juro que tentei ignorar,mas um convite tão delicado, vindo de um blog tão lindo e fofo, não pode ser recusado,né? =p

Tarefa: Contar nove segredinhos sobre mim.
Bem ,meus segredos vão para o túmulo comigo ( kkkk),então  tentei pensar em coisas que não tinha falado aqui ainda. Ao responder esse meme, me bateu a velha crise do " não -tenho-nada- de -legal -pra contar- minha - vida - é - obvia- blá- blá". Relevem o meu drama e  leiam os meus segredinhos, ó:


1-  Já fui jurada de desfile de escola de samba numa cidade mineira. ( um dia , explico essa história louca!)

2- Já desfilei na Mangueira. ( mas eu torço mesmo é pro Salgueiro!)

( Não, eu não sei sambar! )
3- Durante toda a infância, tive alergia à carne vermelha e tomava uma vacina que me deixava dopada.

4- Tenho uma foto em que estou vestida de verde dos pés à cabeça, fazendo pose em frente ao barco do Greenpeace. A foto é da ECO- 92.

5 - Adoro coração de galinha e costela de porco assados no churrasco.

6 - Apesar de ser louca por perfumes, não posso usá-los. Perfurmes me fazem lacrimejar e provocam inchaço nas mucosas do nariz e da garganta.

7- Nasci quase um mês antes da data prevista pelo médico.Minha mãe teve uns problemas antes do parto,ficamos um tempinho no hospital,mas sobrevivemos! Uhu! =p

8- Fiz Ensino Médio combinado com técnico em Administração. Formação que não me serve pra nada. A escola em que estudei só serviu pra eu conhecer os melhores amigos que tenho. Me pergunte qualquer coisa sobre adminsitração. Só me lembro das palavras  "razonete" e "balancete", das aulas de Contabilidade. Tirei minha primeira nota vermelha nessa matéria, porque não tive coragem de colar. Pois é, eu nunca colei!

9- Tive um rotweiller chamado Fred ( apelido : Duncinha). Ele veio pra minha casa quando eu tinha 11 anos e meu passatempo favorito era cantar para que ele dormisse. Chorei  durante uma semana, quando ele morreu em 2004.

P.S.: Quem quiser responder ao meme, é só botar a mão na massa!

Prazer, Mary Poppins!

Liguei pra minha tia. Vitucho atendeu:
- Alô! Quem é?
- Adivinha!
- Quem é?
- É a Ju.
- Ahhh, eu pensei que fosse a bruxa que mora embaixo do travesseiro.
Morri de rir por alguns segundos.
- De onde você tirou isso,menino?
- Da minha cabeça, ué?
Daí ele engatou um papo muito confuso sobre uma colega da escola, um burro, uma mochila, ah sei lá.
- Ju, você já virou um elefante?
- Ué, mas eu não tinha virado uma  galinha.
- Galinha é muito chato.
- Tá bom! Depois , eu viro um elefante. Agora, chama lá a mamãe porque a vovó que falar com ela.
- Ah, com a mamãe? Eu achei que ela queria falar com a Fada do Dente. Então, chama a vovó no telefone, POR FAVOR.  Viu? Falei  " por favor" que nem você me educou.



Tão vendo? Já posso colocar no meu currículo que eduquei uma criança!!!

Explicando: PV não é uma criança prodígio que sabe  o significado  de processos complicados com educar,não. Ele tá é de saco cheio de me ouvri dizer que eu o eduquei só porque , nas vezes em que ele vem aqui em casa ( ou seja, de 15 em 15 dias), fico enchendo a paciência do menino para que ele fale " por favor".

Ai, tô me sentindo a Mary Poppins! =p

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Às duas da manhã

Essa lua, essa noite estão  de dar nó na garganta...

Plagiando

Peguei emprestado no blog " O ângulo mais bonito".


As palavras são sobre a Ge,mas poderiam ser sobre  mim.




"Falo dessa dimensão absurda de querer dividir, mesmo quando as "contingências" não permitem. E são justamente elas que me fazem dormir pensando que murro em ponta de faca é coisa de meninas bobas. E sou uma menina boba que gosta da atenção que recebe, que gosta das conversas, que gosta dessa companhia da qual não deveria, não poderia, não queria. Gosta."


P.S.: Vão lá no blog ler o restante do post. Aliás, vale a pena ler todos os posts que quiserem.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

tuitando

Primeiro vou explicar o delirio: eu tenho uma doce ilusão de que sei exatamente quem  vem aqui me visitar.

Agora explico a paranoia: tenho um medinho absurdo de que gente que não interessa descubra o Fina Flor, junte 2+2 e acabe com o meu delirio.

Falo brincando, mas já tive a experiência desagradável de ser encontrada no orkut por uma pessoa que definitivamente não interessava. E eu que achava que o fato de ter um nome muito comum, um sobrenome ainda mais comum e  não postar foto me "protegeria".

Bem, mas voltando ao assunto:  eu estava pensando em plagiar metade dos blogueiros e também colocar links de algumas das postagens no twitter, mas fiquei pensando que usar o meu twitter atual não seria legal.  Daí que fiz um perfil só pro Fina Flor.

Agora quero só ver se vou usar... Já não uso o outro mesmo...

De qualquer modo, se quiserem me seguir: @jufinaflor

Entressafra



Tenho vontade de dizer umas duas mil e quinhentas coisas aqui,mas  fui atacada por aquela velha síndrome do bicho carpinteiro. Além disso, estou num momento " clone do coelho da Alice", aquele que carrega um relógio enorme e está sempre correndo. Bem, é  isso: imaginem o coelho da Alice sendo mordido por bichos carpinteiros. Essa sou eu no momento! 


Depois, eu volto pra contar dos livros que li esses dias. Ando fazendo a festa na biblioteca da escola. Só gostaria de saber o que a bibliotecária acha de uma certa professora que todo dia leva pra casa um livro infanto-juvenil. Se ela fizer algum comentário sobre meu  gosto um tanto peculiar, já tenho a resposta na ponta da lingua: " Estou lendo títulos como ' Poderosa- a menina que tinha o mundo na mão', ' A Droga da Obediência', 'Meu pai não mora mais aqui' ( ô, livro bonito!") com o objetivo de comentar com  os alunos e incentivá-los a ler". Se ela não acreditar, mostro  o post sobre adultos de verdade e  explico que uma adulta fajutona como eu tem uma queda do tamanho  das Cataratas do Iguaçu por historinhas juvenis.

Por falar em adultos de verdade, parece que meu post causou uma revolução por aí.  Minhas amigas  Vanessa, Cíntia e Annie resolveram se assumir e andam  expondo em seus bloguinhos todas as características que as definem como aquele tipo de pessoa que de grande só tem o tamanho.

Ahhh, pra terminar, devo anunciar para vocês, pessoas que tiveram uma pequena mostra do drama que 0,75 grau de astigmatismo deflagrou em mim, que : " Meus óculos são vermelhos/ Não uso espelho pra me pentear". Péssimo, eu sei, mas é que  uns óculos vermelhos ( só pra constar: um vermelho muuuuuito discreto. Se bobear aquela cor é marrom...  Não confiem na minha capacidade para definir matizes cromáticas! kkk), lindinhos, levíssimos mereciam ser anunciados com alguma pompa e circunstância,né? Bem, se na quinta, dia em que eles chegam, eu ainda for tão apaixonada por eles, faço um post todo especial.

Ahhhh, só pra terminar MERMO, juro , prometo: mais cedo, voltando do trabalho, esbarrei naquele moço bonito, aquele inatingível e mal -humorado, lembram? Então, sintam só a cena: manhã ensolarada e o moço bonito caminhando em minha direção. Caminhou e desviou, claro. E num é que a pessoa tava com a cara amarrada ? Ô, desperdício....

Agora, é sério! Esse post enorme sobre nadica de nada terminou.

Ponto final!

P.S.: Perguntei pra Sil qual é a cor dos  meus óculos afinal? Ela disse assim: “ Olha, Ju, é entre roxo, vinho, mas não é nenhum dos dois. É avermelhado. Se fosse pra comparar com cor de cabelo, eu diria que é acaju”.  Já sei: meus óculos são ruivos! Que nem um cão basset =p


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Espelho, espelho meu

Já perdi a conta das vezes em que  me olhei sem querer numa vidraça, numa vitrine e não me  reconheci. Batia sempre a sensação engraçada de que  aquela não era bem eu. Podia até ser alguém parecida comigo, alguem com olhos pequenos e bochechas grandes feito as minhas, mas não, não era eu.

Hoje aconteceu algo totalmente diferente: entrei no banheiro de um restaurante e dei de cara com um espelhão enorme. Em vez de me espantar, de me perguntar quem era aquela mulher ali, soube na hora que era euzinha. 

E eu tava tão bonitinha de unhas roxas, rímel impecável e cara de " pois é! tô viva, tô feliz!". =p



Leve,leve

Quem foi que disse que um dia que amanhece errado precisa ser ruim?

Já sacaram que mudo de ideia e  de humor assim, num piscar de olhos. Pois é, que bom!!

Segunda-feira delicinha!

" Teu abraço , minha casa que não vou ter"

Sabe saudade do que nunca existiu, do que ainda está por vir?  Clichê, eu sei,mas acordei assim.

Às vezes, parece que o sonho da noite passada é mais real  que a sua própria vida; tão real que você acorda com a sensação de que  está levantando pra vida errada, na cama errada.

Há coisas que fazem todo sentido nos sonhos. Neles, as pessoas certas estão nos lugares certos, fazendo as coisas certas. Tudo encaixadinho, redodinho.

Acordei na cama errada hoje.

Quero voltar pro meu sonho. Quero! Quero!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ainda sobre sapatos...

 Ainda estou dando uns pitis internos,mas em nível bem mais moderador. Afinal, não tem graça dar chilique na frente de adolescentes bem mais dramáticos que você. O charme está em ter um blog, postar nele de madrugada e receber um monte de comentário me incentivando a gastar, a torrar o cartão de crédito, fazer crediário. kkkkkk  Quase fiz isso...

Passei como quem não quer nada numa dessas lojonas de roupa, namorei ,namorei uma bolsa,mas caí mesmo de amores por um sapato LINDO! Agarrei com todas as forças um exemplar número 39 ( coisa rara!) e corri pro caixa. Na hora de pagar, cadê o cartão? Sai de casa sem bolsa e carteira hoje. Só dinheiro mesmo! Não dava pra pagar na base do " oi, moça! minha vida depende desse sapato,mas deixei a carteira em casa. Olha! confie em mim! Me deixa levar sem pagar que, juro, que volto aqui pra pagar!" . Cogitei seriamente essa possibilidade...=p

Mas como minha vida não dependia daqueles sapatos, saí da loja e fui almoçar. Amanhã volto lá! Se ainda tiver o numero 39, ótimo! Se não tiver, ótimo também! Nem conto pra vocês dois pares sapatos novissimos, um mais bonito que o outro esperando pra serem usados. 

Se bem que aquele era tão lindo, necessário, fundamental...  Ai, ai!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nem fina,nem flor

Passa um pouquinho da uma da manhã e eu estou sentada na cozinha, usando um casacão,  pantufa e luvas. Tá frio, muito frio! ( e essa cozinha é fria!)

Não tenho nada de útil, interessante, simpático para dizer no momento. Na verdade, a impressão que tenho é a de que qualquer coisa que eu disser vai soar dramático, exagerado, chato. Vocês já perceberam que eu tenho medo da minha chatice; parece até que é doença, que sou uma doente crônica, a pessoa mais insuportavelmente chata do Universo. Viu, já soltei a minha habitual dose de drama! =p

Pra ser  bem sincera, estava entre meus planos escrever um post assim bem maneiro para que vocês viessem aqui deixar mil comentários. Assim, eu ficaria mais feliz toda vez que um post novo chegasse. 

Meu plano  girava em torno de um post bem dramático, no qual eu exporia as trezentas inseguranças que estão rondando minha cabeça nesses últimos dias por conta de um vestido preto que já foi usado em todos os eventos possíveis, minha incapacidade de ficar razoavelmente bonita e um certo par de sapatos que não sei se devo usar. Tenho certeza de que vocês viriam aqui me dizer pra eu  parar de bobagem, que sou a mulher mais bonita desse mundo, que sapato é só uma coisa que se usa no pé.

Caso eu não conseguisse escrever um post sobre isso, o plano B envolvia  contar que esbarrei dia desses  em duas pessoas: uma delas me disse que eu não tinha mudado nada nos últimos dez anos; a outra mal me reconheceu ( isso veio acompanhado de um elogio), apesar de ter me visto há menos de um ano. Estou tendendo a concordar com as duas.  Ando mal me reconhecendo , apesar de achar que não mudei  nadica de nada desde 2000. Há dez anos, eu era adolescente. Hoje sou aquele tipo de adulta que vocês já sabem. Quando cessam as crises de identidade? Quando é que a gente  para de ter um medinho de sobrar, de ser deixada de lado, de ser a garota mais chata e feia da festa? Talvez esses medos nunca desapareçam completamente...

Pensei ainda em falar dos livros que estou lendo- ou melhor, que não estou lendo. Não consigo sossegar o facho e levar adiante a leitura dos contos do Poe. Não consigo ler o livro que Tiago diz ser assombrosamente lindo,  Sinfonia em Branco. Só o título me provocou arrepios; o primeiro parágrafo é daqueles que você lê e relê em voz alto só pelo prazer de dizer um arranjo tão bonito de palavras em português; entretanto não vou adiante com a leitura. Alguma coisa me diz que Sinfonia e um livro triste demais...

Cheguei a fazer um post sobre meu dia na escola,mas não quero falar de como me senti esquisita ao exigir que as regras combinadas no inicio do ano fossem cumpridas. Difícil essa coisa de "botar de castigo", de fazer valer uma punição mesmo quando você sabe que a " infração" foi só um deslize, um descuido. Difícil se manter durona diante de um bando de pré-adolescentes loucos pra saber o quanto a professora de português "tem mesmo moral".. A "tia" Juliana é um papel mais legal de desempenhar do que a " professora de português"...

Pois é, nenhum desses  renderia uma conversa animada e leve. Hoje não estou nem animada, nem leve. Hoje a amiga que costuma me dar uma situada não atendeu o telefone e , droga!, ela nem lê o blog.

Sobrou pro Fina Flor, então!


domingo, 15 de agosto de 2010

Onde é que eu tava com cabeça???

A insônia bateu , como sempre, e eu fiz o quê? Caçei um livrinho pra lê.

Dessa vez, não funcionou! Peguei essa semana, na biblioteca do colégio, Histórias Extraordionárias,  do Allan Poe.

Tá bom! Eu aceito essas palavras de crítica que estão se formando na sua cabeça e até faço coro com vocês:
" Onde já se viu pegar um clássico do terror pra ler antes de dormir?"

É que eu não sabia que o livro era tão assustador assim!

Ei, quem já leu também ficou com medinho,não ficou? Digam "sim" para que me sinta mais confortável,vai!

Não sonhei com gatos pretos, mas sonhei  que  Malu Mader era chefe de uns amigos meus e os torturava com mais requintes do que a mulher de O Diabo Veste Prada.

Juro que foi um sonho tenso... =p

Catando chão

Ao ler este post da Fabiane, me senti tão indignada que deixei um comentário no blog dela, dizendo que eu detestava gente maluca que simplesmente some do nada, que não sabe se comunicar.

Que hipócrita que eu sou!

Já fui uma dessas pessoas malucas que somem sem dar notícia, sem nem dizer tchau.

Mas depois voltei e pedi desculpas. Mandei um e-mail enorme , todo derramado, dizendo “ dei no pé porque fiquei com medo”. Onde já se viu ter medo de ser tão bem gostada e acarinhada, medo de receber os e-mails mais nonsenses do mundo, medo de perder antes mesmo de ter?

Meu medo e uma enorme dose de imaturidade fizeram com que nunca tivesse dado certo. Porque moços bons, bonitos e capazes de fazer corações dispararem existem,mas também são de carne e osso e se cansam das indecisões que não têm mais fim.

A resposta ao meu e-mail veio uns dois meses depois.  Nele, o moço dizia que  me entendia,  que me desculpava,que  lamentava que as coisas tivessem sido tão complicadas, que  me admirava porque pedi desculpas.

Eu jamais teria redigido um e-mail como o dele. Eu sou rancorosinha!  Me sacaneiam só uma vez e ponto! Aceito desculpas, mas não consigo voltar a ser a mesma.

 Mas devo confessar: ser rancorosinha cansa e dá trabalho,viu!

Pedir desculpas também!


P.s.:  Não sei se " catar chão" é uma expressão conhecida. Deve ser bem ultrapassada,mas minha vó usa tanto que já incorporei ao meu vocabulário. Para os que não conhecem, " catar chão" equivale a " meter o pé",  " vazar", " dar no pé", " ir embora".

sábado, 14 de agosto de 2010

" Que belo e estranho dia para se ter alegria"

Talvez sanduíche do subway, a sorte de escolher o presente adequado, dois dos melhores amigos por perto, ombro macio pra descansar um pouquinho  façam toda a diferença...

De Juliana para ...



Eu sempre quis ligar para aqueles programas de rádio e oferecer uma música. Uma coisinha do tipo: " De Dulcidéia Regina  para Arionélio Luiz e Vandilice Roberta, com carinho". Meu sonho! =p

Como não tenho uma rádio,mas tenho um blog, farei meu oferecimento aqui mesmo. É uma pena que as pessoas que me fazem lembrar dessa música não leiam o blog. Mas não tem problema; o importante é realizar um sonho... kkkkkkk






sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Existia vida antes do MSN?

Meu 3G tá moribundo.  Fui obrigada a aposentá-lo. O pobre , agora,  está passando uns tempos na gavetinha da estante, até que eu tome vergonha na cara. Tenho algumas alternativas:  ponho a preguiça de lado e descubro onde se conserta o pobre, mando a vivo desbloquear o meu outro modem ( não mandei ainda porque  a nota fiscal tá no nome da minha vó e ela não tá muito em condições de bater perna por aí), peço pra oi desbloquear meu outro modem ( é uma burocracia chataaa!), largo desse vida virtual,  arranco os cabelos, dou chiliques.

Tô numa dúvida cruel aqui!

P.S.: Sabe o que acontece quando uma professora  que  mora perto de seus alunos resolve ir a uma lan house? Eu conto: o lugar é invadido por três dos seus alunos mais chatos de  galocha! Eu mereço!!

Um desabafozinho

Estou aceitando, de bom grado, algum método bastante bom e didático para se combater chatice e , de quebra, adquirir  capacidade ter paciência para gente que não se cansa de se repetir.

Acho que vou pendurar no pescoço uma plaquinha bem bonitinha: " Pessoa querendo arrancar o fígado de alguém. Não perturbe! Mantenha distância!"

Pelo jeito é melhor mandar fazer um outdoor.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Brincando de resenhar - O Grande Desafio

Não sou lá muito fã de filmes americanos sobre superação. Sabe aquela história de pessoa extraordinária que sai do nada, deixa sua marca toda especial no mundo e fica feliz para sempre? Meio receitinha de bolo, meio manipulação de emoções! Sempre fico pensando que essas histórias contemplam a vitória dos extraordinários e nunca sobra espaço para as histórias simples de quem é comum, normal, meio looser...

Hoje assisti a uma exceção.  Há um tempo,  andou escondido na minha estante um filme chamado  O Grande Desafio. Não me lembro por que comprei esse DVD; provavelmente, porque a capa é estampada pelo Denzel Washington  ( ah, e de lambuja o Forest Whitaker também está no filme,viu?). Caçando alguma coisa pra passar o tempo, decidi dar uma chance a esse filme.

Não sei por que ,mas eu achava que  o enredo tinha alguma coisa a ver com totalitarismo, nazismo,coisa do gênero. Eu poderia jurar que o Denzel interpretava um professor apaixonada por Mussolini. Me digam de onde tirei isso? Um personagem assim não combina muito com a galeria de papéis de Denzel. Tô achando que há por aí um filme sobre professores e Mussolini. Se alguém souber que filme é esse que está pairando no meu inconsciente, me diga.

Bem, O Grande Desafio retrata a trajetória brilhante de três jovens  alunos de uma faculdade texana. O ano é 1935 e um professor convoca seus alunos para participar do time de debate da faculdade. Quarenta se inscrevem; quatro são escolhidos: um rapaz  bonito, esperto e debatedor nato; uma moça bonita, inteligente e determinada a se tornar uma advogada; um rapaz inteligente e estudioso; um rapaz de catorze anos, filho do primeiro homem negro a obter um Phd no Estado.  Os selecionados passam a enfrentar uma série de debates por todo país , saindo sempre vencedores, até que conseguem competir com a equipe da  elitista Universidade de Harvard – um feito extraordinário.

Pois é,  o ano é 1935 e essas  pessoas são todas negras.  Pensem nessa combinação: negros, 1935, EUA. Receitinha de filme triste?  O enredo é baseado  em fatos reais, um tema sério é discutido, há personagens um tanto estereotipados? Sim! Mas o que me fez chorar mesmo foi a verdade das interpretações.  Pra se ter uma ideia, há momentos em que  Denzel  fica meio que em segundo plano , quando os alunos estão em cena. Sério mesmo!   A atriz que interpreta a única menina do grupo  é  de fazer cair o queixo.

Reli o que escrevi até aqui e tô achando esse meu comentário muito superficial. Mas acho que não dá pra falar mais nada sem estragar a emoção do filme.

Aff, não sou boa nesse negócio de brincar de resenhar,não! 

Façam o seguinte: se estiverem a fim de ver um filme convencional, bonito e com boas atuações, assistam ao O Grande Desafio. Pronto! Eu poderia ter dito isso desde o início,né? =p



terça-feira, 10 de agosto de 2010

Gentileza Gera o que mesmo?

Nas pilastras de um grande viaduto aqui do Rio ( na verdade, nem sei se aquela rua enorme pendurada sobre nossas cabeças pode ser  chamada de viaduto), localizado em frente à pavorosa Rodoviária do Rio de Janeiro, estão inscritas as palavras do Profeta Gentileza. (não sei contar muito bem a história das inscrições e de seu autora, então deem uma olhadinha aqui). Bem, a mais famosa frase do Profeta é Gentileza Gera Gentileza, que serviu inspiração para músicas, enredo de escola de samba, projeto da prefeitura, estampa de camiseta.

Há dois dias, entre os meandros da prisão do Bruno e a disputa pela responsabilidade pelo atropelamento do filho da Cissa, noticiaram que um menino de 16 anos foi morto porque esbarrou uma mulher no ônibus. Fico tentada a crer que há mais detalhes desse caso que ainda não vieram à tona, porque não consigo absorver uma notícia como essa.

Será que as "palavrinhas mágicas" ( aquelas: com licença, por favor, obrigado, desculpa aê, foi mal) deixaram de funcionar?  Ah, sim, já ouvi algumas pessoas dizendo que , provavelmente, o menino foi grosso e mal- educado. Pois bem! Palavrões, gritos, indignação costumam causar algum impacto sobre adolescentes deselegantes.

Claro que casos como esses são muito comuns. Claro que há toda uma série de discussões que podem ser levantadas a partir de uma notícia como essas. Afinal, vivemos sob o signo do imediatismo, do enfrentamento, da violência.  Lógico pra nós é o velho e  bom " olho por olho, dente por dente". Pisaram no meu pé ?Piso também.

Mas sabiam que na hora em que ouvi a notícia só consegui pensar - talvez, de um modo muito reducionista,mas tudo bem - que  gentileza poderia ter evitado a morte desse menino?

Esbarrão. 

Desculpa aê, moça!

Foi nada ,não!

Momento açuçaradinho:



Não,  não me diga que não gosta da Maria Rita! Fico até de mal! =p

Essa musica é  do Los Hermanos e foi gravada também pela Roberta Sá.

Vinícius e Juliana aos pedaços:



“Amar sem mentir nem sofrer

Existiria verdade
Verdade que ninguém vê
Se todos no mundo fossem iguais a você”

“Diante de  possibilidades que se esboçam duras e rasas, prefiro as macias, aquelas depositadas nas suas mãos generosas. Medo e  uma dose de ceticismo servem de reboco para os muros que ergo, todos os dias, à minha volta, mas não se intimide. Sou daquelas cujo exterior conta mentiras bem engendradas, enquanto o que vai por dentro mal se contém de tanto sentir.”

Os versos dispensam apresentação. O trecho em prosa foi escrito por mim em 2004.

Arrumando  as gavetas, encontrei a receita dos meus óculos ( eu já estava a ponto de pedir uma segunda via) e  um monte de papéis velhos. Alguns deles são rascunhos de umas cartas que nunca enviei e trechos de coisas escritas sem nenhum objetivo específico. Na verdade, nem me lembrava de ter escrito.

O conteúdo desse monte de papel empoeirado é muito dramático, meloso e ruim mesmo, mas achei esse trechinho aí tão docinho, tão bonitinho que resolvi colocar aqui. Meloso, porém fofinho,não? Parece até coisa que a Sinhá Moça escreveria para o Irmão do Quilombo. ( Não, eu não assisto a essa novela “ maravilhosa”,mas sei tudinho o que acontece  com a Sinhaninha porque minha vó faz questão de falar dela como se fosse nossa amiga íntima.)

P.S.:  O interlocutor dessas cartas realmente merecia saber da existência delas. Ele nunca  poderia supor que eu pudesse ser tão “ açucarada”. =p
P.S.: Ah, a canção do Vinícius não sai da minha cabeça desde ontem.



segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Respondo mermo!





Não vou responder a mais nenhum meme, não vou responder, não vou responder, respondi.

Tudo culpa da Laís e da Cíntia!!! =p





* Se eu fosse um mês, eu seria... Fico em dúvida entre junho e dezembro. Junho é o mês do meu aniversário; dezembro é sinônimo de férias, sol, natal. Pronto! Sou os dois!
* Se eu fosse um dia da semana, eu seria... Uma manhã de domingo ensolarada.  As manhãs de domingo são as mais lindas.
* Se eu fosse uma hora do dia, eu seria... Nove da manhã, quando o sol é morno e o céu fica azul, azul.
* Se eu fosse uma direção, eu seria... Para o alto e avante!
* Se eu fosse um esporte, eu seria... Outra dúvida: vôlei ou natação! Meu sonho de criança era crescer bastante para virar jogadora de vôlei. Não rolou: estanquei no 1,69. Se bem que se eu tivesse nascido no Japão, haveria uma chance. A seleção deles tem jogadoras de 1,59!!!
* Se eu fosse um momento, eu seria... meia-noite de ano novo em Copacabana. Coisa mais linda desse mundo! Os fogos parecem estrelas cadentes multicoloridas...
* Se eu fosse um líquido, eu seria...  Água fresquinha do filtro de barrro nos dias frios; água do mar nos dia de calor.
* Se eu fosse uma pedra preciosa, eu seria... Não sei nada sobre pedras preciosas. Nos meus tempos de pré-adolescente meio esotérica, tive uma imitação de quartzo rosa. As revistas diziam que era a minha pedra.
* Se eu fosse uma árvore, eu seria... aff, sei lá! kkkk Goiabeira! Nessa mesma época do quartzo- rosa, eu vivia pendurada  nos galhos de uma que tínhamos no quintal.  Gostava de sentar no galho mais alto pra ler.
* Se eu fosse uma flor, eu seria... hummm, não sei. Esse meme é chato,heim? hahaha Não tenho resposta imediata para quase nenhuma das perguntas. Flor, flor, flor! Eu seria uma fina flor, serve?
* Se eu fosse um instrumento, eu seria... Violoncelo ou piano.
* Se eu fosse uma cor, eu seria... Rosa ou Lilás
* Se eu fosse um sentimento, eu seria... êxtase
* Se eu fosse um animal, eu seria... Gato.
* Se eu fosse uma fruta, eu seria... Morango, a minha favorita!
* Se eu fosse um livro, eu seria... um cuja protagonista fosse descompensada, exagerada,  levemente sem  noção,jamais usasse saltos, lesse poemas de amor no café da manhã e salvasse o mundo usando um uniforme roxo. =p  Mentira! Eu seria alguma antologia dos poemas do Quintana.
* Se eu fosse um personagem, eu seria... Emma Bovary.  Não sei bem por que,mas foi a primeira que me veio à  cabeça.
* Se eu fosse uma comida, eu seria... Pizza.
* Se eu fosse um lugar, eu seria... Mar.
* Se eu fosse um objeto, eu seria... Argolas (brincos) enormes e prateadas .
* Se eu fosse um filme, eu seria... Mulheres à beria de um ataque de nervos. Ainda não assisti,mas segundo meu amigo André, eu talvez não goste porque poderei me identificar muito com as personagens. Esses meu amigos, de fato, não pensam muito no valor que suas vidas têm, quando decidem me dizer coisas "simpaticas" assim! =p
* Se eu fosse um gesto, eu seria... um abraço apertado.

Drummond aos pedaços

"Carlos ,sossegue, o amor
 é isso que você está vendo:
 hoje beija, amanhã não beija,
 depois de amanhã é domingo
 e segunda -feira ninguém sabe
 o que será.
 (...)

reserve-se todo
para as bodas que ninguém sabe
quando virão,
se é que virão.
(...) "

( Trecho do poema " Não se mate")

Você também acha que, às vezes, só o Drummond te entende.

domingo, 8 de agosto de 2010

" Como se não houvesse amanhã "

Vocês sabem que gosto da Rita. Gosto mesmo. Vivo me emocionando com as coisas simples e bonitas que ela escreve no Estrada Anil. De vez em quando, alguns dos textos me fazem chorar. O post de hoje é um desses textos que cavucam  coisas que ficam muito bem guardadas em mim. As palavras de Rita sempre me tocam de um modo todo especial.

Não pretendia postar nada relativo ao dia dos pais. Há muito tempo,  não faço comemorações nesse dia por motivos que não cabem no posts alegres do Fina Flor. No entanto, ao ler o texto da Rita, senti uma vontade danada de dizer alguma coisa, qualquer coisa,sobre paternidade.

Não sei nada sobre SER mãe ou pai; minha experiência se limita a TER pai e mãe. Do alto dos meus 26 imaturos anos de idade, só posso dizer que não deve ser fácil ser pai ou mãe de alguém ( ser filho também não é tarefa das mais simples). Imagino  o que se passa pela cabeça e pelo coração de alguém, quando descobre que vai , para sempre, influenciar diretamente a vida de uma pessoa que nem conhece, cuja companhia não tem direito de escolher. Porque pai e mãe não escolhem  o filho que terão, não decidem se aquela pessoa será interessante e divertida, não podem simplesmente  se cansar de  um filho chato e arranjar outro, assim como fazemos com amigos,amores, conhecidos. Ter um filho, me parece, é como dar um tiro no escuro, é fazer um contrato de amor vitalício, pra sempre, sem garantias.

(Escrever é uma coisas perigosa,né? Por que estou dizendo isso? Porque por mais que eu  tente ser impessoal ao escrever agora, especificamente neste post, não consigo. Sei que não há meios de adivinhar todas as dores e implicações por trás dessas minhas palavras, mas,só pelo movimento de fazer alusão a um tema como esse, sinto uma pontada no estômago.)

Mas, para além de pontadas e mágoas, acho que uma coisa que aprendi nesses últimos tempos e que vale para todas as nossas  relações é que  não se pode esperar o tempo ajeitar tudo. Uma vez, me disseram que eu entenderia muitas coisas quando crescesse, quando fosse adulta. Pois é, a gente entende mesmo. Empatia é um ganho, um aprendizado. A gente cresce e entende que nossos pais são de carne e osso feito a gente. Erram, acertam, choram, se cansam como todo mundo. A gente aprende a entender isso; aprende a perdoar seus erros e a compreender suas dores porque também temos as nossas dores e os nossos erros. Chega um tempo que o amor e o afeto prevalecem, de alguma forma.

Há casos, porém, em que o entendimento vem, mas os espaços do amor nunca são preenchidos de fato. Porque amor não brota assim do nada, só porque a gente quer. Amor é processo vitalício, tanto quanto vitalício é o registro de um nome numa certidão de nascimento.
Se eu pudesse dizer algo para todos os pais agora, não seria “ parabéns!”. Eu sugeriria que nunca negligenciem as  pessoas que amam. É um clichê, eu sei, mas funciona. Ainda que a gente não saiba ser maduro, coerente; por mais que a gente faça merda; por mais chato que seja viver e aturar a chatice da vida, vale a pena  não ser egoísta. Pode não evitar sofrimento, estresse, anos de terapia, mas garante a vitalidade de laços indispensáveis.


sábado, 7 de agosto de 2010

Para Lia

Pelo meus cálculos, oito pessoas leem o blog com frequência .  Uma delas é a Lia.  Aliás, essa moça foi a primeira pessoa a seguir o Fina . Hoje é aniversário da Lia. Me ajudem a cantar parabéns pra ela, galera!

Solta o som dj:



Lia querida, desejo que  jamais se esqueça de que você é um tesouro peculiar! 

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Beautiful Day

O modem 3G pifou, o celular não funciona, estou com a cara enfiada no trabalho desde as 10 da manhã,  todo mundo deve estar se divertindo por aí e eu aqui.

 Só pra acrescentar mais charme a essa sexta- feira friorenta, acordei cantando:



Se alguém quiser me trazer umas duzentas rosas roubadas, tô aceitando!

Peso no peito

Suponho que os episódios do House não foram feitos para se chorar. Gosto de House ,mas não assisto com frequencia. Não tenho tevê a cabo, não sei baixar episódios pela net, passa muito tarde na Record. Assisti hoje porque não tinha sono pra dormir.

Ainda que  eu seja uma chorona quando se trata de filmes , séries e afins, só chorei uma vez assistindo ao House. Foi num episódio em que ele atende uma garota que foi violentada. Chorei sem parar.Hoje chorei pela segunda vez e duas vezes. Primeiro quando o entende por que a Cameron não destruiu o esperma congelado do falecido marido dela. ( Imagino que esse papo de esperma de marido morto soe muito estranho para quem nunca viu  o seriado...) As lágrimas  vieram também, quando House se dá conta de que aquilo que andava desejando não passava de alucinação.

Eu não gosto de chorar. ( Será que alguém gosta?) Choro por bobagens, vendo seriados, ouvindo música,mas, naquelas horas em que só as lágrimas trazem conforto e algum alívio, meus olhos ficam secos, secos. A gente aprende que chorar é coisa de gente fraca. Pelo menos , eu aprendi assim. É  difícil desaprender lições desse tipo. Às  vezes, desaprender dá mais trabalho que aprender,né? Sorrir, gracejar, desviar de certas emoções é mais fácil que encará-las ,não?

Dia desses, uma das minhas amigas me disse algo  que está ecoando ainda em mim. Essa amiga  tá com uns problemas daqueles que cansam a beleza da gente , como diria minha vó. Eu fico aflita só de pensar que não posso fazer nada para ajudá-la. Ela está aflita porque só lhe resta ter paciência; não há nada mesmo que se possa fazer. Aí entra o que ela me disse:

“ Ju, eu não posso mudar a dureza da vida,mas , ao menos, posso chorar. Faz bem! Tira o peso do  peito.”
  
Gostei disso: tirar o peso do peito. Bonito,né?

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Brincando de resenhar

Até parece que vocês estão desesperados para saber o que achei de Pedaço do meu Coração. Até parece! Mas é que me   martirizo tanto porque tenho preguiça, porque não começo o que termino ( a não ser que minha vida ou minha conta bancária dependam disso), blá, blá, que preciso falar ( pela última vez, prometo!) desse livro delicioso. Como assim?? Um livro sobre assassinato, investigação policial, interrogatórios pode ser delicioso?? Sim, sim! Pergunta só pra minha mãe , que tá lá jogada no sofá com o Pedaço na mão...

Imagino que se lembrem da sinopse descaradamente “roubada” de um blog desses da vida. Se não lembram, vou recontar: uma moça é encontrada morta , dentro de um saco de dormir, no dia seguinte a um grande festival de Rock. Simplesmente, enfiaram uma faca no peito dela, de um modo tão violento que um pedaço do coração foi arrancado. A polícia começa a investigar e entra em cena o inspetor durão e compenetrado Chadwick. 

Enquanto Chadwick se dedica a descobrir quem matou  menina, uma outra trama é contada. Trinta e seis  anos depois do assassinato da moça, um jornalista especializado em crítica musical é encontrado morto no quarto do hotel em que está hospedado. Os detetives Alan Banks e Annie Cabott e sua equipe ficam responsáveis pela investigação.

Nas primeiras cinquenta páginas, você fica se perguntando o que uma história tem a ver com a outra, além do fato de  ambas as vítimas serem ligadas ao mundo musical, mas , conforme  as tramas vão se desenrolando, a ligação se torna muito clara. Aliás, a estrutura do livro é muito boa. Passado e presente se alternam de um modo muito coerente,  o que faz ainda mais sentido ao final do livro.

Os personagens, de um modo geral, são interessantes. O protagonista, o Inspetor Banks, é uma figura simpática e charmosa. Bem, tão simpático e charmoso quanto um inglês pode ser. É , porque  as tramas se passam na Inglaterra e aquele ar britânico está presente o tempo todo. ( Nota: nunca estive na Inglaterra, não sei bem como são os ingleses. Minha opinião sobre  o ar britânico do livro leva em consideração aquele estereótipo que a gente conhece dos filmes.) O Inspetor trabalha em cooperação com a detetive Cabott, uma pessoa bem decidida e impulsiva. Gostei demais da Annie. Ah, os dois não têm um relacionamento amoroso,não! Já tiveram ( Pedaço é parte de uma série de livros), mas  parece que terminou bem e eles continuam amigos.

O enredo é simples, bem escrito, mas muito bem elaborado; tudo vai fazendo sentido e você se sente parte da investigação. Gostei especialmente do fato de  não haver aquelas reviravoltas meio dramáticas típicas dos livros da Agatha Christie. Certos livros da Agatha parecem um desafio ao nervos. Eu sou do tipo que não tem paciência e lê logo final. Com o Pedaço, não foi assim. O final me pareceu o de menos. Bem, e acaba sendo  mesmo o ponto  negativo do livro.

Não consigo julgar se o final foi óbvio. Não sei! Como a gente vai acompanhando a investigação e tendo acesso a todas as informações que o Banks tem, ocorre que não é preciso adivinhar o assassino. Você descobre mesmo quem é o criminoso! No entanto,  certas conclusões e deduções fundamentais para “montar  o quebra-cabeça” surgem muito de intuições e suposições do Inspetor Banks e eu fiquei me perguntando  como é que ele conseguia ter tantas sacações. Essse é o único “ senão” do livro.

Pra terminar, quero só dizer que esse título,  tão explorado por mim( rs), é primoroso. Ao longo do livro, a gente vai descobrindo que ele faz uma referência óbvia ao assassinato da moça, mas também é  uma metáfora bonita que une ,com perfeição, as duas tramas.

O livro já vale só pelo título!


Mundo se acabando

 O tema da aula era conjunção e preposição,mas o que a aluna queria mesmo saber era para qual candidato   
 do  Ídolos estou torcendo.

 " Romero", respondi.

 " Ah, Professora! Esse Romero é ' mundo se acabando'!

" Hein? Isso é elogio ou crítica?"

 " Caraca! A senhora não sabe o que quer dizer ' mundo acabando'? Fala sério, professora! O Romero é 'mundo se acabando' porque ele é gostoso, um homem perfeito."

Ahhhh, sim! Agora, entendi!

A aluna tem 17 anos; eu, 26, mas a sensação que tenho, de vez em quando, é que sou 275 mil anos luz mais velha que esse povo.



 

Bem-vindo ao clube!

Estamos com um pequenino probleminha no trabalho.  Assim que eu soube, comecei a encher o saco do meu colega, com seis mil perguntas e uma intensa necessidade de solução.

Meu colega: " A gente pensa nisso depois! Calma, Juliana, calma! Termina de ler o seu jornal aí".

Eu, me dando conta do ataque de " mulher- à- beira de - um -ataque -de nervos": " Desculpe, é que eu sou dramática!"

Meu colega ( a pessoa  mais " eu - soluciono- todos- os -problemas- com - os - dois- pés- nas - costas" que  conheço) sorri, balança a cabeça e diz: " Eu também sou e muito."

Me senti até mais feliz.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Insônia, meu bem, insônia!

Exagero é um traço da minha personalidade, infelizmente. Devo ter meio dúzia de talentos e um deles é fazer drama  - aliás, é o que estou fazendo agora. =p Eu já disse no post anterior que estou cansada,mas preciso repetir :  estou cansada. Meu cansaço deve ser o maior cansaço do mundo no momento! ( Sacaram como funciona o meu talento para hipérboles?rs)

Você devem estar pensando assim: " Tá cansada, criatura? Vai dormir!". Não consigoooo! Tentei de verdade. Arrumei a cama, juntei dois edredons ( tá friiio!),enfiei uma meia no pé, apaguei a luz ,deitei. Tudo ficou bem quietinho, menos a minha cabeça que parece girar há mil quilômetros por hora. Pensei nisso, naquilo, naquilo outro, naquilo que já tinha esquecido e nada do sono. Só o cansaço.

Daí pensei: vou escrever no blog. Faz tempo que quero comentar o  Pedaço do meu Coração. Acabei de ler o livro tem uns dias. Danado de livro bom! Por falar em livros, a Jaqueline leu  A Trégua. Assim que terminou de ler, ela me ligou : " Ju, por que você me deu esse livro pra ler?". Ela ficou de queixo caído e coração apertado assim como eu. Tão vendo? Leiam A Trégua.

Queria também comentar o filme que vi sábado, Abraços Partidos. Nunca tinha visto nada do Almódovar. Foi uma experiência intensa! Agora, já tenho uma listinha de outros filmes dele que todo mundo me disse que também preciso assistir. Neste fim de semana, verei Fale com Ela.

Enfim, queria comentar um monte de coisa,mas não tô com energia nem paciência nem imaginação pra escrever sobre esses assuntos. Seria legal se existisse um aparelho que transferisse o que a gente tá pensando diretamente para a tela do computador, assim não seria preciso digitar nem pensar muito. Nossa! Eu atualizaria este blog de cinco em cinco minutos, porque o que mais faço é pensar em coisas para escrever. Tomo banho, ando de ônibus, espero na fila do caixa eletrônico, tudo dialogando metaforicamente com vocês. Quanta intimidade! =p

Bem, acho que o meu papo tá tão chato que o sono resolveu chegar de verdade. Acho que durmo dessa vez!


Ojos así

Aos 14 anos, eu ia pra escola,  era apaixonada por um menino da minha turma,assistia  Blossom e queria ser igual a essa moça aqui:


(Não contem pra ninguém, tá? Mas eu bem tive uma gata chamada Shakira... )

De volta à labuta

Férias deveriam durar para sempre,né? Hoje ainda é quarta-feira e minha garganta já tá pedindo um descanso.

Mas o que ando percebendo é que um ambiente de trabalho legal ajuda a diminuir todas as chatices do dia- a- dia. Já trabalhei em lugares tão estressantes e enlouquecedores que lidar com os alunos era a tarefa mais fácil, se comparado com  o clima de fofoca, competição e intriga promovido pelos adultos. Ano passado foi um ano difícil,viu!

Quando cheguei nessa nova escola, fiquei até com medo. A gente fica com o pé atrás, quando vê tanto esforço para que  a rotina seja razoavelmente boa. A primeira boa impressão veio do espaço físico mesmo: a escola é limpa feito um brinco, os corredores cheiram tão bem. A sala dos professores  tem um sofá aconchegante, uma tevê ( que nunca vi ligada,mas tem) , uma cortina bonitinha, um café tão cheiroso que até me dá vontade tomar.  Até meia hora atrás, estava sentada no sofá conversando com o meu colega, comendo um biscoitinho muito bom. Agora, tô em casa!

Ah, gente, não há nada mais prazeroso que morar perto do trabalho. Sério! Não fiquem com inveja de mim,não! Já trabalhei muuuito longe de casa e sofria pra caramba. Trânsito é uma coisa que enlouquece, ônibus acaba com a boa vontade de qualquer um.  Hoje em dia, levo dez minutos ( andando bem devagar) pra chegar na escola. Sou tão mais feliz!

Minha única reclamação do dia é que adoraria ficar calada de agora até a hora de dormir. Falar, falar, arranjar exemplos palatáveis para explicar o significado de palavras como “ respaldo”, “ legitimidade”, “ sofreguidão” , “ desfaçatez” para pessoas  de 14 anos cansa, minha gente! Cansa!

Mas eu gosto. Quase sempre! =p

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sonho do dia

Sou conhecida pelos sonhos malucos que tenho. Minha especialidade são mortes, esquartejamentos, tiros, gente   pulando o muro da minha casa., mas fazia tempo que não sonhava com absurdos. Andava sendo aterrorizada pelos pesadelos reais mesmo; os problemas do dia-a -dia não saíam dos meus sonhos.

Hoje, porém, voltei ao velho estilo: sonhei que a Luciana ( moça cujo blog leio) vinha aqui em casa, com um grupo de amigas, assaltava minha casa, cortava meu cabelo à força e colocava as fotos do assalto no blog dela.

Que medo! =p

P.S.: Luciana, você jura de coração que não é uma chefe de quadrilha disfarçada de mãe da Cecília? ;)

domingo, 1 de agosto de 2010

" Nosso sonho não vai terminaaaaaarrr..."

Quem mais aí sabe a letra todinha dessa delicinha?

 



Amor proibido é tão bonitinho,né? =p


Notas: Nunca consegui entender o que significa " Se destino adjudicar". Segundo Houaiss, " adjudicar" é um termo jurídico que significa" conceder, entregar legalmente".  Me pergunto se eles usaram o dicionário para criar a rima " terminar /adjudicar". 

Para que o domingo não passe em branco

Quero falar do " Pedaço do meu coração"  ( terminei!), quero comentar os dois filmes  aos quais assisti ontem, mas não farei nada disso.

Lembrei desse texto aqui. Deem uma espiada:

"Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca.(...) Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.A realidade, Maria, é louca.
(...)
Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?" Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível.

Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem
querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas
(nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta,
 (...)


Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos,que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar:"A corrida terminou! mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça,
disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.
(..)



E escuta a parábola perfeita: Alice tinha diminuido tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também
acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada
que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o
rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom-humor."

( Para Maria da Graça, de Paulo Mendes Campos)


Gosto demais dessas palavras.


Se quiserem ler o restante, entrem aqui.