sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Peso no peito

Suponho que os episódios do House não foram feitos para se chorar. Gosto de House ,mas não assisto com frequencia. Não tenho tevê a cabo, não sei baixar episódios pela net, passa muito tarde na Record. Assisti hoje porque não tinha sono pra dormir.

Ainda que  eu seja uma chorona quando se trata de filmes , séries e afins, só chorei uma vez assistindo ao House. Foi num episódio em que ele atende uma garota que foi violentada. Chorei sem parar.Hoje chorei pela segunda vez e duas vezes. Primeiro quando o entende por que a Cameron não destruiu o esperma congelado do falecido marido dela. ( Imagino que esse papo de esperma de marido morto soe muito estranho para quem nunca viu  o seriado...) As lágrimas  vieram também, quando House se dá conta de que aquilo que andava desejando não passava de alucinação.

Eu não gosto de chorar. ( Será que alguém gosta?) Choro por bobagens, vendo seriados, ouvindo música,mas, naquelas horas em que só as lágrimas trazem conforto e algum alívio, meus olhos ficam secos, secos. A gente aprende que chorar é coisa de gente fraca. Pelo menos , eu aprendi assim. É  difícil desaprender lições desse tipo. Às  vezes, desaprender dá mais trabalho que aprender,né? Sorrir, gracejar, desviar de certas emoções é mais fácil que encará-las ,não?

Dia desses, uma das minhas amigas me disse algo  que está ecoando ainda em mim. Essa amiga  tá com uns problemas daqueles que cansam a beleza da gente , como diria minha vó. Eu fico aflita só de pensar que não posso fazer nada para ajudá-la. Ela está aflita porque só lhe resta ter paciência; não há nada mesmo que se possa fazer. Aí entra o que ela me disse:

“ Ju, eu não posso mudar a dureza da vida,mas , ao menos, posso chorar. Faz bem! Tira o peso do  peito.”
  
Gostei disso: tirar o peso do peito. Bonito,né?

6 comentários:

Luciana Matos disse...

Olha, minha mãe não é nenhuma bruxa, pelo contrário!
Mas tem uma frase que ela dizia quando éramos crianças que me fez ver o choro como algo que deva ser evitado até hoje.
Era assim, se fazíamos algo errado ela brigava, se ameaçávamos chorar ela dizia: -Se chorar vai apanhar!

Essa é uma daquelas frases da infância que ficam ecoando pelo resto da vida, sabe?!

Luciana Matos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vanessa Carneiro disse...

Às vezes, desaprender dá mais trabalho que aprender,né? Sorrir, gracejar, desviar de certas emoções é mais fácil que encará-las ,não?

Infelizmente sim e sim.

M!riam disse...

OIeeeeeeeeee!

Olha, Ju, eu não assisto House pq não gosto. (acho que sou a única) Mas sou chorona pra caramba, choro até com comercial de margarina. hauahuah

beijos

Cíntia Mara disse...

Hoje eu quase chorei lendo Cabeça de Vento. Tipo, uma chick-lit adolescente sobre uma nerd que "troca de corpo" com uma modelo. Dá pra imaginar alguém chorando num livro desses? Huahuahauh

Sou como você, Ju. Eu choro quando tô nervosa, quando brigo com alguém, choro com música, livro, filme. Mas nas horas tristes mesmo, principalmente quando é um problema que envolve mais gente, eu me sinto na obrigação de ser forte. Sinceramente, odeio manter essa imagem que as pessoas mais próximas têm de mim, mas desfazê-la é mais difícil e mais arriscado.

Monalisa disse...

Eu sou chorona demais! Choro por tudo, tudo mesmo. E já chorei diversas vezes assistindo ao meu doutor ranzinza favorito.
Eu sempre digo isso diante de um problema que não posso resolver, pelo menos eu posso chorar. E o choro alivia mesmo o "peso no peito".
Beijos