sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Brincando de resenhar

Sabem o que é personal reader? Se não souberem, tudo bem! Porque Jaqueline e eu muito nos orgulhamos de termos “inventado” o conceito e a expressão. O personal reader é aquela pessoa que indica e empresta os livros certos, aqueles que acertam em cheio o coração da pessoa. Viram como somos geniais? =p

Sou a personal reader da Jaqueline desde que nos conhecemos, mas ela não é a minha porque, afinal, tenho muito bom gosto e ela, quando cisma de me indicar alguma coisa, vem com bombas tipo Amor em Minúsculas.( Ainda bem que  a Jackie nunca vem aqui, porque ela me mataria se soubesse que ando  fazendo críticas públicas ao seu querido Amor em Minúsculas. Ó, se alguém contar pra ela... rsrsrs)

Pois bem,  nos últimos meses,  ofereci um pouco dos meus serviços à Jackie. Emprestei pra ela alguns dos meus livros mais legais e  todos agradaram. Sei quando um livro agrada à minha amiga, quando ela me diz " Ju, por que é que você esse livro?". Essa frase significa que o danado do livro é tão bom que a Jackie abdica de suas sagradas horas de sono nos engarrafamentos  da vida para aproveitar cada milímetro do livro.

 Dessa vez,o  livro que  Jackie andou lendo sem parar  foi Adoro Música, Adoro Dançar, da Mary Higgins Clark. Eu o li faz muito, muito tempo, na época em que Sidney Sheldon era meu autor de cabeceira. Uma amiga da minha mãe vivia emprestando livros pra ela e eu aproveitava para lê-los, enquanto minha mãe estava trabalhando. Adoro Música foi um dos primeiros livros  adultos que li e um dos primeiros a tirar meu sono.

A história é assim: duas amigas , Darcy e Erin, resolvem responder àqueles antigos anúncios pessoais publicados em jornais, nos quais as pessoas anunciavam suas qualidades e procuravam namorado. Para nós, parece absurdamente estranho  enviar uma carta para uma caixa postal e depois se encontrar com uma pessoa, sem ao menos ter visto uma foto dela. Pois é, no início da década de 80 ( época em que se passa a história), a coisa funcionava assim. Na verdade,  na década de 90 também, porque eu, é euzinha, tive amigos por correspondência. Nenhuma amizade que tenha perdurado ,mas eu vivia ansiosa esperando o carteiro passar.

Tá, tá, voltemos ao livro. Então, Darcy e Erin são mulheres bonitas, ricas, profissionais de sucesso, glamourosas, cheias de pretendentes que só respondem aos anúncios porque uma amiga delas, Nora, está produzindo um programa de tevê sobre o assunto e pede a ajuda delas. O problema é que o  que não passa de diversão e passatempo, se transforma num drama. Erin acaba sendo assassinada e tudo indica que o assassino é um dos homens que ela conheceu através dos anúncios.

Darcy, inconformada com a morte da amiga, decide empreender sua própria investigação, paralela àquela feita  pelo FBI. Para tanto, receberá ajuda de Chris, um cara também rico, lindo, educado, chique, blá, blá cuja irmã  foi   assassinada nas mesmas  circunstâncias que Erin. Ahhhh, esqueci de dizer: tanto Erin quanto a irmã de Chris foram encontradas calçadas com um sapato próprio para dançar.

O livro é muuuito legal. Acreditem!  Quando li pela primeira vez, tinha uns doze anos e  fiquei um tempinho com medinho de dormir sozinha. Recentemente, encontrei um exemplar no sebo, comprei  e reli. O medinho de dormir não voltou ,mas  a sensação de que eu não seria capaz de desgrudar do livro continuava a mesma. A trama é muito bem estruturada:tensão e suspense na medida certa. Não sei se o final é previsível. Tanto Jackie  quanto eu chegamos a desconfiar do assassino, mas logo abandonamos o palpite porque a autora se utiliza tão bem de recursos ambíguos que todos palpites parecem absurdos e plausíveis ao mesmo tempo.

Ah,  há dois pontos negativos no livro:
1)todo mundo é muito glamouroso. Até o agente do FBI que investiga o caso almoça e janta naqueles restaurantes incríveis de Nova York.
2) a mocinha passa o livro inteiro à base de sopa de lata. Aff, isso me deixou indignada. A mulher é praticamente  canta, dança, sapateia, tem rios de dinheiro, é filha de astros de cinema, investiga assassinatos e passa o tempo todo comendo sopa. Não, essa é demais pra mim! kkkk

Pra terminar :  a Mary H. Clark é famosérrima. Já li outros livros dela, mas esse me pareceu o melhor. Na verdade, acho que o primeiro  que você lê sempre parecerá o melhor porque , infelizmente,  a autora tem uma receita de bolo. Li recentemente Na Rua em Você Mora.  O argumento do livro é incrível ,mas o desenrolar da  trama e os personagesn são muito semelhantes aos de  Adoro Música.  Descobri facinho o assassino de Na Rua.

Então, se for pra ler algum livro da  Rainha americana do Crime ( parece que comparam a autora à Agatha Christie), leia o Adoro Música, Adoro Dançar, tá? Ouçam o conselho de uma personal reader!!! =p











Um comentário:

Vanessa Carneiro disse...

adorei o termo personal reader!!!!!!!!