quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Drummond aos pedaços

"Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
(...)
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita."


( Estrofes do poema " Amar", de Carlos Drummond de Andrade)




Como já contei para vocês, tem dias em que só o Drummond entende a gente.







2 comentários:

Luciana Matos disse...

Comigo é assim:
Tem dias que só algumas letras de música me entendem! rs!

Drummond é encantador!
bjo!

simplesmentemonalisa disse...

Só Drummond entende mesmo!
Beijos