domingo, 31 de outubro de 2010

Outubro, 31

Xô falar? Xô falar?

Achei o máximo o resultado dessa eleição!

Vou poder contar pros netos que votei na primeira mulher  presidente desse Brasil!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Joelhos italianos enroladinhos

Já contei pra vocês que adoro joelhos, né? Não aqueles que ficam no meio da perna, que  permitem que a gente ande e  que carregam as marcas das travessuras infantis. Desses, eu não sou fã,não? As articulações do corpo são funcionais e fundamentais,mas não são bonitas.


Pois bem, eu gosto mesmo, muito, tanto é do salgadinho conhecido no Rio de Janeiro como joelho. Tenho que deixar bem claro que esse é o nome usado na cidade do Rio e em algumas cidades da Região Metropolitana, porque, em Niterói e São Gonçalo, joelho de queijo presunto tem de ser chamado de italiano de queijo e presunto. Segundo a Lia, a Miriam e a Cíntia, em outras regiões do país, o meu querido salgadinho  é conhecido como enroladinho. Bem, por aqui enroladinho é um outro salgado, feito com massa de risole  frita.

Então, esse papo todo sobre joelho surgiu porque resolvi alardear ao mundo o meu talento culinário 
(limitado a fazer bolos fofinhos, pizzas bem -sucedidas, lasanhas devoráveis num piscar de olhos, gratinado de batata que a vovó adora e fim). Achei o livro de receitas da minha mãe, onde está devidamente anotada a receita do joelho. Eu nunca consulto a receita; faço de cabeça mesmo e dá certo. Mas acho melhor mostrar pra vocês as medidas certas. Vai que alguém resolver  colocar a receita em prática... 



Ô, é bem simples:

Ingredientes:
60g de fermento biológico ( pode ser o  fresco ou aquele que vem num pacotinho. Só  é preciso ficar atento  ao modo de usar desse  do pacotinho).
4 ovos ( ó, tem que tirar da tirar da geladeira com antecedência)
1 xícara de leite morno. ( morninho, hein!)
1 xícara de óleo ( eu sempre uso aquele comum, de soja, mas acho que pode usar o de canola ou de girassol)
1 colher de sobremesa de sal
1 colher sopa de açúcar
8 xícaras de farinha de trigo sem fermento (essa quantidade é aproximada. Ah, é importante que a farinha não tenha fermento. Já usei essa  farinha que já vem com fermento uma vez e deu pra sentir a diferença.)

Preparo:

Numa bacia bem grandona, você junta  o sal , o açúcar e o fermento e faz aquela mágica de transformar sólidos em líquidos. (Ah, é tão legal,né? Cês sabem me explicar como isso acontece? Algum entendido ou entendida de química por aí?).Depois, acrescenta os ovos, óleo e o leite e dá uma mexidinha rápida.

Hum, agora vem a melhor parte: colocar aos poucos farinha e amassar bem a mistura! Oba! Adoro! Vai colocando a farinha e misturando a massa até que fique bem amassadinha e lisa. Na receita, diz que a massa está perfeita quando desgruda completamente da mão, mas eu não consigo alcançar esse ponto. Paro de amassar, quando  me dá vontade. Mentira! =)  Sinto o ponto da massa  meio que na intuição, mas como não é possível passar minha intuição via internet pra vocês, sugiro que considerem a massa ok assim que sua mão for ficando limpinha.

Massa pronta? Tampe a vasilha e deixe o “ trem” ficar bem enorme. Segundo receita, 30 min bastam. Eu deixo  a massa lá no canto dela um tempão mesmo. Quase me esqueço dela, mas depois me lembro e  decido moldar os joelhos e recheá-los.

Pra abrir a massa, use um rolo de macarrão. Como aqui em casa não tem, eu lavo uma garrafa de cerveja ou de Tobi, tiro rótulo, passo água fervendo  e álcool dentro e fora e faço da garrafa  a minha ferramento de trabalho. Esse é um macete da minha vó!

Quanto à modelagem dos joelhos, confesso que não obedeço ao padrão porque não tenho a menor habilidade manual. Meus joelhos são disformes, costumam lembrar pequenos rocamboles esquisitos  ou esfihas mal –acabadas. Sendo assim ,acho que o formato do joelho pode ficar à mercê do talento artístico de quem está cozinhando.

Joelhos moldados? Coloque-os num tabuleiro, pincele um pouquinho de gema e leve ao forno médio, até que fique douradinho. No forno daqui de casa, que é uma tranqueira  (o nosso forno tem uma válvula de segurança para impedir que as crianças façam besteira na cozinha, só que a tal da válvula é tão segura que acender o forno exige força, paciência e muitas tentativas), leva mais ou menos meia hora.

Pronto, é só comer!

P.S.: Eu faço a maior propaganda desses joelhos, mas, claro, óbvio, eles não são invenção  minhas. E eu lá sou inventadeira de receita? =P  Alguém( que não sei quem é )deu a receita pra minha amiga Helga e ela passou pra mim.

P.S.: A foto que aparece aí em cima não foi tirada por mim nem fui eu quem fez essas belezinhas. Quem dera se eu soubesse modelar joelhos tão bem. A fotos dos meus não quer ser carregada de jeito nenhum. Então, me rendo a uma imagem que o Google me forneceu.

Só mais um P.S.: Eu sou uma mulinha,né? Não falei do recheio. Meu Deus! E eu que critico tanto a Ana Maria Braga... Olha, a tradição é rechear com presunto e queijo, mas vocês podem colocar o que  quiserem dentro. Só fiquem atentos com a consistência do recheio. Evitem colocar recheios molhadinhos, porque acabam se misturando na massa. 

Vibe do dia

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Que venham os mimimis virtuais

Definitivamente, sou a favor de que as pessoas sejam teimosas. Eu sou teimosa. Mas não daquele tipo que empaca, emburra, faz birra só pra mostrar pro seu interlocutor que não concorda com o que ele diz, o que ele faz. Eu teimo em silêncio, mas antes eu ofereço à pobre alma que tá tentando me convencer de seja lá o que for um delicado " Beleza! Tá bom, tudo bem!".  Hum ,essa resposta geralmente provoca uma profunda irritação no meu interlocutor, daí eu acrescento: " Ué, por que você tá irritado? Eu não concordei com você?". Pois é, deboche e infantilidade: nós praticamos.

Claro que isso é uma babaquice total, né? Eu sei. Então, em geral, não dou muita  brecha para  ouvir conselhos sensatos, que vão direto na jugular. Prefiro ficar na minha. Mimimi público só quando o assunto não é sério. Tenho uma fama de má  ( ou de pessoa - alegre- feliz- sorridente) a manter e gosto de achar que sou esperta o suficiente para fazer sempre tudo certo. Macete: guardar acertos e erros sempre pra si. Sacou? =p

Bem, mas o que se faz com teimosos adeptos do resmungo, da lamentação , do ataque de pelanca que duram 24 HORAS POR DIA? Não sei; não consigo entendê-los. Qual o objetivo de chamar atenção só por chamar? Que diferença faz na vida de uma pessoa o fato de todas as outras pararem sua vida, seus rumos para prestarem atenção num vazio discurso de sofrimento. Quer dizer, o sofrimento nem é tão nulo assim, só que a pessoa fica lá se deleitando nele e se ressente quando as outras pessoas não  embarcam naquela dor infinita que não vai passar nunca, nunca, nunca. 

Não entendo!

Sabem quando você faz tudo o que pode, tenta soluções práticas, ouve as lamentações, sugere outras soluções práticas, chora um pouquinho junto, ouve todas as complicações sérias e  verdadeiras, senta pra rezar junto,  faz seu pedido particular a Deus e não é o suficiente. Afinal, nada serve, nada basta, ah não vai dar certo,  tudo bem, eu me viro sozinho mesmo, meu caso não tem solução, vai viver sua vida porque a minha não tem solução mesmo!

Ah, quer saber? Cansei de jogar.

Mimimi só é divertido, quando é de mentirinha.
 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Sonhos apenas sonhos são

Eu sou a boboca dos sonhos. Todo mundo tem pesadelos, mas eu sou daquele tipo de gente que acorda chorando, grita no meio da noite e leva um dia inteiro pra afastar a angústia que o pesadelo provocou.

Acontece também de eu não conseguir, durante os primeiros quinze minutos depois de acordar, distinguir qual  é a realidade verdadeira: a minha ou a  do sonho. Quando o sonho é bom, constatar que estou de volta à minha cama não é exatamente divertido. Quando o sonho é mau, minha cama e minha vida chata ganham status de paraíso perdido.

Vivo tendo pesadelos. Sonhos com gente morrendo, com gente que morreu, com  as coisas que me apavoram. Um dos meus sonhos mais memoráveis envolve meus dentes todos soltos dentro da minha boca e muito sangue. Sonho muito com dentes, cabelos embolados em ralos e água suja. Ninguém conhecido costuma morrer por causa disso, diga-se de passagem. Minha vó tem pavor dos meus sonhos com dentes e cabelos. Segundo ela, as pessoas morrem por causa deles.Tá bom!

Essa noite tive um sonho que começou legal e terminou agoniante. Não me lembro dos detalhes, só sei que a Mona  e sua filha lindona estavam nele e me ajudavam a levar um pacote até uma rodoviária onde uma amiga e o namorado me esperavam. Muitas aventuras loucas aconteciam até que eu passasse pra segunda parte do sonho: eu entrava numa casa abadonada aqui perto de casa e encontrava  uma das amigas mais queridas  desse mundo se agarrando freneticamente com um homem que não é o marido dela. Daí que pegava minha amiga pelo braço e perguntava a ela o que era aquilo, por que ela tava traindo o Fulano, o que tinha acontecido, blá, blá.

Minha amiga virava pra mim, com uma expressão totalmente diferente da que ela possui na "vida real", e me dizia: " Deixa de ser idiota, Juliana! Você pensa o quê? Que eu sou do jeito que você imagina? Essa aqui sou eu de verdade e nem me venha com sermões, porque você não sabe de nada.  Pode ir lá contar pro Fulano sobre o que você está vendo, mas não ache que ele levará a sério. Ele também não é tão confiável quanto você imagina." Aí, eu começava chorar. Simples assim. E acordei chorando, chorando, chorando.

Deu uma vontade de ligar pra minha amiga só pra ouvir a sua voz real, reconhecer as nuances reais das suas palavras, apagar de vez a imagem daquela pessoa do sonho, mas não liguei ,né?

 Sou grandinha e já sei  que pesadelos são apenas pesadelos.

Ou pelo menos deveria saber. =P

P.S.: Cintia , me lembrei de você ao escrever esse post. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Baby, Baby, oun!

Tenho que contar:

Levei pros alunos uma carta de amor escrita por um amante arrependido e a letra de uma música do Restart. Pois é, ossos do ofício! Pra entender do que o Restart tava falando, precisei de uma ajudinha da minha prima adolescente. Sério mesmo! Experimentem  ler as letras das músicas daqueles moleques e depois me contem como foi a incrível experiência.

Pois bem, conversa vai, conversa vem, pedi pro pessoal falar sobre histórias de amor reais. Queria que eles falassem de seus amorezinhos pré-adolescentes, mas o silêncio foi sepulcral. Pedi, então, que falassem de amores alheios mesmo. Ah, aí sim eles começaram a tagarelar. Surgiram tantas histórias malucas, mas melhor estava por vir.

Uma das meninas levanta a mão  e começa a dizer que ela tem um amor, um graaaaande amor. Me interessei, claro! Só que um dos meninos ( que desconfio ter uma "quedinha" - ai, quantos milênios eu tenho,hein?) não deixou que a menina falasse. O moleque ficou zoando sem parar, dizendo que ela era uma boba, que ninguém em sã consciência ia gostar de um cara assim, que aquele amor não seria correspondido nunca.

- Ô, Fulano! Chega! Deixa a Sicrana falar.

Daí que,quando fui prestar atenção na menina de novo, ela tava chorando copiosamente.

- Ai, Sicrana! Fica assim,não! Não liga  pro Fulano,não!  Você tem o direito de gostar de quem quiser. Além do mais, quem garante que esse menino não gosta de você,hein?

- Professoraaaaa!! Ela tá apaixonada pelo Justin Bieber!

Olhei pra menina. Tive de olhar, pra confirmar o que  eu tinha ouvido. Ela sacudiu a cabeça em meio às lágrimas. Sim , ela tá apaixonada pelo Justin Bieber.

Bem, eu só queria ter um espelho pra ver a minha cara naquela hora. =P

Jorge de Sena por inteiro



"Um beijo em lábios é que se demora
e tremem no abrir-se a dentes línguas
tão penetrantes quanto línguas podem.
Mais beijo é mais. É boca aberta hiante
para de encher-se ao que se mova nela.
É dentes se apertando delicados.
É língua que na boca se agitando
irá de um corpo inteiro descobrir o gosto
e sobretudo o que se oculta em sombras
e nos recantos em cabelos vive.
É beijo tudo o que de lábios seja
quanto de lábios se deseja."

( poema " O Beijo", de Jorge de Sena)

Quem não conhece Jorge de Sena, deveria conhecer. Eu acho...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O monstro de olhos verdes

Eu não sou mãe de ninguém. ( Já fui. Eu era mãe do Fred, o Rotweiller que morou aqui em casa por 10 anos. Sim, eu sou do tipo que cria laço de parentescos com cachorros e gatos. Quer dizer, não com todos os cachorros e gatos, porque me recuso a considerar membro da minha família a poodle descontrolada e roedora de sapatos e móveis que minha prima chama de " meu bebê". Sou parente só dos animais educadinhos!)

Bem, antes desses parentêses enormes, eu tava dizendo que não sou mãe de ninguém , portanto não sei como é ser  sogra. Ah, também não sei como é ser nora porque ainda não fui namorada oficial de ninguém.  Mas acompanho as conversas que a minha vó tem com a irmã dela e fico com medo. Juro!

Saca só  o nível: " É engraçado: a mãe dela pode dormir lá na casa deles, passar dias. Eu não posso. Só posso fazer visita. Tá certo que a velha tava doente, mas  quando eu vou pra lá, meu filho sempre vem me dizer que eu não devo me intrometer nos assuntos de casa, que a Fulana não gosta. Mas a Fulana mal sabe lavar um prato. Cê tem que ver os pratos dela! A casa é uma bagunça, um nojo. Ah, e ela nem trabalha, nem pra contribuir com a casa."

Daí que eu não me aguentei e me intrometi: " ah, mas ela deve ter algo de bom, né? Afinal, eles tão juntos há anos."

Resposta: " É que homem é cego!"

Eu, sorrindo toda marota: " Ah, tia, eu acho que a senhora tem  é ciúme!"

Bem, eu não tenho senso de perigo,né?  Se eu não tivesse sacado no olhar da minha tia a intenção de arrancar meu fígado e não tivesse saído rapidinho da sala, talvez vocês não tivessem tomado conhecimento dessa história.

Ufa , escapei!

***

O pior é que eu não tenho moral nenhuma pra chamar quem quer seja de  ciumento. Ah, porque sabem aquela música ( pois é, lá venho eu com as minhas músicas cafonas. Gente, tô numa fase em que só cantarolo as maiores - e mais deliciosas- breguices  inventadas) antiiiiiga: "  Tenho ciúme do sol, das águas do mar/ Tenho ciúme de tudo/ Tenho ciúme até das roupas que tu veeeeeestes" ? Me identifico tanto. Ai, ai!

Tá bom, menos! Bem menos! Perto da minha tia, sou apenas ciumentinha.


P.S.:  O título do post é um referência ao Shakespeare.  Em algum trecho de Otelo, está lá o ciúme sendo chamado de " monstro de olhos verdes". Mas, não, eu não sou  assim tão chique ao ponto de fazer alusões a Shakespeare ( li Otelo há milhões de anos e acho que não lembro de nada). Sabem o que me fez lembrar de " monstros de olhos verdes"? Pollyana. Na verdade, Pollyana Cresce. Cês leram? Ah, era meu livro de cabeceira em 1996! ;)

 Durante anos, não consegui entender por que o capítulo em que Poliana volta pra sua cidade depois de ter passado o inverno na casa da Sra. Carew  e reencontra o seu amiguinho marretinha e ciumento Jimmy se chamava " Jimmy e o monstro de olhos verdes". Eu jurava que tinha algum erro de tradução ali. Tinha que ter. Afinal, Pollyana não era um livro de terror,né?

 ( Ou era e eu nunca percebi? =p)






domingo, 24 de outubro de 2010

"Faço tipo, falo coisas que eu não sou, mas depois eu nego"

Sabem aquelas pessoas que pedem um tempo no namoro, mas  não se aguentam e no dia seguinte tão lá  fazendo juras de amor, prometendo que nunca mais vão deixar o outro sozinho, que não sabem de onde tiraram aquela ideia de dar um tempo?

Algo me diz que faço bem esse tipo. Vejam só: não suportei nem uma semana longe do Fina Flor.  Vida dura, lágrimas, tristeza foram os ingredientes desses meus dias em que tampei os ouvidos quando as musas das blogueiras tagarelas vieram me inspirar. Mas cansei de resistir, de negar o meu amor, voltei, voltei, Fina Flor!


Afinal, onde mais eu poderia comentar que estou me esbaldando numa montanha de joelhos ( por favor, não caiam na bobagem de achar  que sou canibal! Estou falando daquele salgado  com queijo e presunto, que pode ser chamado de italiano ou  enroladinho, dependendo de onde vocês moram), tomando um copão de fanta laranja e lendo um livro chamado Pílula do Amor? Pois é, não me perguntem o que leva uma pessoa a colocar um título desses num livro. Também não me perguntem o que me levou a ler um livro com esse título.

Falando um tantinho mais sério, a crise de blog passou. Suponho, imagino, acho que acabou. Porque vocês sabem que sou essa pessoa constante e racional. Passionalidade, chilique, confusão não são palavras que constem do meu vocabulário,né?

A verdade é que eu  tava acusando o pobre do Fina Flor de me roubar tempo, de expor meus draminhas, de ser a causa de todas as minhas dúvidas, mas, coitado, o problema nem era bem o blog. Nem há problemas assim tão graves! Há somente uma insatisfação, um tédio, um cansaço, mas esses sentimentos não são privilégios meus. Todos os meus amigos reclamam das mesmas coisas.  Talvez seja uma coisa da idade, da época, não sei. Eu ando meio sem rumo nessa vida. Ou talvez me falte coragem pra cuidar dos rumos que eu desejo.

Mas o que me deixa mais louca não é a impressão de que já tenho tudo o que queria, estou enfastiada, preciso mudar. Me sinto justamente o contrário disso: parece que , aos 26 anos, não fiz nada, não tenho nada,  me perdi. Como se meus sonhos fossem velhos, ultrapassados, os mesmos que eu tinha há dez anos.  A sensação que tenho é a mesma de uma pessoa que passou a infância querendo ter um Nintendo e só consegue comprá-lo depois de adulto, com a própria grana, mas aí o Nintendo já  não tem graça – talvez nem  o mais moderno dos videogames tenha.

Talvez  eu esteja precisando  aprender a desejar, a sonhar como adulta, me libertar dos planos todos que eu achei que eram certos- planos esses que foram construídos numa época tão diferente de hoje. Eu queria não ter essa sensação de que fracassei, porque na verdade fracasso nada tem a ver com isso...  Ainda descubro um jeito de lidar com essas coisas esquisitas.

Bem, por enquanto,  me dou o direito de voltar a tagarelar aqui,agora que consegui terminar as pendências de trabalho ( gosto de trabalhar sob  o jugo dos  prazos estabelecidos. Não só gosto como preciso, mas, de vez em quando,  eu me rendo àquele “ ai- meu –deus- não – vai -dar- tempoooooo”) e tomei algumas pílulas da sabedoria. Pois é, eu tomo pílulas da sabedorias, cês não sabiam? =p

Ahh, quanto àquele papo de “ blogs servem pra que mesmo?”, me rendi ao que a Luci  disse no comentário do post anterior: nunca vou escrever nada que vá mudar a vida das pessoas, nem a minha vida, mas quando alguém chega no meu blog dizendo que riu do que eu escrevi, já acho suficiente motivo pra continuar escrevendo.” 

 Claro que ,daqui por diante, vocês não levarão a sério minhas crises de blog, exatamente como acontece com os casais que separam e voltam, voltam , separam e voltam de novo. Tudo bem! Posso conviver com isso.
Bem, eu acho que posso! =P

P.S.: O título do post é um trechinho de Evidências, aquela musiquinha cafona do Chitãozinho e Xororó que todo mundo sabe de cor. Nem adianta dizer que não sabe, tá? Sabe sim!  Vamolá: " Quando digo que deixei de te amar/ é porque eu te amo..."
Num é uma música perfeita pra apaixonadas inconstantes ?  Me identifico taaaaanto! Ai, ai!
Postei, dia desses, um vídeo com uma versão mais legal dela. Tá em algum post aí embaixo. 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Post Scriptum

É, eu me despedi com um " inté" ,mas voltei . É uma volta rápida, singela, já tô indo de novo.

Eu disse antes que preciso me concentrar, mas devo acrescentar que também estou em crise com este blog. Já comentei sobre isso antes, algumas pessoas já me disseram que isso é comuníssimo, mas a crise persiste. Em parte, tem a ver com   questões que permeiam a minha vida de modo geral, acho que já falei delas também: dificuldade em defender meu ponto de vista, em me expor, em  não tentar manter tanto controle sobre meu comportamento e meu discurso. Em parte, tem a ver com uma pergunta que não sei responder: blogs servem pra quê?

Minha mãe já me perguntou a finalidade do Fina Flor e eu disse que este blog serve pra nada e que era bom que fosse assim. Continuo achando isso.  Este blog não é sobre escola, sobre livros, sobre comida, sobre algodão doce, sobre montanha-russa, sobre política, sobre esmaltes, sobre religião, sobre viagens.  E eu acho ótimo por um lado. O Fina Flor é bobagento, não preciso levá-lo a sério, não preciso cumprir prazo, não preciso esquenatr a cabeça. Só que por outro lado esse aspecto relax do Fina mexe com aquele meu probleminha que já citei.

Vamos ver se faz sentido: Me disseram uma vez  - e não esqueço porque guardo tudo que me é dito ( aquele lance de memória fraca só funciona pra bobagens) - que eu não deveria me preocupar com minhas tagarelices internéticas porque acabo fazendo na internet o que faço na vida : falo, falo , falo e não digo nada. Não, isso não foi dito maldosamente , nem significa que sou falsa, apenas é verdade. Deve ser por isso que não esqueci.

 Já disse antes tb que , às vezes, escolho a cortina mais bonita pra colocar nessa janela. Acho que a tagarelice virtual e a real são essas cortinas. Claro que não quero colocar aqui a minha pior face ou fazer propaganda das coisas mais imbecis, dos meus preconceitos , das minhas miserinhas. Não, não! Mas é que parece que de tanto falar, falar , postar freneticamente, não me sobra espaço pra elaborar e fico na superficialidade, tal qual na vida em geral. ( já sacaram que o meu problema não está bem no Fina flor,ne? =p )

Assim que descobri a Amanda na internet, entrei no perfil dela no orkut e havia lá um link para um teste de personalidade. Nem sei se o troço pode ser levado a sério, mas o perfil que aparece lá tem tão a ver comigo que fiquei p*** da vida.  Tavam lá os aspectos positivos da minha extroversão, da minha capacidade de me envolver com os outros, a escolha acertada da profissão, mas  as coisitas não tão legais tb tavam lá e aque mais ecoa na minha cabeça é:

"Você tende a ser mais reservado quanto a se expor do que outras pessoas extrovertidas. Assim, mesmo que você tenha certas opiniões e crenças fortes sobre diversas coisas, você normalmente evita expressá-las se acha que isso acarretará em um impacto negativo na sua relação com elas. Como você se interessa muito em acelerar mudanças na vida das outras pessoas, você provavelmente vai interagir com as outras pessoas no nível delas, como um camaleão, ao invés de estar sendo o mesmo indivíduo em todas as ocasiões."

Não descobri isso ao ler o teste , claro. Alguns anos de análise me dão um certa noção de algumas coisinhas,mas foi estranho ler palavras assim ao meu respeito , palavras tão certeiras.  O meu resultado é um saco de tão  ver comigo! Odeio ele! =p

Então, cês tão acompanhado? Minha crise  é algo que pode ser entendido a partir da solução da equação: acho que blog faz a gente se expor demais+ acho que sou superficial demais no Fina+ não domino os propósitos e o sentido dessa ferramenta+  odeio ser superficial+ não entendo o porquê de tanto incomodo+ gosto do blog. Entederam? Nem eu.

Ah, esqueci de dizer que devem subtrair dessa equação uma dose de exagero e drama.

Bem,   não me achem muito maluca!

 Volto em breve, "pessoá"!

 Inté!

domingo, 17 de outubro de 2010

Inté

Eu tinha decidido que ia largar um pouco dessa vida de tagarelar por aqui. É, minha gente, preciso de foco, de concentração e as tagarelices  bloguísticas me convidam ao devaneio. Porque, afinal, post puxa post, blog puxa blog e cá estou eu perdida nessa delicinha que é ler bloguinhos alheios e  também arranjar o que falar na minha própria janelinha.

Daí que me peguei relendo posts que fiz lá no início do ano. Nossa! Deu uma nostalgia! Primeiro, fiquei pensando que aqueles eram tempos mais felizes, posts mais legais, eu era mais elegante e carismática, blá,blá. Depois, decidi que não, legais mesmo são os posts de hoje: elegantes, fofos, chiques, finos. Um luxo!

Daí que, dois segundos depois, me dei conta que estou mesmo padecendo da falta de assunto, ou de falta de vontade, ou de preguiça ou de seja lá do que for.Claro que eu poderia me entregar ao silêncio, sofrer caladinha no meu canto até que as musas que inspiram os " tagarelas blogueiros" se lembrassem de que ainda vivo nessa terra, mas prefiro vir aqui dizer procês  que eu tô me achando uma chata, que eu não tenho nada mais a dizer,  que eu ando me embriagando em litros de fanta laranja,que ó, vida, ó céus!

 Mentira! =p ( Mentira mesmo, viu, pessoas que possivelmente me levam a sério! Li, esse recado é sempre pra você! rsrs)

O Fina Flor e eu ficaremos off por um tempinho,mas voltaremos em breve, ainda mais legais e saltitantes.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Para mim, com carinho

Sou professora, vocês sabem. Ainda não entendo muito bem os caminhos que me levaram  até essa profissão,mas, tudo bem, gosto de ser quem sou e de estar onde estou.Dar aulas é uma coisa boa. Claro que , antes de qualquer coisa, dar aula é um trabalho. É importante que se ressalte isso: dar aulas paga as minhas contas. É, porque a gente gosta de achar que professor e médico são sacerdotes, trabalham por amor, fé e vocação. Também. Mas a gente trabalha pra se sustentar, pra bancar o sonhos, pra comer e porque faz parte do status quo.

Mas o que eu vejo de legal em ser professora é que , pra mim, sempre pareceu  prazeroso.Um modo muito divertido  de manter esse danado do status quo. Tem que trabalhar  para viver? Então que seja numa atividade feliz. Poderia ser assim pra todo mundo. Os horários podem ser meio malucos;  as relações,complicadas; o salário, menor do que a gente gostaria; o sistema, opressor e extenuante, mas tem um lado legal nisso tudo. Em algum momento do dia, você se dá conta pela milésima vez na semana que " putz, como esses alunos são legais".

É, a gente diz que aluno é  um povo complicado, mas não tem nada mais delicioso do que uma sala de aula. Tá certo que  as salas de aula andam mais parecendo zonas de conflito, mas ainda há espaço pra que o afeto  circule e do afeto, do entusiamo, da curiosidade, das risadas, dos conflitos podem surgir um monte de coisas boas, decisões e futuros podem ser delineados.

Lembrei agora daquela frase ( acho que da Cora Coralina) que diz que professor é aquele que de repente aprende. É isso mesmo! Porque é ilusão achar que a gente tem respostas, que sabe muita coisa, que tem muito a dizer. Algumas das coisas que sei, que aprendi na faculdade, nos livros, na vida só se transformam em algo útil quando entram em contato com as bagagens que as meninas e meninos, homens e mulheres, com quem interajo na sala de aula trazem consigo. Daí EU aprendo tanto e não estou sendo demagoga. Várias e várias vezes, passei um tempão explicando uma matéria qualquer, a me levanta uma aluna e resume tudo o que eu disse numa frase. Melhor: diz tudo o que eu disse muito melhor que. Isso acontece sempre! Logo , esperta que sou, passo a dizer aquilo do modo dela e esqueço o meu. Quem foi que aprendeu nessa história?

Tem dias em que entro em crise e fico achando que não sirvo pra dar aulas, que meus alunos estariam muito melhores  com outro profissional, que eu deveria se mais dedicada, blá, blá. Há um pouco de verdade nisso, há sim! Mas, por outro lado, tento aliviar um pouco desse peso de querer fazer com que eles aprendam tudo, que todos trabalhos sejam incríveis, que ... aff, como se  eu soubesse mutio, como se tudo dependesse só de mim,né? Nessas horas, eu  reafirmo uma coisa em que  acredito muito: professor tem que ensinar, mas sobretudo tem que arranjar um jeito de inquietar os alunos
Explico:  Saber a diferença entre próclise e ênclise pode não fazer diferença na vida de ninguém, mas um texto, um livro, uma historinha  podem levantar questionamentos, facilitar a compreensão do outro, podem despertar desejos.
A Letras não foi a minha primeira escolha - longa história. Durante um tempo, ficava nas aulas achando tudo aquilo, muito legal, muito interessante,mas não conseguia me encaixar. Fui parar lá porque  amava os livros, porque era boa em português, mas nenhum desses motivos me davam a certeza de que eu tava no lugar certo.
Daí que houve uma aula, no quarto período, e  eu me achei.  A disciplina era Fundamentos da Cultura Literária Portuguesa ( Fundport) e professora, a Teresa. Essa professora não é exatemente uma unanimidade; tem muita gente que treme de ouvir o nome ( pelo menos, era assim quando eu tava na Letras). Eu gostava dela - e ainda gosto- e admirava - e ainda admiro-  tanto  tanto os textos que ela escreve. As aulas eram boas, eu achava. Mas houve essa específica, na qual a Teresa leu o início de O Ano da Morte de Ricardo Reis. Lembro do silêncio da turma, das palavras que  inauguram esse livro lindo e , especialmente, da voz da Teresa. Ela tem uma voz linda e lê poemas e prosas bonitas de um jeito que nem sei dizer. Só sei que é a voz da Teresa que  "lê" para mim todos os livros do Saramago, todos os peomas do Camões.  A voz da  professora misturada ao arranjo estonteante das palavras do narrador fizeram alguma coisa comigo. Aquela certeza que me faltava chegou naquele dia.  Me dei conta de que amava Literatura e sim, estava  no lugar certo.

Relendo o que escrevi, tenho a impressão de que estou soando muito mais piegas do que costumo ser, mas  é como me sinto de verdade e queria deixar registrado aqui, para que eu possa reler nos dias em que eu  não quiser sair de casa pra trabalhar. Já houve dias assim! Muitos professores têm dias assim. Eu, graças a Deus, trabalho num lugar que torna minha tarefa fácil e leve.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Vou sim!

"Vou mergulhar no mar
Mesmo com a praia escura
Vou gozar a liberdade
De uma vida sem frescura
Pra que eu me divirta
Basta um dia bonito
Usar a cor azul do céu 
No meu vestido

Posso enxergar ao longe
No meio da cerração
Posso ancorar no espaço
A minha embarcação
A noite vai reluzir
Mesmo sem lua cheia
A vida será perfeita
Mesmo sem perfeição"


( - Vou mergulhar  - George Israel / Paula Toller)

" Me abraça, me abraça, por tudo que for"

Porque eu choro sempre ( é, eu sou uma pessoa muito da sensível,tá?) , quando ouço esta música:


Evidências

Eu ia dizer que quem não gosta de Chicas bom sujeito não é,mas daí lembrei que conheço boas pessoas que não vão com a " vibe " das meninas. Bem, eu vou!

Ontem, tive um overdose dessa daí ó:

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cabral aos pedaços

"Seduz pelo que é dentro,
ou será, quando se abra;
pelo que pode ser dentro
de suas paredes fechadas;


pelo que dentro fizeram
com seus vazios, com o nada;
pelos espaços de dentro,
não pelo que dentro guarda;"


( Trecho de  " A mulher e a casa"  de João Cabral de Melo Neto)

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Amiguinhos para sempre


Vi vários posts sobre o Dia das Crianças. Daí que deu vontade de seguir a onda e fazer um post especial para esse dia 12. Pensei , pensei e decidi  apresentar pra vocês umas pessoinhas que moram na minha estante, na prateleira bem acima dos meus boxes de Arquivo X. Essa daí é  a Birinha, que se mudou  pra cá no meu aniversário de 2007.
Ela não é um charme?



A foto está péssima ( tirei umas quinhentas e nenhum saiu melhor que essa. Ainda bem que não vivo de tirar fotos, né?), mas acho que dá pra distinguir a galera aí em cima.  Da esquerda pra direita, de trás pra frente, esses são: Catatau, Poliana, Birinha, Natália, a boneca que não tem nome e o Ted.

Catatau  é o mais antigo dos moradores. Na verdade, ele não  me pertence.  Catatau existe muito antes de eu nascer; alguém - não sei quem- deu de presente pra minha mãe. Cata foi meu primeiro grande amor. Até os cinco anos, ele era meu urso favorito.

Poliana é uma mocinha de  quinze anos. Ganhei de presente do meu tio em 1995.  Ela tocava uma musiquinha irritante, mas depois de seu primeiro passeio na máquina lavar, a Poli perdeu seu talento. Esse nome veio do livro Polllyana, aquela do jogo do contente, que estava na minha cabeceira naquela época.

Natália tem exatos 21 anos, com carinho de 10, não é? Foi presente também do meu tio e  um dia foi bem branquinha.

A bonequinha vermelha não tem nome e foi  fruto de roubo. Pois é, sou uma meliante. Essa bonequinha pertencia à menininha que morava no apartamento em frente ao que eu morei. Minha mãe diz que eu,  com 1 aninho, cismei  com a danada da boneca, quis carregá-la pra casa e não houve quem a tirasse de mim.  Viram como meus relacionamentos são duradouros? Não sei o nome da bonequinha vermelha,mas ela tem um lugar cativo na minha estante. 

Ted  é um sapo gringo, o caçula do grupo. Jaqueline trouxe de presente pra mim láááá dos Ixtadux Unidux. Nunca fui fã de sapos, mas, do Ted, eu gosto.  ( Sabem qual foi  a inspiração para o  nome, bandidas? Sim, o Sr. Spencer).

Bem, não, eu não durmo com nenhum deles;não sei se dá pra notar a grossa capa de poeira que os recobre; só me lembro da existência deles quando uma criança aparece por aqui e cisma que tem que levá-los pra casa.  Mas eles são meus, só meuuuus e de mais ninguém.


Eu comento, tu comentas...

Leio uns dez mil blogs, mas quase nunca comento neles. A preguiça me impede.

Leio todos os comentários deixados aqui,sei quem são as pessoas que frequentam o blog,mas não respondo aos comentários. A preguiça também me impede de fazer isso.

 Pois é, mas meus dias de  preguiçosa acabaram - pelo menos no que diz respeito a responder aos comentários.

Vou copiar os blogueiros que conheço: você comenta, eu leio e a minha resposta aparece na listinha de comentários. Simples assim!!

Sobre sábado


(Manu, esse post é só pra você,como forma de me redimir por ter dispensado descaradamente seu telefonema vindo de tão longe. Tentarei dar  os detalhes  que você tanto queria=p)


Tudo começa assim:  toda noite umas mocinhas se reúnem no MSN. Umas moram longeeeeee, outras moram peeeeerto, umas têm sotaque ( eu não tenho nenhum sotaque, tá, Deb e Lia?), umas são  muito legais, outras são “ maurícias” ( né, Cíntia?), algumas se metem em ônibus e aviões e  visitam as outras.

Pois é, Deb foi pra Volta Redonda- RJ visitar a Bel. Daí que  Mona e eu decidimos ir também. Eu convoquei a Jaque, a Mona levou aquela criança linda e maravilhosa que mora com ela, Mari, e lá fomos nós pra Novo Rio, no sábado de manhã.

Aí foi assim:  
abraço apertado na Mona. uma pequena busca pelo guichê da Cidade do Aço que estava bem ali na nossa cara.Mari querendo conhecer o banheiro da Rodoviária ( gente, a criança tem paixão por banheiros! Cuidado! Se ela for te visitar , limpem muito bem seus sanitários! =p). Mari deitada no chão numa tentativa de fazer um anjo de neve sem neve.“ Mona, como é que você sabe que a Mari quer ir mesmo ao banheiro?”.Mona com cara  de deixa- eu – pensar : “ Não sei!” (  e eu que achava que as mães leem as mentes de seus filhos, poxa!). A certidão da Mari que não tava na carteira.

 Engarrafamento na Dutra.Ju tentando dormir;Jackie e Mona impedindo. Mona decidida a pintar as unhas dentro do ônibus em movimento. Mona tirando o esmalte com o dente porque a acetona ficou em casa. Mari e suas musiquinhas animadíssimas. Suspiros irritadinhos de outros passageiros. Jackie,o pacote enorme de fandagos e o encatamento pelos hits que Mari cantava um atrás do outro.

Jackie , Mari e as árvores peladas que precisam de casacos de follhas; Jackie, Mari e as intermináveis historias do Moleque ( ainda quero saber o nome do Moleque); mato de  um lado, mato de outro, uma e outra civilização; Ju morrendo de sono, motorista lerdo toda vida.

Volta Redonda, rodoviária bonitinha com  teto que produz eco, vento gelado vindo sabe Deus de onde. Bel.Deb.Abraços.Beijos. “ Oba! Que bom ver vocês de perto!”. Caminhada até o shopping que fica ali pertinho ( pertinho? Sei!). Algumas considerações sobre a cidade. Ruas difíceis de serem atravessadas. As mil e uma coisinhas que a Mari diz. A fomeeeeeee da Ju, da Jackie e da Mona. “ A gente quer é comer comida!”.

Garçons estranhos e confusos, comida demorada, feijão gostoso, Subway. Mona quase pirando de fome. Ju dispensando o telefonema da Manu só porque a comida finalmente chegou. Mari perguntando sem parar se tinha mais feijão. Risadas. Conversinhas.

A delícia de sotaque de Bel e Deb. Ju e Jackie tentando esclarecer que seus modos de falar são únicos e peculiares, não têm a ver com sotaque do Rio. “ Essas mulheres do Rio falam tudo igual. Não sei quem é quem.”  “ Deb, essa sua imitação do carioquês tá muito forçada! Parece surfista que não sai da praia!” “ Mas é assim que você fala!” ( Bem, eu não tenho sotaque de nada. Que fique registrado! =p). A deliciosa dicção paulista- carioca de Mari. Mona - a paulista mais carioca do grupo.

Fotos. Fotos com esmaltes laranja- Annie e azul- Cíntia. Jackie e Bel, as babás perfeitas ( Mona, já tem quem cuide da Mari quando  quiser sair em segunda lua- de –mel com o Cris! Eeeee!). Ju e Deb, as  “ tias más”. Mari pergunta: “Por que as árvores tão peladas? A gente tem que comprar casaco de folha pra elas”. Resposta da  tia Jackie: “ Ah, não se preocupa,não! Papai do céu vai dar casaco de folhas pra elas”. Resposta da  tia Deb: “ Fala a verdade pra menina! É que as atitudes dos homens têm provocado desmatamento...”.

Zoológico lindo. Vento frio. Vento engraçado: do lado esquerdo ,ele bate frio; do lado direito, o ar quente. Ju bota e tira o casaco. Mona nem casaco trouxe. Um pequenino acidente. Mari e seus lábios inchados. Choro de criança que colo de mãe e mimos  da tia Bel silenciam rapidinho. Um leão que viveu muitas aventuras e  realizou atividades contra sua vontade.Um macaco fedido. Um guarda que expulsou a gente porque já tava na hora fechar  o zoo e deixar o leão passear. Uma vontade de não ir embora.

Bel e seu sorriso lindo, uma simpatia e uma doçura desconcertantes. Mona e sua pele branquinha, branquinha, uma risada boa de se ouvir e  uma suavidade que  ela não contou que tinha. Deb e sua voz poderosa, seu olhar atento, os gracejos bons de se rir e a minha vontade de convencê-la a morar no RJ ( Que tal, hein , Deb?).   Jackie? Ah, Jackie não vale! É velha conhecida minha e de vocês! ( Num é que ela veio aqui pra saber o que ando dizendo dela... =p)

Das risadas, da companhia, da tarde deliciosa, ficou a impressão de que estávamos acostumadas a nos reunir sempre, todos os dias, pra tagarelar. Ué? Mas não é que estamos mesmo?

Agora quero saber como é que essa “ gente de internet” faz pra ser ainda mais legal, linda e divertida na “vida real”, hein?

P.S.1: Convoco  as pessoas citadas nesse post a contar suas versões da tarde de sábado. Tentei ao máximo ser detalhista, Manu, mas a memória definitivamente não é a melhor parte do meu cérebro.
P.S.2: Bem, só pra dizer “ tchau , vou dormir!”


domingo, 10 de outubro de 2010

Minha vida segundo...

Pois é, mais um meme. Esse funciona assim: escolhe um artista ou banda, caça os títulos de todas as músicas dele e os usa para responder ao meme.

Pois é,  escolhi Maria Rita! ( Ei, Miriam e Mona, nada de cara feia,hein! =p)


Você é homem ou mulher:  Menininha do Portão

Descreva-se: Inquieta, tonta e encantada

Como se sente: Perfeitamente

Descreva o lugar onde você mora: Casa  Pré- fabricada

Se você pudesse ir pra qualquer lugar, pra onde iria? Casa de Noca

Seu meio predileto de transporte: Andança

Seu melhor amigo: Cara Valente

Você e seu melhor amigo são: As vozes do vento

Como está o tempo? O que sobrou do céu

Sua hora do dia preferida: A Festa

Se sua vida fosse um seriado, como ele se chamaria? Estrela, Estrela

O que é a vida pra você? Que Maravilha

Seu relacionamento: Agora só falta você

Um medo: Despedida

Que conselho daria? Aguenta mão, João!

Pensamento do dia: Maltratar não é direito

Uma motivação: A medida do meu coração





Copiei daqui ó: /http://bjomeliga.wordpress.com

Letras e vídeos das músicas aqui ó:  Maria Rita

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ontem foi assim ó:

Unhas do pé que deixei de fazer, Jaqueline e sua eterna briga com o frizz ( eu chamo de chifrinho mesmo!) do cabelo, alça de bolsa que arrebenta minutos antes de você sair de casa.

Metrô, minha certeza de que Sabará - MG fica pertinho de Juiz de Fora ( gente, eu tava conjecturando e tentando arranjar um esquema para que a Jackie fosse feliz, tá? Não me recrimine, Cíntia!), Bárbara,  pipoca boa demais, um copão de Fanta Laranja, Julia Roberts,Javier Barden ( o cara de cavalo mais charmoso do mundo, ai,ai!), Comer Rezar Amar.

Pausa pra falar do filme:  Adoro o livro, adorei o filme! Julia Roberts tá perfeitinha no papel da Liz, o roteiro é fidelíssimo ao livro e eliminou exatamente os momentos mais chatos ( alguém aturou ler  todo o problema em torno da casa da Wayan? Nem eu!). A parte do Comer é de querer inventar a tecnologia que te permite entrar na tela do cinema. A parte do Rezar ficou mais emocionante que a do livro. O único problema foi o Amar: Javier Barden é um tudão, mas Felipe não é daquele jeito.   Houve um esforço pra transpor pra tela a personalidade livre e encantadora do homem,mas  o resultado foi um mocinho com cara de bobo. Aliás, com a escolha do Javier pro papel se perdeu algo fundamental na relação entre Liz e Felipe: a questão da diferença de idade. Felipe é mais de dez anos mais velho; Javier e Julia devem ter a mesma idade. Aliás, Julia e Javier não têm química nenhuma; casal picolé de chuchu. Mas o filme é bom,tá? Muito bom!

Voltando: ligação da Deb no meio do filme ( hum,  por que será que a pessoa tá me ligando lááááááááá de BH?),  " ei, meninas! Vcs tão entrando no banheiro masculino!" ( a gente se confunde nessa vida, ué), risadas, jackie e Babi comendo massa italiana, eu comendo yakisoba ( também é macarrão, ok?), conversa maluca, transcendental, filosofal sobre... ai, sobre um monte de ... doidices muito sérias.  " Quando eu morrer vou deixar um banner meu pra continuar ocupando o meu lugar",  as analogias inteligentes e nonsenses da Barbara, " Morrer? Vocês tão é doida! EU não vou morrer!", Capuccino com rapspas de choclates, os vestidos que a Babi deveria comprar, a sandália rosa desbotado da Jackie.

Daí que eu falei pras meninas: " Tenho que ir! Vou no Santos Dumont pegar a Débinha ( a minha leitora favorita, lembram?)". Não, eu não tenho carro! Não, eu não moro pertinho aeroporto do Rio. Mas eu queria ver Deb de perto e aquela ligação que recebi no meio do filme tinha sido pra  saber se eu ia mesmo ao  aeroporto porque a moça que ia buscar a Deb não iria mais. Como assim? Deixar uma pobre alminha bonitinha perdida lá no Santos Dumont?. Não, Não! ( Os dois aeroportos do Rio ficam localizados em regiões muito estranhas.   O Santos Dummont fica no centro, mas sair dele de ônibus e sem conhecer a cidade é quase suicídio!)

Bem, só sei que a Bárbara, pessoa doce feito algodão doce e chocolate,  gentilíssima,dona de um chevetinho cinza, decidiu que me levaria no aeroporto. Entre mortos, feridos e várias " conversas" com motoristas de táxi pra achar o caminho, conseguimos encontar Deb, sua mala gigante e o Seu Madruga ( bandidas, eu bem carreguei o Seu Madruga nas costas!  momento- piada- interna), dei um abraço suarento nela ( tá um calor danado no Rio e adjacências!)e a deixamos na  Novo Rio. 

Impressões sobre minha leitora favorita? Ela é pequena, exigente no que diz respeito a fotos e dá vontade de você levar pra casa. Hum, tô pensando seriamente nisso! Vou lá em Volta Redonda, sequestro a Deb e não devolvo mais. Que cês acham?

P.S.: Se algum de vocês vier ao Rio e quiser uma guia turística sem carro, sem nenhum senso de direção, sem dinheiro, mas bem intencionada, tamos aê! Para leitoras e  leitores do Fina Flor, o serviço sai com 50% de desconto.

P.S. 2:  Não sabe quem são Deb, Bárbara, Jaqueline ? Não entendeu nada de nada? Beleza! Passemos ao próximo post! =p

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

" Eu não largo o osso"

Aluninha ( que morou um ano em Sampa, portanto ganhou um sotaque paulistinha muito bonitinho) solta essa no meio da aula:

" Fessora, a minha  vó se chama Mafalda. Não é um nome horrível?"

Não, não tive condições de responder, porque o esforço empregado pra conter o riso estava me consumindo. Por um dois segundos, fiquei avaliando a possibilidade de  aquela garota de 12 anos estar me zoando. ( Não se esqueçam que sou vítima da Síndrome  Levotudoaopedaletra. Vai que  meus alunos já descobriram isso. Precaução é a alma do negócio, né?) Mas não, a pobre da menina realmente tem uma vovó Mafalda e quis saber  por que eu tava  fazendo aquela cara de " eu- sou- a - professora-preciso- manter - a - linha".

Daí que  fui explicar praquele  povo  que nasceu todo depois de 1997 que, quando eu era criança, existia um programa tipo o Bom Dia e Cia, mas não havia Priscila e Yudi naquela época. O apresentador era um cara vestido de mulher que atendia pelo nome de Vovó Mafalda.

Reação dos alunos: Um achou que eu tava falando do Fofão, o restante achou que eu tava de zoação. Juro.

Conversa vai e vem, eles relembrando todos os personagens de suas distantes infâncias, eis que a neta da Vovó Mafalda solta mais uma:

" Ah, Fessora, minha mãe comprou um dvd de um programa antigo, da sua época tb, TV Colosso. Achei chato. Tem uns cachorros. Tem uma cachorra com um cabeção, muito estranha."

Não! Perae, parei a brincadeira! Essa cachorra cabeçuda tem nome , tá? É Priscila , ok?

Não adiantou tentar explicar que TV Colosso era legal, que o Capachão era um fofo, que a Priscila era quase  tão famosa quanto a Lady Gaga, que eu e todos os meus colegas da escola corríamos pra chegar em só pra ouvir " Atention, tá na horrra de matarr a fomê, tá na mêss,pessoaaaaal".

Pois é, eles  ainda acham que eu sou velha e ultrapassada ( menos um dos meninos, cujo irmão tem a minha idade. Não sei bem o que  uma coisa a ver com a outra,mas ele vive me dizendo que não sou velha porque o irmão dele também tem 26.) e  não concebem um mundo em que não exista  Justin Bieber, Naruto, Pânico na TV, Restart e Malhação.

Tudo bem! Eu respiro fundo e encaro,né? Fazer o quê?

P.S.:  E ainda duvidaram quando eu disse que a música " Óculos", que o Restart regravou, foi  lançada, no ano em que nasci, por uma banda incrível, maravilhosa, fantástica chamada Os Paralamas do Sucesso.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Me adora, vai!

Já deu pra sacar que a trilha sonora do Fina Flor é" banquinho e violão", como diria a Amanda, mas hoje passei o dia cantando essa aqui:



Se Freud explica, eu não entendo!

Muito prático

Não sei se é um atributo masculino ou  coisa de gente prática,  mas  vocês não acham  que é pra se admirar com o fato de uma pessoa levar 15 minutos pra escolher e comprar um par de tênis?

Enquanto minhas amigas e eu olhávamos e analisávamos cada par  de sapato da vitrine, meu amigo entrou na loja, comprou os tênis de que precisava, saiu e nós lá tentando decidir qual modelo de Melissa é mais feio. ( é, Débinha, nisso não somos gêmeas!). Só sei que pra comprar meus tênis entrei em umas três lojas  diferentes, depois analisei os preços, enchi o saco dos vendedores pra ter certeza de que o tamanho 40 ficaria realmente bom nos meus pés e só aí comprei. Simples assim! Sacaram?

Mais uma amostra da praticidade do meu amigo: ele nos contou que tava namorando. Daí que minha amiga quis saber mais daquela novidade.  Meu amigo resumiu tudo assim: “ a gente se conheceu no evento, trocou MSN, conversou pela internet, decidiu se encontrar e  começou a namorar.” Mas trocaram MSN assim do nada? Quem chegou em quem? Você tava achando que ia rolar alguma coisa quando saiu de casa? Não ficou em dúvida? A gente lá querendo detalhes, nuances , minúcias e vem meu amigo,  a praticidade encarnada, com esse resuminho sem emoção.
Cadê o drama, a intensidade, as reviravoltas, os “ ai- meu –deus- que- eu – faço – agora” ?

Eu bem acho que vidas sem dramas e exageros  não têm graça.  Cês não acham, não?

Deve ser chato ser prática e equilibrada.
Equilíbrio? Juro que tive que consultar o dicionário pra  saber como é que se escreve essa palavra. =p

( Ah,  Li, coleguinha do trabalho que entra aqui e me leva muito a sério,  é tudo brincadeirinha,tá? =p)


segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre apego

Fui  procurar no Houaiss pra ter certeza. Apego pode significar estima, afeto  e dedicação em níveis normais, mas também pode significar tudo isso em dose excessiva.

Esse papo de apego surgiu  com as meninas do chat. Não sei bem por que, mas quando me dei conta estávamos falando da maior ou menor dificuldade que temos de abrir mão de pessoas ou coisas. Engraçado é que lá estava eu dizendo que  sempre chega um dia em que a gente enjoa de alguma coisa, é natural. Eu disse também que sou do tipo que precisa de um tempo longe das pessoas, porque enjoo fácil, fácil. Fui dormir pensando nessas minhas afirmativas.

É que  dizer coisas como essas , em determinadas épocas da minha vida, significou passar recibo de egoísta. Daí sempre  tive de explicar que não, eu não me aproximo das pessoas, cativo afeto e depois dou no pé. Nada disso. Afeto que surge de graça, sem cobranças  nunca some, cresce, se fortalece e  há pessoas como eu que precisam de um tempinho pra respirar, uma ou duas semaninhas ( um ou dois dias, conforme o caso) pra sentir saudade.

Durante muito tempo, eu dizia por aí que não era de sentir saudade. De algum modo, enfiei na cabeça que dizer pro outro que a sua ausência me afetava equivalia a estar à mercê das vontades e impulsos alheios.  Umas duas experiências bem dolorosas envolvendo abandono e exigências me fizeram muito defendida. Ou melhor, me fizeram nada. Diante de situações em que sofri pra caramba, escolhi ser muito, muito cautelosa nessas coisas de gostar muito de alguém, nessas coisas de se apegar.

Mas o que fui descobrindo com o tempo é que não dá pra refrear afeto. Não tem como dosar o quanto a gente vai gostar de alguém. Ou gosta por inteiro ou não gosta. Querer controlar os mecanismos do amor não dá certo mesmo. Acho que nem  querer entendê-los funciona.

O papo com as meninas me fez  lembrar que houve situações específicas em que enjoei das pessoas. Sabe quando dá aquele cansaço, aquela sensação de que você não tem mais nada a oferecer ou, mais especificamente, você fica com preguiça de oferecer porque a cobrança é gigante? Nessas circunstâncias, eu achava que era muito egoísta ou que devia ter alguma falha muito grande, afinal tudo o que eu fazia não bastava, minhas escolhas não agradavam, houve até quem achasse que eu não deveria  escolher.  Depois, fui vendo que não é bem assim,né?

Amor e afeto  não se baseiam em cobranças , exigências. Relações saudáveis não deveriam ser baseadas na satisfação das necessidades de um dos lados; um sempre oferece, o outro só  espera e recebe. A gente leva tanto tempo pra entender isso. Demora pra entender que não é possível satisfazer plenamente as outras pessoas. E mais :  aprende que é  ainda mais furado querer encontrar plenitude  no outro.

Nos últimos tempos,  me desvencilhei um pouco da  imagem de egoísta que tinha de mim mesma. De tanto que disseram que eu era a chata e  a insensível da história, acabei acreditando.   Engraçado é  que pode ter um mundo de gente dizendo  o contrário, mas certas coisas ditas por pessoas especificas ganham um peso imenso,né?  Mas chega um tempo em que você tem que parar pra prestar atenção e daí  vai vendo que as relações que mais importam, aquelas que te fazem sentir segura e confortável surgiram com facilidade e se  mantém com leveza, doçura e boa vontade.

Melosinha do jeito que sou, acho que afeto é aquilo que preenche o lugar da saudade. Sabe aquilo que se sente quando você recebe um e-mail justamente quando estava pensando na pessoa, ou quando esbarra por acaso com alguém  que anda muito ocupado ( a sincronicidade sempre colabora com o afeto,né?), ou  quando  três minutinhos de conversa no celular parecem uma eternidade?  Não precisa muito, tanto, satisfação plena, dedicação exclusiva, sei lá. Um pouquinho da presença, de lembrança já  dispara alguma coisa dentro da gente. É como se carregássemos com a gente uma bolsinha onde afinidade, risadas,  maluquices compartilhadas ficassem guardadas  e,de repente, com uma catucadinha só,  essas coisas todas  se espalhassem dentro da gente. 

Conviver, casar, se relacionar não são as tarefas mais fáceis da vida, né? Mas amor tem que se fácil, é o que eu acho. Tem que ser bom!

domingo, 3 de outubro de 2010

Espero

A primeira eleição de que me lembro  foi a de 1989.   Não lembro de tudo, tudinho. Daquela época, ficaram a imagem da estrela do PT grudada no vidro do carro do meu pai e a  resposta dele quando quis saber em quem ele tinha votado: " No Lula, mas ele não vai ganhar".

Eleição pra mim significava ir pra um lugar longe de casa, enfrentar uma fila imensa com a minha mãe e marcar , com uma caneta, um X num papel. Minha mãe sempre me deixava fazer o X.

A eleição de hoje foi a minha terceira pra presidente. Votar no PT já não tem o mesmo significado de 1989. Uma criança de 5 anos idade , nos dias de hoje, nem sabe o que é uma cédula ou uma urna de papel. Tantas coisas mudaram. A melhor delas é  ter duas mulheres disputando o cargo de presidente do país.

A gente pode odiar ou amar Dilma e Marina, mas não dá pra negar que é bom demais ver  que  há chances de  viver num país em que operários e mulheres podem ocupar o mais importante cargo político.  Talvez, naquela eleição de 1989, meu pai nem pudesse imaginar uma coisa dessas.

Agora,  ficarei feliz de verdade , quando chegar o dia em que não terei de ouvir na fila da zona eleitoral declarações  como esta: " Voto no Serra. Ele é feio, mas pelo menos é homem. Não precisa aparecer bonito. Imagina a Dilma  e a Marina feias daquele jeito se reunindo os presidentes de países estrangeiros. Vai acabar com a fama de que o Brasil só tem mulher bonita."

Vai chegar esse dia, não vai?

sábado, 2 de outubro de 2010

Massaginha

Minha massagem foi que nem primeiro beijo: aguardei ansiosamente, criei um mundo de expectativas,mas não foi nem tão legal assim. Na verdade, não foi nada legal.

Eu já conheço minhas dificuldades com terapias corporais, no entanto não imaginava que sentiria tantas dores. O massagista disse que é assim mesmo, que leva um tempo pro corpo se acostumar, que há pessoas menos receptivas, só que não deu pra evitar a frustração.

Se bem que ficou aquela sensação de que as próximas serão melhores, assim como todos os beijos depois do primeiro foram.

Será que  se Phoebe Buffay  tivesse me atendido, eu teria ficado relaxadinha, relaxadinha! =p
( Ah, eu não posso crer que você não sabe quem é a Phoebe? Puxa, a irmã gêmea da Úrsula, a mulher do Mike, ex- namorada do cara que foi pra Antártida, aquela que já morou com a Monica, aquela que corre de um modo engraçado, que  foi barriga de aluguel dos trigêmeos do irmão mais novo,  autora do enorme sucesso Smelly Cat.
Ainda não sabe? Putz, você é  um daqueles alienígenas que não conhecem Friends, né? 
Kkkkkkkkkkk)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tagarelices, inutilidades e afins

Quero falar de umas sessenta coisas diferentes. Será que consigo?

Passei todos esses dias tão cheia de medo e tensão que nem senti o tempo passar. Duas semanas se passaram e eu nem vi. Que coisa!Bem, acho que voltei pra vida normal, ou melhor, quase normal, porque a versão delicada, compreensiva e dependente da minha vó ficou internada no hospital. Quem voltou pra casa foi a boa e velha pessoa marrenta, teimosa, mandona e irônica. Melhor assim!! =p

Eu tava aqui pensando numa coisa engraçada ( nenhuma novidade,mas vocês já sabem como me surpreendo com clichês velhos e batidos): quando vc tá na merda de verdade, aqueles problemas que só existem na sua cabeça somem , desaparecem. Enquanto minha vó tava internada, me esqueci completamente de que meu cabelo precisa de hidratação, meu quarto precisa de uma arrumação, que provavelmente nunca vou realizar o sonho de me casar na igreja, que  preciso dar um rumo na vida, que preciso ganhar mais dinheiro. Tudo esquecido! Nessa semana e meia,  andei por aí  com esmalte descascado e  tudo bem!  Se bem que eu nunca  nessa vida vou deixar de respirar por causa de esmalte descascado, mas vocês entenderam o que eu  quis dizer, né? Não, não sejam que nem eu; não levem minhas tentativas de metáforas ao pé da letra,tá?

Já contei que sou uma pessoa concreta?  Não adianta fazer graça com minha cara, abusar de ironias, elaborar imagens muito chiques e definitivas, eu não vou entender. Quer um exemplo? Minha vó diz pra todas as pessoas que a visitam que há na geladeira de casa um estoque de latinhas de cerveja. Acho que só  parei de desmenti-la na terceira ou quarta vez em que ela disse isso. Sim, eu sou um tantinho imbecil,tá? Agora que vocês já sabem, não vão fazer feito a Cíntia, que tentou me convencer  de que Juiz de Fora é parte do Rio de Janeiro.  A minha sorte é que fui uma boa aluna de geografia e , bem, o pessoal de Juiz de Fora falava “ uai”, quando estive lá. Pra mim, falou “ uai” é mineiro! =p

Ah, lembram que eu andava desejando obsessivamente uma massagem nessas “ minhas costas largas/ enquanto durmo” ( Tô ouvindo Zélia Duncan!). Pois bem, se um temporal não inundar o Rio de Janeiro ( como a previsão do tempo e minha mãe vêm anunciando) vou num espaço zen hoje. Nem sei como funciona esse “ trem “  ( usei esse “trem” pra provar que conheço o “ mineirês”) de espaço zen, mas aproveitei uma promoção do Peixe Urbano e vou fazer massagem. Claro que tinha que ter uma promoção, porque eu prezo o meu bolso – ou como diria o André, porque sou muquirana mesmo.

Por falar em sovinice, pão - durismo e afins, olha, tenho que concordar com André: sou mão fechada mesmo. Quando ele jogou isso na minha cara com a maior desfaçatez do mundo , fiquei com muita raiva, prometi encontrar um defeito cruel nele e me vingar contando pra todo mundo  , mas depois que a Jaqueline também  disse que sou econômica, dei o braço a torcer. Fazer o quê?

Mas vejam bem, acompanhem o raciocínio: entrei na Nobel ontem com uma necessidade de comprar livros. Daí que tava tudo com aqueles preços que vocês já sabem, mas eu não desisti. Fucei, fucei, fucei e comprei  Dois Irmãos, do Milton Hatoum , por 17 reais. Beeem barato!! Eu queria comprar Comprometida ( a continuação de Comer, Rezar, Amar – Sim, eu adorei Comer, Rezar, Amar! Fiquei doida pelo Felipe e quase morri ao saber que gostosaço, charmosaço e maravilhosaço do Javier Barden será o Felipe no cinema. Claro que  Javier nem sabe onde é o Brasil, nem deve saber uma palavra seuqer em português, que Julia Roberts tá meio velha pro papel e o Javier muito jovem, mas tuuuuuuudo bem! Verei o filme!), mas ponderei antes de trazê-lo pra casa. É que tava custando 33,90; colocando mais  6 reais daria pra comprar mais uma temporada de Arquivo X no Submarino. Não, não , não mesmo! Daqui a pouco, Comprometida vai estar custando 15 reais nas Lojas Americanas. Posso esperar!

Se alguém aí se perguntou por que diachos uma pessoa pão dura compra temporadas de um seriado mais que disponível para download, devo dizer que meu lance com Arquivo X é igual aquela história das pessoas comprarem disco de vinil. Não é moderno,  há recursos muito melhores, sai mais barato baixar  música da internet, mas o cara vai lá e dá uma grana alta no vinil. Ah, fetiches e fetiches!!  Só não comprei o box com todas temporadas, porque tenho quase todas avulsas  e também porque optei por ignorar as duas últimas temporadas. Como assim? Há uma oitava e uma nona temporadas ,mas eu faço de conta que o seriado acabou na sétima e sigo feliz!  Ah, não faz sentido ?!! Faz sim! Pensa aí como seria se de repente o Chaves saísse do seriado e no lugar colocassem o Cadeado , um menino que mora num tonel de óleo diesel. Ah, serve também imaginar se Friends teria graça se  o Joey  tivesse se mudado pra Los Angeles ainda na 8ª temporada e  um tal de John , ator bem- sucedido e  garanhão arrogante, fosse morar com a Rachel. Sacou? Fizeram algo do tipo com Arquivo x!  

Ah, só pra terminar esse papo sobre inutilidades que me deixam feliz :no mesmo dia em que comprei o livro do Hatoum    A Garota dos Pés de Vidro e os DVDs de O Poderoso Chefão e Era uma Vez no Oeste.  Comprei o danado do livro só porque a capa é linda. A minha atração por capas desavergonhadamente lindas superou a sovinice. Quando a fatura do cartão  chegar, eu tenho um ataque, maldigo a minha impulsividade, prometo firmemente que nunca mais gastarei tanto dinheiro na vida. Por enquanto, fico só olhando a capa incrível. Deem uma olhadinha no Google. Só não coloco a imagem aqui porque  tá demorando pra carregar.

P.S.: Os DVDs   foram presentinhos pra minha mãe, uma fã de filmes  antigos. Sabem qual o filme favorito dela ? Ben  Hur!! Ui! Falando sério, é um filme maravilhoso,mas  assistir uma única vez basta. 

P.S. 2:  Revi ontem Fale com Ela, do Almodóvar. Vocês não querem assistir também ,não?  Até pensei em escrever  sobre esse filme incrível ,mas acho que não saberia. Então, façamos assim: vocês assistem, gostam, choram que nem eu  e venham me dizer o que acharam.

P.S.3:   Depois de dias chatos como foram  esses últimos, é uma delícia poder voltar tagarelar despreocupadamente com gente que gosta de tagarelices. Que bom que vocês tão aí, hein?

P.S.4: Agora, eu vou de verdade! =p