terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais mimimi da Tia Juliana

Não sou a melhor professora do mundo. Não mesmo! Tô longe, léguas, anos - luz de ser aquela professora que eu desejaria pros meus filhos. Se serve de consolo, pelo menos eu me esforço. Tento mesmo. Tem vezes em que não dá certo.

Minha maior dificuldade é justamente lidar com o sexto ano. Ah, cês vão dizer aí: " Mas tu num vive fazendo postzinho fofinho sobre aquelas crianças fofolineldinhas?" . Faço e farei. Adoro esse povo que ainda não é adolescente de verdade, que não tem rebeldia gratuita correndo nas veias. Só que adorar não significa que eu saiba administrar com garbo, elegância e traquejo um espaço lotado de gente dessa idade. Toda vez que vejo Supernany, fico pensando que ela poderia socorrer também professora desesperadas. Eu me inscreveria na boa!

Entendo tanto aquelas mães escandalosas e aqueles pai ausentes que pedem socorro pra Cris Poli. Sofro do mesmíssimo mal que quase todos os pais que a Supernany visita sofrem: não sei mostrar quem manda. Nunca tive grandes problemas de indisciplina com adolescentes mais velhos  ou com adultos. Na turma complicadinha do noturno, foi só adotar uma postura mais séria que  as coisas entraram no eixo. Menos sorrisos e um certo distanciamento surtem um efeito. Cês precisam ver! Agora, as pessoas do sexto ano são o meu fraco, sabe! Tenho que fazer um esforço sobre - humano pra bancar toda aquelas chatices de olhar caderno por caderno, mandar fazer cópia, pedir pra falar baixo umas cento e cinquenta mil vezes. E, em algum momento, eu amoleço. Em algum momento,  eu peço arrego. 

Minha antiga psicóloga dizia que eu tinha que aprender a exercer a autoridade. Concordo  - sempre concordei - ,mas é difícil, difícil. Alguém vem aqui e me ensina muito didaticamente como é que faz pra ser professora de gente de 12 anos? As aulas tão preparadas, tenho boas ideias, só preciso aprender um jeito de sair da sala de aula sem ter a sensação de que todas as minhas energias foram sugadas, enquanto o meu cérebro girava loucamente num liquidificador.

Ah, peço , por favor, a quem se candidatar a ser meu mestre Yoda nessa grande jornada em busca da aulal perfeita que tenha piedade da minha autoestima e não me venha com aquele discurso " ah, comigo, eles são tranquilos". É sempre assim! A agitação e o falatório só acontecem na minha aula. Incrível! Acho que esses alunos tão me perseguindo,né? Só pode! =p

Falando sério: hoje o fantasma da incompetência tá me rondando aqui.

Cansaço, viu!

3 comentários:

Felipe Fagundes disse...

kkkkkk
Eu acho engraçado (e não me mate por isso!) essas suas confissões de professora. Só consigo achar genial uma professora dizer algo assim: "pra bancar toda aquelas chatices de olhar caderno por caderno" rs

Eu gosto de crianças pequenas, mas essas de 12 anos já devem me cansar. E várias delas então...

Boa sorte na sua jornada! :)

Luciana Matos disse...

Adoooooro seus relatos da escola!
Se preocupa não gata, é igualzinho a ser mãe: Padecer no paraíso!

P.s: Assisti Doug aí embaixo agora toda nostalgica! Muito bom né?!

beeeeeijo!

Bruna disse...

Cara...qnd li esse texto lembrei de uma cena, vê se vc lembra: estavamos brincando na casa da Tamires. Não lembro o motivo, acho q vc qria ir embora e ela não queria q fosse, daí começou a correr com um alfinete atrás de vc te ameaçando, pra nao te deixar sair! rsrs Vc, desde cedo, sem voz de autoridade mandando ela parar e nada! hehehehehehehehehehe