quarta-feira, 25 de maio de 2011

Denotação, conotação

Você é daquelas pessoas concretas: pulgas atrás da orelha provocam coceirinha, corações gelados derretem, corações peludos causam aflição, barriga cheia explode, bunda mole balança.

Mas , aí chega aquela hora em que  o que não tem nome precisa ser nomeado e lá vem você com as metáforas e as metonímias. É porque tem uma caixinha dentro de uma caixinha,   tem um cadeado que abre um castelo, tem uma poça pequena prum pé gigante, tem uma casa e suas varandas, tem o tanque de guerra que nunca amassa.

E , de repente, quando você tá lá dizendo que nada disso tem o menor sentido, que tá cansada de abstrações nonsenses, descobre que encontrou a caixinha mais escondida e que finalmente vai descobrir que  já não tem tanto medo do que está dentro dela. A caixinha não tem superpoderes, e nada dói para sempre.


p.s.:  post sem pé nem cabeça , eu sei.  É só um post pra registro mesmo. Em breve, o blog volta à sua programação normal. =p

4 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

Pois eu tive vontade de história de trancoso e pra mim fez todo sentido...

Lia disse...

Muito sentindo!!! Muito mesmo!!! ^^

Peterson Quadros disse...

Juliana,
Que bom que no fim, você nos alertou sobre o texto. Confesso que achei complexo... Foram duas leituras, completamente diferentes, porque um texto desses pode-se ler mil vezes. Fico com o primeiro parágrafo, pois acredito que humanidade cabe dentro dele. Somos todos seres concretos. Obrigado!

Luciana Matos disse...

Tá sem pé nem cabeça. E assim é que é bão! rs!
bjo