domingo, 15 de maio de 2011

Momento ex-aluna

Gente, aprende comigo: se você tá lá no restaurante, sendo muito chique tomando vinho na taça e, de repente, se der conta de que o cara na mesa ao lado é o seu ex- professor do Ensino Médio, não vá falar com ele, ok? Pois é, quando olhei pro lado e vi o cara que me deu aula há dez anos dando beijinhos ultrarromânticos na mão da  mesma esposa que ele tinha em 2001, me lembrei de que foi ele que disse, lá no início da década 00, que aluno acha que professor não é gente e vive no planeta do professor. 

Planeta do professor, entendeu? Um lugar onde só tem livros e dicionários pesados, notebooks que nunca entram no facebook e todos andam de jaleco e caneta pilot na mão. Os professores vivem assim: da escola pro planeta , do planeta pra escola. 

Bem, embora eu nunca tenha descoberto a localização desse planeta, ainda fico toda rebuliçada quando esbarro em antigos professores, e só não liguei pra Jaqueline que também foi aluna dele porque  tenho bom senso, né? (Mentira!Eu achei que ela estaria dormindo). Mas botei reparo em tudo: ele tá mais barrigudo, tem uns cabelos brancos que  nunca tinha visto, tava bem engomadinho, mas ainda tem a mesma cara de 2001 e  é casado com a mesma pessoa de quem ele vivia falando.

Ex-professores são meio ... ah, conservam aquela aura de ... ah, sei lá, vocês ainda me entenderam. 
( Entenderam?) Ainda mais ex-professores que a gente a- do- ra- va e que beijam a mão das esposas.


Ai, Deus! Todas as minhas rugas sumiram e eu voltei a ter 17 anos, né?

Não me recriminem! =p

7 comentários:

Lia disse...

Acho que temos com professores um tanto do mesmo misterio que com os terapeutas... eles moram em um mundo paralelo..rsrsrs

Peterson Quadros disse...

Juliana,
Entrei no Blog e estou, comedidamente, degustando. Que texto divertido sobre ex-professor. Bom, no meu caso, para muitos, sou um ex-professor. Estou a pensar, será que com eles acontece a mesma coisa? Por sorte ainda não tenho cabelos brancos. Mas o que achei interessante mesmo foi a sua linguagem. Tao próxima que é capaz de nos levar junto com infinitas sensações. Muito obrigado!

Palavras Vagabundas disse...

Ju,
já me senti como você! Fiquei tão feliz ao descobrir que uma antiga professora ainda era viva, aos 87 anos (postei sobe isso no dia do professor o ano passado), me senti com 15 anos...
bjs
Jussara

Maeve Rêgo disse...

Me fez lembrar a mim mesma quando encontrei um ex-professor no posto de gasolina enquanto abastecia. A emoção foi tão grande que não pude deixar de falar com ele!Ele sempre muito educado, me tratou super beeem. E eu agradeci um monte, tietei mesmo, paguei mico.

Alguns semanas depois ele se matou em seu apartamento.


*TENSO*

Felipe Fagundes disse...

Eu sou muito tímido, fico com vergonha quando encontro um ex-professor no mundo real, eles têm essa mania de fugir do mundo deles e vir para o nosso! Eu me escondo :P

Gente, TENSA mesmo a história da menina aqui de cima o.O

PS: Amei esse texto! Sua forma de escrever é muito legal mesmo *-*
PS2:Todos os meus parágrafos terminam com uma carinha. É isso mesmo? ¬¬

Juliana disse...

lia, o troço nesse dia foi tão esquisito que sentou de uma lado esse meu professor e do outro o médico da minha vó. Teve uma hora que pensei que a Cecília fosse entrar pela porta a qualquer hora. kkkkkk Só faltava. Deus me livre.


Peterson, aposto que seus alunos te mitificam tb. hehehe

Ju, eu vi o seu post sobre a sua professorinha.

Maeve, que tenso isso! Nossa!

Felipe, adoro carinhas. Uso sempre. =p

mila disse...

"Botar reparo" é um termo engraçado... vc e suas expressoes que cheiram a
reliquia-antiga-guardei-no-bau ou mato-da-roça-bem-molhadinho