quinta-feira, 30 de junho de 2011

Acabo de assistir a um episódio de  House em que ele vai ao analista e tudo gira em torno de um caso no qual uma mulher não se lembra de quem é e também das  presepadas que o House apronta quando Wilson pede que ele volte a morar sozinho. O analista é um sujeito meio danado - eu teria ficado irritada com tanta ironia e deboche -, mas, pra atender o House, o pobre do profissional precisa usar das armas que tem, né?

Então, a gente passa o episódio todo acompanhando a sessão de análise. Tudo que vemos aparece sob o ponto de vista do House, aquilo que ele relata ao psicólogo. Está tudo lá: as grosserias do House, as maluquices de seus diagnósticos, Wilson e sua fofice, Cuddy e aquele seu talento pra ser a mulher que eu adoraria ser quando eu crescer. Enfim, tudo lá. Mas o analista está interessado no que está escamoteado no discurso, aquilo que levou o House a escolher falar do caso da mulher desmemoriada e não dos outros. E a gente lá também bancando o detetive. Afinal, aonde é que isso tudo vai dar? E, já no finalzinho, a gente descobre: em Cuddy e aquele namorado dela, que agora vão morar juntos. Quando o analista pergunta pra House se  ele está se punindo por que está perdendo alguém  importante pra ele, nosso bom doutor se levanta do sofazinho e diz que está cansado do analista, que  todos estão felizes menos ele e que o analista não tem resposta nenhuma que possa mudar isso. House, meia dúzia de grosserias, o analista meio perplexo e fim do episódio.

Fiquei com vontade de convidar meu amigo House pra me acompanhar no chá de morango que estou tomando agora e dizer :  " Eu sei! É foda!". Não, eu não diria "  foda!" porque palavrões não saem da minha  boca com facilidade, mas  não haveria palavra melhor que pudesse expressar o que o pobre  do House e  eu estamos sentindo agora.

É foda porque você passa todo o tempo procurando o x da questão e, quando descobre, não sabe muito bem o que fazer. Daí que te dizem que é preciso ter calma, paciência, que leva tempo, que virá devagar. Ok, você até entende. ( bem, eu entendo! Eu sou mais esperta que o House! Rá!). Mas faz o quê? Fica parada esperando? Fica de pé e sai correndo? Pega um avião? Constrói um foguete e vai cavar buracos na lua?

A melhor alternativa: ir dormir porque já é tarde. 

2 comentários:

Luciana Nepomuceno disse...

eu assisti ontem o que ele joga o carro dentro de uma casa. tô na maior vontade de fazer o mesmo, mas, né, orçamento não permite.

Ai, baby, entender adianta tão pouco, né?

Lia disse...

Quando descobre, não sabe muito bem o que fazer [2]!

Essa é a pior parte!!
Pelo menos pra mim... antes eu dizia pro Alberto: "E agora o que eu faço com isso?" rrsrs


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