domingo, 31 de julho de 2011

Não sutil

Sutileza é coisa pra se admirar, eu acho. Tão lindo quem sorri macio, escuta quieto, nunca agride, nunca devasta, nunca descamba com tudo. Bonito isso de respirar antes de falar, de reagir na mesma medida da ação recebida, de pensar, só pensar um pouquinho antes; um cadinho de pensamento já basta...

Nós, os não sutis, temos um universo de boas intenções, geralmente não planejamos causar balbúrdia. Nós, os não sutis, somos gente de bem, acredite. É que nós somos mesmo assim, mesmo que tentemos, por mais que nos esforcemos, em alguma hora, a não sutileza escapa pelos nossos lábios precavidamente selados e ... ops...

Se existisse uma nossa senhora da sutileza, eu seria devota dela.

quinta-feira, 28 de julho de 2011


Eu tenho 27 anos, vocês sabem. Tinha medo dos 27 – um medo infundado, vindo lá de umas lembranças engraçadas da infância-, mas o medo virou pó no instante em que descobri que cada qual tem a sua história, e a minha tem sido tão animada ultimamente, essencialmente porque assim eu tenho querido que seja. Dar um jeito de se divertir é uma escolha, e talvez eu seja mais leve do que imagino.

Dia desses, minha dentista me perguntou quantos anos eu tinha. Acabei de fazer 27, respondo. Daí ela me diz que tenho cara e sorriso de menina e contorce a cara com o peso dos 27. Você parece ter menos, ela acrescenta. Eu não disse pra ela, mas bem que pensei: tudo bem ter 27, 37, 47, 67, de preferência chegar aos 97. Eu gosto de ter nascido no inverno de 1984. Eu gosto de ter tido 17 anos em 2001.Em 2001, eu ia pra escola,  tinha todas as crises do mundo, me achava apavorantemente feia, tinha um amor que nem sabia que era de verdade e era apaixonada por um calouro do Raul Gil.

Dias atrás, minha amiga me ligou pra fazer convite : ô, Juju, vamos no show do André Leono. Nem hesitei. Quando eu tinha 17, André Leono era o segundo homem dos meus sonhos (só não era o primeiro colocado no ranking de homens dos meus sonhos porque esse lugar já era ocupado por David Duchovny. Ai!) e a razão de eu querer ir pra escola nas segundas- feiras estava diretamente ligada ao fato de que todas as minhas amigas também assistiam ao Raul Gil e todas suspiravam violentamente pelo moço. Segunda- feira era o dia de discutir  a performance do nosso cantor favorito.

Ontem, dez anos depois, estive no show do moço. Claro que eu tinha certeza de que seria legal. Minhas amigas estavam lá – uma que também teve 17 em 2001, outra que ficou toda feliz  em saber que outras moças do mundo suspiravam  feito ela, até eu, que ela nem sabia que existia naquela época - , tinha pastel bom, é julho, estou de férias. Então, eis que o André  entra no palco, começa a cantar e nossos corações  disparam violentamente.  Minutos depois, ele – com sua voz que ainda é linda – começa a cantar a música da época “em que nós conhecemos” (palavras dele! Ai!) e  os corações que estiveram disparados minutos antes, agora já pulsam todos em algum lugar pra além do limite espacial dos nossos corpos. Sonho realizado. A menina de 17 anos que fui desejou  tanto  ver o André de pertinho.  Era aquela menina quem estava lá ontem, recebendo de presente das mãos dessa Juliana de 27 a satisfação de um desejo que sempre foi das duas.

Bem, eu já estive no show do Gilberto Gil – meu amor maior-, ando desdenhando da Maria Rita porque não agüento mais  Samba Meu, já estive pertinho do Herbert Viana ( um pertinho meio longe, mas tá valendo), mas ontem , ai, ontem... Sabe o que é querer muito uma coisa, daí depois esquecer, ter outros sonhos, realizá-los e de repente se ver diante daquele sonho antigo, mais simples do que os outros que você  até  já realizou e ser tão  feliz por causa dele? É mais ou menos por aí.

Ontem, eu  estive toda feliz porque tenho 27 e porque tive 17.

Ai, gente, eu até tirei uma foto com o André. =)

Sus- pi- ros.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Formosa cidade




"Eu tenho um coração maior que o mundo,
tu, formosa cidade, bem o sabes:
um coração..., e basta,
onde tu mesma cabes.

( Trecho da Lira II, de Tomás Antonio Gonzaga. O cidade fica por minha conta.)


Ladeiras. 
Suspiros. 
Tangerinas. 
Espiãs de casamento.  
Melhor macarrão do mundo. 
Melhor capuccino do mundo. 
Motorista  que não curte estradas retas.
Moças divertidas.
Itabirito. 
Saudade.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

domingo, 17 de julho de 2011

Eu também quero falar do Harry


Atenção: este é um post bobo  -  cheio de spoilers -  sobre  o último filme do Harry Potter, ao qual ainda não assiti. Não me julgue, não me recrimine, porque nunca se sabe que tipo de superpoder eu posso esconder. =p 



O último filme do Harry está nos cinemas, né? Ainda não fui vê-lo porque tenho amor pelos meus tímpanos. O  que os tímpanos têm a ver com Harry Potter? Experimente aparecer num cinema cheio de adolescentes que gritam toda vez que Daniel Radcliffe surge na tela. Considerando que o rapaz  interpreta o mocinho do filme, grandes são as chances de você precisar de um otorrinolaringologista depois da sessão. Vai por mim.

Ainda não assisti ao filme, mas minha mãe, que esteve na estreia, já me contou quase tudo. Não digo que minha mãe contou tudinho porque ela não costuma ser uma boa  "resumidora" de filmes, especialmente porque  é dotada da incrível capacidade  de não saber distinguir  os personagens e  as situações. Pra  se ter uma ideia, minha genitora chama o Voldemort de Dumbledore. Deu pra sacar? Então, minha mãe chegou do cinema, e eu  fui logo perguntando: " E o Lupin? Mostram o Lupin?"  Daí minha mãe tentou lembrar quem era o Lupin ( Não, o padrinho do Harry é Sirius!) e respondeu: "Ó, nem se empolga porque a morte dele nem é emocionante no filme." COMO ASSIM NÃO É EMOCIONANTE?

Quando o último livro foi lançado, eu o devorei em uns 3 dias. Olha, nem é o melhor livro da série. É tudo meio corrido, aquele epílogo é tão babaca, tem uns furos meio imperdoáveis, mas era o último, eu tinha que devorar, eu tinha que saber quem morria. Porque uma das coisas legais de HP é que personagens amados  e queridos morrem. Sirius , Dumbledore, Tonks,  Fred, Moody vão todos, impiedosamente, para o saco. Meu medo maior era o de que o  meu favorito, o Ron, morresse, porque, né, nem Harry nem Hermione nem eu sobreviveríamos à morte do Ron. Bem, Ron não morre e ainda aparece em momentos que me fizeram ter uma desidratação de tanto chorar. Ron - não aquele  palhaço careteiro que aparece nos seis primeiros filmes - exibe em As Relíquias da Morte( no livro e naquele filme lindo que estreou ano passado. Gostei tanto do sétimo filme.) tudo o que tem de melhor e pior, tudo aquilo que me faz gostar  mais ( só um pouquiiiiiinho mais) dele do que de Harry e Hermione. Ele é ciumento, inseguro, complexado, impaciente, um tanto impiedoso, rabugento, mas a gente ama - e eu muito me identifico.

Então, respirei aliviada porque Ron não morre, mas o alívio durou pouco, porque a  carnificina que toma conta do livro acaba levando o meu outro favorito, o Lupin.   Lupin aparece no terceiro livro quando vai dar aulas em Hogwarts. Ele é um professor incrível, dá aquelas aulas úteis e instigantes , é decente  e correto e salva a pele de Harry muitas vezes. Apesar de tanto bom mocismo, o pobre tem que conviver com os preconceitos e as adversidades enfrentadas por  um lobisomem - uma figura temida e rechaçada pelos bruxos. Lupin é um sofredor - e por isso mesmo um guerreiro. Ah,eu adoro o Lupin e entendo perfeitamente porque a Tonks (outra morte inaceitável) se apaixona por ele. Se eu tivesse que me casar com alguém que frequentou Hogwarts, eu escolheria o Lupin. Portanto,  não me conformo com a morte dele e me conformo menos ainda com a pouca importância que ela tem ( segundo minha mãe) no cinema. Como é que eu vou assistir a essa segunda parte de A Relíquia das Mortes se não puder chorar o mesmo tanto que chorei quando Harry, no livro,  vê o corpo de Lupin no chão de Hogwarts? Pra mim, tinha que ser a cena mais importante de todo filme. Que confronto final entre Voldermort e Harry ,que nada! Impactante, triste, de partir meu coraçãozinho foi a morte do Lupin.

Agora, só me resta ir ao cinema pra ver se conseguiram retratar toda a lindeza da história de amor de Snape 
( porque  é de Snape o amor mais lindo de todos.) e conhecer o dragão  que mora no Gringotes.


P.S.: Se alguém disser aí que eu tô velha demais pra feitiços e corujas, devo dizer em 1997, ano de lançamento de A Pedra Filosofal, eu tinha 13 anos, logo pertencia ao público- alvo do livro. Que fique bem claro! =p

P.S.: Aposto que o Alan Rickman  colocou esse filme no bolso.

sábado, 16 de julho de 2011

Fina Sintonia

Amizade é saber telefone de cor.

É ter mesa cativa na praça de alimentação do shopping,  ter bar favorito (onde se come a melhor empada do mundo),comer podrão de madrugada, tomar vinho em copo de geleia.

É dar pão com mortadela de presente de aniversário, dirigir à noite na estrada tortuosa e escura  que leva até Búzios, chegar sem  ser convidado, querer passar a lua-de -mel num supermercado.

É criticar a foto do novo namorado alheio, compartilhar pão "craquelado", abraçar em grupo, pular em grupo, ver o sol nascer em Copa depois do Reveillon.

É mandar e-mail e receber como resposta " eu estava pensando nisso essa semana", ouvir " eu entendo perfeitamente o que você tá passando", dizer " E eu achava que era a única, meu Deus!". É não precisar dizer nada.

É ser a surpresa da festa, construir bauzinhos, comprar sapatos bonitos que meninos nem sabem comprar, escrever em blogs secretos, cortar exatamente três dedinhos do seu cabelo que nunca foi tão comprido.

É ter a "lua em gêmeos", querer ir na Pampulha só por causa de uma carta e uma aposta,  olhar as vitrines do Rio Sul,  chamar Sil de Su, André de Tiago, Wil de David e ser atendida.

É achar que o próprio aniversário mudou de dia porque  os melhores convidados vieram antes.

É ter ideias estapafúrdias e companhia pra executá-las.

É ir ao Cristo Redentor em pleno 31 de dezembro.

É sentar na calçada e deixar o vento bagunçar o cabelo.

É não ir com a cara e depois amar.

É sempre se sentir em casa.

É ter história: um passado que condena e o presente.

Amizade é sintonia.


P.S.: Sei que o dia do amigo é 20, mas eu quis me adiantar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Para não esquecer

Diante da impossibilidade de escrever bonito - me faltam " engenho e arte" -, convoco meu amigo Gonzaguinha para ser o meu porta- voz:

"Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também


E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida"

Toda vez que aprendo algo sobre mim, digo que vou escrever aquilo que acabei de descobrir no teto, bem em cima da minha cama, para nunca esquecer. Tem coisas que são tão boas, tão lindas, tão confortadoras que a gente não quer esquecer.  É um medo compreensível esse de achar que as descobertas que nos fazem chorar vão ser engolidas pelo tempo e pela vida. Esse mundo é tão grande, tão cheio de gente, tão adverso tantas vezes, daí, quando a gente se pega feliz, quando a gente dá lugar pra aquela verdade tão cheia de amor próprio, dá uma vontade imensa de esconder a alegria e a ternura que julgávamos perdidas numa caixinha secreta  bem no fundo de si, para que que não nos abandonem jamais.
Por esses dias,  andei feliz. Estive envolvida em reuniões inesperadas( acho tão lindo essa coisa de ser sempre a última a saber #not), em conselhos de classe ( nem  6 tempos de aula na turma mais chata do universo conseguem ser piores que conselho de classe) e um e outro contratempo, mas estive também feliz. E era uma felicidade daquelas que não podem ser explicadas. Eu estive feliz porque não há nada mais bonito nesse mundo do que descobrir - nem que seja só um pouquinho - o verdadeiro sentido da palavra " reconciliação", especialmente se ela vem acompanhada do prefixo " auto". A palavra da semana é autorreconciliação. Se essa palavra não existe, acabei de inventar.
E pra que estou escrevendo esse post enigmático aqui? Ora, porque o Fina Flor é o meu teto. Nele, escrevo ( e inscrevo) para não esquecer...

terça-feira, 5 de julho de 2011

Brincando de (não) resenhar

Tenho contas a prestar,né? Cumpri muito  "meia-bocamente" o autodesafio literário de junho. Muito " meia- bocamente" mesmo. O livro que li foi comprado por livre e espontânea vontade ( por uma pechincha, obviamente) na feirinha  que costumar rodar o Rio de Janeiro, na qual já  fiz meus melhores negócios literários. Comprei A Casa do Sono porque li em algum lugar que era um bom livro. Não consigo lembrar onde li a tal da crítica positiva, mas sei que deve ter sido uma opinião muito impactante porque ficou gravada aqui em algum lugar da minha cabeça. Pois bem, comecei a ler o tal o A Casa do Sono há mil anos e larguei. 500 anos depois, tentei novamente e larguei. Daí só voltei ao livro agora por causa do meu autodesafio e  ... Frustração define.

Minha intenção inicial era dizer: " ó, povo, eu li, mas num intindi nada" , só que aí vocês iam ficar achando que eu sou lesadinha, então vou ser mais específica. Li - NA MARRA-, saquei qual é a do livro, MAS... Bem, tô aqui em dúvida: será que o livro é só isso mesmo ou estou naquela crise de " não é o livro mais perfeito do mundo, então nem quero saber dele. "?  Não sei se vocês são assim ,mas eu sou. Um livro pra me conquistar tem que me dar a sensação de que  AQUELE é o livro definitivo, que nunca mais lerei um outro livro na vida. Obviamente que essa sensação  costuma durar  uns dias  - ou no máximo  uns meses- porque senão eu ainda estaria por aí na vida , tentando fazer o Jogo do Contente até hoje . Mas tem que dar  tesão ,né? Tem que te fazer querer carregá-lo por toda parte, tem que te fazer querer comprar um exemplar pra cada amigo, tem que... tem que...

Bem, mas voltando, é isso: eu li o livro, eu entendi o livro, existe gente que amou o livro ( ô, leiam o post desse moço aqui. Tem resumo e uma opinião apaixonada. Leiam MESMO!), mas eu não amei nem gostei nem teria terminado de ler se não fosse esse maldito autodesafio literário. 

Por favor, onde se compram disciplina e  determinação? Preciso pra esse autodesafio e pra vida - especialmente na hora de tomar banho. Vou mandar um e-mail  pra São Pedro, explicando que  moro no Rio de Janeiro e não dentro de um grande freezer da Brastemp.


P.S.: Eu queria mesmo é falar  dos livros que ganhei de presente de aniversário. Minha estante nova tá mais gordinha.
Eu queria mesmo é falar dos meus boxes novinhos de Arquivo X. Ah, gente, por que vocês não assistem a Arquivo X? Se vocês assistissem, eu poderia fazer um post inteiro dedicado aos efeitos que desmitificação de um caçador de alienígenas teve em mim. Tá vendo? Se vocês assistissem  a Arquivo X, teriam entendido o que acabei de dizer e eu teria assunto pra uns dez posts... =p 

P.S.2: Tenho a impressão de que essa não -resenha tá muito curta e grosso pros padrões Fina Flor de qualidade, mas povo, eu juro que tentei. Ju-ro! Juro de coração  =P  

domingo, 3 de julho de 2011

A - pai - xo - na - da




"I'm stepping out into the great unknown
I'm feeling wings though I've never flown
I've got a mind of my own
Flesh and blood to the bone
See, I'm not made of stone"

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gravidices

Sempre  achei que enjoo de grávida era coisa de novela. Sabem aquelas cenas em que a pobre mulher enfia a cara no vaso e parece que vai deixar todo o aparelho digestório lá? Eu jurava que era tudo efeito dramático. Mas agora estou convivendo com uma grávida, então tive o prazer de presenciar um daqueles grandes momentos em que a pessoa tá ali conversando contigo e de repente sai correndo pro banheiro. Enjoos de gravidez não são mis-en-scéne, minha gente! Fiquei tão embasbacada com a situação que comecei a rir enquanto a pobre grávida que convive comigo eliminava o seu parco café da manhã e um monte de sucos estomacais.Eu sei que o mal -estar alheio não é divertido, mas, diante da incapacidade que toma conta da gente num momento como esse, só resta rir - de nervoso e nojo.

Tem também o sono de grávida. Eis um fenômeno peculiar. Eu estou lá conversando com a grávida com quem convido, deitada no chão da sala, quando, puf, ela começa  a ressonar baixinho. Ué, mas dois segundos antes ela tava de olhos aberto, eu vi. Daí, só pra testar, eu me levanto. No mesmo instante, ela abre um dos olhos e diz na língua dos sonolentos: " Vai aonde? Eu não tô dormindo. Só fechei os olhos!". Ahã, sei.

Há, claro, o marido de grávida. O sujeito sempre foi daquele tipo que se pergunta por que  instalou uma linha de telefone em casa  toda vez que o aparelho toca, mas , agora, agora a mulher pede água de coco e ele  já começa a calcular o espaço que terá de abrir no quintal a fim de plantar um frondoso coqueiro. Tudo por medo de que o filho nasça com cara de coco. Vai que...

E, por fim, há os parentes de grávida - mais especificamente - as primas de grávida, aquele tipo de pessoa que nem sabe como se abre um pacote de fraldas, aquele tipo de pessoa que  acha que sapatinhos vermelhos, simpatia da colher, terçol que aparece na cara de quem diz não para uma futura mãe é tudo palhaçada.  Claro que é tudo bobagem,mas a prima da grávida passa a tarde fazendo joelhos só porque a grávida disse que a única coisa que conseguiria comer no mundo são aqueles joelhos que a prima da grávida faz. Vai que...



P.S.: Esqueci de falar do primo de 5 anos da grávida e sua pronta disponibilidade em receber o novo parente.

A grávida diz assim pro PV:   - Você vai ter um novo priminho pra brincar. 
PV responde: - É mesmo? Que legal! Ele já tá aí?  Peraí que vou falar pro meu pai me levar aí.

Isso que é gentileza!