sexta-feira, 15 de julho de 2011

Para não esquecer

Diante da impossibilidade de escrever bonito - me faltam " engenho e arte" -, convoco meu amigo Gonzaguinha para ser o meu porta- voz:

"Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também


E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida"

Toda vez que aprendo algo sobre mim, digo que vou escrever aquilo que acabei de descobrir no teto, bem em cima da minha cama, para nunca esquecer. Tem coisas que são tão boas, tão lindas, tão confortadoras que a gente não quer esquecer.  É um medo compreensível esse de achar que as descobertas que nos fazem chorar vão ser engolidas pelo tempo e pela vida. Esse mundo é tão grande, tão cheio de gente, tão adverso tantas vezes, daí, quando a gente se pega feliz, quando a gente dá lugar pra aquela verdade tão cheia de amor próprio, dá uma vontade imensa de esconder a alegria e a ternura que julgávamos perdidas numa caixinha secreta  bem no fundo de si, para que que não nos abandonem jamais.
Por esses dias,  andei feliz. Estive envolvida em reuniões inesperadas( acho tão lindo essa coisa de ser sempre a última a saber #not), em conselhos de classe ( nem  6 tempos de aula na turma mais chata do universo conseguem ser piores que conselho de classe) e um e outro contratempo, mas estive também feliz. E era uma felicidade daquelas que não podem ser explicadas. Eu estive feliz porque não há nada mais bonito nesse mundo do que descobrir - nem que seja só um pouquinho - o verdadeiro sentido da palavra " reconciliação", especialmente se ela vem acompanhada do prefixo " auto". A palavra da semana é autorreconciliação. Se essa palavra não existe, acabei de inventar.
E pra que estou escrevendo esse post enigmático aqui? Ora, porque o Fina Flor é o meu teto. Nele, escrevo ( e inscrevo) para não esquecer...

2 comentários:

Cor de Rosa e Carvão disse...

é isso aí guria. eu adoro fazer isso no Cor de Rosa também. hehehe. quem sacou, sacou!

beijos e bom findi

mila disse...

Autoconhecimento é o caminho pra felicidade...
Feliz por vc também saber disso

Fica com medo de esquecer não, nossa memória põe algumas informações pra descansar (ficaria pesado rodar o programa com todas as janelas abertas), mas qdo precisamos, a informação que a gnt precisa vem e a gnt nem lembra que tinha salvo... rsrs