quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Esse negócio de ter ética, educação e bom senso é um saco porque eu fico querendo palpitar sobre vida  a alheia por aqui e não posso. De fato, é um saco. Adoraria iniciar uma campanha pelo direito de  expor as maravilhosas histórias pessoais, afetivas, profissionais ( as sexuais não porque sou uma moça pudica)  dos meus amigos, vizinhos, parentes e desafetos ( hum, seria legal falar mal de umas pessoas chatas que conheço por aí, hein? Seria!). Bem, mas como eu disse antes, a educação que a minha mãe me deu não me permite. Então, vou contar com a imaginação de vocês.

Imaginem assim: aquele casal que não dá certo. Ela é A , Ele é Y. Ela é 17, ele é -45. Não dá certo, não combina, só de bater os olhos você já sabe que não, eles não deveriam insistir. Todo mundo conhece um casal assim, eu conheço uns dez  casais  assim, e eles me deixam muito nervosa. Vocês ficam nervosos com casais que não combinam? Eu fico. Toda vez que alguém vira pro casal e pergunta do casamento, dos futuros filhos, dos planos, sei lá, o que eles comeram no almoço, eu fico desesperada. Dou um jeito rapidinho de esconder a cara porque tenho a impressão de que  tá escrito na minha testa “ Eu não apoio esse casal”.

Meu nervosismo aumenta quando uma das partes desse casal que eu não apoio decide me contar alguma cafajestada que o outro aprontou. É que eu sou levemente tolerante com cafajestada. Mentira! Eu não sou nada tolerante. Por mim, gente que parte descaradamente o coração alheio deveria levar uma surra com  galho de goiabeira, mas toda cafajestada tem o seu contexto, e  é preciso  ser justo nessa vida até mesmo com quem  vive fazendo besteira.

E aí, o que você diz quando uma das partes do casal “canoa furada”  pronuncia as fatídicas 4 palavrinhas : “ O que você acha?” Minha vontade , sempre, é dizer: “ Olha só, eu tenho um amigo muito legal que...” ou “ Cara, você viu o jogão do Vasco ontem?” ou “ Pela amor de Deus, você não consegue perceber que eu não sei disfarçar nada nessa vida. Eu não sei inventar respostas mentirosas para esse seu ‘ o que você acha’ , portanto nunca mais me pergunte isso. Tchau”.
Já que não posso fazer campanha a favor do prazer antiético de falar da vida alheia em blogs, criarei um movimento que impeça a formação de casais que eu não apoio.


Um comentário:

Felipe Fagundes disse...

Se eu fosse você eu responderia sinceramente. Quer dizer, é a pessoa que está perguntando então ela deve estar preparada para ouvir a nossa opinião seja ela qual for u.u
Esse método vale muito a pena (funciona comigo há mais de 10 anos) e nos livra de várias situações constrangedoras. A pessoa para de perguntar :-)