sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Boi, boi, boi...

Livro que me fez dormir lindamente:





Pensei que tivesse bossa, que fosse prazeroso, pensei que fosse inovador, pensei zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Contrata-se

Preciso de uma sócia/ um  sócio, alguém que venha dividir a vida comigo. Quando digo dividir, estou sendo literal. Funciona assim: tenho uma vida,  tô meio cansada dela, quero alguém que venha aqui e viva uma parte da minha vida por mim.

Essa/ esse sócia/ sócio terá as seguintes atribuições:

pagar com seu próprio dinheiro as minhas contas ( não tenho dívidas nem cartão de crédito),
 acumular em seu corpo as calorias em excesso das besteiras que como ( não como doce, portanto diabéticos são bem-vindos),
 pegar as pipas das crianças da vizinhança que vivem caindo no meu quintal,
 ir ao cardiologista e garantir que vai tudo bem com meu coração,
usar protetor solar,
cortar as unhas dos meus pés,
ler os livros que nunca lerei,
dormir,
passar fio dental,
lavar o banheiro,
tirar o pó dos livros,
fazer atividades físicas todos os dias,
passar em um bom concurso e garantir um salário legal pra gente,
participar de todas as festividades promovidas pelos meus parentes,
testar tintas de cabelo e depois aplicá-las em mim,
dar foras elegantes nos pretendentes que não têm nada a ver comigo,
ter um coração que não se cansa de ser partido,
garantir que aquele moreno - alto- bonito- sensual- sensato- e- nem- um- pouco-idiota saiba os números dos meus dois celulares,
elaborar e corrigir provas,
dar aula nos sextos anos,
cumprimentar os vizinhos fofoqueiros,
compreender os dramas da minha vó,
brigar com meus amigos quando eles forem imbecis
chorar nas sessões de análise,
decidir o que vou fazer da vida,
fofocar e tecer intrigas com os colegas do trabalho,
pentear o cabelo todo dia de manhã,
tomar banho nos dias frios,
ter chulé e catarro no meu lugar,
adoecer no meu lugar,
morrer depois de mim.


Minhas atribuições:  viajar pelo mundo, escrever a versão brasileira  de Comer, Rezar e Amar e ser feliz pra sempre.


Interessadas/ interessados devem mandar e-mail ou deixar um comentário.


Ódio primeiro e amor depois

Tentei ler O Primo Basílio quando era adolescente. Não deu certo. Anos mais tarde, tive aulas incríveis sobre ele na faculdade e passei a ... respeitar.  O livro não virou  o meu favorito, longe disso - não acho o Eça tão palatável -, mas, porque a professora maravilhosa que dava aquelas aulas lindas leu O Primo Basílio antes de mim,  troquei a antipatia por um respeitoso gostar.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Série favorita







O primeiro livro que li do Peter Robinson foi Pedaço do meu coração - aliás, quem lê o blog há tempos, já ouviu falar desse livro - e fiquei encantada. Daí passei a procurar os outros livros da série, mas acabei esbarrando num empecilho: os livros da Coleção Negra da Record são caros à beça. Considero cinquenta e poucos reais um preço bem salgado por romances policiais simples, em edição de acabamento comum. Comprei os livros graças a boas promoções e à tradição de dar presentes de aniversário. Pedaço do meu coração me custou deliciosos dez reais reais, Caso Estranho me fez dar pulinhos no estande da Record na Bienal, Brincando com Fogo e Perto de Casa foram presente.

Não sou uma leitora apaixonada de histórias policiais. Fui aquela típica adolescente apaixonada pela Agatha Christie, mas não li Sherlock Holmes nem Raymond Chandler, nenhum desses top dos tops. Aqui em casa tem alguns da Mary Higgins Clark ( gosto, mas adoraria que ela mudasse a fórmula um pouco) e já li um e outro Rubem Fonseca. Confesso que livros com mistério me deixam desesperada , então leio logo a última página sem nenhum pudor. Os livros do Peter Robinson me conquistaram justamente porque ler a última página não adiantou de nada As histórias são bem típicas: policiais quase sem vida pessoal, aquela exibição de conhecimento forense que faz a gente se apaixonar por CSI, crimes muito legais ( frase estranha essa!),  tramas que  se encaminham de um modo muito coerente e prazerosos - não tem correria, explosões, sangue escorrendo, nada de Denzel Washington feelings- ,mas o melhor é ver como os policiais se comportam e como contribuem para a investigação. Oque mais me atrai nos livros do Peter  são os personagens

O protagonista é o Allan Banks. Um cara de 50 e poucos anos, tipicamente incapaz de dar conta da vida pessoal, com uma tendência ao alcoolismo. Aliás, esses livros falam muito de comida e bebida. Os personagens estão sempre comendo algo apetitoso. O Allan faz o estilão chefe sensato e cuidadoso; um apaixonado por música  e filmes. Mais um aliás: quem gosta de música vai se divertir com esses livros. Há toda uma pegada cult nas tramas:  em Pedaço, as investigações envolvem um festival de rock a la Woodstock, a morte de um crítico musical e uma banda decadente. Em Perto de Casa, o crime envolve uma aspirante a músico, filho de um astro do rock. Banks costuma pensar nos casos ouvindo músicas das quais eu nunca ouvi falar ( mas eu não conto porque só conheço meia dúzia e ponto final.)

Se eu for falar de cada um dos personagens esse post vai ficar estratoférico, então vamos às minhas favoritas: Winsome Jackman e Annie Cabbot. A Winsome é uma jamaicana de 30 anos, que enfrenta o racismo em uma cidade provinciana da Inglaterra. A Annie é um pouco mais velha que a Winsome, tem um cargo mais importante, mas também se vê às voltas com as dificuldades de ser mulher e policial. Annie tinha tudo pra ser a " mocinha" da  história, uma vez que ela e o Banks tiveram um relacionamento. No entanto,o autor faz a  escolha inteligente de dar à Annie uma dimensão maior. Sendo assim, ela existe pra além daquele relacionamento e muitos aspectos da  vida e da personalidade dela são explorados devidamente. Já sacaram que eu sou do fã-clube da Annie, né? Sou mesmo, mas a personagem com a qual mais identifico é a Winsome. Em parte porque temos quase a mesma idade, em parte porque ela tem conflitos parecidos com os meus. Assim como ela, tive uma criação rígida que até hoje atravanca um pouco meu comportamento e decisões. Eu queria ser firme feito a Winsome.

Não sei se os livros são incríveis, inovadores, um fenômeno. Só sei que eu gosto muito; longas horas de leitura prazerosa. Meu favorito é Amiga do Diabo ( esse nome já me rendeu tantos olhares tortos enquanto lia nos ônibus e trens da vida...), o primeiro em ordem cronológica é  Perto de Casa, mas nada impede que se comece a ler qualquer um deles. Recomendadíssimos.

P.S.: Ufa! Até eu cansei de escrever isso tudo. Eu podia ter resumido esse post enorme assim: "Romances policiais dos bons. Leiam!"  Mais fácil, né? =p





terça-feira, 27 de setembro de 2011

Relendo sempre

Todo mundo ama o Drummond , certo?


Amar
Que pode uma criatura senão,
senão entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.





Releio sempre a Antologia Poética organizada pelo próprio Drummond e publicada pela  Record.

Perdendo o juízo


Depois de semanas suando frio de medo, agora é oficial:  só tenho 31 dentes na boca. Ontem, um dos meus sisos foi arrancado. É mais bonitinho dizer "extraído", mas eu prefiro evitar eufemismos; aqueles movimentos horrorosos que a minha dentista fez não tinham nada a ver com extração. Extrair, eu extraio os pelos da sobrancelha, extraio uma folha do meu caderno, extraio esmalte da unha. Dente é ARRANCADO! Mas uma coisa é certa: pior que arrancar um dente ( e nem é tão horrível assim! dura o quê? dez minutos!) são as histórias que as pessoas contam a respeito.  Cada vez que comentei com alguém que ia tirar o siso, obtive reações assustadas e apreensivas, como se todo mundo tivesse uma lembrança triste sobre esse assunto. A única reação diferente dessa foi a da minha chefe; fui lá comunicar que eu ia precisar ficar em casa e ela diz: " Ah, que bonitinha!". Bonitinha? É bonitinha, porque ,segundo ela, a essa altura da vida, eu já deveria ter retirado os sisos todos. Ok, estou trabalhando pra isso. Em breve, mais dois darão adeus às suas moradas e deixarão de inflamar minhas gengivas.

A reação da minha chefe foi a mais simpática. Todas as outras pareceram fazer parte de um plano pra assustar uma pessoa que morre de medo de dentista feito eu. Admito: Tenho PAVOR de dentista. Aquela cadeira e aquele monte de instrumentos  me fazem sentir como se estivesse num filme de terror. Pelo menos, tive  a sorte de escolher uma dentista que faz com que a gente ache que o consultório dela é... sei lá... a sala de visitas de uma amiga querida. Ô pessoa fofinha, essa minha dentista! Cê olha pra ela e diz que uma criatura daquele tamanho ( ela é toda pequenininha) não vai ter força pra arrancar um dente incrustado no osso, mas ela tem força e técnica  - e também muitos sorrisos, conversa fiada das boas e um elenco de apelidos carinhosos muito acolhedores. 

Pra cada vez que minha dentista disse que eu podia ficar tranquila, que anestesia existe para o bem das pessoas, houve três relatos de pessoas que nunca arrancaram um dente sequer mas conheciam um cara que... Um aluno disse que um colega do primo dele tinha morrido engasgado com a anestesia. Uma conhecida soube de uma pessoa que ficou 15 dias internada depois de tirar o dente. Não sei quem quase encomendou o meu caixão e preparou a extrema unção ao me ver indo pro dentista ontem. Começo a tecer a teoria de que dentista deve ser o profissional mais odiado e temido  do mundo, juntamente com psicólogo e psiquiatra. quantas e quantas histórias de psicólogo maluco e psiquiatra desequilibrado a gente já não ouviu nessa vida? Pois bem,  não vou engrossar o coro de detratores; eu tive ( e ainda tenho) psicólogas ótimas e não morri na cadeira da minha dentista gente boa. As únicas coisas ruins são não poder falar muito e ter de tomar muito sorvete. Que coisa difícil é tomar sorvete nesse dia de hoje, bonito pra caramba!

Agora, vou voltar pro aconchego da minha cama e assistir ao restante da primeira temporada de Arquivo X.

P.S.: Também fiz um tratamento de canal e não senti NENHUMA dor. NENHUMA. Só pra registrar. =)

P.S.2:  Tenho que registar também que dois dos meus amigos que já extraíram todos os sisos foram muito bonzinhos e  tentaram me deixar calma. Uma delas me ligou um pouco antes de eu entrar no consultório, falou  que eu ia sobreviver, mas todo o trabalho dela caiu por terra quando sentei naquela cadeira. Preciso ressignificar cadeiras de dentista. Freud explica? =p


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A professora mandou ler

Um leitor assíduo deste blog, que tem a imensa sorte de poder desfrutar da minha presença nas roubadas dessa vida, virou pra mim e perguntou assim: " Ô, Juliana, me explica esse negócio de meme! Vale dinheiro? Você apostou com alguém?". Não, leitor amigo, não vale dinheiro, mas já que comecei tenho que terminar.

Livro de hoje: aquele que li pra escola e gostei.


 Chega de livro infantojuvenil nesse blog, né? Vou imitar outras blogueiras e  citar o livro que li pra faculdade e AMEI:







Saramago pode ser meio sonífero às vezes; foi difícil terminar Jangada de Pedra e História do Cerco de Lisboa.   Saramago pode ser  muito bom; gosto muito de O Evangelho Segundo Jesus Cristo e Levantado do Chão.  Mas amor, amor mesmo só por O Ano da Morte de Ricardo Reis. Tenho até medo de reler e perder as lembranças boas que ficaram daquelas aulas.

domingo, 25 de setembro de 2011

Com o amor nas mãos

Dessa vez, vou trapacear um pouquinho. Quando fui checar que item deveria postar hoje, o primeiro livro que veio à minha cabeça foi Nas tuas mãos, da Inês Pedrosa. Foi com certeza o melhor livro que li nos últimos tempos - pelo menos, o livro mais bonito, delicado, bem-escrito que li em muitos e muitos meses. No entanto, o meme é bem específico: tenho que apontar o melhor livro que li NESTE ANO. Daí que fui checar as datas e descobri que li Nas tuas mãos ano passado. Ah, mas quer saber, burlarei as regras desse meme que só me dá dor de cabeça e faz com que eu me sinta meio burrinha, tá! 



Agora que infringi as leis do meme, devo admitir que foi um crime em vão porque não sei escrever sobre Nas tuas mãos. Não sei escrever, não sei falar, nem balbuciar. Nas tuas mãos é um livro que só sei sentir  e sentir. Conheço cada umas das impressões que as palavras da Inês deixaram em mim, posso reviver o sem -fim de sentimentos que as imagens lindas provocaram, ainda tenho medo de me reconhecer no discurso das cartas da Natália. Em noites solitárias, vou lá reler o diário da Jenny. Em horas de melancolia, retorno ao mais bonito álbum de fotografias que posso imaginar e tento não temer o destino dos amores da Camila.

Inês Pedrosa é portuguesa e, se bem me lembro das maravilhosas aulas sobre a literatura de Portugal que tive na faculdade, escrever sobre a história de indivíduos portugueses é também um exercício para a compreensão da história do país. Lá estão, portanto, nos discursos, nos corpos e nas histórias das personagens a ditadura, as guerras coloniais, a África, os cravos de abril, a modernidade fascinante e repulsiva.

Nas tuas mãos é um livro sobre o amor, um livro cheio de amor. Amores fraternais, maternais, não ortodoxos. Amores que não negam sua semelhança com ódio, que não perdoam, que morrem sob a luz e a força de raios celestes. Sobretudo, esse é um livro sobre pessoas que aprendem uma dolorosa lição: é da natureza do amor ser incontrolável.

Sei bem que lágrimas são uma medida inexata para se avaliar a qualidade de um livro, mas cabe registrar que , em diversos pontos da leitura, precisei parar porque os óculos ficavam salgados e embaçados. As lágrimas brotavam porque as histórias de Jenny, Camila e Natália são lindas e também porque a escrita da Inês é de arrancar o ar do pulmões.

A Fabiane uma vez deixou um comentário aqui no blog dizendo que  Inês Pedrosa é amor. Definição perfeita, Fabi. 

***











sábado, 24 de setembro de 2011

No momento

Já citei no meme o último livro que li, A Palavra que veio do sul, da Lívia Garcia- Roza. Então vou falar do que eu estou lendo no momento, aquele que está aqui do meu ladinho e que não consigo largar nem na hora de tomar banho: A menina que brincava com fogo, do Stieg Larssom, série Millenium.


Bem, meus sentimentos com relação à tão aclamada, querida, idolatrada, salve série sueca são controversos. Comprei Os Homens que não as mulheres porque li críticas empolgadas e porque acho o título muito bom. comecei a ler cheia da expectativa absorvida dos comentários animados que encontrei. Talvez tanta expectativa tenha interferido no meu julgamento do livro. Achei Os Homens legal e só. As personagens são  interessantes, gostei da Erika Berger,  apreciei o modo como cada personagem é apresentado cuidadosamente - todo mundo tem um passado bem delineado-, no entanto não me empolguei pela figura que galera mais ama, a Lisbeth Salander.  A Lisbeth é uma mulher do tipo ame ou odeie: hacker, violenta, antissocial e também justa, determinada e corajosa. Eu fiquei justamente no limite do ame ou odeie. Passei todo o tempo tentando entender direitinho a história dela pra ver se as situações pelas quais ela passa se justificam. O primeiro livro da série não me fez gostar da Lisbeth e tem um enredo fraco. O mistério é meio bobo, e  parece que o autor encheu bastante linguiça pra alcançar o número de páginas exigidas pelo editor; as páginas finais não precisavam ter existido, eu acho.

Certo. Se eu não gostei tanto do primeiro por que é que fui comprar o segundo? Porque bateu uma leve impressão de que Lisbeth seria mais explorada no segundo livro. Assim, por mais que você ache que o negócio tá todo mal- amarrado, a curiosidade pra saber mais sobre a Lisbeth te vence. Fui vencida, comprei uma edição econômica nas Lojas Americanas e cá estou às voltas com segundo volume.A menina que brincava com fogo é bem melhor. Estou quase no final e queria ter as habilidades de leitura e memória da Salander pra dar cabo logo do livro. Tudo o que parece vago no primeiro livro vai tomando forma no segundo, e já não dá pra ficar em cima do muro no que diz respeito à Lisbeth. Eu já me decidi.

Continuo achando que o autor é um enrolão ( era, porque ele morreu em 2004, aos 50 anos. Cara, muito jovem, muito cedo!), a sensação de que se está lendo um roteirão de cinema permanece, porém , agora, o enredo é mais interessante. O cara tinha talento pra criar empatia entre leitor e personagens; a gente fica realmente triste quando descobre quem são as vítimas dos assassinatos. E não há como não sentir um aperto no peito à medida que  Lisbeth vai se tornando vítima de uma verdadeira crucificação  e também à medida que o passado dela  vai se revelando.

Tô gostando pra caramba desse segundo livro. Vamos ver como será o terceiro...

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Muito vivida

Hoje veio aqui em casa uma amiga da minha mãe que me conhece desde que eu tinha 9 anos. Daí que quando ela chegou, eu banquei a anfitriã, botei a mesa, paguei a pizza, até me  lembrei dos guardanapos  e dos copos azuis e bonitos. E ficamos lá conversando, a amiga da minha mãe, o marido dela, a minha mãe e eu. Um papo daqueles sobre família, tramas sórdidas, grana e escrúpulos. Eu, claro, chocadérrima, de olhos arregalados, com as mil faces da natureza humana. Sempre me choco.  Eis que a amiga da minha mãe vira e me diz: " Ah, Juliana, mas você não conhece as pessoas? Você, uma mulher vivida!"

O tempo parou no momento em que ela disse MULHER VIVIDA. Amei.

Agora sou uma adulta de verdade.

Tudo verdade

Mais meme:

A tarefa do dia é indicar o livro não ficcional de que mais gosto. Olha, mais uma vez, não sei o que responder. O primeiro livro que veio à mente foi um pequenininho cujo nome não me lembro, lido enquanto minha amiga procurava um exemplar de Flicts ( Conhecem? Do Ziraldo. Liiiiindo! Tem que ser lido) num estande de refugos da Bienal.  O livrinho tem umas 50 páginas e é direcionado para psicólogos. Várias das situações que um analista pode enfrentar  num consultório são tratadas de um modo muito divertido. Fui lendo e tentando identificar se já fui a paciente que  passa a sessão olhando pro teto ou aquela que leva presente pra analista.Eu devia ter guardado o nome, poxa! 

Um outro que me ocorreu foi o Mal - estar na Civilização. Não que eu tenha lido cem vezes e que esteja na cabeceira da minha cama. Não tem nada de meu favorito. É que , na época em que li, tinha uns pesadelos muito bizarros com os capítulos; num deles, o Freud vinha me visitar em casa e eu tinha medo de que ele escrevesse um livro sobre mim.  Eu não queria ser uma Ana O. da vida. O livro me deixava muito angustiada e é a única não ficção na minha estante. Opa, tem a biografia do Saramago também, mas não gostei dela,não.


Acho que o livro desse tipo que mais me tocou foi mesmo O Diário da Anne Frank, mas esse não vale porque já citei em algum outro dia do meme.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nada surpreendente

Tenho que citar hoje um livro que ninguém esperaria que estivesse na minha lista de favoritos. Pra variar, lá vem esse meme dificultar a vida de quem decide respondê-lo. Olha, eu não tenho a MENOR ideia do livro que eu poderia colocar aqui pra surpreender vocês. Primeiro,  porque não há como saber que tipo de imagem fazem de mim. Segundo, porque nem eu sei que tipo de livro não me interessaria. Sei lá,  acho que encaro qualquer coisa razoavelmente legal e bem-escrita.

Tô enrolando, né? Tô ganhando tempo pra ver se consigo descobrir algum livro que se encaixe na categoria daquele que fará os leitores do blog caírem pra trás. É, não há! O único que  mais salta aos olhos aqui na minha estante é o Tabu do Corpo, de José Luís Rodrigues.






 Não tem nada  de espantoso nesse título, mas considerando que é a dissertação de um especialista em antropologia social, pode ser que não se espere que uma pessoa que fez Letras tenha interesse por ele
(apesar de  já ter visto O Tabu em algumas bibliografias de teses sobre literatura). Comprei - e devorei - esse exemplar numa época em que vivia conversando com uma amiga que será terapeuta corporal. Ela ficava me contando as coisas interessantes que aprendia nas aulas de antropologia do corpo, e eu babando. Pelo que entendi, o livro é um item basilar pras mais diversas áreas de estudo sobre o corpo. Eu , como leiga, gostei muito, especialmente do capítulo que trata das  intervenções e posturas que as mais diversas culturas têm em relação ao corpo morto. Recomendo.


em tempo: só nãos estou levemente arrependida de ter entrado nesse meme porque , graças a ele,  entrei no Reader hoje de tarde e dei de cara com a minha cara no blog da Jussara. Um luxo, uma honra, ganhei a semana! Quando eu crescer, quero ler tantos livros quanto a Ju e escrever tão bem sobre eles. Todo mundo conhece o Palavras Vagabundas, certo?

Mais gravidices

Meu sonho de consumo é um blog de grávida.  Leio vários: de recém- grávidas, de mães de bebês recém-paridos, de pai que cuida da prole. Sonho com o dia em que encerrarei o Fina Flor e terei meu próprio blog de mãe. Tem até nome: a Mãe da Alice (ou Cecília). Porque eu terei uma filha e ela se chamará Alice (ou Cecília); não importa se o pai ( que nem sabe ainda que será pai da criança) quiser dar o nome da bisavó dele à menina, não importa se a criança for do outro sexo. Não quero saber! Serei mãe de uma Alice ( ou Cecília).

Enfim, como o dia em que o Fina Flor dará lugar a um blog de mãe está longínquo, longínquo, tenho aproveitado que todas as mulheres que conheço estão grávidas pra tentar investigar o máximo possível sobre os mistérios da gravidez. Tá certo que nem tooooodas as mulheres estão grávidas, mas que eu conheço umas seis, ah, conheço. Uma delas inclusive vem almoçar na minha casa quase todo dia sob a desculpa de que anda indisposta, indisposição essa que torna o cabo da panela muito pesado, tadinha. Nessa minha observação do comportamento da grávida que vem filar a comida da minha casa, descobri algumas coisinhas que quero dividir com vocês. Anotem aí:

1- Simpatias  pra descobrir o sexo do bebê e ultrassonografias não colaboram uma com outra.

Assim que a grávida anuncia que há uma criança dormindo ( bebês não nascidos dormem?O.o) em seu útero, surgem dezenas de pessoas muito gabaritadas nas artes da adivinhação. É um tal de esconder colher embaixo de travesseiro, contar data da última lua cheia combinada com a última menstruação, analisar o grau de escurecimento do sovaco da grávida ( agora que me dei conta de que nunca tinha escrito " sovaco" na vida). Tudo muito divertido, até o momento em que a grávida vai fazer o ultrassom e o bebê não é uma menina e sim um menino. E agora? Faz o que com o nome e os apelidos todos que a ... ops... o menino já tinha? Faz o que com todo o enxoval rosa que está lá na prateleira esperando pra ser trazido pro quarto que seria rosa? E eu faço o que com as bonecas de pelúcia que só não foram pro lixo na última faxina porque as simpatias diziam que eu teria uma prima? Vou te contar! Esses adivinhadores foram todos alunos da Trelawney em Hogwarts!

2- Grávidas não precisam de blush.

Na verdade, eu acho que ninguém precisa de blush. Sou a favor de  que se coma brócolis e de que se  tome sol a fim de as  bochechas fiquem  rosadas. Muito mais eficiente! Mas já que inventaram essa praga que pouquíssimas pessoas sabem usar direito, chego à conclusão de que as grávidas ganharam o privilégio de dispensar o blush ( e o brócolis, embora  não seja aconselhável, né? Brócolis é tão gostoso e tem tanta coisinhas boas dentro daquelas florezinhas.). Dias desses, olhei bem pra cara da grávida que será mãe do meu primo ( e não da minha prima), passei o dedo na bochecha dela e perguntei: " Cadê a oleosidade que estava aqui? Cadê os cravos e as manchinhas? Por que sua cara tá assim linda se você nem tirou as ramelas do olho ainda?". Eu acho que esses hormônios são uns injustos!


3- Grávidas fazem barulhos engraçados.

Conselho simples: não deixe seu ouvido perto da barriga de uma grávida. Não sei se são todas, mas a barriga da que convive comigo faz uns barulhos muito assustadores - e eu não tô falando desses barulhinhos que todos nós fazemos, não. Estou me referindo a verdadeiros arrulhos, muito apavorantes, que cortam o silêncio da noite e te fazem pular de susto ( Se bem que eu sou do tipo que quase cai dura quando o celular vibra dentro da bolsa...). Tomem cuidado! Depois não digam que não avisei!


Em breve, voltarei com outros resultados da minha pesquisa. Inté!


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Na livraria, no cinema

Tarefa do dia:   Livro que virou filme

Cito dois.  Não vi nenhum dos dois filmes, mas ambos os livros me deixaram impressionada.



  



P.S.: não gosto de ver filmes baseados em livros. Imagino que Ensaio sobre a Cegueira seja ótimo, mas não tive coragem. Tenho até o dvd, mas não rola. As imagens que o texto do Saramago cria já me bastaram.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Holiday book ( ou seja lá o que isso signifique...)

Confesso: tô enjoando desse meme, viu? Ô, trocinho trabalhoso, mas vamu lá.

Outra categoria que meu inglês incrível não alcança: Holiday Book. Pra não me perder nessa empreitada memística, sigo me guiando pelas respostas da Rita.

O livro que vou citar como aquele pra se ler num feriadão prolongado, deitada na rede, aos sons de passarinhos ( ai, que saudade que  me deu da " minha" varanda em Búzios... Já posso me teletransportar?) também poderia ser o que mais reli e aquele que é um guilty pleasure ( ah, prazer culpado , eu sei o que é! Oba). Cês já ouviram falar de A Canção do Mar, do Pat Conroy?



A primeira vez que esbarrei nesse livro foi lá pelos 9  anos de idade, nos tempos em que minha mãe assinava o Círculo do Livro. Eu bem sabia que os livros que eu podia comprar estavam na sessão infantojuvenil, mas o que eu queria mesmo era ler os livros de gente grande. Na leva dos livros cobiçados, estavam O Evangelho Segundo Jesus Cristo, do Saramago, e o Canção. Nessa época, eu fiz uma peça na escola sobre a Páscoa e todo uma série de dúvidas religiosas nasceram dali. Eu queria entender direitinho como era aquele negócio de morrer e ressuscitar. Minha mãe me deu , então, um daqueles Novos Testamentos com linguagem mais acessível distribuídos por missionários. Obviamente não entendi metade do que estava escrito lá, mas foi assim que eu passei a me interessar pelas questões espirituais. Ah, sim ,tá, mas o que é que isso tem a ver com o Canção do Mar? Explico: o resuminho que aparecia na revista dizia que o livro contava a história de uma rapaz católico cuja  esposa judia havia se matado. Pra se recuperar da perda, o cara vai pra Itália e aprende a refazer todo o seu destino. Ou seja: tinha judeu, tinha católico,logo interessava pras minhas incursões pelo mundo das religiões. Somente  uns 10 anos mais tarde, fui descobrir que o livro que eu cobiçava era um grande dramalhão.

Canção do Mar não é um primor. Tem  todos os clichês do mundo, a começar pelo católico casado com a judia.Tem amor entre melhores amigos, fuzileiro naval hipócrita, rapaz disfarçado de padre, Segunda Suerra Mundial, Auschwitz, Vietnã, político conservador corrupto, crise de meia idade, criança prodígio. Tudo no melhor estilo Sidney Sheldon mandou lembranças. É dramalhão mesmo. Toda uma vibe The O.C. Cês viam The O.C.? Eu AMAVA. Enfim, mas voltemos. É isso: Canção do Mar não é uma obra prima, mas tem o Jack. Ah, meu querido Jack!

Pois é, o narrador e protagonista do livro é o meu grande amigo de infância, Jack McCall. Gente, eu realmente me tornei amiga do cara. Esse livro veio parar na minha mão numa época difícil, no auge das crises de ansiedade, e Jack se tornou o melhor amigo que eu podia ter. Ele sentia tudo o que eu também sentia. Claro que nenhum amigo meu protestava contra o Vietnã, nem meu pai me espancava na infância, mas eu entendia a profunda solidão que Jack carregava consigo. Jack era ( e sempre será) o meu bff.

Pra vocês terem uma noção do meu grau de envolvimento com o livro, durante um tempo, cismei que um rapaz que estudava comigo tinha a mesma cara do Jack. O menino era aluno de filosofia,  tinha todo um visual meio década de setenta e ... não há argumentos lógicos pra minha obsessão. Quando bati o olho no cara, achei que Jack tinha se materializado  pra bater papo comigo. Também pudera, eu lia o danado do livro feito uma louca dia e noite, nos intervalos da aulas, no ônibus. Bem,acho que é melhor mudar de assunto. Daqui a pouco, vocês vão achar que ,num belo dia de novembro, ataquei o cara, contratei um empalhador e coloquei o corpo do meu colega de turma aqui bem ao lado do meu computador,né? Não se preocupem! Nunca nem cumprimentei o sósia do Jack. Acho que nunca nem ouvi a voz dele, porque, ô, pessoa calada! Ficava sempre no fundo da sala, lendo algum daqueles livros chiques que o povo da filosofia lê. E eu no meu cantinho, lendo furiosamente o meu Canção do Mar.

P.S.: Sinto que esse post tá muito bem redigido ( #not), mas deem um desconto, por favor! Foi difícil vencer a preguiça.


Eu tentava explicar, mas não conseguia. Porque só conheciam aquele tipo de ciúme que causa estardalhaço e feridas - e nada mais fácil do que não defender um ciumento que mais parece um vendaval. Mas há o ciúme calado, que corrói tanto quanto o barulhento. O ciúme calado é todo feito de contenção, de promessas de sanidade, de juras de um equilíbrio esforçado.

A fronte do ciumento ( seja ele calado ou barulhento) dói do medo da perda. Ele queria bastar, queria sorrir e dizer ok, não dói, mas não consegue. A ilusão da posse, por mais iludida que seja, é o chão sob os pés. Possuir é sinônimo torto de querer pertencer. O ciumento é um carente - simples assim.

Não acredite se um ciumento lhe disser que não sofre, que prefere o ciúme a parecer um idiota, que prefere a imensa cautela à confiança sem garantias. Mentira. Ciúme maltrata demais quem o sente. Ciúme não é bonito. Ninguém gosta de ser ciumento. Se alguém diz que gosta, é porque ainda não descobriu que o sinônimo quase exato do ciúme é desamor, autodesamor.

Autodesamor não é o mais bonito dos neologismos.

domingo, 18 de setembro de 2011



"Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim"

( Caetano)

Combo: lembranças

A vida real bateu na minha porta e exigiu que eu deixasse o virtual um pouquinho de lado por esses dias, portanto não foi possível manter as datas do meme. Hoje vou de combo então: o livro que me lembra alguém e um outro que me lembre algum momento. O livro que escolhi cabe nas duas categorias e também foi citado pela Niara, do Pimenta com Limão:



" O senhor é tão moço, tão aquém de todo começar, que lhe rogo, como melhor posso, ter paciência com tudo que há pra se resolver em seu coração e procurar as próprias perguntas como quartos fechados e livros escritos em um idioma estrangeiro. Não busque por enquanto respostas que não lhe podem ser dadas, porque não as poderia viver.(...) Viva por enquanto as perguntas. Talvez aos poucos, sem que o perceba,num dia longínquo,consiga viver a resposta.”



Me faz lembrar do ano de 2003 e da minha mais antiga  amiga. 


Já falei dele aqui no blog. Dá uma olhadinha.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Adoro o facebook, mas , às vezes,  ele me faz mal. 

Olha só: abri minha página inicial hoje de manhã e lá estava na sugestão de amizade uma menina que eu odiei por toda minha adolescência. Claro que odiar é um verbo muito forte, uma menina boa feito eu não odiava as pessoas, claro, mas o sentimento chegava bem perto disso. Era tipo desejo de que ela ficasse reprovada no vestibular 7 vezes. Uma coisa assim.

 A praga da menina era besta, chata, tinha uma voz mais chata ainda, contava muita vantagem e me olhava como se eu fosse um verme. A sujeita me olhava de banda como se eu estivesse coberta de catarro. Nossa, eu tinha uma vontade de serrar o pescoço dela -muita vontade mesmo. (Eu juro que eu era uma ótima menina!)Pra piorar, a menina tinha  um namorado fofo, sonho de consumo, lindo, inteligente, tudo do bom e do melhor. E eu ficava me perguntando o que aquele menino perfeito fazia namorando uma sujeitinha nojenta feito aquela. Essa dúvida consumiu anos da minha vida. Uma amiga minha dizia que eu tava era com ciúme, mas não era ciúme. Era uma necessidade de fazer justiça, de colocar a ordem do mundo no lugar. Um menino bom daqueles não merecia uma bruxa daquelas. Alguém precisava salvá-lo. Era um caso de extrema necessidade de salvamento.

Pois é, os anos se passaram, eu me esqueci do dois... esqueci até hoje, porque o facebook fez o favor de trazer essas pessoas à baila. E lá estava a menina xexelenta, na festa de casamento dela, acompanhada de quem? A vida não é justa. Aquela bruxa não casou com o menino fofo? CASADOS. Lua de mel no CARIBE. Fotos LINDAS. O notebook quase caiu do meu colo. Imagina o prejuízo. Se bem que   aquela vaca não vale  o prejuízo, e, pensando bem, ele não devia ser boa coisa. Não, eu não tinha ciúme. Não, eu não morri de inveja.

Vocês acham que eu tenho assistido muita novela?

W.O.

Eu não li o meme todo antes de topar a brincadeira. Vi as blogueiras que leio fazendo, quis fazer também. Do tipo: não posso ficar de fora! Tá todo mundo fazendo, eu TENHO que fazer. Que burra que sou! Porque se eu tivesse lido esse negócio antes, teria desistido quando visse a tarefa de hoje.  Terei de pagar o preço da afobação.

Meu livro favorito de Ficção Científica????  Hã? Hein? O quê? Pode pular?

Cara, eu não me lembro de ter lido um livro sequer de ficção científica. Sob o risco de ser considerada levemente burra, confesso que nem sei ao certo o que é ficção científica. Bem, eu gosto de Jornada nas Estrelas. A história se passa num futuro distante, tem máquinas, tem alienígenas... Ok, vou parar com isso porque vou começar a soar debochada, e não é o caso de deboches. Tenho uma falha na formação. É isso!


Este dia do meme ficará conhecido por aqui como o dia em que não citei livro nenhum. Por favor, não me denuncie pra o Supremo Tribunal dos Memes.


P.S.: Não li Julio Verne, não li Asimov, não li. Minha mãe já leu o livro que a Rita citou, Operação Cavalo de Troia. Será que posso citar os livros que minha mãe leu? Olha, não tô me conformando! Será que posso me fazer de boba e dizer que Cortazar é ficção científica? Pensei até no Saramago e a sua Jangada de Pedra. Ok, ok, vou parar com isso!=p

P.S.: Na contracapa de O Conto da Aia, está escrito " uma pungente obra de ficção científica".Pronto, eis o meu livro de ficção científica.


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Laura e Emanuel

Tarefa do dia : escolher o meu favorite animal book. Meu inglês é péssimo, então fiquei sem saber direito o que é um animal book. Aliás, pra responder ao meme, estou me guiando pelas respostas das outras blogueiras porque as orientações do meme são em inglês. E eu só sei " the book is on the table".

Vamos lá:


Este post também poderia se chamar " Os bichinhos das divas" porque, né, Clarice e Lygia.



Conheci os livros infantis da Clarice em um curso que fiz na faculdade. Eu estava naquela fase em que  tinha acabado de descobrir Clarice, logo me metia em tudo que dizia respeito a ela. As aulas traçavam um panorama da obra da autora e, eis que numa aula, descobri que uma galinha podia ser bem mais interessante do que eu imaginava. Não lembro quase nada das aula, mas jamais esqueci da minha amiga Laura. ah, me lembro também de prometer  que meus futuros filhos serão alfabetizados pela Clarice. =)


O livro está disponível aqui.




***

Regras de memes foram feitas pra serem burladas, certo? Portanto, eis o meu outro  animal book:




Eu já ia me esquecendo dos gatos da Lygia, mas a Rita fez o favor de me lembrar. Não conheço ainda o Raul - favorito da Rita- ( Horas Nuas tá bem aqui na minha frente,mas nunca foi aberto). Gosto mesmo é do Emanuel.

Em vez de citar um trechinho do conto da Lygia F. Telles, publicado no livro Mistérios, sugiro que vocês leiam o conto e fiquem sabendo por fontes seguras - a narradora Alice ( Alice, gato... huummm. Sacou?) - quem é esse Emanuel que tanto me encanta. Ó, o conto aqui: Emanuel


Gente, vão lá conhecer os meus queridos Laura e Emanuel, tá?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Meu querido clássico

Camilo é lindo. Teresa é linda. Mariana é a mais linda.


Sou apaixonada perdidamente por Amor de Perdição, do Camilo Castelo Branco.





" Não inventemos maravilhas de abnegação. Era de mulher o coração de Mariana. Amava como a  fantasia se compraz de idear o amor duns anjos que batem asas de baile em baile, e  apenas quedam o tempo preciso para se fazerem ver e adorar a um reflexo de poesia apaixonada. Amava, e tinha ciúmes de Teresa, não ciúmes que se refrigeram na expansão ou no despeito, mas infernos surdos, que não rompiam em labareda aos lábios porque os olhos se abriam prontos em lágrimas para apagá-la."

Todos os suspiros do mundo.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

" Desentalar de lá de dentro esse desejo de amar".


O mais triste

Serei   óbvia porque não me lembro de nenhum outro no momento:



Update:  Putz, acabei de me lembrar de Vidas Secas.

Update2: Acabei de lembrar de outro: Infância, também do Graciliano.
Juro que a culpa é desse dia cinza e gelado - e também dos mosquitos que não me deixaram dormir à noite. Se  estivesse sol agora e o aparelhinho que espanta os mosquitos tivesse funcionado de madrugada, eu jamais teria ficado com os olhos cheios de lágrimas só porque a colega  disse que, quando me conheceu, ficava intimidada perto mim.

A vida é assim: você fica velha,  ganha milhares de cabelos brancos que atestam sabedoria e maturidade e continua chorando pelos mesmos motivos que te faziam chorar aos 13 anos de idade. Deu vontade de bater com a mão na mesa e dizer: " defina intimidada", mas uma atitude como essas só serviria pra reforçar o que não precisa de reforço. Em vez de bater na mesa, sorri pra disfarçar a lagriminha e esperei que ela acrescentasse " mas eu vi que era bobagem". Ela não acrescentou, e a conversa tomou um outro rumo.

 Às vezes, eu queria ter essa marra toda que me atribuem. Vou mandar fazer uma camiseta com a frase: "Minha cara feia é de fome ou dor de barriga. Ou só feiura mesmo."


domingo, 11 de setembro de 2011

Não me sai da cabeça




Medo, muito medo

Eu sou medrosa- muito medrosa mesmo-, do tipo que tem medo de escuro e trovão. O único filme de terror  a que assisti na minha vida foi Pânico.( Ok, podem rir! Podem dizer que aquela máscara do Pânico não mete medo nem em criancinha. Não tô nem ligando pra vocês.) Portanto, já se pode deduzir que qualquer livro com um pouquinho  mais de suspense e sangue me faz esconder a cabeça debaixo das cobertas.

Pra cumprir a tarefa de hoje do meme, pensei em dizer que o livro mais aterrorizante que li foi Historias Extraordinárias, do Poe. Não seria mentira; morri de medo daquele gato preto. Cruzes! Chispa! Mas o livro que me deixou APAVORADA foi Christine, do Stephen King. Obviamente, eu sempre soube quem é o Stephen,né? Minha mãe acha que O Iluminado é um filme incrível. O SBT vivia reprisando Colheita Maldita. Há um episódio de Arquivo X cujo roteiro foi escrito  pelo cara.Aliás, é um episódio meio bobinho, uma boneca que mata pessoas, nem dá medo. Fiquei achando que esse Stephen nem era tão bom assim. Pagar a língua é uma arte.




Eis, então, que Christine veio parar nas minhas mãos, e eu passei  dias dividida entre a necessidade de ler cada uma das páginas do livro e o medinho. Medinho nada! Medão. Li numa época em que passava o dia inteiro  sozinha em casa. Minha única companhia era o Spockinho. Colocava meu cachorrinho pra tirar uma soneca bem pertinho de mim e acordava o pobrezinho toda vez que o ar do quarto ia ficando mais pesado. E o ar ficava pesado, gente! Desconfio até que os raios do sol desviavam da minha janela assim que eu pegava no livro. Houve uma vez, a única vez em que li o livro à noite, que Spockinho ficou latindo sem parar ( Spock nunca latia) pra escuridão do quintal. Acendi todas as luzes da casa e decidi que Stephen King somente até às 17h.

Pra variar, vou furtar o resumo alheio:


Christine, por mais lindo que seja o nome, não é uma mulher, é um Plymouth Fury 1958 vermelho e branco. Mais especificamente uma fêmea (e das ciumentas). Arnie CunninghamDennis Guilder, seu amigo, topam com Christine estacionada em uma rua em Libertyville numa tarde qualquer. Foi paixão à primeira vista, Arnie nem sequer pensa antes de decidir comprar o carro por 250 dólares. Quem conta a maior parte da estória é Dennis, a primeira pessoa a perceber que existe algo errado e malévolo no Plymouth. Ao mesmo tempo em que procura referências de Christine, Dennis nota as mudanças na personalidade de Arnie, antes um garoto calmo e comum. Ele se torna gradualmente irônico, pretensioso e malandrão.


Nesse ponto surge Leigh Cabot, que vai estudar na mesma escola de Arnie. Os dois começam a sair e, pasmem, Christine fica ensandecida pelo ciúme. Em Libertyville várias mortes começam a ocorrer, e Christine se mostra uma assassina cruel e de violência desmedida. Só Arnie não vê que é ela quem está por trás dos horrores que passaram a ocorrer na cidade e a defende com todas as garras.


Vão lá no blog da Josiana e leiam o post dela sobre o livro.






sábado, 10 de setembro de 2011

Deus me livre!

Só de pensar no livro de hoje sinto engulhos. Aff,como sofri!  Lá no oitavo ano, eu era uma zé mané que fazia tudo que os professores mandavam. Cinco Anos sem Chover quase me fez duvidar do prazer de ler, mas  tive lê-lo até o fim; afinal, eu gostava de tirar boa nota.



Não me lembro do enredo, não me lembro das personagens, não lembro quem foi a professora desgraçada  que passou esse livro, mas a repulsa ainda está no meu coração.

Sem mais.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A favorita

Hoje é dia do autor favorito. Fácil. Margaret Atwood.

Difícil é escolher o meu favorito dela. Bem, não que eu tenha lido todos os livros que a Margaret escreveu. É que os três que li são tão fantásticos, me tocaram tanto que  fico com a certeza  de que ela é a melhor, sabe? A MELHOR.

Lá em 2001, numa época em que  eu frequentava  o sebo mixuruca aqui de Nova Iguaçu, encontrei Olho de Gato e A Vida antes do Homem à venda por 2 reais cada. Comprei porque estava barato e as capas eram lindas. Acabei conhecendo a minha querida Lesje - minha melhor amiga ficcional. Conhecer Lesje em 2001, quando eu ainda era adolescente, me fez entender a mulher que eu sou hoje. Lesje antevia a adulta de mentira que eu seria.  Lesje é o meu consolo. Ainda nessa época, também conheci a Elaine e algo me diz que,daqui a alguns anos, entenderei perfeitamente tudo o que ela sentia.Porém, a mulher da Margaret que mais me comoveu, pela qual mais torci, pela qual ainda torço é a Offred. Eu lia a história dela e repetia o mantra " Espero que ela esteja bem. Só isso." Porque a sobrevivência de Offred é a sobrevivência de todas nós, eu acho.

Vocês estranharam o nome da Offred? Pois deveriam porque Offred não é nome. Tudo o que  eu queria era saber o nome dela. Acho que vocês também deveriam querer saber o nome dela. Todo mundo deveria ler cada linhazinha de O Conto da Aia.  Prometem que vão ler um dia?




Como resumos não são a minha praia, peguei  um emprestado deste site:

"A história de 'O Conto da Aia', da canadense Margaret Atwood, passa-se num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes – tudo foi queimado. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito à defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como 'liberdade'. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead. (...) 


As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado – há as esposas, as marthas, as salvadoras etc. À pobre Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Uma catástrofe nuclear tornou estéril grande parte das pessoas, de modo que as mulheres férteis agora são preciosidades. Transformadas em aias, elas são entregues a algum homem casado do alto escalão do exército e obrigadas a fazer sexo com eles até engravidar. Portanto, a cada mês, menstruar é fracassar. E quando elas engravidam, dão à luz e amamentam a criança por alguns meses, sendo que o bebê é propriedade do casal que as escravizou. Após o período de amamentação, elas são entregues a outro homem e passam pelo mesmo martírio novamente, agora com outro nome; Offred é "of Fred" - "de Fred", "pertencente ao homem chamado Fred". Ao longo da vida, uma aia pode ter vários donos e, portanto, vários nomes: Ofglen, Ofcharles, Ofwayne..

Continua aqui.


Agora, com a palavra, Offred:


" Estou em desgraça, o que é o oposto de graça. Deveria me sentir pior quanto a isso. Mas me sinto serena, em paz, impregnada de indiferença.Não permita que os bastardos reduzam você a cinzas. Repito isso pra mim mesma, mas não me transmite nada. Seria a mesma coisa que você dizer: Que não haja ar; ou: Não seja."

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Combo: lágrimas e risadas

Faltou tempo ontem, então hoje  serão dois livros em um post : o primeiro que me fez chorar e aquele que me faz rir.

***

Eu achava que não saberia dizer qual foi o primeiro livro que me fez chorar, mas aí eu fui na Bienal e esbarrei com o tal que me fez desidratar severamente durante dia e dias, lá nos finais dos anos 90. Conhecem o Pedro Bandeira? Conhecem a Isabel e o Fernando? Conhecem A Marca de um Lágrima?



Segundo uma pesquisa realizada por mim mesma, tendo como público as minhas amigas, dez em cada dez pessoas que hoje estão na faixa dos 20 leram ( choraram com) A Marca de uma Lágrima. Dez em cada dez (mais uma vez, considerando  as minhas entrevistadas) se apaixonaram pelo Fernando. Uma em cada dez, tinha certeza de que Isabel era ela. Isabel era eu, sabe. Que nem Madame Bovary era o Flaubert. Simples assim!

O enredo: Isabel é uma cdf que se acha feia e escreve coisas bonitas. Ela tem uma amiga gata, a Rosana. Ambas, Isabel e Rosana, se apaixonam pelo primo gato da Isabel, o Cristiano. Acreditando piamente que não tem a menor chance com o primo gato, Isabel escreve lindas dramáticas e açucaradas  cartas de amor para o Cristiano, para que a Rosana assine e entregue como se fossem dela. Tão reconhecendo essa história de algum lugar? É isso mesmo, vocês têm razão, Pedro Bandeira brinca de reinventar Cyrano de Bergerac.

Por que eu chorava?  Precisa explicar? Quem aos 13 anos não teve uma paixão não correspondida? Quem aos 13 anos não escrevia poemas de amor? Quem aos 13 anos não se acha feiosa? ( Eu sempre me lembro disso quando vejo minhas alunas chegarem na escola, às 7h da manhã,com 5 quilos de maquiagem na cara).

Meu exemplar também não mora mais na minha estante. Dei de presente pra minha afilhada quando ela tinha 13 anos. Nem preciso dizer o que aconteceu depois que ela leu, né?

P.S.: Eu não me  esqueci de falar do Fernando, não! É que pra conhecer ( e se apaixonar por ) Fernando tem que ler o livro. Ou ter 13 anos outra vez.

***

Vamos à segunda parte do combo: o livro que me faz rir.

Vale falar do livro que estou lendo? Comprei anteontem na Bienal, por uma pechincha ( esse já é um motivo pra eu dar risadas), e vim no ônibus me segurando pra não morrer de rir: A Palavra que Veio do Sul, da Lívia García- Roza.


Já tinha lido um livro e um conto da Lívia antes; ambos me deixaram encantada e risonha. Prometi que leria tudo da Lívia a partir de então, daí  não pude deixar de trazer pra casa o romance narrado por uma menina cuja mãe astróloga e arrasada por uma paixão virtual e o pai deslumbrado disputam sua guarda na justiça. Estão lá solidão, amor, insegurança, instabilidade, a dor de crescer. E também um personagem lindo, pelo qual já estou apaixonada, o seu Wanderley. Quando terminar de ler, eu falo mais do seu Wanderley e do livro.

" Quando ela acordar vou perguntar se foi Urano que cruzou a nossa casa.Uma vez tivemos que sair correndo porque ele ia passar. Seu Wanderley estava lá. Sempre vem se consultar.Nesse dia, tive que dizer: vem, seu Wanderley... Urano vai derrubar tudo! Parece que são trombadas e mais trombadas, as nuvens se embolam e saltam  sobre o arco- íris até as cores se apagarem  num ponto escuro do céu."


terça-feira, 6 de setembro de 2011

De criança

Quando eu era uma menininha de tranças com  laços vermelhos - amava minhas fitinhas vermelhas -, minha mãe era sócia do Círculo do Livro. Ainda existe o Círculo? Não sei. Só sei que bimestralmente chegava aqui em casa uma revista cheia de livros em suas páginas e eu surtava; passava tardes e tardes folheando a revista. Foi assim que me apaixonei por Saramago, mas essa é uma outra história. Então, voltando:  por conta da assinatura do Círculo, tive muitos livros em casa ao longo da infância e um deles foi O Ônibus do Tamanho do Mundo, do J.M. Simmel



O enredo? Não me lembro direito. Sei que  havia um ônibus, umas crianças, um carneiro chamado José, uma professora, um menino guloso chamado Martinho, um menino herói chamado Tomás ( fui muito apaixonada por Tomás. Meu modelo de homem, claro, ai, ai!) e uma avalanche. Sim, avalanche porque a aventura se passava na Áustria. A avalanche caía na estrada, impedia o ônibus de seguir viagem, a professora sofria um acidente e as crianças passavam a se cuidar sozinhas.  Havia muitas adversidades e neve também, porém eu só me lembro bem  mesmo de que  as crianças juntavam todos os seus lanches num grande cobertor e faziam um mutirão pra dividir a comida. Meu sonho era que um ônibus em que eu estivesse quebrasse, com várias crianças dentro obviamente, pra que eu pudesse comer sanduíche de salsicha igualzinho aos meus amigos do ônibus do tamanho do mundo. Também queria uma avalanche, mas tinha consciência de  que ,morando no Rio de Janeiro, esse seria um item mais complicado de conseguir. Mas era um grandíssimo sonho, viu?

Eu amava esse livro. Reli umas mil e quinhentas vezes. Se ele ainda estivesse na minha estante, estaria relendo agora. Pois é,não tenho mais O Ônibus do Tamanho do Mundo. No trote da faculdade, fizeram uma arrecadação de livros que seriam doados pra crianças; depositei meu exemplar na caixinha de coleta. Achei que o Tomás,  o Martinho, o carneiro José  e meus outros companheiros de ônibus  mereciam conhecer outras crianças. Espero que eles estejam bem!

Que delícia relembrar desse livro, gente!  Muitos suspiros...




segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Odiadinho

Antes de postar, comprei um escudo pra me proteger das pedradas e tomatadas que irei receber por conta do livro que escolhi pra o segundo dia do meme.  A tarefa é apresentar aquele de que não gosto.

Ei-lo:





Eu sei que é genial, eu sei que é  incrível, tive aulas sobre ele - aulas muito boas, por sinal-, mas Memórias Póstumas não me desce. É mais forte que eu. Sorry.

domingo, 4 de setembro de 2011

O mais querido

No meio do caminho, tinha um meme.
Tinha um meme no meio do caminho.
( Perdão, Drummond! Mas eu não resisti.)

***
 30 livros,30 dias;1 livo por dia. Pra começar, o favorito.

Acabei de comprar o da Suzana. Entrei num sebo e havia 3 exemplares de Memórias de Adriano bem na entrada. Chamo isso de destino.

A Travessa vai entregar aqui em casa o da Tina. Comprei porque não aguento mais de curiosidade. A editora de Pergunte ao Pó deveria contratar a Tina pra fazer promoção desse livro. Devia.

O da Rita  poderia ser o meu. A família Buendía mora em Macondo e no meu coração.

O da Borboleta também poderia estar aqui. Lóri sou eu; eu sou a Lóri e ponto final.

No entanto, preferi um que não me canso de reler. Passo por ele na estante e sorrio sempre. Quero que todo mundo leia, e aqueles pra quem emprestei amaram. Houve até moço com fama de durão que se derreteu. A Trégua, do Mario Benedetti, é um livro ao qual não dá pra ficar indiferente. Se alguém disser que leu e achou " ah, legal, mas...", aposto que essa pessoa tem um coração de granito. Só pode.





" Às vezes, penso que Avellaneda é como um molde que se instalou no meu peito e o está ampliando, deixando-o adequado para sentir mais a cada dia. O fato é que eu ignorava ter em mim essas reservas de ternura. E não me importa que esta seja uma palavra sem prestígio. Tenho ternura e me sinto orgulhoso de tê-la." 

Já falei dele aqui no blog. Dá uma olhadinha.


 




sábado, 3 de setembro de 2011

Dançando na madrugada



Dança aí também!

Tiete

Lembra desse post aqui?

Então, não só tirei foto com o André Leonno, mas também usei minhas imensas habilidades como cinegrafistas e registrei a voz e os movimentos do moço. André Leonno, nós te amamos! =)




O videozinho vem com bônus: som péssimo, imagem tremida, Jaqueline gargalhando apaixonada, Sueli berrando afinado e um único berro meu capaz de quebrar a tela do seu computador. Cuidado!

Cafonice? Nós praticamos lindamente! =p

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Post direcionado a alguém que não vai lê-lo

Digo que não espero, mas espero. São anos da mais inócua ansiedade. Todos os dias, todos mesmo, até naqueles em que você não estava, esperei ; esperei ser a mais amada. Eu esqueço  que só eu sei chamar as pessoas de "meu bem".

Estranho tanto as  faces do seu afeto: gente que, teoricamente, me ama menos vive a me dizer coisas tão boas sobre esse amor que me dedicam - amor que retribuo como posso, como dá - e você, que teoricamente me ama além, nada me diz. E o teu silêncio é pior que desamor; teu silêncio é o desamor ao quadrado.

Estranho também tudo o que você não sabe. Você não sabe nada de mim. Não sabe. E eu não entendo, porque sempre houve todos os dias para que você soubesse. E eu não entendo porque as pessoas deveriam saber tudo - ou quase- sobre aquilo que lhe pertencem. No seu lugar, eu saberia tudo, e o que não soubesse, imaginaria. Mas eu não sou você. Eu quis ser, mas não sou.

Teu silêncio não é meu. Teu desamor não é meu. Teu desamor não sou eu.


( Este não é um post de amor. Quer dizer, até é, mas não do jeito que pode parecer.)