sábado, 24 de setembro de 2011

No momento

Já citei no meme o último livro que li, A Palavra que veio do sul, da Lívia Garcia- Roza. Então vou falar do que eu estou lendo no momento, aquele que está aqui do meu ladinho e que não consigo largar nem na hora de tomar banho: A menina que brincava com fogo, do Stieg Larssom, série Millenium.


Bem, meus sentimentos com relação à tão aclamada, querida, idolatrada, salve série sueca são controversos. Comprei Os Homens que não as mulheres porque li críticas empolgadas e porque acho o título muito bom. comecei a ler cheia da expectativa absorvida dos comentários animados que encontrei. Talvez tanta expectativa tenha interferido no meu julgamento do livro. Achei Os Homens legal e só. As personagens são  interessantes, gostei da Erika Berger,  apreciei o modo como cada personagem é apresentado cuidadosamente - todo mundo tem um passado bem delineado-, no entanto não me empolguei pela figura que galera mais ama, a Lisbeth Salander.  A Lisbeth é uma mulher do tipo ame ou odeie: hacker, violenta, antissocial e também justa, determinada e corajosa. Eu fiquei justamente no limite do ame ou odeie. Passei todo o tempo tentando entender direitinho a história dela pra ver se as situações pelas quais ela passa se justificam. O primeiro livro da série não me fez gostar da Lisbeth e tem um enredo fraco. O mistério é meio bobo, e  parece que o autor encheu bastante linguiça pra alcançar o número de páginas exigidas pelo editor; as páginas finais não precisavam ter existido, eu acho.

Certo. Se eu não gostei tanto do primeiro por que é que fui comprar o segundo? Porque bateu uma leve impressão de que Lisbeth seria mais explorada no segundo livro. Assim, por mais que você ache que o negócio tá todo mal- amarrado, a curiosidade pra saber mais sobre a Lisbeth te vence. Fui vencida, comprei uma edição econômica nas Lojas Americanas e cá estou às voltas com segundo volume.A menina que brincava com fogo é bem melhor. Estou quase no final e queria ter as habilidades de leitura e memória da Salander pra dar cabo logo do livro. Tudo o que parece vago no primeiro livro vai tomando forma no segundo, e já não dá pra ficar em cima do muro no que diz respeito à Lisbeth. Eu já me decidi.

Continuo achando que o autor é um enrolão ( era, porque ele morreu em 2004, aos 50 anos. Cara, muito jovem, muito cedo!), a sensação de que se está lendo um roteirão de cinema permanece, porém , agora, o enredo é mais interessante. O cara tinha talento pra criar empatia entre leitor e personagens; a gente fica realmente triste quando descobre quem são as vítimas dos assassinatos. E não há como não sentir um aperto no peito à medida que  Lisbeth vai se tornando vítima de uma verdadeira crucificação  e também à medida que o passado dela  vai se revelando.

Tô gostando pra caramba desse segundo livro. Vamos ver como será o terceiro...

5 comentários:

Tina Lopes disse...

Preciso me inteirar dessa série porque virou um filme que parece bacana, né? fiquei com vontade de ler.

Luciana Nepomuceno disse...

Não achei nenhum deles excepcional, mas considero a série bem empolgante e me prendeu. Li os 3 livros em quatro dias, mais ou menos.

Palavras Vagabundas disse...

JU, sou do time que ama a Lisbeth!
A Lu ganhou de mim, precisei de uma semana para dar cabo dos três,rs
bjs
Jussara
PS: O Mario Vargas Lhosa escreveu um texto bem interessante sobre essa série.

Felipe Fagundes disse...

Poxa, logo o 1º da série deveria ser mais ou menos? Fico com o pé trás de começar uma série assim. Pelo menos a série tem um fim e não vai continuar já que o autor morreu porque ninguém merece ficar preso numa série sem previsão de término :-/

Mas essa hacker aí me interessou. Talvez eu leia.

José María Souza Costa disse...

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Primeiro, eu vim ler o seu blogue.
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