domingo, 2 de outubro de 2011

Sou eu, sou , sou eu

Amostra sem valor

Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém. 
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível: 
com ele se entretém 
e se julga intangível. 

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu, 
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito, 
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu, 
não pesa num total que tende para infinito. 

Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida 
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo, 
nesta insignificância, gratuita e desvalida, 
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.




Taí um poema que justifica todos os blogs diarinhos do mundo. 

2 comentários:

My life disse...

Amei! Quero mais, hoje li pela primeira vez poema desse poeta, tem mais poemas para postar?

bom dia Juliana

Juliana disse...

my life, clique no nome do autor na postagem que vc será direcionada pra uma página do autor.