Amostra sem valor
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosas da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.
Taí um poema que justifica todos os blogs diarinhos do mundo.
2 comentários:
Amei! Quero mais, hoje li pela primeira vez poema desse poeta, tem mais poemas para postar?
bom dia Juliana
my life, clique no nome do autor na postagem que vc será direcionada pra uma página do autor.
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