segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

bye, bye

É tédio? Não.


É banzo? Não.



É dor de barriga? Não, não!


É TPM? Nãoooo!


É tristeza porque janeiro tá  acabando  e  medinho do  ano inteiro que está por vir.

Não é síndrome nem doença, mas dá um apertãozinho no goela mesmo assim.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Filosofia baratinha, baratinha

Todo mundo tem nojo de alguma coisa nessa vida. Eu tenho nojo de palito de fósforo. Sim, você leu certo! Palito de Fósforo! Nem adianta tentar me convencer de que catarro,sim, é algo nojento, que palitos de fósforo são coisas limpinhas e inofensivas, porque já tentaram e não conseguiram. Quer dizer, uma excelente psicóloga que tive conseguiu a proeza de me fazer segurar um palito por mais de 30 minutos sem  querer lavar a mão urgentemente e hoje em dia consigo comer perto de uma caixa de fósforo sem sentir ânsia de vômito. Palmas pra mim!

Bem, mas por que tô contando essa minha pequena sandice aqui pra vocês? É que durante muito tempo  uma das piores coisas que poderia me acontecer era encontrar um palito de fósforo no meio da comida. Sério! Era o meu pior pesadelo! Só de pensar nessa possibilidade, meu estômago revirava. ( O cérebro humano é algo mesmo incrível,né?) Claro que eu sempre repetia o mantra: " Relaxa, Juliana, as pessoas não  usam palitos de fósforo como tempero pra comida". De tanto repetir, deve ter dado certo!

Mas eis que num desses meus dias de passeios felizes, eu tava lá com o meu amigo , explicando por que eu tava dando chilique, por que estava com raiva, por que  tava todo mundo meio maluco, quando percebo em meio à porção de batatas fritas um elemento estranho.  Paro um segundo, olho pro meu amigo e digo:

" O que é aquilo ali ?"

Meu amigo muda expressão na hora, abre um sorriso e diz: 

" É isso mesmo o que vc tá pensando!"

Pois é, minha gente, uma das coisas que mais temi na vida aconteceu:  no meio das deliciosas batatinhas fritas, havia um palito de fósforo.

Eu não sabia que há gente que usa palito de fósforo pra medir a temperatura do óleo para frituras. Na minha casa, obviamente, ninguém jamais ousou fazer uma coisinha assim. Pois é, o cozinheiro do bar vacilou e o palito da fritura veio parar no meu prato.

Moral da história:  não adianta ficar tomando conta de todos os palitos de fósforo do mundo. Um dia, um deles vai aparecer no seu prato e a pior coisa que pode acontecer é você ter vontade de matar o cozinheiro.

A gente sobrevive  até  aos palitos de fósforos da vida!


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Relatório

Cidades: Rio das Ostras, Búzios, Rio de Janeiro, Curitiba, Balneário Camboriú, Florianópolis, Mangaratiba,São Paulo, Vinhedo.


Pessoas: Rennan, Sussu, Fabrício, Lia, Bruno, Vivi, Gis, Sil, Jorge,  Annie, Débinha, Cíntia, Aline, Nino, Almerinda, Nei, Bárbara, meus parentes, André, ox paulistax mais queridox de novo.


Alterações físicas: um bronzeado caramelo provocante que parece não querer desbotar, cabelos precisando urgentemente de toda queratina do mundo, algumas rugas de tanto franzir os olhos, bochechas doendo de tanto rir, dedinhos do pé doloridos, sono muuuito sono, sorrisos muitos.

Saldo: praias lindas mesmo em dias foscos, os céus do Sul, o Jardim Botânico de Curitiba, pão de batata da D. Almerinda,  Arpoador visto pelos olhos da Lia, Leblon visto pelos olhos da Gis, sotaque do Rio na voz do Bruno, ficar de cabeça pra baixo, queeeeda liiiivre, voar, yakisoba e gritos compartilhados.


Adendo: mas o melhor de tudo são as pessoas, porque eu gosto é de gente.

Gente que  escancara  a  porta de casa, cede a cama, te carrega pra cima e pra baixo pela cidade. Gente que  faz macarrão na panela de pressão e transforma qualquer jantar em banquete, que  dirige debaixo de um temporal enquanto você morre de medo, que tem "nojinho e medinho".

Gente que  vem te pegar na porta de casa, que te leva à praia, que insiste que Florianópolis é logo ali. Gente com quem você deita no chão da sala e filosofa barato, com quem você inventa histórias só pra passar o tempo, que é confortável e familiar mesmo quando age estranhamente.

Gente que ama praia, que te obriga a andar  do Leme ao Pontal, que imita o sotaque que você jura que não tem. Gente que dorme no chão sem reclamar, que canta em ônibus, que  tira foto em frente ao Copacabana Palace, que te leva pra comer pizza ruim, que  te faz achar que o Ibirapuera fica na China, que te  coloca no ônibus errado, que te faz rir sem parar.

Gente que te garante que não há nada de errado em desejar ardentemente virar de cabeça pra baixo em parques de diversão, que pisa no teu pé mil vezes em dois dias, que  divide hashis e toalhas, que canta enquanto os raios e a chuva caem lá fora.



Conclusão Final:  Janeiro tem sido um mês feliz!

Pra voltar a ser criança



Basta pegar um ônibus( no meu caso, um avião também) rumo ao " País mais divertido do muuuundo!",

receber um carimbinho incrível no pulso

se deixar levar por um carrinho que faz giros no ar - de frente e de costas. Loooooooping!
Serve também se pendurar numa cordinha e  voar sobre lagos e deslizar pelo céu

e... cair  do alto de 17 metros, sem medo de ser feliz. 
Frio na barriga? Isso é para os fracos!


Ah, vá! Não me censure! Eu vivo dizendo que sou adulta de mentirinha! =p

Vibe do dia

Quem me diz, quem me conta
Quem me aponta o rumo a seguir?
Quem senão o meu corpo, meu pensamento, meu coração
Quem vai ver por meus olhos,
Ser o meu corpo, minha paixão?
Quem vai dar o meu sangue,
Quem vai sentir por mim minha dor?
Hoje eu já sei
Tomorrow is another day
Quem dirá que são loucos de medo e temores dentro de mim
Quem dirá que são luzes todas as sombras que só eu vi
Quem existe e resiste e ainda insiste em ser como é
Quem no mundo dos tristes dá e recebe amor sem pedir

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Senta que lá vem ....

... romantiquice!

Não tenho nada de útil pra dizer, então vou  fazer de conta que o Fina Flor é igualzinho ao diário que eu tinha aos 14 anos e escrever nele  versos  de musiquinhas de amor.

Diabéticos e não românticos de plantão, essa é a hora de dizer adeus!


"(...)
Na pele braile prá ler
Na superfície de mim
Milímetros de prazer
Quilômetros de paixão...
Vem pr'esse mundo
Deus quer nascer
Há algo invisível e encantado
Entre eu e você...
"
( Alma e matéria - Arnaldo Antunes)
*********
"(...)
E eu num galho do sol
Que nem passarinho
Que nem passarinho
Desvanecida de amor
Cor de carmim"
( Zé - Vanessa da Mata)
***********
" (...)
Se entornaste a nossa sorte pelo chão
Se na bagunça do teu coração
Meu sangue errou de veia e se perdeu
(...)
Não, acho que estás te fazendo de tonta
Te dei meus olhos pra tomares conta
Agora conta como hei de partir."
( Eu te amo - Chico Buarque)
*******
"Ah, se eu soubesse aonde se esconde
Quem nunca aparece
Tá sempre tão longe
Hoje eu li no céu o teu nome
Eu quero tudo dessa madrugada
Deixa a luz acesa
Pra tua chegada
Há um carrosel de todas as cores
Nada me espanta
Sou quase feliz
Eu sempre pergunto
Você nunca diz
Se é assim o amor
Sempre por um triz"
( O fundo do coração - Paralamas do Sucesso)
*********

"(...)
Há no seu olhar
Algo que me ilude
Como o cintilar
Da bola de gude
Parece conter
As nuvens do céu
As ondas brancas do mar
Astro em miniatura
Micro-estrutura estelar"
( Seu olhar - Gilberto Gil)






"E agora queira dar licença, que eu já vou"

E pra não dizer que não falei dela, eis a D. Maria Rita:




Ô, Dayana, essa é pra você e pra minha xará favorita!

" Meu príncipeeee, meu hóspedeeeee, meu marido"

Desde terça -feira,  não paro de ouvir essa daqui:



Ô, Vanessa, como é que tu faz pra escrever coisas bonitas assim? Como é que pode  a pessoa ter aquela cara linda, ter essa voz doce e ainda  fazer versos que fazem a gente chorar?

Alguém me explica!










quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Bones

Estou na dúvida aqui: não sei se falo do livro da Inês Pedrosa que comecei a ler ou conto como foi que me tornei  um enorme osso para cachorro morder.  Não, não vou falar mais de livros que não terminei de ler ainda. Falemos de ossos, então!

Quem já me viu de perto jamais imaginaria que eu poderia algum dia na vida desempenhar a função de osso para cachorro, porque, afinal, meu esqueleto está longe de ser a parte mais visível do meu corpo. No entanto, Spock parece não se importar muito com  a camada de gordura que recobre a minha perna. O grande prazer da vida dele é fincar seus dentinhos no meu tornozelo, lamber  os dedinhos do meu pé e me cheirar. Começo a desconfiar de que  minha perna tem alguma semelhança com  um pernil . Será? Será , meu Deus, que eu exalo o doce perfume de leitãozinho assado? Serááááá?

Até 3 de janeiro,  minha casa contabilizava 3 moradores. Fui  viajar e voltei com essa certeza em mente, mas eis que  ao botar os pés em casa me deparo com uma novidade:  coloco as malas no corredor, tiro os meus sapatos e ... ops! Que focinho é aquele que está aparecendo por debaixo da porta do banheiro? Pois é, eu tinha me esquecido de que Spock um dia teria de largar o aconchego do lar dos seus pais e viria morar no meu banheiro. Sim, Spock acha que aquele cantinho debaixo do armarinho do banheiro é a casa dele. Daí se você fecha a porta pra tomar banho em paz, tem de aturar um choramingo agudo que parece que vai furar os tímpanos.


Certo, vocês ,que tão aí acompanhando com extremo interesse esse meu relato, devem estar se perguntando por que diabos  não colocamos esse cachorrinho para morar no quintal. Ok, darei a vocês a mesma justificativa que a minha vó me deu: é que , no quintal,  Spock corre o risco de ser comido ( sim, COMIDO, DEVORADO, MASTIGADO) pelos gatos da vizinhança que pulam o muro de casa. Puxa, depois dessa, até vocês tão  com medo desses gatos canibais,né? Se não estão, deveriam! Eu não saio mais no quintal à noite,não! 

Ahhh, outra coisa, vocês  também tão aí se perguntando por que diabos um lindo filhotinho  foi batizado de Spock? Não c-r-e-i-o, pessoas sem cultura pop! Não, eu não entendo como é que tanta gente  me pergunta de onde minha mãe tirou esse nomezinho fofo pro nosso bichinho. Não entendo como é que uma pessoa não usa " vida longa e próspera " como um modo simpático de cumprimentar amigos! NÃO ENTENDO! =p

Bem, Spock  não foi a nossa primeira alternativa. Minha mãe cismou que  o cachorro deveria se chamar Sr. Fredericksen. Isso mesmo! " Senhor" seria parte do nome e não seria permitido  usar apelidinhos, mas um raio de sensatez caiu na cabeça da minha sensata mãe e ela percebeu que   até o cachorro teria dificuldades pra atender a um nome desses. Daí surgiu uma lista gigante de nomes ( todos ligados à cultura pop, diga-se de passagem, porque  aqui em casa somos muito eruditas,né? Cês acreditam que minha mãe vetou  " Chandler", alegando que  não queria que o cahorro fosse bobo que nem o Chandler verdadeiro. Absurdo que minha própria mãe não veja a menor graça em Friends!) e Spock acabou vencendo. Ahhh, claro que nosso novo morador precisava de um sobrenome, então eu recorri a um outro ícone da cultura pop  pelo qual meu coração acelera desarvoradamente e  Spock passou  a ser  oficialmente Spock Mulder. ( Para sua segurança, é melhor nem ousar  perguntar quem é Mulder, por favor, hein?).

( E com vocês o Sr. Spock Mulder. Apenas Spock para os íntimos. Ou " Cachorro Perturbado e Babão" para os íntimos que não acham tão divertido receber mordidinhas e lambidinhas o dia todo.)

Mas sabe o que dói no coração?  Depois de tanta pesquisa pra encontrar o nome perfeito, Spock é constantemente chamado de Spike, Strong, Estronda, Pipoca ( minha vó adotou esse último) e o danado do cachorrinho atende a qualquer um desses nomes e corre com o rabinho empinado em direção  à canela de quem o chamou.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

" Um amor que empinou em lírica"

Adoro sair por aí contando meus sonhos. Pesadelos bizarros, psicodélicos, enlouquecidos sempre  aparecem na minha cabeça,enquanto durmo e quase nunca os esqueço.

Mas acontece de, às vezes, eu sonhar bonito e não é que andaram aproveitando um dos meus sonhos poéticos pra fazer poesia de verdade.

Eu leio um blog fofo  faz teeempo, mas acho que nunca comentei. Daí que um belo dia a Juju apareceu por aqui, não sei bem como e  já chegou se apropriando do meu sonhos sobre rabiolas e poemas e  escrevendo esse conto bonito:

UM AMOR QUE EMPINOU EM LÍRICA


 (...)"


Agora vão lá no blog da minha xará e leiam o conto todinho, vão!

domingo, 16 de janeiro de 2011

No para-choque do meu caminhão

Peço licença à Luciana para " furtar" descaradamente  o título de uma sessão do blog dela e pendurar frasezinhas no para-choque do meu caminhãozinho imaginário.



""O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem."


(G.R.)


Acho que esse G.R. aí é o Rosa. Não tenho certeza absoluta  porque esse trechinho foi roubado do perfil de um amigo que é o mestre das citações perfeitas.

***

"E me vi reinventando sentidos e significados. Afinal: trabalho sem paixão é obrigação; amor sem paixão é costume; família sem paixão é tolerância; estudo sem paixão é repetição; saúde sem paixão é sobrevivência; por fim, ano novo sem paixão é nostalgia de ano velho."

Foi a Sil quem escreveu e eu assino embaixo. Alíás, eu endosso sempre  tudo, tudo  que a Silvaneca diz.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Breviário

Sou completamente apaixonada pelo blog mais bonito do mundo.  Breviário das Horas, esse é o nome do blog que já me fez chorar no meio de madrugadas insones.

Às vezes, penso em escrever coisas lindas em posts perfeitos aqui no Fina Flor, mas é só olhar o Breviário para descobrir que Suzana disse tudo o que eu queria muito antes e de um modo absurdamente lindo.

Estava agora há pouco no chuveiro, pensando, pensando, pensando. Cansei de cantar  no chuveiro; ultimamente, meus banhos servem para matutar historias de amores impossíveis, e-mails que nunca vou enviar, posts que nunca vou escrever. Pois bem,  estava lá no chuveiro, tecendo considerações acerca da vida, dos afetos,da virtualidade e acabei por me dar conta de que tudo o que eu  pretendia ajeitar na cabeça, já tinha sido resumido em  três linhas pela Suzana:

"É impressionante como o mundo de Suzana é tão mais rico, mais interessante, mais prazeroso do que o mundo da outra.


E, acredito, aí é que mora o perigo."



P.S.: Não entendeu nadica de nada desse post?  Beleza ! Ignore o que escrevi e vá AGORA  ler todos os posts do Breviário das Horas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

janeiro, 01

E  2011 já tem os seus quinze dias...

E eu quase que ainda não me dei conta de que um ano novo começou. Desde 26 de dezembro, estive brincando de viajante e , contrariando meus paradigmas habituais, andei passeando por aí,  com um mínimo de planejamento e nenhuma pré-disposição para  tornar as coisas difíceis.

Quando a gente se arrisca a sair um tantinho de casa, parece que tudo muda: o tempo , os gestos se abrandam ou se alargam, a fala ganha uma notinha suave de outros sotaques, há até intestinos que ficam alterados . Andei de ônibus, carro e avião por alguns lugarezinhos; fui turista no Rio de Janeiro. Viagens rotineiras para alguns,mas,para mim, viagens para além da minha terra, para além de mim.

E eu que levei tanto tempo pra aprender que desejar é mais que direito - é dever - me dei de presente o mar fluminense, fui presenteada pelo azul mais lindo dos céus do Sul, me deixei embarcar nos sonhos alheios,  me permiti aprender por mim mesma que mesmo o que não é prazeroso pode ser bom, porque não  há nada melhor  do que  fazer as próprias escolhas e arcar com as delícias e os  dissabores que advêm delas.

Dezembro demorou pra chegar e só está terminando hoje por aqui.

Seja bem-vindo, Janeiro de 2011.  


Em 2010,  descobri que não  ter os pés no chão pode ser muito  bom.

Em 2011, quero transformar  os sonhos e paixões que povoam essa minha cabeça de nuvem em possibilidades. Quero aprender a sonhar como gente grande - como deve ser; como eu mereço que seja.

Feliz Ano Novo,meu povo!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Presentes

Claro que eu adoro ganhar presentes,mas não sou boa em oferecê-los. Não tenho o gosto certo e me dá uma preguiiiça de pensar no que agrada, no que encanta. Nesse Natal, algumas pessoas ganharam envelopezinhos com dinheiro pra completar as economias, Paulo Victor se deu por contente com um lego e só. 

Mas tenho a sorte de ter por perto gente que gosta de presentear. Daí eu fico besta,besta com os presentes que chegam até mim.

Lia me deixou assim boba, boba, quando sacou de sua bolsinha mágica de viagem ( tuuudo ficava guardado naquela bolsinha da Lia) mais uma temporada de Friends. Não precisava, eu disse pra ela, mas recebi de bom grado, feliz, feliz. 

Agora, o Correio bateu em casa e uma caixinha e uma cartinha do Papai Noel chegaram aqui . Sabiam Papai Noel lê este blog - ou pelo menos, uma pessoa com quem ele mantém contato lê atentamente o Fina Flor? Acabei de receber todos os livros da Inês Pedrosa. Lembram que eu escrevi uma cartinha pro Bom Velhinho?

Tô chegando  à conclusão de que anunciar minhas paixões e desejos nesse blog pode ser muito eficiente.

Ó, se esbarrarem com o Papai Noel, com o Coelhinho da Páscoa, com a Fada do Dente, whatever, digam a eles que uma Ferrari, um metabolismo mais acelerado, um príncipe encantado, uma volta ao mundo em 365 dias muito me apetecem.

***

Agora, vou ali terminar de jogar as roupas que me sobraram numa mala qualquer e correr pra o atual quartel general das #bandidas!

domingo, 2 de janeiro de 2011

E veio 2011!

Se for verdade aquela teoria de que aquilo  que você faz nos primeiros minutos do ano se repete o ano todo, meu céu cheio de estrelas coloridas já está garantido.

Pra falar a verdade, quero fazer a minha própria versão dessa teoria, assim aquilo que fiz  na última semana de dezembro e nos primeiros dias de janeiro irá se repetir sempre e eu serei bronzeada, sorridente e feliz  em 2011. Além de sorriso colgate e uma cor linda, estarei muito bem-acompanhada também, como sempre, graças a Deus.

De 26 a 30, estive em lugares lindos. Brinquei de ser sereia de mares tranqüilos, ainda que o sol não tenha aparecido quase sempre.Enfrentei um temporal numa estrada no meio do nada.Achei que estava num daqueles jogos de corrida de videogame numa estrada escura, mal iluminada,que nos leva até um pedaço do paraíso. Tomei rasteiras deliciosas do mar, quebrei todas as unhas no boliche,  cólicas dolorosas me fizeram chorar, mas sobrevivi. O coração andou apertado porque  ninguém estava agindo do modo habitual; se nervos tensos e caras emburradas não fazem o menor sentido pra mim e viro uma panela de pressão. E depois que a panela de pressão estoura,vem o alívio e as peças se encaixam ; tudo se encaixa.  Ah, como é bom estar bem –acompanhada nessa vida.

De 31 a 02, brinquei de guia turístico. Se a primeira leitora desse blog deseja ver o céu de Copabana no Réveillon, a  gente tem de  dar um jeito de ajudar a   tornar um sonho lindo desses possível. Afinal, o céu de Copa no Réveillon compensa um ano inteiro de chateações e enche o coração de esperança, animação e sabe mais lá do quê. Querem saber? Só quem  já viu  esse céu sabe o que é aquilo que se espalha pelo corpo e depois se acumula no coração durante os quinze minutos mais incríveis do mundo. É um troço que fica na gente e faz com que se queira devorar o mundo.

Lia veio pro Rio e  trouxe  de lambugem uns paulistas adoráveis,  só pra que eu confirmasse a minha teoria de que as pessoas de São Paulo são assim...ah, boas de mais de  se ter por perto. Só pela minha primeira leitora é que acordo cedíssimo,  ando do Leblon ao Arpoador, durmo num chão duro, hum.. .deixe-me pensar mais o que esses paulistas me obrigaram a fazer:  fui ao Cristo no dia mais lotado,  tirei foto em frente ao Copacabana Palace ( ô, mico!=p) , acordei cedo mais do que deveria... eu já falei que acordei cedo e dormi pouco? Então, fiz isso muito e passei horas infinitas na praia. Acreditem, tentei convencê-los a conhecer o CCBB, a Casa França- Brasil, o Jardim Botânico, o Maracanã, mas esses paulistas quando veem o mar surtam. Chegou uma hora em que achei que Lia iria construir uma casinha  na pedra do Arpoador e nunca mais iria embora. Ah, e eu bem queria que ela não fosse, que ficasse aqui para sempre – ela e seus amigos que já promovi ao posto de meus amigos. Já tenho ciúmes deles ,viu, Lia?

Tem a Gis ou  a mulher da necessaire de oncinha,  do vestido –casulo, da mala vermelha que quero pra mim, da tatuagem indecifrável, do riso fácil, do  “r” mais paulista que ouvi. Gis, a mulher que também não tem pena de  rasgar papel de presente, que quase perdeu o biquíni pro mar de Copa, que  tem gatos que são filhos ( ou seriam filhos que são gatos?), que confunde pessoas com travesseiros, que transborda atitude e que me fez rir, rir e rir.

Tem a Vivi, a moça de quase 25 que mal parece ter 18; aquela ficou deitada na areia e me deixou espantada com tanta brancura, me deixou espantada com tanta doçura. Vivi fala pouco, pouco, prefere sorrir ,  fazer afagos e se encher de protetor solar, ainda que o sol nem tenha dado as caras. Espero que ela tenha me perdoado por eu ter cobiçado o moço dos sonhos dela, mas é que fica difícil não suspirar por um moço tão perfeito. ( Bandidas,  a Lia conhece um Rick de verdade e nem contou pra gente, sabiam?)

E tem o Bruno, o moço de 22 que mal parece ter 17; aquele que quis aprender a ser carioca. “Moço eXperto,siniXtro, manÊro pra caraaaca, né?” Aquele que achou que poderia me transformar em bife à milanesa, que queria jogar bola nas areias cariocas, que faz pose de galã nas fotos, que sorri sem parar e  que me fez ter a impressão que o Rennan  tinha vindo pra Copa também.

E tem a Lia,né, que eu  resumo assim, ó:  doce feito algodão doce; pessoa que me faz ter a certeza de que " gente de internet" pode ser maravilhosa,sim!

***

Bem, eu deveria estar arrumando a mala pra  me juntar a três bandidas, mas preferi ver a temporada de Friends que Lia trouxe pra mim. Vou aparecer na casa da Annie com as unhas detonadas, o cabelo mais parecendo palha,  com  as roupas inadequadas, com uma bolsa faltando um monte de coisas, eu sei. Durante os últimos dias, não houve tempo pra planos, organizações, nada disso, mas levo pro Sul uma alma leve, um coração aquecido, um mundo de disposição e um bronzeado que fez os paulistas quererem  furar o meu olho.

Em algum dia desse janeiro, eu reapareço,tá?