sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Doce Amy

Não sou fã da Amy Winehouse - e provavelmente não vou ser. Conheço somente os seus sucessos, não chorei quando ela morreu.  Daí hoje eu tava aqui arrumando a estante e esbarrei num dvd dela. Comprei pra um amigo, mas ele já tinha, então fiquei com o dvd pra mim. Estava lacradinho desde novembro e eu nunca me interessei por assistir. Acabei de ver na wikipédia que ela não gravou nenhum outro dvd.

Em geral, quando pego dvds de filmes e artistas, gosto de ver os extras antes. Extras, em certos casos, são mais legais que o conteúdo principal. No caso do dvd da Amy, os extras me mostraram algo que eu nunca pude supor a respeito da Amy: ela era um doce. Eu nunca a tinha ouvido falar, não fazia ideia de como era a aparência dela sem aquela maquiagem. Tão linda e tão doce. Ela vai contando da sua relação vital e despretensiosa com a música, ela vai movendo aquele olhos lindos, ela fala que o mais importante é que o cabelo esteja lindo e você se apaixona. Fiquei aqui sacudindo a cabeça e concordando: eu também acho que quanto mais bonito o cabelo, mais fácil fica a vida. A gente acha que fica  mais fácil.

Assisti ao documentário sem piscar e com o coração na mão.  Foi duro assistir sabendo que toda aquela doçura foi soterrada pela morte. E não me aguentei e chorei quando ela e o pai contam a história de Rehab. Não sei o que se diz do pai de Amy; no dvd, ela diz que é muito próxima a ele. Foi o pai que disse que ela não  precisava ir pra clínica de reabilitação quando a gravadora e os empresários começaram a pressioná-la. A gente pode pensar que esse cara é doido, mas quantos e quantos são os pais que se negam a  ver as verdadeiras dificuldades  dos filhos. Negam porque deve doer muito, imagino e divago. Deve ter sido muito duro pra familia dela perdê-la.

Depois do documentário, vi algumas das apresentações. Tudo maravilhoso, mas nenhuma é tão maravilhosa  quanto essa versão da minha favorita dos Beatles:




7 comentários:

amanda. disse...

as pessoas geralmente confundem quando começa a tocar amy e eu digo "nao curto". so faltam me expulsar a ponta pés do lugar.
calma. eu disse que não curto, não me agrada, não é meu tipo de música. mas reconheço o talento da amy. se eu gostasse do tipo de musica que ela canta, ela seria uma deusa, etc.

eu admiro, e tudo mais. também fiquei triste quando ela morreu. fiquei triste mesmo. sempre via as noticias das coisas loucas que ela fazia e sentia pena, porque ela era visivelmente perturbada e precisava de ajuda.

lembro de uma historia dela, sempre que falam. eu tenho uma virtual pal, que é "jornalista musical" na europa e viveu um bom tempo em londres (vamos chama-la de "thani". dai uma amiga da thani, do brasil, foi visita-la em londres e essa menina era ALOKA OBCECADA pela amy. thani fez o que todo mundo faria: levou a amiga pra porta da casa da amy, que todo mundo sabia onde era, e vivia cheia de fotografos. a amy volta e meia aparecia na porta, pra levar o lixo pra fora ou pra dar um tchauzinho enquanto fumava um cigarro. e então a thani se apresentou e disse que a amiga veio do brasil so pra conhecê-la. sabe o que a amu fez? convidou-a pra jantar. SIM ISSO MESMO.
no dia seguinte, tavam as duas lá, entraram, sentaram-se junto com amy e seu pai (foi naquela epoca que o pai da amy andava com ela pra cima e pra baixo, cuidando da filha) e a thani se derreteu em elogios de como a amy era simpatica, calma, conversadeira e atenciosa.

sentei inveja por causa da experiencia. muita inveja.

Juliana disse...

eu tb não gosto das músicas. sou indiferente. Ela era diva, mas a mim não emociona.

que fofa essa história, amanda! eu consigo visualizar a situação.


o que é " virtual pal"? =)

Pan disse...

Eu gostava dela. Não fã de ter todos os cd's, mas adorava o estilo, as músicas e ela. E fiquei triste quando ela morreu porque tinha aquela esperança de que ela saísse dessa, era jovem e tal. Na verdade não acreditei de início, até que confirmaram em todos os sites e canais da TV. Ela era aquilo ali, sem mascaras.
E eu adorei a história da Amanda também, é tipo uma coisa surreal, você tá ali normal, e no outro dia jantando com Amy Winehouse. Senti inveja também. Beijo!

Cristiano disse...

Tem um video na net dela mocinha, cantando para um taxista no banco de traz.

Ela falando que seria uma grande estrela...

Gostava dela...

amanda. disse...

ju, "virtual pal" é tipo uma amiguinha de correspondencia. só que virtual. lembra do clubinho das cartas em que a gente ficava trocando cartas e tal? eu a thani trocavamos emails, mas mal nos falavamos via redes sociais (se bem que, quando nos conhecemos, só tinhamos blog e fotolog hahahaha).

caso.me.esquecam disse...

meu deus. que voz do caralho!

Juliana disse...

que voz, né?! que voz!