quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Me and Miss Jones

Oficialmente, estou lendo  A Peste, do Camus. Cês leram? Gostaram? Eu tô gostando muito, especialmente agora que parei de ficar comparando o livro com Ensaio sobre a Cegueira. É que há muitas semelhanças entre os  dois enredos - muitas mesmo. Suponho que Saramago, o rei da intertextualidade, tenha revisitado a obra do Camus, e o fez de um modo  bem interessante. Gosto mais de Ensaio, mas A Peste tem seus momentos de tirar o fôlego, especialmente o início.

Bem, mas um livro chamado A Peste não é exatamente uma leitura levinha, de férias na beira da piscina. Além do mais, ando tão estressada com as burocracias da vida que a desgraceira do livro tava demolindo o meu astral. Porque, gente, vou  te contar, depois da Saraiva e dos Correios, agora é o Bradesco e o sistema do meu emprego que tão cansando a minha pouca beleza. Só não comecei  a chorar ainda porque a raiva é tanta que as lágrimas até secaram. Dai que eu decidi recorrer a uma velha amiga que sempre garantiu boas gargalhadas.  Passei o dia de ontem com a minha querida Bridget Jones e seu segundo livro.



Não tenho vergonha de dizer: eu amo a Bridget. Podem tacar tomates em mim; não me importo.Tem como não amar uma  doida varrida que ferra com tudo que faz, que tem  Daniel Cleaver e Mark Darcy aos seus pés, que  acha que Colin Firth é mesmo o Mr.Darcy? Aliás, a franquia Bridget Jones, tanto os livros quanto os filmes, tem tanto Colin Firth que até dá um nó na minha cabeça. O cara é entrevistado no livro, povoa o imaginário da Bridget o tempo todo, depois interpreta o galã da Bridget, galã esse que tem o mesmo nome que aquele personagem da Jane Austen interpretado na televisão pelo Colin. Confuso? Eu também acho. Mas o que importa é que  a Bridget ama o Colin Firth e o Mark  Darcy, e eu também amo muito os dois.

Muito amor!


Ok, vocês devem estar pensando:" poxa, por que a Juliana tá falando de Bridget Jones? Estamos em 1997?" É que eu sou fora de moda mesmo. Tudo que eu adoro está lá na década de 90. Eu passo tardes e tardes assistindo Friends e Arquivo X, meu povo! Os anos 90 não terminaram pra mim. Dai que dar gargalhadas com  a Bridget  é a consequência natural desse meu gosto datado.Mas vamos parar de digressões e tentar alguma objetividade: o segundo livro da Bridget é um tantinho menos engraçado que o primeiro. Dizem que o segundo filme é bem inferior ao primeiro. O segundo livro peca um pouco por ser mais do mesmo, sabe. Até agora não entendo como ela e o Mark conseguiram melecar o " felizes para sempre " deles, e confesso que me cansei um pouco das sandices da mãe da Bridget. De qualquer modo,  Bridget é tão doida, as confusões em que ela se mete são tão despropositadas  e constantes que você não tem nem tempo de avaliar  se tudo aquilo faz sentido, se autora não tá repetindo a fórmula.

Agora, não sei se retomo A Peste ou  começo Um Dia. Tô de má vontade com Um Dia. Tenho que terminar o  livro do John Fante também, mas tô indo agora pra fila do banco e não queria levar desgraças comigo. Vou pensar, vou pensar!

4 comentários:

Karine disse...

Eu, se eu fosse você, relaxaria vendo Friends. Amo demais!

Rita disse...

Eu to de férias, lendo Jane Austen. Todos os problemas existenciais do mundo com saias de muitos panos e famílias numerosas na zona rural inglesa. Zero stress.

bj
Rita

Palavras Vagabundas disse...

JU,
passei por aqui e li os últimos post, você de férias, entediada e com raiva é muito engraçada e também adoro a Bridget, talvez o único chik lit que eu gosto.
bjs
Jussara

Cíntia Mara disse...

Não gosto da Bridget. Os filmes são até legais, mas não consegui ler o livro e não tenho mais a menor vontade. Sem contar que eu [pausa dramática] não gosto do Colin Firth.

Pra mim, "a doida varrida que não tem como não gostar" é a Becky, rs.