Oficialmente, estou lendo A Peste, do Camus. Cês leram? Gostaram? Eu tô gostando muito, especialmente agora que parei de ficar comparando o livro com Ensaio sobre a Cegueira. É que há muitas semelhanças entre os dois enredos - muitas mesmo. Suponho que Saramago, o rei da intertextualidade, tenha revisitado a obra do Camus, e o fez de um modo bem interessante. Gosto mais de Ensaio, mas A Peste tem seus momentos de tirar o fôlego, especialmente o início.
Bem, mas um livro chamado A Peste não é exatamente uma leitura levinha, de férias na beira da piscina. Além do mais, ando tão estressada com as burocracias da vida que a desgraceira do livro tava demolindo o meu astral. Porque, gente, vou te contar, depois da Saraiva e dos Correios, agora é o Bradesco e o sistema do meu emprego que tão cansando a minha pouca beleza. Só não comecei a chorar ainda porque a raiva é tanta que as lágrimas até secaram. Dai que eu decidi recorrer a uma velha amiga que sempre garantiu boas gargalhadas. Passei o dia de ontem com a minha querida Bridget Jones e seu segundo livro.
Não tenho vergonha de dizer: eu amo a Bridget. Podem tacar tomates em mim; não me importo.Tem como não amar uma doida varrida que ferra com tudo que faz, que tem Daniel Cleaver e Mark Darcy aos seus pés, que acha que Colin Firth é mesmo o Mr.Darcy? Aliás, a franquia Bridget Jones, tanto os livros quanto os filmes, tem tanto Colin Firth que até dá um nó na minha cabeça. O cara é entrevistado no livro, povoa o imaginário da Bridget o tempo todo, depois interpreta o galã da Bridget, galã esse que tem o mesmo nome que aquele personagem da Jane Austen interpretado na televisão pelo Colin. Confuso? Eu também acho. Mas o que importa é que a Bridget ama o Colin Firth e o Mark Darcy, e eu também amo muito os dois.
Muito amor!
Ok, vocês devem estar pensando:" poxa, por que a Juliana tá falando de Bridget Jones? Estamos em 1997?" É que eu sou fora de moda mesmo. Tudo que eu adoro está lá na década de 90. Eu passo tardes e tardes assistindo Friends e Arquivo X, meu povo! Os anos 90 não terminaram pra mim. Dai que dar gargalhadas com a Bridget é a consequência natural desse meu gosto datado.Mas vamos parar de digressões e tentar alguma objetividade: o segundo livro da Bridget é um tantinho menos engraçado que o primeiro. Dizem que o segundo filme é bem inferior ao primeiro. O segundo livro peca um pouco por ser mais do mesmo, sabe. Até agora não entendo como ela e o Mark conseguiram melecar o " felizes para sempre " deles, e confesso que me cansei um pouco das sandices da mãe da Bridget. De qualquer modo, Bridget é tão doida, as confusões em que ela se mete são tão despropositadas e constantes que você não tem nem tempo de avaliar se tudo aquilo faz sentido, se autora não tá repetindo a fórmula.
Agora, não sei se retomo A Peste ou começo Um Dia. Tô de má vontade com Um Dia. Tenho que terminar o livro do John Fante também, mas tô indo agora pra fila do banco e não queria levar desgraças comigo. Vou pensar, vou pensar!
4 comentários:
Eu, se eu fosse você, relaxaria vendo Friends. Amo demais!
Eu to de férias, lendo Jane Austen. Todos os problemas existenciais do mundo com saias de muitos panos e famílias numerosas na zona rural inglesa. Zero stress.
bj
Rita
JU,
passei por aqui e li os últimos post, você de férias, entediada e com raiva é muito engraçada e também adoro a Bridget, talvez o único chik lit que eu gosto.
bjs
Jussara
Não gosto da Bridget. Os filmes são até legais, mas não consegui ler o livro e não tenho mais a menor vontade. Sem contar que eu [pausa dramática] não gosto do Colin Firth.
Pra mim, "a doida varrida que não tem como não gostar" é a Becky, rs.
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