quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brincando de resenhar: O Grande Gatsby

Eu tentei. Juro que tentei não me apaixonar pelo O Grande Gatsby. Segui a leitura com cautela, tal qual uma garota que se aproxima do menino que todas as amigas amam. Eu não queria cair no engodo de uma paixão calcada somente no amor alheio. Queria me apaixonar por conta própria. E aconteceu: estou completamente apaixonada pelo livro. Acabo de tomar assento ao lado das tietes

O início é um tanto espinhoso. A gente se sente um pouco como que entrando numa sala desconhecida com vendas nos olhos. O texto incomoda, a leitura não flui, a gente não entende bem a estrutura da narrativa. Aí, em algum momento, tudo fica fácil e lindo,e a gente se apossa das maravilhosas palavras de Fitzgerald. Eu sei exatamente em que ponto da narrativa me vi embevecida diante da beleza que esse livro é. O primeiro encontro de Gatsby e Daisy é de tirar o fôlego. Não estou me referindo a doçuras românticas, nem a uma mocinha encantadora, nem a um mocinho herói. Gatsby e Daisy estão longe disso. São muito humanos. E absurdamente bem construídos, e lindamente inscritos num texto que permite que  se perceba cada uma das muitas nuances de seus personagens.



É um livro maravilhoso. Não há nenhuma novidade no enredo: a história de um amor complicado entre uma mulher e um homem. Como todo bom clássico, o enredo gira em torno dos temas universais da Humanidade: amor e poder.  Como toda grande obra literária, o mais importante é o "como" essa história é contada. E aqui eu peço licença para suspirar pelo F. Scott Fitzgerald. Muitos suspiros. Muitos! Que escritor!

Eu comprei uma edição de bolso da Record, na qual é possível ler também o posfácio da edição americana, o prefácio da edição crítica e o prefácio da edição brasileira ( aquele que, equivocadamente, julguei meio antipático). Esses textos  só reforçaram o meu  encantamento pelo livro, especialmente a reprodução de um trecho de uma  carta em que o editor de Fitzgerald faz sugestões e críticas.

Amei, gente! AMEI! E tô louca pra lancem logo o filme. Aliás, quem mais nesse mundo,  além de Leonardo Di Caprio, poderia dar vida ao Gatsby ? Também  consigo enxergar naqueles olhos lânguidos de Tobey Maguire  a personalidade do Nick Carraway.

Alguém aí vai ler também?


13 comentários:

Miriam disse...

Oi, Ju!

A primeira vez que li sobre O Grande Gatsby foi num livro da Heloísa Seixas, se não me engano em "O prazer de ler", e ela dizia o quanto gostava do livro, tanto que me acendeu a vontade de lê-lo.

E agora, fiquei encantada com a tua resenha apaixonada! Eu quero ler O Grande Gatsby!

Lilian disse...

Nossa, já ouvi tanto falar desse livro, mas é sempre com aquela soberba de quem lê 'os clássicos', e por isso nunca me interessou. E um dia desses eu vi - acho que no History Channel - um programa sobre esse livro. Achei confuso e me interessei menos ainda.

Agora, com a sua resenha, fiquei interessada, viu? O livro te possuiu de um jeito que dá pra ver daqui sua empolgação. Quem sabe não dê uma chance.

Resenha perfeita. Pra mim resenha é isso aí: aquelas que não contam NADA da história mas fazem a gente querer o livro pra ontem!

Bjs!

Juliana disse...

Ah, Lílian, que fofa vc! Obrigada!
Eu fiquei encantada mesmo com o livro e acho que vc devia dar uma chance.
Tô possuída mesmo pelo livro. Vi umas fotos do filme e fiquei imaginando as cenas, toda empolgada. hehehe


Leia, mirian, leia! =)

Cíntia Ribeiro disse...

Não sei por que, mas esse livro ainda não me conquistou. Parece ser bom e tal, mas não me dá aquela vontade louca de ler pra ontem. O que é até bom, considerando os tantos que eu já quero. Só fiquei um pouco tentada quando você falou dos personagens bem construídos, esse é meu fraco. Personagens legais me sugam pra dentro dos livros.

Luciana Nepomuceno disse...

eu <3 esse livro (mas isso você já sabe). e intuía que você ia <3 também...

Michelle disse...

Oi, Juliana!

Acabei de ler seu comentário lá no blog. Então... eu tive muitos sentimentos conflitantes a respeito desse livro. Como você, também achei o começo meio confuso, a leitura não fluía, detestava o Gatbsy. Em certo momento, tudo mudou e passei a devorar o livro, querendo logo chegar ao desfecho, torcendo até pelo Gatsby. Não sei como será com o Di Caprio, mas o Robert Redford me fez ver o Gatsby de um jeito completamente diferente do que eu havia imaginado ao ler.
Vamos ver o que essa nova adaptação tem a oferecer.
bjo

Rita disse...

Yay!!!!!!!!!!!!!!

~Eu já sabi-a; eu já sabi-a~ /// ~dancinha /o/ /o/ \o\ \o\~

Num falei? Começa torto e segue torto até a gente descobrir que, ei, o mundo é torto. E o livro é grande. :-)

Beijos
Rita

Juliana disse...

Rita, adorei a dancinha! Tô fazendo aqui tb! \o\\o\/o//o/ kkkkk É um livro grande mesmo!

Michellle, eu nem sei como fui parar no seu blog e fiquei todaanimada que vc falava do Gatsby e de vários outros livros que li. Eu tb torci pelo Gatsby. Tem como não morrer de dó dele?

Cíntia, vc já tentou ler alguma vez? Como eu disse o enredo é simples, mas o texto é incrível.


Lu, boa de intuição vc. =)

Cheshire cat disse...

Olha, estou no capítulo 5 e é exatamente isso: no começo é puxado, parece que não vai rolar, mas já estou gostando demais.
Acho que o Di Caprio tá meio velho para ser o Gatsby, hehe, mas concordo com o Tobey Maguire como Nick.

Juliana disse...

Que bom que tu tá curtindo, Paula! Fiquei me perguntando se vc ia gostar. Eu não consigo dissociar Di caprio do Gatsby porque já li sabendo do filme.

Aline Gomes disse...

Estou lendo um livro sobre como escrever livros e a autora já citou o Gatsby varias vezes (exemplos) e de repente meu sininho mental ficou doido e eu sabia que alguém tinha comentado recentemente...
Ah, foi a Ju... (rindo)
Vou anotar a dica.
E falando em dica, vc pegou a que te passei pelo twitter? Do Ishiguro???

Anália disse...

Tô aqui meio atrasada. Vc e a Rita me deram vontade de ler o livro. Tive que ler numa sentada, maravilhoso! Quanto ao filme, já foi feito um filme sobre ele, com o Robert Redford e a Faye Dunaway (ó meu Deus, é assim que se escreve?).
Bjs,
Anália

Juliana disse...

que bom que vc gostou, anália! Maravilhoso,né?


eu li sobre o filme com Redford, mas confesso que tenho preguiça defilmes mas antiguinhos. Vc chegou a assistir?