terça-feira, 17 de abril de 2012

O Grande Gastby

A Deise disse que é um livro incrível e que eu vou adorar. A Luciana disse "o livro é maravilhoso. maravilhoso mesmo - daqueles da gente esquecer o tempo e se amarrar nos personagens". A Amanda foi taxativa: " É tão legal."  E eu aqui me perguntando se o problema sou eu. 

Tá certo que passei o fim de semana jogada às traças por conta de uma febre maluca, que veio do nada e foi embora do nada ( mocinha do século XIX feelings),  tá certo que não sei onde  enfiei os óculos,mas o danado do livro é  tão pequeno que eu já devia ter terminado. Rá! Que nada!Eu empaco, engasgo, olho pro teto a cada dois parágrafos. Pensei diversas vezes em mandar esse Gatsby pra cucuias. A minha sorte é que sou influenciável. Dentro da minha cabeça, mora um espírito adolescente que passa os dias berrando: " Se outros podem, você pode também! Você não vai ser a única abandonar esse livro! TODO MUNDO leu!". Mentira! Eu já estava prestes a enfurnar O Grande Gatsby no fundo da estante, quando me lembrei vagamente de algo que a Rita tinha dito sobre o livro. Corri na hora pro Estrada Anil e, tandan ( sou péssima com onomatopeias), me enchi de esperança. Eu poderia ter escrito todo o primeiro parágrafo do post da Rita, exceto, por razões óbvias, a parte em que ela se pergunta por que não pegou o original:

"Minhas primeiras impressões quando comecei a ler O Grande Gatsby, em tradução de Roberto Muggiati (Editora Record), foram de desapontamento. Primeiro pelo óbvio: foi começar a ler e me perguntar por que cargas d'água não tinha dado preferência ao original, já que se trata de um romance reverenciado mundialmente como uma das principais obras literárias da literatura americana. Depois, por algumas construções textuais que me pareciam meio truncadas e que me deixavam imaginando se seria coisa do texto original ou da tradução. Mas na real, o que pegou mesmo foi o fato de eu ter lido o prefácio do tradutor: apesar de conter algumas informações interessantes sobre a composição de Gatsby e sobre a carreira de Fitzgerald - além, claro, de breves considerações sobre o trabalho de tradução -, não gostei muito do tom do prefácio. (...)"


Ah, como essas palavras me fizeram bem! Eu não sou a única! Viva!  Nos parágrafos seguintes,porém, a Rita vai engrossar as fileiras de tietes do Gatsby nas quais as meninas que citei antes estão bem acomodadas, mas vocês vão ter que  ir lá no Estrada Anil descobrir como essa façanha acontece. Aqui no Fina Flor, por enquanto, a minha opinião sobre as primeiras páginas de O Grande Gatsby é esta:






9 comentários:

Juliana disse...

li alguns anos atrás e tive a mesma reação ¬¬

Andrea disse...

Eu teria abandonado sem dó, ainda mais com a ideia de que poderia ser a primeira a fazer isso. XD

Tenho problemas com coisas elogiada demais, cult demais, reverenciadas demais. Tou tentando mudar, mas é difícil. Eu desanimo só de ler resenhas positivas.

Juliana disse...

andrea, vc me mata de curiosidade, sabia?quem é vc? de onde vc veio? cadÊ o seu blog? qual é o seu RG? kkkkkkkk

não tenho problemas com o que todo mundo ama e ando numa tentativa de não abandonar as coisas na primeira tentativa. porque eu sou do tipo amo ou odeio. tenho que exercitar a paciência, especialmente com livros.


juliana, e vc acabou se tornando tiete do gatsby tb?

Tina Lopes disse...

Sou MUITO mais Paris é uma Festa.

Deise Luz disse...

Ih, Ju, quer dizer que não tá rolando?

Olha, hoje eu sou das tietes, mas deixa eu te dizer que no início também rolou uma resistência de minha parte. Mas depois passou porque gostei muito da história e da construção dos personagens.

Rita disse...

HAHAHAHA, eu ri, né. Ju, demorou pro livro me pegar, você viu. Achei o início truncadíssimo. Mas, como disse a Deise, depois o livro te pega. O enredo dá voltas, os personagens se fortalecem. Tomara que você leia porque vem aí DiCaprio de Gatsby, hum, delícia.

(E olha a Tina reacendendo as boas "brigas" - vumbora ler Hemingway pra ver?)

Andrea, também tenho birra das grandes badalações. Felizmente, Gatsby não tava na minha lista de badalados-mor. Gosto de fuçar os clássicos e raramente me decepciono. Mas se tá na moda, já viu, jogo lá pro fim da fila. :-)

Beijos
Rita

Andrea disse...

Ai Juliana, às vezes até eu mesma duvido da minha existência! :P

E só pra constar, achei seu blog no Fechei Com Ele, que comecei a seguir há pouco tempo. Também meio que tenho algumas birrinhas com blogs literários... *assovia*

É a segunda pessoa que eu vejo comentando sobre esse livro. Acho que ele tá ficando badalado - ou vai, por causa do di Caprio, de acordo com a Rita.

Como eu disse, estou tentando mudar, mas clássicos ainda me assustam. (Por causa dos leitores.)

Juliana disse...

kkkkkkkkk Adorei a resposta, andrea! Eu sou daquelas que vão " fuçar" os blogs e os perfis da pessoas que comentam e fico morta de curiosidade quando aparece um perfil que não tem link como o seu. Não me ligue pra minha curiosidade compulsiva.

Eu gosto muito do blog do Felipe. Dou boas risadas por lá.

menina, eu nem sabia do filme do Di Caprio até pouco tempo. Quis ler o livro por causa do filme Meia -noite em Paris. Lá estão o Fitzgerald e a mulher dele. Fiquei tão apaixonada pelo filme que quero ler o pessoal todo que aparece nele. Se bem que imaginar o protaganista com a cara do Di Caprio ajuda e muito.

Cor de Rosa e Carvão disse...

Oi Fina Flor

Não se preocupe com O Grande Gabsty, mas te confesso que não achei tudo isso que disseram sobre a obra. Relaxa e goza minha cara. Bjo