sexta-feira, 11 de maio de 2012

O Filho e o @mor

Eu tenho uma obsessãozinha: o serviço de rastreamento de pacotes dos Correios.  Se tem alguma coisa a caminho da minha casa, estejam certos de que  estarei, todos os dias, duas vezes ao dia, no site dos Correios checando por onde anda o meu pacote. Hoje mesmo, já entrei lá . Há dois livros vindo pra cá, e eu gosto de achar que tenho controle sobre eles. Aliás, tenho usado bastante o rastreamento dos Correios nessa semana. Comprei pra minha amiga um exemplar de @mor e, pra mim, O Filho de Mil Homens. O primeiro é um livro delicioso, viciante, que te  faz querer que o metrô entre em pane só pra que você fique presa lendo. O enredo é simples : uma mulher envia um e-mail para o endereço errado, o destinatário do e-mail errado responde e , plim!, começa a relação de amor virtual mais maluca que eu já vi. Os protagonistas dessa história são dois doidos, te contar! Muita maluquice mesmo! Tive vontade de virar personagem só pra dar um soco nos dois! Vale a leitura! Já o outro livro merece uns parágrafos só pra ele, então vamos lá pro próximo parágrafo. 

(Antes do próximo parágrafo, a capa de @mor.
 Em Portugal, traduziram o título original, em alemão, como Quando Sopra o Vento Norte. Lendo o livro, esse vento norte faz todo sentido, mas eu adorei o título brasileiro.)


Estava lendo displicentemente a Bravo! desse mês, mais precisamente a reportagem sobre os novos nomes da literatura portuguesa, quando me deparei com essas palavras:

" Um homem chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho(...). Estava sozinho, os seus amores haviam falhado e sentia que tudo lhe faltava pela metade, como se tivesse apenas metade dos olhos e dos talheres, metade dos dias, metade das palavras para se explicar às pessoas."

Eu pre-ci-sa-va ler o livro que começa com palavras assim. Eu precisava muito. Larguei a revista de lado, entrei no site da Travessa ( comprem na Travessa, galera! Se der algum problema no seu pedido, uma moça esperta e fofa te atende por TELEFONE e resolve tudo. Confiem em mim!) e comprei O Filho de Mil Homens. Não quis saber quem era o autor, o Valter Hugo Mãe (ó o nome do cara!Rá!), não quis ler resumos e críticas sobre o livro. No fundo do meu coração, eu acreditei que Filho de Mil Homens seria um livro que me mataria de tanta beleza, portanto tratei de esperar que o carteiro viesse me entregá-lo. Bem, neste ponto do post, devo acrescentar que o fato de eu esperar o livro pacientemente se deve, em parte, à pessoa que traria os livros até mim. O carteiro aqui da rua, gente, é fofo! Fofo mesmo! Simpático, sorrisão, voz bonita. E eu morro de paixonite toda vez que ele chama o meu nome lá no portão. Um carteiro fofo torna a espera pelos pacotes menos dramática, eu acho. Bem, minha espera foi recompensada: o carteiro sorriu pra mim, e Filho de Mil Homens é um livro lindo.



Bem, quando falo que o livro é lindo, estou me referindo à única beleza a que tive acesso até agora, a beleza física. O livro é da Cosac Naify, aquela editora dos livros visualmente lindos, portanto   Filho de Mil Homens é um deleite pros olhos. Capa linda, miolo lindo, cheiro bom. Toda beleza do mundo. Tô apaixonada!Tô o cúmulo da superficialidade, julgando o livro pela capa! Do texto, só conheço os parágrafos  da primeira página. Bem, são parágrafos lindos também! É tanta beleza, tamanha é minha paixão à primeira vista que tô com medo de me decepcionar com os outros parágrafos. Não vou ler. Vou pendurar o livro no teto do meu quarto e olhar pra ele toda noite, antes de dormir.





5 comentários:

Rita disse...

Ju, o tanto que amei esse post. E concordo completamente: também preciso ler o livro. Já comprei pérolas assim, pelo primeiro parágrafo lido em pé, na livraria. Ler o primeiro parágrafo, dar meia volta rumo ao caixa e sair abraçadinha com o livro louca para chegar em casa é uma daquelas pequenas felicidades que nos resgatam às vezes, né? Eu queria.

Beijos
Rita

Annie Adelinne disse...

O que eu tenho ouvido falar desse autor não é pouco, viu... Esse mês estou comprometidas com leituras qeu me prometi fazer. A do momento é Grande Sertão: Veredas. Peguei na biblioteca, e acho qeu vou gastar todas as minhas tags nele, ta parecendo fantasiado pro carnaval ahuahuahau Depois tem Persuasão e A Casa das Sete Mulheres.

A amiga que vai receber esse livro é uma sortuda. Você acerta muito! hahaha

Juliana disse...

annie, que ousadas suas leituras! hehehehehehehe Minha amiga já tá na metade de @mor e tá amando. A Lia tb amou.

Rita, num é um início de livro arrasador? ai,compra tb! =)

Cíntia Ribeiro disse...

Menina, mas pra que ter que entrar no site dos correios quando existe o Muambator que te avisa quando muda alguma coisa?

Michelle disse...

Ah... foi a Bravo que me fez querer conhecer os livros do Valter Hugo Mãe também!