domingo, 6 de maio de 2012

Precisamos Falar sobre Kevin - Filme

Assim que terminei de ler Precisamos Falar sobre Kevin, quis ver logo o filme. Eu precisava ver Tilda Swinton na pele da Eva, eu precisava ver Kevin em movimento. Procurei pelo filme, mas  só achei por um preço salgadinho ( não, eu não sei e não gosto de baixar filmes), então desisti. Aí ontem esbarrei sem querer num dvd barato, comprei e corri pra ver.


Antes de dar minha opinião, quero contar que já tinha lido várias críticas sobre o filme, e todas elas pareceram unânimes : atores ótimos, estilo de filmagem pretensioso. Nem sei se existe esse conceito " estilo de filmagem", mas o que eu quero dizer é que a fotografia, a direção, a escolha narrativa soam pedante. Ao ler as críticas, fiquei meio besta porque não conseguia imaginar como poderiam ter transformado uma história daquelas em algo pretensioso. Dias atrás, li o que a Ju do Batom de Clarice, uma apaixonada pelo livro, disse a respeito do filme e fiquei ainda mais pasmada. A Ju não consegue entender como conseguiram fazer um filme como aquele partindo daquele romance incrível.

Bem, eu gosto de ler críticas de cinema e não costumo me abalar muito com elas. Em geral, acho interessante como essas leituras dos filmes podem ampliar sua percepção da história, das atuações. Então fui ver  Precisamos Falar curiosa pra entender por que tanta gente não ia com a cara do filme e esperando reviver , de outra forma, os sentimentos que aquele enredo apavorante me provocou. Olha, vou te dizer,que filme chato!Chato, chato, chato. O enredo do livro tá lá todinho, nunca vi uma adaptação tão fiel a um livro, até os diálogos do livro foram transpostos pra tela. O elenco, cara, o elenco! Tilda Swinton deveria ganhar um Oscar. Por que não deram um Oscar pra ela por esse filme, hein? Adorei os meninos que interpretam Kevin. O Kevin adolescente é exatamente como imaginava. Celia está perfeita. Eu só esperava um Franklin um tantinho mais bonito, mas o ator tb é ótimo. Aí vocês me perguntam: " Juliana, como é que o filme pode ser chato?" Sendo, eu respondo! De dar sono e vontade de pular pro final.


Eu concordo com os críticos que consideram a estética do filme pretensiosa. Não precisava de tanto vermelho,  não precisava daquela narrativa entrecortada, não precisava. No livro, a história chega até nós de forma não linear porque o que lemos são as cartas que escrevemos pro marido. A tentativa de transpor essa fragmentação pra  tela parece não surtiu efeito nenhum , a não ser dificultar a compreensão do enredo. Achei tudo confuso e pedante. Nem o final, que eu tava doida pra ver, conseguiu ser impactante.Eu teria ficado bem mais satisfeita com um filmão básico, cheio de intervenções do roteirista, mas que fosse capaz de me chocar, comover e provocar como o livro.

Alguém aí leu o livro e  também viu o filme? Que vocês acharam?


9 comentários:

Cheshire cat disse...

Haha, lá vou eu falar do filme de novo. Talvez por não ter lido o livro não achei o filme chato em momento algum, pelo contrário. Não consegui tirar os olhos da tela um minuto, achei tudo extremamente tenso.

Juliana disse...

paula, eu assisti ao filme pensando em vc. Eu fiquei igualzinha àquelas meninas de 12 anos que querem gostar do que os colegas gostam! kkkk Mas não deu!

Acho que o livro é tão torturante, vc passa tanto tempo sob tensão, que o filme parece canja de galinha perto dele.

Inaie disse...

sinto falta de ter aqui as locadoras cheias de opcoes. Onde eu moro, nos so temos DVD pirata. :-9

Luciana Nepomuceno disse...

tenho que dizer que ia comentar o post, mas parei bem ali no "cartas que escrevemos"...ato falho delícia! é isso mesmo, baby.

Páginas Da Minha Vida disse...

Eu até já fiz um post sobre isso.Já li e assisti.Achei que teve coisas no livro que DEVERIA aparecer no filme, por exemplo,o objeto que ele "adquiriu" e serviu como um amuleto para espantar as visitas da mãe, mas não o fez.Achei essa passagem do livro muito importante.Aliás, aquele diálogo final (quando ela pergunta porque ele a deixou viva)deveria ter aparecido,mas deixaram passar.

Concordo com você sobre o "vermelho".E aquela cena que ele dá um peteleco na água e aparece o rosto da mãe em seguida...GENTE PRA QUÊ AQUILO TODA HORA?

mas como fã do livro que virei, gostei.Poderia ser melhor? poderia! Mas, né? :/

bjs

Tina Lopes disse...

hahahah eu ia fazer o mesmo comentário da Lu sobre as cartas que "escrevemos", províssima de um livro bom. Estou com o filme baixado e ainda quero ler o livro, vou deixar o filme guardadinho, então, pra depois. Engraçado que achei que seria o contrário, um livro chato e um filme bom. =O

Juliana disse...

ai, tina, eu tomei um susto com meu ato falho. eu sempre releio mil vezes os posts porque sou rainha de escrever besteira, mas isso me escapou mesmo. acho que é a prova da minha obsessão pelo livro! kkkkkk

Páginas:eu li o seu post. Tb senti falta do diálogo final, mas gosto bastante da conversa no filme, do ângulo em que o rosto do Kevin aparece.

aliás, eu gostei do ator que faz o Kevin. Ele me deu um dado que não peguei no livro: Kevin é, a seu modo, muito sedutor. No livro, só consigo sentir repulsa por ele.

Anônimo disse...

Não li o livro, mas certamento lerei depois de assistir ao filme, o qual achei ótimo! Difícil, pode-se dizer que sim. Pretencioso, não creio. Pretencioso é aquele que "pretende" ser algo que não é. O filme é. É misterioso, chocante, eloquente (guando mancha tudo de vermelho) e belo, até onde pode-se ser visualmente belo em contar uma história macabra.

Pandora disse...

Eu nem tomei conhecimento desse filme ou desse livro, estou ficando sabendo dele aos poucos através dos blogs que leio... Tenho a impressão que tem algo de importante nessa história e passou pouco a pouco a pretender ler o livro, o filme parece ser algo que não vale a pena ser visto.