sábado, 29 de setembro de 2012

Sing a song

Fiz esse meme há muuuuito tempo e deu vontade de repetir. Pra variar, vou burlar as regras e postar mais de um item por vez. Vamos lá.

1- Minha música favorita:

Uma das favoritas. Porque minha mãe vivia cantando essa quando eu era menininha. Freud tem todas explicações.

                                                      Conto de Areia - Clara Nunes

2- Aquela de que menos gosto:

Tocava sem parar nas festas de família na década de 90. Tomei trauma. Ódio define.

Cigana- Raça Negra

3- Aquela que me deixa feliz:

De um lindeza! Adoro o Zeca.


Uma prova de amor - Zeca Pagodinho
4- Aquela que me deixa triste:

Marisa é chatínha, mas essa música é a solidão materializada.

Alta Noite - Marisa Monte

5-Aquela que me faz lembrar alguém:

Me faz de lembrar de como conheci algumas das pessoas que me fazem muito feliz.

Because - The Beatles

To be continued

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Eu tava na sexta série e era louca pela professora de português. Achava o máximo tudo que a professora dizia, por isso prestei bastante atenção no que ela disse sobre A Hora da Estrela. Ela disse que era seu livro favorito, o primeiro que tinha lido na faculdade. Segundo a professora,  o livro contava a história de uma moça que tinha um momento de glória ao ser atropelada por um carrão.

Anos mais tarde, encontrei o livro na biblioteca da faculdade. Imediatamente me lembrei da professora e do que ela tinha dito. Peguei o livro ansiosa, esperando encontrar uma linda história de amor, na qual a mocinha encontrava o seu príncipe encantado depois de um atropelamento.Rá! Rá! Rá!  Eu não tinha ideia de quem era Clarice Lispector àquela altura, como vocês podem perceber.

***

Houve um tempo em que dei aulas pra pré-vestibulandos. Foi a primeira vez que encarei uma turma enorme, mais de 70 adolescentes numa sala . Não gosto de cursinhos e espero não precisar voltar a trabalhar neles, mas esse curso da turma de 70 alunos tinha uma proposta legal, estava ligado a uma universidade e tal. Daí que eu dava aula de literatura, e, num dia qualquer, comecei a falar de Madame Bovary.

Li Madame Bovary há muuuuito tempo. Li porque mandaram, porque fazia parte de uma disciplina, mas caí de amores pelo livro na época. Na verdade, caí de amores por Emma. Eu queria ser amiga da Emma e dar uns conselhos pra ela. Eu morria de empatia por Emma, as dores e angústias dela eram minhas. Emma   c´est moi! Emma c´est moi! Meu coração se espatifou em mil pedacinhos naquela passagem em que Emma chega à casa que vai ser dela após o casamento. Acho que até chorei quando li essa parte.

Daí que eu falei, falei, falei de Madame Bovary pra essa turma de pré-vestibular. O que eu falei? Não tenho ideia, não lembro. Provavelmente, usei o livro pra exemplificar algum conteúdo, sei lá. Só que eu falei um bocado sobre o livro, toda empolgada e animada, transferindo pros alunos toda a minha paixão. Na semana seguinte, duas alunas vieram falar comigo; tinham um exemplar de Madame Bovary na mão. Queriam saber se tinham pegado o livro certo na biblioteca, se havia algum outro Madame Bovary, porque aquele que elas tavam lendo não era legal como o livro que eu havia falado em aula.

***

A Hora da Estrela é bom, mas não é Clarice em sua melhor forma. Pra me apaixonar por ela mesmo, precisei passar por Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres e por Perto do coração selvagem. Recentemente, reli Uma aprendizagem e não me vi tão arrebatada quanto na primeira leitura. Perto do Coração Selvagem, por outro lado, ainda me arrepia os pelinhos do braço.


Madame Bovary é um livro que não quero reler, por puro medo de me desencantar.

***

Essas histórias vieram pra superfície da minha memória porque estou aqui às voltas com uma constatação um tanto óbvia ( mas que só agora tô compreendendo bem): o professor é um sedutor, né? Sedutor, vendedor de feira, malabarista de sinal, encantador de serpentes, muso e vendedor de livros.





sábado, 22 de setembro de 2012

Fica comigo esta noite - livro

12  contos da minha querida Inês Pedrosa. Gosto tanto, tanto de Nas Tuas Mãos que os outros textos dela parecem menores, mas os contos são bem bonitos.




" Espero-te em sobressalto com todas as velas da alma acesas (...)" ( Todo o Amor)

" Só nos livros o amor racha corações em relâmpago. Dinamene tomava vagares, e  quando atingia o sobressaltado sossego do acordo consigo mesma, o seu corpo mudava-se. De negro fazia-se branco, de branco doirado,e depois moreno espesso. Talvez fora da ilha, o tempo voltasse e Dinamene pudesse conquistar a efémera angústia de uma identidade de mulher" ( A Sombra das Nuvens no Mar)

( Dei um tempo no Emma. Não é por nada, não! Continuo adorando muito o livro, mas precisava dar um tempinho e devorar dois dos livros que comprei essa semana.)

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A gente tá aí na vida sendo não racista, não machista, não homofóbica, não fundamentalista, não pretensiosa, não idiota.  Mas é só até a página 2, né?

( bem, que bom que, pelo menos, a gente chegou na página 2.)

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Comunicado aos leitores

Venho por meio deste post declarar que nem a blogueira que vos fala nem este blog enlouqueceram. Nos últimos dois dias, dois posts sumiram misteriosamente.Um deles já voltou a figurar nas páginas do Fina Flor, o outro permanece no limbo dos rascunhos.O Blogger , o verdadeiro doido nessa história,  " comeu" o post em que cobiço o lindinho do Ralph Fiennes. O outro post, em que conto uma incrível história envolvendo Vinicius, uma lupa e eu, foi publicado num momento de miopia desta que  vos escreve. Confundi Salvar com Publicar e lá se foi pro blog um post incompleto. Percebi rapidinho o erro, mas o Reader não perdoa, né?

Aos que leram o post da lupa no Reader: Vinicius não caiu da cama, tá inteirinho, aliás, neste momento, ele tá na praia. E vocês aí trabalhando, né? O final da história é tão besta que eu nem deveria ter começado a contá-la, mas, já que comecei, depois eu termino.

Grata pela atenção.
Até breve!

P.S.: Eu já desisti de tentar entender o Blogger.

"Não há você sem mim"




Ignorem as imagens do vídeo. Mantenham o foco na voz da Bethânia.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A outra face

No início desse ano letivo, fiz uma brincadeira com  os alunos que deu certo. Coisa simples: pedi que escrevessem num papel três coisas a respeito deles que não eram possíveis de deduzir só de olhar pra cara deles. Depois, li as frases pra turma e pedi que tentassem adivinhar quem era quem. Meu objetivo:  fazer apresentações e verificar como o pessoal se sai escrevendo.Pra explicar direitinho, me usei como exemplo. Escrevi no quadro três frases sobre mim. Numa das turmas, coloquei lá: " Li e reli todos os livros do Harry Potter". Foi o estopim. Um grande debate sobre o assunto surgiu. Alguns leram os livros,  quase todo mundo  viu os filmes, um e outro achava tudo muito idiota, ninguém gostava da Hermione. E eu me peguei defendendo  fervorosamente Hermione. Tadinha! Ela é uma chata, mas é fofa. Não falem mal da Hermione perto de mim.

Daí que vira e mexe alguém comenta alguma coisa sobre Harry Potter comigo. Dia desses, uma aluna passou por mim no corredor e me chamou toda agitada. " Professora, professora, vem ver essa foto!" Eu fui. " Sabe quem é esse cara, professora?" Sorri. Claro que eu sabia. " Professooora, esse é o Voldemort! Não sabia que Voldemort era tão lindo! Vou até ver o filme de novo."

Ralph Fiennes, aquele  que torna O Paciente Inglês menos chato e ressignifica Voldemort nas nossas cabeças.




domingo, 16 de setembro de 2012

Fomos ao zoológico. Eu não vejo a menor graça em zoológicos, mas fui de companhia. Os bichos, coitados, parecem todos dopados. Melhor é prestar atenção no que as pessoas em volta das jaulas dizem:

" Olha lá, filha, a onça -pintada!", diz  o pai pra uma menininha de uns 4 anos.
" Ah, eu também sou pintada. Olha aqui." E a garotinha mostra as pálpebras pintadas com muita ( mas muita mesmo) sombra azul.  Eu me espanto com pais e mães que pintam as pálpebras de menininhas de 4 anos.

Mais adiante, um cara, claramente de saco cheio de tudo, solta:

" A gente paga entrada, e esses bichos não dão confiança pra gente. Vou pedir meu dinheiro de volta."
Tirem os adultos da frente dos desenhos animados.

***

Tava sentindo falta de ser eu. Quer dizer, eu sou eu todo dia, mas tem um eu do qual gosto mais. E essa Juliana mais legal aflora em certas circunstâncias, sob  pressão, temperatura e companhia favoráveis. Tava sentindo falta de não ser legal, de não sorrir macio, de me reconhecer. Tava sentindo falta de estar no meu estado normal. Com eles e por eles, sem esforço, sem cobranças, só porque a gente tá junto, eu ouço as minhas risadas e me reconheço, eu falo um tom acima e acho bom, meu corpo fica mais leve.

Eu tava sentido falta da nossa química, do meu lugar nessa dinâmica, de fazer parte.


***

E fazia tempo que eu não lembrava dos meus sonhos.Daí que  sonhei com  uma parede cheia de corações bem vermelhos, com os meus óculos de grau sendo pisoteados e com declarações de amor engraçadas.

Não era um sonho especial nem nada. Era um sonho engraçadinho, e eu acordei cantando uma musiquinha besta por causa dele.Não era um sonho que valesse o registro. Mas eu não quero esquecer do quanto a parede cheia de corações vermelhos era legal. Eram corações da mesma cor que o meu esmalte atual. Vejam só.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Eu queria escrever um post qualquer, mas não consigo. Queria escrever, mas só penso em chorar. Não, ninguém morreu, minha saúde vai bem, obrigada, não roubaram meu pirulito, mas eu queria muito chorar. Sabe, chorar de soluçar bastante, de ficar com o beiço inchado e,de quebra, encostar a cabeça num ombro macio.

É terapêutico, é saudável, eu queria.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Histórico de leitura

E não é que eu tô AMANDO Emma? Amando mesmo. Ontem, fiquei lutando contra o sono só pra ver se conseguia terminar logo a primeira parte.

Ms. Austen é muito fabulosa, aqueles personagens são cheios de vida e nuances, gente! Texto delicioso, com boas doses de ironia fina!  E o que dizer daquela criaturinha manipuladora, metidinha e deliciosa que é Emma Woodhouse? E o Mr. Knigthley, hein? Aparece pouco, mas quando aparece... Já dei tanta risada com as coisas que ele diz pra Emma e pra Srta. Taylor/ Sra. Weston!

Contrariando todas as expectativas, por enquanto, dou nota 10 - e com louvor!

( Foto ruim, capa bonita e o meu polegar de coadjuvante)

P.S.: Por favor, me digam que o pai da Emma morre engasgado com aquele mingau de aveia que ele tanto ama.hihihi

domingo, 9 de setembro de 2012

A sensação de que tô precisando me mexer. Em todos os sentidos.

Sensação boa. Bem boa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dando uma segunda chance

 Li Orgulho e Preconceito há exatos 13 anos. Lembro muito bem das circunstâncias: eu tinha 15 anos, estudava com uma galera que gostava muito de ler e  trocava muitos livros com meus colegas.  A lista de livros trocados era constituída basicamente de juvenis, paradidáticos, Pedro Bandeira, Coleção Vagalume, Agatha Christie, Jô Soares, essas coisas. No entanto, a mãe de uma amiga insistia em comprar textos mais encorpados e fazia com que a menina lesse. Os livros que minha amiga tinha pra emprestar eram um cadinho diferentes: Inocência , Dom Casmurro, Orgulho e Preconceito. Diante dessas opções, decidi que Orgulho e Preconceito parecia o menos incrivelmente chato. O que eu me lembro dessa leitura? NADA. NADINHA. Só sei que não caí de amores, que pulei muitas páginas e não entendi nada.

Anos mais tarde, com uma bagagem de leitura um pouquinho mais diversificada, fiquei sabendo que aquele livro chatérrimo era importante pra caceta. Jane Austen, aquela mulher cujos ossos já tinham virado adubo, era uma escritora importantérrima, estudada nas universidades, best seller há duzentos anos.  Meu queixo caiu, e eu passei a respeitar essa escritora que publicou numa época  nada favorável à produção intelectual feminina e que permanece campeã de vendas dois séculos depois de sua morte. E mais:  os livros de Jane são lidos, devorados e amados por pessoas que consomem aquilo que a Academia não louva . Jane é POP, Jane é DIVA, Jane é PODER, minha gente! Eu não sou burra, eu respeito  gente poderosa assim. 

Faz uns dois anos, comprei Orgulho e Preconceito e decidi revisitá-lo. Eu já não tinha 15 anos, já  tinha lido e AMADO " velharias" como Macbeth e Madame Bovary, já tinha saído da faculdade, porém não rolou.  Devo ser justa e dizer que faz tempo que tenho torcido o nariz pro que foi escrito muito antes de eu nascer.  Não tive paciência com o texto, deixei a leitora que fui aos 15 aos tomar conta de mim. Pois bem, setembro de 2012, estou às voltas com a Ms. Austen novamente.  Decidi deixar Orgulho e Preconceito no cantinho dele e trouxe Emma pra casa hoje. Confesso que fiquei curiosa pra ler Emma depois de saber que As Patricinhas de Beverly Hills foi inspirado nesse livro. Vocês também não iam querer ler o livro depois de uma informação dessas? Quem aqui não faz dancinha da vitória quando Clueless passa na Sessão da Tarde? Quem aqui  ama o Mike da Phoebe só por que ele foi o Josh da Cher?



Já fui alertada pelas amigas no Facebook que Emma não é o suprassumo da Jane. Só a Luciana morre de amores pelo livro. A Monalisa e Aline acham que Orgulho e Preconceito é uma alternativa melhor. A Annie diz que o livro fica mais legal na segunda parte. Eu já sabia que a Cíntia não tinha curtido muito. Fiquem tranquilas, meninas! Tô começando a leitura sem  grandes expectativas. Vamos ver no que vai dar. Eu quero mesmo é dar à Ms. Austen a segunda chance que ela e eu merecemos.

P.S.:  Há um filme de 1996 estrelado pela Gwyneth Paltrow. Gwyneth não ,né! Não, né! Nãoooo. Não entendo nada de cinema, não tenho nada de boa atuação, mas me dou o direito de não ir com a cara dessa sem-sal! Humpf! 

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Vida de gente grande não é mamão com açúcar, não, rapá!

( eu adoro mamão, mas odeio acúçar! Podia equilibrar!)