terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cabelos, dentes e esbarros

Pensei em fazer um post contando dos dias de aflição que enfrentei enquanto meu cabelo caía sem parar. Pois é, meu cabelo, que não é de diva mas é legal ( eu gosto bastante dele), resolveu despencar todo da minha cabeça e eu já tava pronta pra raspar a cabeça. Sério, fui no salão e disse pro meu amigo e cabelereiro ( exatamente nessa ordem) que eu tava disposta a  ficar careca se fosse preciso. O  importante era que os meus modestos fios parassem de sair todos na minha mão. Bem, eu cortei metade do meu cabelo, mas tô longe de estar careca. Ufa!  E já passei a mão na cabeça umas dez milhões vezes desde que saí do salão e  contabilizei 3 fios enroscados no dedo. Todas comemora! ( eu nunca entendi esse " todas comemora", mas vou usar mesmo assim).


Well, well, well, eu disse que  esse post não seria sobre meu cabelo. Então, não vai ser. Eu pensei também em falar de mais um dente que foi tirado de mim, no entanto siso é um assunto batido e chato, né? O dente saiu em 5 minutos e eu tô aqui me empanturrando de sorvete. Que vida dura!



Acho que só me resta comentar que hoje, depois de salvar meu cabelo e arrancar um siso, encontrei numa mesma tarde um cara que costumava ser meu amigo mas que não via há 6 anos, minha chefe  e um cara que costumava ser  menos que namorado e mais que amigo. Devo ressaltar que meu cabelo tá salvo mas  não está nos seus melhores dias, a anestesia afetou um pouco o movimento da minha língua, meus chinelos não estavam muito limpos. O  cara que era meu amigo apareceu do nada e quase levou um safanão ( sou violenta?) porque chegou catucando o meu ombro ( me dá um soco, mas não me catuca no ombro!) e ficou lá me lembrando do quanto minha vida anda estagnada. Não tive como fugir da minha chefe  ( ela é legal), então fui cumprimentá-la, tentando manter ( literalmente) a língua dentro da boca. E o cara que era mais que amigo etc e tal? O sujeito apareceu do meu lado na farmácia enquanto eu comprava paracetamol, falou meu nome mais  alto do que devia e começou a tagarelar sem parar. Eu tinha me esquecido do quanto ele é tagarela, mas foi bom que  não calasse a boca porque assim não correu risco de levar umas cuspidinhas sem querer. Ele não ia querer levar meus glóbulos vermelhos de lembrança pra casa. Tenho certeza!

Pra levar na bolsa!

Há dias em que meu cabelo tá legal. Há dias em que não há um curativo na minha gengiva. Há dias em que saio de casa com chinelos limpos.Deem preferência por esbarrar em mim em dias assim, certo?

domingo, 29 de janeiro de 2012


Já inventaram coisa melhor que o amor?







As prateleiras


Eu sei que vocês são  preguiçosos e não assistem aos vídeos que eu posto neste blog, mas vou postar um vídeo enorme mesmo assim. É que eu sou uma pessoa que gosta de imitar as pessoas. 

Explico:  ali  no meu blogroll, estão umas blogueiras ótimas que fazem videozinhos sobre livros, e eu simplesmente adoro esse vídeos. Vejo todos. Gosto especialmente daqueles em que as pessoas vão mostrando suas estantes. Daí que decidi brincar de exibir os livros que acumulam poeira aqui no meu quarto. Assistindo a esse vídeo, vocês  irão se dar contar de que sou uma péssima cinegrafista, descobrirão que sou a pessoa mais pão-dura do mundo ( fiquei até com vergonha desse meu orgulho de comprar livro barato) e ficarão tentados a me dar livros de presente.





Meninas leitoras da Robin, esse sapinho que aparece aí se chama Ted Spencer!

Os blogs deliciosos sobre livros:  O Batom de Clarice, Tatiana FeltrinQuero morar numa livraria e  Isaac sabe. Tenho outros no Reader, depois coloco os links aqui ( Tô com preguiça de procurar agora). Tudo blog chique, lindo e legal! Vão lá olhar!

P.S.: Sacaram que eu evito pronunciar nomes perigosos como Atwood e Greene, né? Eu não sou boba de dar mole e falar besteira! Rá! Se alguma bobagem escapou, me avisem!


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Outra prateleira: em vez de  muquiranices, agora eu fico repetindo vezes sem fim que as capas dos livros são bonitas.

 ( em algum momento desse vídeo, eu falo " despensa" em vez de " dispensa".
Façam de conta que não ouviram , por favor!)

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Mais outra prateleira:  o vídeo mais legal. Rá! Mentira! Os vídeos são todos  iguais. O diferencial desse é que eu gaguejo mais, reinvento o nome da Meryl Streep, chamo Meia-noite em Paris de livro e tento falar "Hemingway".



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Mais um videozinho: dessa vez, perdi a vergonha de vez e acabei exibindo o meu jeitinho metralhadora giratória de falar. Um sonho: aprender a não atropelar as palavras.  Alguém tem receita pra isso?




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Mais livros sem prateleira:  como sempre, ignorem a hesitação crônica, o meu não talento como cinegrafista e toda e qualquer bobagem que eu disser.


sábado, 28 de janeiro de 2012

Encantada

Peço permissão pra voltar muitos e muitos anos no tempo e girar encantada pela sala ao som dessas lindezas:


Ariel foi a primeira a me conquistar. Me lembro ainda da primeira vez que vi o filme e do pavor que a Úrsula provocava em mim. Ainda acho a Pequena Sereia fofa, mas o encanto se diluiu um pouco ano quando li o conto original do Andersen.








Ah, posso ser presa se disser que acho o Aladdin sexy? Hum, eu tinha planos de trocar meu nome pra Jasmine.





Bela sempre foi minha favorita. Eu não tinha a fita do filme, mas minha mãe me deu  um livrinho que resumia a história e vinha com uma cassete com as canções. Dormi noites e noites com o fone no ouvido ao som de " à vontade, à vontade, prove nossa qualidade."







Eu já era grandinha quando Toy Story foi lançando, então não dei muita confiança pra ele. Precisei virar adulta pra me apaixonar pelos 3 filmes dos brinquedos mais fofos do mundo. Já perdi a conta das vezes que assisti ao terceiro.







Up é a coisa mais linda do mundo e tem os primeiros 15  minutos mais bonitos que já vi em qualquer filme. Já contei que a minha mãe queria colocar colocar o nome do nosso cachorro de Sr. Fredericksen e que meu priminho e eu adoramos reproduzir esta cena? Ahhhh, eu tenho um Livro de Aventuras só meu.


E a minha paixão mais recente:



Acho que já vi Enrolados umas 500 vezes. Em todas elas, tentei pegar uma lanterna pra  mim. Decorei as falas, sabe, e nem tenho a desculpa de que filhos/irmãos/primos que me obrigam a ver. =) Aliás, Enrolados é a razão desse post. Fui procurar um vídeo da cena das lanternas e , quando me dei conta, tava vendo a versão alemã de A Bela e A Fera.




P.S.:  Não gosto de A Princesa e o Sapo, nem de A Era do Gelo, nem  de Procurando Nemo. Bem, agora é melhor eu sair correndo antes que alguma dessas pedras que vocês vão tacar acerte em mim. Tchau!



















sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Eremita

Todos os posts que comecei  hoje estavam muito dramáticos. Eu bem que queria dizer que tô sofrendo muito, mas é mentira. Meu mal é solidão. Meu mal e minha dádiva porque tô com preguiça de gente. Não tô com preguiça das pessoas exatamente; tô com preguiça dessa minha incapacidade de lidar com elas e do meu medo de perdê-las.

Tô com preguiça de mim! Posso ir embora e me deixar aqui? 


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Mais cinema em casa

Acabo de assistir pela segunda vez ao Meia-noite em Paris.Acho que tô parecendo criança que assiste vezes sem fim aos filmes legais. Estava nos meus planos escrever um post organizadinho sobre o filme, mas não consigo parar de ler as críticas a respeito dele e de olhar todas as fotos de Marion Cotillard. Como é linda essa mulher,né? Devia ser proibido ser tão linda!


Inveja! Inveja!Inveja!

Algumas impressões sobre o filme:

1- eu pegaria o Hemingway.
Mui guapo!

2- eu odeio o Owen Wilson, mas admito que o papel de parvo embevecido diante de tanta gente maneira lhe cai bem.
por que esse cara vive fazendo biquinho?

3- eu pegaria o Hemingway. Ops, eu já disse isso!
4- preciso que alguém me dê uma passagem e hospedagem em Paris,tipo, pra semana que vem.
5- eu me senti muito feliz porque conheço quase todos os nomes citados no filme e até sabia qual era o filme   do Buñel que contou com a grande contribuição do protagonista. Tava com medo de não entender nada!
6- preciso ouvir tudo o que Cole Porter compôs. Por enquanto sigo apaixonadinha por esta:


7-Aquelas imagens do início do filme são lindas, mas, ô, aberturazinha longa, hein!
8-Não há época nenhuma que me desperte saudade ou  que deseje  visitar. Gosto demais desse começo de século.
9-Um texto legal sobre o filme: http://www.revistacinetica.com.br/midnightinpari

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Cinema em casa


Uma das coisas de que mais me ressinto é não ter muita sensibilidade pra filmes. Não sou boa em sacar as metáforas sugeridas pelas imagens, não sei quando um ator é fabuloso e morro de preguiça de ficar sentada tanto tempo. Nessas férias, no entanto, decidi que deixaria de ser essa pessoa que só conhece filmes porque gosta de ler sobre eles. Adoro sites de crítica de cinema, desde o blog do Rubens Ewald ( apesar de achar que ele  escreve supermal) até sites com críticas mais "enigmáticas" como o Cinética. Gosto de perceber os mecanismos de análise desses sites.

Nessa semana, assisti a três filmes bem diferentes mas que despertaram em mim o mesmo sentimento: a necessidade vital de apertar o botãozinho FF ( aquele que avança o filme) do controle. O primeiro deles é um clássico ao qual eu já tinha assitido, mas que decidi rever com mais boa vontade. Eu tinha gostado de A Malvada da primeira vez; gostei ainda mais agora. Tem como não amar aquela sonsa da Eve sacaneando todo mundo sem perder o ar de moça do campo? Tem como não amar Bete Davis fumando freneticamente e assumindo seu lugar como o centro do universo? Agora entendo aquelas atrizes da Globo que dizem que esse filme serve de inspiração para suas vilãs. Fico com vontade ir lá jogar um copo d´água na cara daquela Eve.

A sonsa

A diva
A Malvada é mais que legal, é maneiraço, no entanto esbarrei na barreira da estética da época. O filme é de 1950, logo há longas e longas cenas de diálogo, o ritmo é leeeeento. Para o meu próprio bem, tive de avançar um pouquinho aqui e acolá. Julguem-me, mandem-me pra fogueira que eu vou feliz.

No dia seguinte, resolvi assistir à continuação do Titanic. Juro que já vi um camelô anunciar assim o dvd pirata de Foi Apenas um Sonho. Ganhei esse filme de presente de aniversário, em junho, e até semana passada ele estava lá  na estante. Eu gosto da Kate Winslet ; ela tem cara de quem nasceu pra ser estrela de cinema, parece aquelas divas antigas. Quanto ao Di Caprio, ainda não consigo desvinculá-lo de Titanic. Ele será sempre o Jack, por quem derramei fervorosas lágrimas no cinema. Eu tive um fichário com Di Caprio na capa,gente! É difícil esquecer um amor assim.

Lindos!

Os protagonistas do filme são personagens com os quais a gente se identifica.  Ambos inconformados com as rotinas de seus dias e os papéis que desempenham na sociedade, ambos incapazes de romper com as causas de seu sofrimento; sempre insatisfeitos e inadequados. O desespero contido da personagem da Kate foi quase insuportável pra mim, bem como a atmosfera modorrenta do filme. Eu sei que o ritmo arrastado tem um propósito, afinal reflete a letargia das personagens e tal, mas eu dei uma adiantada em algumas partes sem piedade. Esse filme é baseado em um livro, daí eu passei o tempo todo achando que curtiria bem mais o livro. Será? O livro tá na lista das minhas próximas aquisições. Alguém já leu?

Por fim, ontem, eu vi um filme  que eu não sei se gostei ou não. Fiquei em dúvida se aquilo era uma porcaria generalizada ou uma obra-prima acima da minhas compreensão. Já viram O Casamento do meu Ex. Eu me pergunto o que se passa pela cabeça das pessoas que traduzem os títulos de filmes. O título original é The Romantics, e o elenco é encabeçado pela Katie Holmes.
Tadinhas das damas que tiveram de usar esses vestidos. Saca só a cara da Katie.

 A história é assim: duas amigas apaixonadas pelo mesmo cara, uma delas vai casar com ele e convida a amiga pra ser dama de honra. Não parece coisa de comédia romântica? É, mas o filme é um drama - um drama chato. Katie Holmes faz uma personagem que poderia ser a versão adulta da mala da  Joey de Dawson´sCreek. O mocinho é o Josh Duhamel, o marido da Fergie ( essa é a unica coisa que sei sobre o moço. Ah, sim , ele é lindo!). A noiva é Anna Paquim com aquela cara estranhérrima dela. Anna Paquim aparece, e eu fico aguardando ansiosamente o momento em que Hugh Jackman ou James Marsden  vão surgir também. A Anna é sempre estranha, mas tá mais estranha nesse filme, protagonizando momentos que precisam ser transformados naqueles gifs engraçados que rodam pela net. 

O noivo e a noiva


Estão no filme o Elijah Wood ( só eu acho que ele é a cara do Harry Potter?) e Adam Brody, sempre fazendo o Seth Cohen! I love Seth Cohen forever, mas fico nervosa com a aparição de Adam em outros filmes, acho que vai tocar "California here we come/ Califoooooornia".

Essa foto a la Friends é mais legal que o filme inteiro

Em suma: o filme é metido a cult, a câmera fica tremendo, as imagens são lindas mas  tão artificiais que incomodam, os personagens são meio estereopadinhos. Também há um livro que antecede o filme e também acho que ia gostar mais do livro.

Resumo da ópera:  3 filmes. 1 ótimo. 1 muito bom. 1 péssimo. 3 filmes que assisti usando os poderes que o controle remoto me dá.

P.S.: As cenas finais de Foi Apenas e de O Casamento são ótimas.




Quando o mocinho torto de um desenho animado dá conselhos  que fazem muito sentido pra você, é preciso mesmo repensar a vida.

"Não pude deixar de perceber que está em conflito.(...) Mas deixe-me ajudá-la. Isso faz parte do crescimento. Um pouco de rebelião e aventura é bom. Até saudável."

***

Finalmente tomei vergonha na cara e comprei um dvd de Enrolados pra mim. O que tinha aqui em casa era do Paulo Victor e ele ligou pedindo de volta. Eu não queria devolver, mas minha mãe me ensinou que a gente não pode ficar com o dvd lindo do primo de 5 anos pra sempre. Filme lindo, filme lindo, filme lindo! E que bom que eu posso assistir com as vozes originais!







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu amo empada. Nossa, amo muito! Empada de palmito é meu passaporte pra felicidade. 

Eu adoro olhar pro céu. Sou dessas pessoas bobas que ficam olhando pro céu e dizendo: meu Deus, que lindo! Meu deus, que lindo! Meu pescoço pode ameaçar partir ao meio,mas eu vou continuar olhando pra cima.

Ontem eu comi a melhor empada do mundo. O céu de hoje tá azul de doer as vistas. Logo, dá pra imaginar como eu tô.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Irregularidade

E quando o último capítulo do livro é melhor que o livro inteiro? Tão melhor, tão mais bonito que você nem se lembra mais do que leu na página anterior ao início dele. Tão melhor que você tem vontade de mandar um e-mail pro autor sugerindo que o capítulo entre numa antologia de melhores contos. Tão bonito que recupera toda fé e  admiração que você deposita em quem escreveu.

Porque ler um livro irregular de um autor incrível é uma experiência estranha. Você começa com as expectativas lá no alto, tem toda certeza de que vai se embasbacar umas dez mil vezes ao longo da leitura. Aí passa por aquele momento de estranheza. Peraí, tem algo errado! Peraí, é isso mesmo? Aí, você vai lendo  com um medinho da próxima página, só não fecha os olhos ao longo dos parágrafos porque livro irregular não é igual a filme irregular.  Como o livro não é uma merda total -é somente irregular-,você passa por momentos de respiro. Ufa! É irregular, mas tem uma estrutura linda. O enredo é estranho, mas a danada dessa mulher sabe colocar as palavras no lugar certo.

Mas a verdadeira diferença entre um livro porcaria e um livro não tão bom de um autor incrível está naquele momento inesperado em que você espia por uma frestinha do tecido do texto e lá está tudo aquilo pelo que você esperou ao longo de 200 páginas. Aí você fica de olho arregalado, sente o nó no peito que só os textos bonitos provocam e  grita: " Eu sabia! Eu sabia!Eu sabia!"

domingo, 22 de janeiro de 2012


Como de costume, te avistei da minha janela. Dessa vez, vi o seu rosto e me perguntei se o tempo também passou tanto pra mim também. Será que o tempo pesa sobre os meus olhos tanto quanto sobre os seus?
Tenho medo do tempo e das possibilidades implacáveis de que se reveste. Tenho medo de que o tempo seja como o mar e suas ondas, que arrastam corpos vivos e os devolvem mortos - quando devolvem, se é que devolvem. Tenho medo. Esse medo que parece maior que o meu corpo,  medo que é a corda bamba na qual me equilibro: acho que não sobrevivo ao abandono, acho que o abandono é a face oculta da  própria vida.


***

Tempo, tempo, tempo, senhor tão bonito, por favor, espere que eu invente a máquina da reinvenção. Eu quero ser a mesma e também outra, outra, outra , outra, muitas outras.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pesquisinha informal



Ei, vocês aí, todo mundo domina as novas regras do Acordo Ortográfico?

Eu  fico aqui no mundinho de quem  tem as regras penduradas no mural do quarto e usa o dicionário SEMPRE, então acho que todo mundo respira, pisca os olhos e sabe que "onomatopeia"  não tem acento.  A cada dia descubro alguém que sabe das mudanças, mas vive como se elas não fizessem parte da vida, sabe. Uma amiga tava dizendo que o novo acordo é uma traição conosco, pessoas alfabetizadas há anos, porque faz com que nos sintamos anciões antes do tempo. Eu, por força do meu trabalho, não tenho muitas opções: um "anti-social" que me escape vira motivo de condenação, portanto já me habituei às novas regras. Consegui chegar num patamar  ( depois de muito sangue, suor e nenhuma cerveja) em que  a velha ortografia salta aos meus olhos e,em caso de dúvida, me agarro ao Aurelinho da estante ou ao Houaiss aqui no computador. Contra a  minha vontade, superei a fase do " Quero que  aquilo que a tia do C.A. me ensinou continue valendo!".

E vocês, digam pra mim sem pudores: ainda morrem de saudade do hífen de "autoescola" e do trema de"linguiça"? 

( tirinha de gosto um tantinho duvidoso, mas eu achei engraçadinha, vai! =p)


P.S.: Se alguém estiver perdido ainda, eu acho esse resuminho aqui bem útil.

No site da ABL, tem o sistema de busca no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Não sabe como se escreve uma palavra? O dicionário diz que a palavra que você quer  não existe, mas você tem certeza de que já viu em algum lugar? O VOLP pode te ajudar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Das dores

Venho por meio deste post dizer o óbvio: dor de ouvido não é bolinho, minha gente! Todo mundo tem me dito que há dores piores, que dente inflamado é de enlouquecer, que cálculo renal te faz querer pular de um precipício. Ok, do imenso cabedal de dores que um corpo pode sentir, eu só conhecia aquela dor de gripe e cólica menstrual.  Agora já posso dizer que dor de ouvido é pior que a pior cólica que já tive. Lá pela metade  das 12 horas  de dor intensa, eu teria arrancado o ouvido fora se me garantissem que a dor passaria.

Fui na otorrino, tô tomando remédios, pnigando gotinhas. O gânglio do pescoço já desinchou, já consigo encostar no lóbulo da orelha, já consigo mastigar sem choramingar.Amém.

Obrigada pela solidariedade nos comentários do post anterior. Eu pensei assim: se o Peterson e  a Cheshire sobreviveram , eu também sobreviverei. =)

Lu Panosso, eu ia tirar o siso ontem; a dor de ouvido me salvou desse momento. =p  Que dó de você por causa do seu siso. Eu já extraí um e não tive nenhum problema. Nenhuma dor, nenhum sofrimento.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu me viro bem sozinha. Não preciso que façam as coisas por mim, não preciso que tomem conta de mim,  não preciso que digam " olha, você tem que ir ao médico ver esse ouvido". Ao médico, eu vou. Remédio, eu tomo - coloco até alarme pra não esquecer a hora.

Eu levanto no meio da noite, com o ouvido ardendo de tanto doer, acho o analgésico, coloco uma toalha quentinha onde pulsa e dói, sento na cama e espero a dor passar. Analgésicos dão um jeitinho na dor, é só esperar. A médica vai me atender amanhã. Devem estar nascendo outros fungos no ouvido. A médica me avisou que fungos são bem chatos e que eu teria de ter paciência. A minha paciência é a maior do mundo.Eu me viro bem sozinha.

Em madrugadas como essa que passou, eu gostaria apenas que alguém me fizesse um chazinho de morango enquanto o paracetamol fazia efeito. Não precisava perder o sono junto comigo.Eu não seria uma boa companhia mesmo; dor no ouvido não é um bom catalisador pra conversas. Eu acharia bem bom que me dissessem assim: " se precisar, pode me chamar". Eu receberia a caneca de chá morno, daria um sorrisinho de agradecimento e seria quase feliz. Simples e fácil.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Doce Amy

Não sou fã da Amy Winehouse - e provavelmente não vou ser. Conheço somente os seus sucessos, não chorei quando ela morreu.  Daí hoje eu tava aqui arrumando a estante e esbarrei num dvd dela. Comprei pra um amigo, mas ele já tinha, então fiquei com o dvd pra mim. Estava lacradinho desde novembro e eu nunca me interessei por assistir. Acabei de ver na wikipédia que ela não gravou nenhum outro dvd.

Em geral, quando pego dvds de filmes e artistas, gosto de ver os extras antes. Extras, em certos casos, são mais legais que o conteúdo principal. No caso do dvd da Amy, os extras me mostraram algo que eu nunca pude supor a respeito da Amy: ela era um doce. Eu nunca a tinha ouvido falar, não fazia ideia de como era a aparência dela sem aquela maquiagem. Tão linda e tão doce. Ela vai contando da sua relação vital e despretensiosa com a música, ela vai movendo aquele olhos lindos, ela fala que o mais importante é que o cabelo esteja lindo e você se apaixona. Fiquei aqui sacudindo a cabeça e concordando: eu também acho que quanto mais bonito o cabelo, mais fácil fica a vida. A gente acha que fica  mais fácil.

Assisti ao documentário sem piscar e com o coração na mão.  Foi duro assistir sabendo que toda aquela doçura foi soterrada pela morte. E não me aguentei e chorei quando ela e o pai contam a história de Rehab. Não sei o que se diz do pai de Amy; no dvd, ela diz que é muito próxima a ele. Foi o pai que disse que ela não  precisava ir pra clínica de reabilitação quando a gravadora e os empresários começaram a pressioná-la. A gente pode pensar que esse cara é doido, mas quantos e quantos são os pais que se negam a  ver as verdadeiras dificuldades  dos filhos. Negam porque deve doer muito, imagino e divago. Deve ter sido muito duro pra familia dela perdê-la.

Depois do documentário, vi algumas das apresentações. Tudo maravilhoso, mas nenhuma é tão maravilhosa  quanto essa versão da minha favorita dos Beatles:




quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Me and Miss Jones

Oficialmente, estou lendo  A Peste, do Camus. Cês leram? Gostaram? Eu tô gostando muito, especialmente agora que parei de ficar comparando o livro com Ensaio sobre a Cegueira. É que há muitas semelhanças entre os  dois enredos - muitas mesmo. Suponho que Saramago, o rei da intertextualidade, tenha revisitado a obra do Camus, e o fez de um modo  bem interessante. Gosto mais de Ensaio, mas A Peste tem seus momentos de tirar o fôlego, especialmente o início.

Bem, mas um livro chamado A Peste não é exatamente uma leitura levinha, de férias na beira da piscina. Além do mais, ando tão estressada com as burocracias da vida que a desgraceira do livro tava demolindo o meu astral. Porque, gente, vou  te contar, depois da Saraiva e dos Correios, agora é o Bradesco e o sistema do meu emprego que tão cansando a minha pouca beleza. Só não comecei  a chorar ainda porque a raiva é tanta que as lágrimas até secaram. Dai que eu decidi recorrer a uma velha amiga que sempre garantiu boas gargalhadas.  Passei o dia de ontem com a minha querida Bridget Jones e seu segundo livro.



Não tenho vergonha de dizer: eu amo a Bridget. Podem tacar tomates em mim; não me importo.Tem como não amar uma  doida varrida que ferra com tudo que faz, que tem  Daniel Cleaver e Mark Darcy aos seus pés, que  acha que Colin Firth é mesmo o Mr.Darcy? Aliás, a franquia Bridget Jones, tanto os livros quanto os filmes, tem tanto Colin Firth que até dá um nó na minha cabeça. O cara é entrevistado no livro, povoa o imaginário da Bridget o tempo todo, depois interpreta o galã da Bridget, galã esse que tem o mesmo nome que aquele personagem da Jane Austen interpretado na televisão pelo Colin. Confuso? Eu também acho. Mas o que importa é que  a Bridget ama o Colin Firth e o Mark  Darcy, e eu também amo muito os dois.

Muito amor!


Ok, vocês devem estar pensando:" poxa, por que a Juliana tá falando de Bridget Jones? Estamos em 1997?" É que eu sou fora de moda mesmo. Tudo que eu adoro está lá na década de 90. Eu passo tardes e tardes assistindo Friends e Arquivo X, meu povo! Os anos 90 não terminaram pra mim. Dai que dar gargalhadas com  a Bridget  é a consequência natural desse meu gosto datado.Mas vamos parar de digressões e tentar alguma objetividade: o segundo livro da Bridget é um tantinho menos engraçado que o primeiro. Dizem que o segundo filme é bem inferior ao primeiro. O segundo livro peca um pouco por ser mais do mesmo, sabe. Até agora não entendo como ela e o Mark conseguiram melecar o " felizes para sempre " deles, e confesso que me cansei um pouco das sandices da mãe da Bridget. De qualquer modo,  Bridget é tão doida, as confusões em que ela se mete são tão despropositadas  e constantes que você não tem nem tempo de avaliar  se tudo aquilo faz sentido, se autora não tá repetindo a fórmula.

Agora, não sei se retomo A Peste ou  começo Um Dia. Tô de má vontade com Um Dia. Tenho que terminar o  livro do John Fante também, mas tô indo agora pra fila do banco e não queria levar desgraças comigo. Vou pensar, vou pensar!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sessão da Tarde

Acabo de ver um filme do Tom Hanks.  Me lembro de que eu ia ao cinema assistir, mas só foi exibido em salas distantes da minha casa e eu fiquei com muita preguiça de me deslocar até elas. Daí hoje, no aconchego do meu lar, vi  Larry Crowne.Ó, é assim:  

1-enjoadinho no início,mas depois fica bem engraçado. Larry é um ser que não existe, aquela coleguinha dele também não existe, o filme tem um climão muito Jogo do Contente, mas é engraçadinho.

2-Julia Roberts tá lá fazendo uma mulher entediada, logo não vemos muito do seu  sorriso, que é um dos mais lindos do mundo, né, gente? Gosto da Julia.  

3-E eu nunca tinha reparado na voz do Tom Hanks. Ele tem uma voz legal, né? Malditas sejam as dublagens: eu NÃO SABIA que o Tom é o  o meu a- ma-do Woody. Acabei de descobrir na Wikipedia. Em que planeta eu vivo? Em que planeta?

Mas o que eu quero mesmo dizer a respeito desse filme é  que GEORGE TAKEI está nele. Gente, George Takei! Morri! Amo tanto! Não consegui me concentrar em mais nada.

E nem ousem perguntar quem é George Takei. Ou melhor, vou dar uma diquinha só:




P.S.1:  Na verdade, o meu favorito era o McCoy. Até chorei quando o DeForest Kelley morreu.
P.S.2:  Os extras do dvd são deliciosos. Ri um bocado.
P.S.3: Aceito sugestões de filmes legais pra essas tardes chuvosas. Estou começando a questionar se moro mesmo no Rio de Janeiro. ( Fico brincando com a chuva, mas tudo o que a gente mais quer por aqui é que elas parem porque há cidades do Estado num caos total por conta delas.)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

domingo, 8 de janeiro de 2012

Rapidinho

Lembram do sorteio? Lembram do presente da Rita? Então, a Rita já recebeu o presente  e já até leu. Vão lá  no A Estrada Anil pra saber o que a Rita achou de O Filho Eterno.

Além de O Filho Eterno, enviei pra Rita um outro presentinho, mas a Saraiva fez o favor de atrasar a entrega. Não é a primeira vez que tenho problemas com a Saraiva. Aliás, essa é a segunda vez que compro no site, sendo assim o nível de erro da Saraiva comigo é de 100%. Mas eu decidi não me estressar; o outro presentinho da Rita vai chegar nem que seja depois de ordem judicial.Aprendam comigo: nunca deem uma segunda chance a um site de compras.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Fui ver Missão Impossível 4. É legal. Fiquei com receio de não entender nada porque não vi nenhum dos outros da série. Não precisava ter me preocupado.Não há muito pra se entender. Tem correria, tem explosão, tem Tom Cruise escalando um prédio  gigante, tem um monte de mentira, tem umas  piadas meio desnecessárias e tem este sujeito aqui:




Passei metade do filme babando.  E ainda não parei de babar.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Preciso aprender a ser só ( versão férias)

A cara das minhas férias



Li em algum lugar que um dos grandes baques da vida adulta é não ter férias duas vezes ao ano. Bem, eu tenho a sorte de ser adulta e ter um mês e meio de vida boa garantidos todo ano. Mas, vou te contar, ô, férias solitárias essas. Todo mundo que poderia  viajar comigo ou ir ali comer uma pizza no meio da tarde passa 8h por dia trancado num escritório.

Anos vivendo como filha única não me habilitaram a passar um janeiro inteiro sem ir à praia por falta de companhia. 

Pobrezinha de mim.

Mimimimi.




" É o mesmo para todos: a gente se casa, ama ainda um pouco, trabalha. Trabalha tanto que se esquece de amar.(...) Com a ajuda do cansaço, ele deixara correr as coisas, tinha-se calado cada vez mais e não cultivava na  jovem mulher a  ideia de que era amada. Um homem que trabalha, a pobreza, o futuro lentamente fechado, o silêncio das tardes em redor da mesa - não há lugar pra paixão num tal universo. Provavelmente, Jeanne tinha sofrido. Contudo , ficara: acontece que se sofre muito tempo sem saber. Os anos tinham passado. Mais tarde, ela partira. Na verdade, não partira só. 'Gostei muito de você, mas agora estou cansada...Não me sinto feliz por partir, mas não é necessário ser feliz pra recomeçar' "

Excerto de A Peste, de Albert Camus, editora Abril Cultural, p.66

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Colo de madrinha





Minha prima vai ter um bebê. Esse bebê ganha muitos presentes. Dentre esses presentes, está um macacão que traz no peito a seguinte frase: " Melhor que mamadeira quentinha só o colo da madrinha". Esse presente foi dado por mim, e essa informação é fundamental para que se entenda o comentário feito pela mãe do bebê ao ver  a roupinha: " Tadinho do meu filho. Se depender do colo da madrinha, vai tomar um porre de mamadeira desde novinho."

Vejam bem, não sou uma madrinha de primeira viagem. Tenho uma certa experiência nesse ramo, embora não possa garantir que a experiência  tenha me trazido eficiência e talento no desempenho do cargo. Há 11 ano sou madrinha da minha prima de 17 anos. Quando esse laço  foi estabelecido entre nós, eu era adolescente ainda e ela nem sabia ler direito, portanto nunca fui daquelas madrinhas tradicionais, que dão presentes caros e moram em casas onde a gente passa as férias. O máximo que fiz ao longo desses anos foi ajudar com trabalhos da escola  e dar conselhos que não foram ouvidos.

Vinícius, o bebê que está pra nascer, porém, há de exigir de mim outros atributos. Saber resolver equações de segundo grau não terá nenhuma serventia na relação que vai existir entre nós, pelo menos não por enquanto. E ando bem preocupada porque não quero ser responsável por  provocar traumas permanentes no menino. Será que corro o risco de sofrer alguma sanção do ministério das madrinhas caso jamais pegue o meu afilhado no colo antes que ele complete seis meses de vida? O primeiro e único recém- nascido que segurei no colo foi um priminho do Vinícius que veio cear conosco nesse natal, e só peguei o menino porque me desafiaram. Cumpri o desafio com louvor: segurei o menino por 10 segundos, devolvi pro colo da mãe e fugi pras montanhas pro banheiro. Ninguém teve coragem de me obrigar a levar a criança pro banheiro.

Bebês pequenos parecem enguias. Duvido que tenham ossos. Fico muito intimidada na presença desses seres que não fazem nada alem de defecar, vomitar e chorar. Dizem que vômito de bebê novinho faz bem pra pele, mas eu prefiro hidratantes industrializados. E aqueles pescocinhos, meu deus? O grande mistério da humanidade não tem nada ver com cura de doenças fatais ou sexo dos anjos; mistério de verdade está nos mecanismos que permitem que pescocinhos tão molenguinhos sustentem um cérebro, um crânio, um monte de sangue e tudo mais que a gente tem na cabeça. Eu bem desconfio  de que as cabeças do bebês vivem se despregando e rolando pelo chão ( chãos alcochoados, tá?),mas os pais jamais contam isso pras outras pessoas. E eu, uma das pessoas mais desastradas de que se tem notícia, prefiro manter uma distância saudável de corpinhos tão frágeis.

 Crianças pequenas e suas coluninhas invertebradas nunca foram um problema pra mim até então. A criança com quem mais convivo só passou a ir com a minha cara depois que aprendeu a andar, e eu juro que sou muito legal com crianças que não precisam de colo. Perguntem só pro  meu priminho quem é a prima favorita dele. Bem, é melhor não perguntar, não, porque ele vai dizer que prefere a mãe do Vinícius porque ela  tem um carro e um marido que sabe soltar pipa. Ok, mas que fique claro que eu sou uma boa pessoa, uma madrinha razoável e tenho um coração bom . O meu único problema é que sou uma madrinha sem colo. Buá! Buá!

O que eu faço, pessoal? 

domingo, 1 de janeiro de 2012

O primeiro






Há muitas metáforas sobre/com o céu, mas nenhuma delas é mais bonita que as luzes brilhantes que rearranjam o céu sobre o mar de Copacabana.

Eu ainda tô achando que o céu está mesmo ao alcance das minhas mãos.

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Falei agora com André, e ele sintetizou tudo: " que bom que a gente tá feliz, né?"

E eu tô aqui ouvindo a alegria na minha voz.

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Pra chegar em Copa, enfrentei um atraso de 45 min na estação de metrô, uma fila assustadora e um medo danado de que tanta gente junta desse em confusão. Não deu confusão ( pelo menos, no metrô que peguei), e as pessoas ainda percorreram o caminho até a praia, cantando " Adeus, ano velho! Feliz ano novo!". Era uma cantoria bem desafinada, meio ensurdecedora, mas bem melhor que palavrões e brigas. E é isso mesmo, né? Se não dá pra fazer nada de útil pra resolver a situação, cantar pode ser uma alternativa simpática.

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2012, eu desejo muito que você seja tão generoso comigo quanto o seu antecessor e que eu deixe de ser uma cagona.

Eu só quero que  o desejo seja cada vez maior que o medo.