quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cinco livros que eu queria não ter lido...

... só pra ter o gostinho de ler pela primeira vez novamente.


1- os dois últimos Harry Potter: O Enigma do Príncipe é um livro tão legal que já reli umas mil vezes, mas nenhuma releitura dá conta da desolação que tomou conta de mim ao ler pela primeira vez a morte de Dumbledore. Ele morre, o livro continua um pouquinho mais, o ministro  enche o saco do Harry, Ron e Hermione reafirmam sua lealdade, o livro acaba e você ainda lá sem acreditar. Semanas passam e você ainda não acredita. Chorei de soluçar naquele capítulo do funeral. De soluçar mesmo. 

Já as mortes de As Relíquias da Morte, ainda que aterradoras, não provocaram lágrimas. Nesse livro, o impacto veio da cena em que Hermione é torturada. Tão injusto que Hermione - tão cheia de empatia e compaixão -  sofra daquele jeito. Nem gosto de reler. 







2- O Filho Eterno, do Cristovão Tezza: esse livro mexeu comigo de tal forma que falei dele pros amigos, pra minha mãe, pra vocês aqui no blog, pros alunos, pra analista.  Tão desestruturante, tão bem escrito. No momento em que o pai fala que o filho não existe porque pessoas como ele não aparecem na literatura, eu simplesmente parei de ler porque não dei conta. Parei e voltei dias depois. Aí , de vez em quando, enquanto dava prosseguimento à leitura, voltava nesse trecho só pra ter certeza de que eu tinha entendido direito, pra ver se ainda tava lá, se eu ainda ia sentir uma pontada na boca do estômago. Sempre está lá, e eu sempre fico sem palavras ao reler. 


3- Nas Tuas Mãos, da Inês Pedrosa: se eu pudesse, apagaria a minha memória quantas vezes fossem necessárias só pra ler o álbum da Natália de novo. Tive de parar a leitura várias vezes porque os olhos tavam borrados de lágrimas. Sério mesmo. Como essa danada da Inês pode escrever tão bonito?


4- O Evangelho segundo Jesus Cristo, do Saramago: Nem sei se ainda gosto tanto do Saramago. Já gostei muito. Li quase tudo dele, acho O Ano da Morte de Ricardo Reis FABULOSO, não tenho vontade de ler nenhum dos mais recentes. Mas O Evangelho, ah! Nunca tinha lido nada como aquilo. Aquele final, aquela morte de José, aquela cena de amor absurdamente herética e linda. No dia em que o Saramago morreu, eu  lamentei profundamente. Durante anos, estive certa de que  um dia a gente iria se encontrar e eu mostraria pra ele o poema que fiz depois de conhecer Madalena.



5- A Trégua, do Mario Benedetti: se me dessem a chance de fingir que escrevi um livro, eu arrancaria o nome do Benedetti da capa de A Trégua  e colocaria o meu no lugar. Diria pra todo mundo: olha só, fui eu que fiz. Eu queria escrever como Benedetti - simples, delicado e absurdamente poético. Os livros dele são todos legais, mas A Trégua... Há trechos nesse livro que releio em voz alta só pelo prazer que aquele arranjo de palavras me dá. Acho que é o meu livro favorito.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

I,II,III

I-

Ontem, um aluno me  disse que virou meu fã porque tenho personalidade forte. Achei graça. O moleque é uma simpatia,  tomara que ele não se decepcione nas aulas que estão por vir. Agora, vou dizer: deu uma vontade de pedir que ele fosse na sala dos professores na hora do recreio e me explicasse melhor o que é isso de personalidade forte. Sempre que alguém usa essa expressão me dá vontade de pedir conceito, exemplos, citação de autores relevantes. Forte?Personalidade?Não consigo entender a combinação. Todo mundo tem personalidade, não tem? Como o grau de força de uma personalidade é avaliado? Existe uma escala internacional? Personalidade forte é bom ou ruim? É virtude ou defeito?

Já ouvi algumas vezes que a minha personalidade é desse tipo aí e sempre faço um esforço pra crer que estou recebendo elogio. Torço pra que a pessoa tenha uma concepção mais simpática do que é uma personalidade forte. Tomara. Porque, pra mim, a expressão nada mais é do que um eufemismo pra falta de educação, grosseria, antipatia. 

II-

Uma vez entrei no banheiro e duas alunas de uma outra turma estavam falando de mim. Elas não sabiam o meu nome, mas a " professora do nono ano" serviu de epíteto. Uma delas disse que tava torcendo pra que os horários mudassem porque ela não queria ter aula comigo. A professora do nono ano é marrenta. Marrenta. Não é uma palavra engraçada? Eu acho engraçada. Bem, e não tenho nenhuma dúvida de que não é um adjetivo elogioso.

III-

Vira e mexe, esbarro com alguns dos meus ex-alunos de 2011. Eu dava aula prum sexto ano agitado, cheio de pessoas de 11 e 12 anos. Saía do trabalho de cabelo em pé toda segunda e toda terça, invariavelmente. Eles eram terríveis, mas, justiça seja feita, eram uns amores. Sempre que me veem, cumprimentam, dão beijos, pedem pra eu voltar a dar aula pra eles. O professor anterior sempre é melhor que o atual.

Dia desses, encontrei  a menina que dava mais problema. Teimosa, respondona, dificinha. Podia ter a personalidade bem forte quando queria, mas também era uma fofa, engraçada e muito inteligente. Ela tava no mercado com a mãe e veio falar comigo. Tá quase da minha altura e com uma voz que não reconheci.

 Eis o dialógo travado em frente à seção de laticínios:

-Professooooooooora Juliana!
-Oi, meu bem! Como você tá?
-Que saudade da senhora!
Eu ri.
- Não seja falsa, B. Você só reclamava na minha aula.
- Mas eu gostava da senhora. Gostava mesmo, né, mãe? Eu falava pra minha mãe que a senhora era legal.
A mãe sorriu, dividida entre ser educada comigo e dar cabo da lista de compras enorme que a esperava. Havia no sorriso dela também um pedido de desculpas por todo trabalho que a filha havia me dado e continuava me dando, visto que a garota tinha interrompido minhas compras.
-Ok, eu  vou fingir que acredito que você gostava.- Implicar com adolescente é tão legal.
- Mas eu tô falando sério. A senhora era muito escandalosa, fazia escândalo à toa, mas era legal.. A gente gostava da senhora. A gente gosta de professora maluca.

Ma-lu-ca. No contexto, pareceu um bom elogio.




-


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Nos filmes, é sempre o vilão que diz coisas do tipo: "eu não queria mesmo ter um filho pretinho". A vida na ficção deve ser bem mais fácil que essa nossa vidinha, né? Só vilões falam vilanices escritas por um roteirista a serviço do cinema.

Bem mais fácil.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Convalescendo

Eu tô doente, gente! Fiquem com peninha de mim. Sou uma doente tão eficiente que vou pra emergência sozinha, acompanho as variações da febre com meu querido termômetro digital e faço meu próprio suquinho de laranja. Ninguém tem chance de ter pena de mim, então peço a vocês que tenham pena a distância.

( A verdade verdadeira é que eu tenho pavor de médico, de doença, de remédio, de hospital, então prefiro fingir que posso fazer tudo do meu jeito pra não dar mole pro medo de morrer de repente, feito uma mocinha do século XIX. )

A saber: o médico disse que tenho uma pequena infecção nos pulmões. Minha mãe diz que o nome de infecção no pulmão é pneumonia. Eu só tenho a dizer que estou bem feliz que meu corpo já voltou à sua temperatura normal. 

Ah,  e pra finalizar, queria deixar meus sinceros agradecimentos a todas as almas que contribuíram pra que antibiótico e ibuprofeno existissem e fossem vendidos em farmácias.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ourivesaria

" Falta mais de você na minha vida", foi o que eu ouvi.

Tantas vezes e com tantas outras palavras, me disseram o que essa frase significa. Toda vez eu me importo, toda vez eu sorrio sem saber o que dizer - sou boa nisso de não saber o que dizer. Estou na sua vida, sim,e na de tanta gente, mais do que você imagina. Na verdade, são você e tanta gente que estão no meu mural de fotos, no meu discurso. Falo de você sempre e sempre - de você, do quanto te quero bem, da lindeza que você é. Meu amor parece silencioso, mas não é. Juro.

Toda vez que me dizem, dói mais um pouquinho. Toda uma vida cifrando amores sem nem saber direito por quê. É um mistério também pra mim. 

Uma dica: eu amo muito, amo tanto. Amo tudo que toco. Amo ao ponto de  decorar os celulares. Amo e espero o momento de abraçar e apertar. Amo e deixo que chegue perto. Amo e leio todos os posts no blog secreto. Amo e revejo sem parar os vídeos que me mandam por e-mail. Amo e sorrio de pensar no tanto de amor. Só não falo. Nem sei por que não falo. Devia falar.

 Meu amor é quase uma adivinhação, também já me disseram. Mas eu amo. Muito. Tanto.

Juro.

( Eu sei amar, mas não sei dizer. Aí é como se  eu não amasse, sabe.)


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Atrás da Verde e Rosa...

... só não vai quem já morreu! Como tô bem viva, eu fui.

Minha amiga Sueli estava dizendo dia desses que não leva a sério minhas queixas a respeito de tédio porque num minuto tô reclamando, no outro atendo o telefone dizendo que tô na praia em Arraial. Eu disse que ela tava errada, é claro. Tenho uma vidinha chatinha, com um e outro momento mais legal. E era justamente a chatice da vida nesse carnaval o tema da conversa com a Silvana no Skype na tarde de ontem. Eu tava reclamando do marasmo do feriado, reclamando do desfile chato na tevê, reclamando das fotos bonitas que os amigos tavam colocando no facebook. As fotos alheias no facebook ficam  ainda mais bonitas quando a gente tá entediada. 

Pois bem, tava eu numa sessão de reclamação, quando a minha vizinha bateu no portão. Primeiro, ela chamou o nome da minha vó, então eu nem me mexi na cadeira. Depois, ela chamou o meu nome, aí tive que pedir licença à Sil,  vencer a preguiça, levantar da minha cadeira e ir lá no portão. Pensei que minha vizinha quisesse dar um oi antes do desfile. Ela desfila há anos na Mangueira e sempre passa aqui em casa antes de ir pro Sambódromo. Mas minha vizinha queria mais que me dar oi : ela bateu no meu portão e simplesmente perguntou se eu queria usar a fantasia dela no desfile da Mangueira. Hã? O que a senhora disse? Ela tinha uma outra fantasia, pruma outra ala, e tava me dando a fantasia extra.  Simples assim. Por pouco, não morri do coração. Comecei a pular loucamente, abracei a minha vizinha. Eu ia desfilar na MANGUEIRA, gente!

Preciso dizer que adoro escola de samba. Adoro muito. Já tinha desfilado há 4 anos também na Mangueira no sábado das Campeãs. Mas nada se compara a ganhar uma fantasia pro desfile oficial às duas da tarde do dia do desfile. Larguei o portão aberto, atravessei a rua saltitando e fui na casa da vizinha ver a fantasia. Momento tenso. Tenho pelos menos uns 10cm e uns 20kg a mais que a minha vizinha, uma senhora de 70 anos. Não seria nada fácil entrar na fantasia, mas até que não houve muito sofrimento. O maior problema era o sapato. Calço 39, minha vizinha calça 37. O sapato era fechado, com salto - nem milagre faria com que aquele sapato entrasse no meu pé. Havia ainda a meia-calça, tamanho M. Mas sapatos e meias são apenas detalhes, o importante é que a roupa coube. Pro resto, eu dava um jeito.Voltei pra casa, gritando e dançando. Entrei na internet pra caçar o samba da Mangueira, enquanto ouvia Silvana articular  com a irmã um jeito de eu ficar na casa delas depois  do desfile. Tentei comer, mas não consegui. Tentei decorar o samba, mas não consegui. Ficava saltando de lá pra cá. Ai, meu Deus! Ai, meu Deus!

Fui de casa até o sambódromo de ônibus. Imaginem a cena: uma mulher carregando dois enormes sacos de lixo pelas ruas na segunda de carnaval. As pessoas paravam pra perguntar se eu ia desfilar. Um cara na fila do Mc Donald´s ficou maravilhado de saber que eu tava indo pro desfile da Mangueira. Os olhos dele brilharam. O sambódromo fica na principal rua do centro do Rio, a Presidente Vargas. Essa avenida tem quatro pistas largas. No carnaval, três delas ficam ocupadas pelos carros alegóricos e foliões. Muitas pessoas vão pra lá ver os carros alegóricos e a preparação das escolas.  É bonito de ver: toda movimentação do carnaval e a Candelária lá ao fundo. Então, continuando: desci do ônibus na Central e fui andando em direção à concentração da Mangueira. As primeiras escolas a desfilar ficam concentradas mais perto do Sambódromo, em frente ao prédio dos Correios, portanto tive de andar um bom pedaço. Detalhe: carregando a fantasia nas costas. A noite de ontem tava tão quente quanto uma noite carioca pode ser. Eu suava, gente! Suava e tentava não enfiar os ferros do esplendor da fantasia na barriga das pessoas que cruzavam meu caminho. A cada dois passos, eu pedia desculpas por cutucar alguém com a fantasia.

Depois de andar, andar, andar, suar, suar, cheguei na concentração da escola. Foi aí que me bateu um leve desespero. Minha vizinha não tinha vindo comigo, e eu não conseguia ouvi uma palavra do que ela dizia ao telefone. Eu não conhecia ninguém, só sabia qual era o nome da ala e nada mais. Para que somente os integrantes da escola tenham acesso à concentração, uma das pistas é cercada e  é preciso cruzar um portão pra chegar até as alas. Eu parei na frente desse portão e comecei a pensar no que faria se algo desse errado. E se me pedissem identificação? E se não me deixassem entrar? E o sapato? E se não me deixassem desfilar por causa do sapato? Ah, eu não falei do sapato, né? Pois é, eu não ia usar o sapato número 37 da fantasia; levei um outro bem parecido, número 38, apertado e sem salto, mas bem parecido mesmo com o da fantasia. Mas e se checassem o sapato? Ai, meu Deus!Ai, meu Deus! E tudo isso em meio a uma confusão que não dá pra descrever. Carros alegóricos sendo montados, gringos sendo guiados em bando até suas alas, gente da comunidade cantando o samba e se vestindo. Tu tá lá parada e,de repente, sente um monte de penas roçando tua cara, alguém pede  desculpas apressadas e segue em frente. E eu suava! MUITO.

Os momentos de hesitação e crise duraram bem pouco porque a hora do desfile tava chegando. Ou eu esperava minha vizinha e corria o risco de me atrasar, ou entrava e me virava. Me virei, claro. Coloquei a anágua e a saia, joguei os sacos nas costas e cruzei o portão. Minha fantasia tinha uma caveira enorme no esplendor, então fui desviando das baianas que se vestiam, do pessoal do apoio que corria e tentei achar as outras pessoas que carregavam uma caveira nas costas. Não foi difícil achar. Difícil foi colocar o restante da fantasia. Parei num canto, respirei fundo e peguei a meia-calça. Informação importante: as pessoas se trocam no meio da rua mesmo. Tem banheiro químico, mas eu prefiro correr o risco de mostrar a calcinha pra desconhecidos a entrar num banheiro daqueles. Pois bem, vocês se lembram da meia-calça? É, a meia-calça! E se lembram de que a fantasia pertencia a alguém menor e mais magra que eu? Então. Enfiei uma perna na meia, puxei e... a meia parou no meio da coxa. Não subia. Minha garganta travou. Iam me tirar do desfile, iam me tirar do desfile. Respirei fundo e dei um jeito de enfiar a outra perna. A meia não passou das coxas. Não havia nada que eu pudesse fazer. Já tava vendo a Mangueira perdendo pontos no quesito fantasia por minha causa. Os fotógrafos iam flagrar minhas pernas mal vestidas. Meu Deus! Meu Deus!


Aos trancos e barrancos, me vesti. Me certifiquei de que a saia não deixava ver as meias. Guardei a bermuda na bolsinha a tiracolo. Tive de deixar os chinelos pra trás porque não havia espaço pra eles na bolsa .Já arrumada, fiquei lá, esperando e ligando pros amigos todos, no meio daquela multidão incrível.  Eu suava três vezes mais, a fantasia parecia uma sauna portátil, o inferno deve ser mais fresquinho. Mas quem se importava? Tô na Mangueira! Vou desfilar! Mangueira, teu cenário é uma beleza que natureza criou! Quando o hino da Mangueira começa a tocar, você esquece o calor, a sede, a confusão. É pura magia; não tem outra explicação. Enquanto a ala se posicionava, dei um jeito de comprar a garrafinha de água mais cara do mundo, virei o líquido de uma vez goela adentro e comecei a cantar também. Ô, ô, a Mangueira chegou!

É assim: o samba começa, você canta, você se mexe o tanto que a fantasia permite, você tem certeza de que tá sonhando. Aí de repente a Avenida aparece na tua frente e ... E eu não dou conta de descrever o que é estar na Sapucaí, no meio do desfile da Mangueira. Tem um monte de gente por toda parte, a fantasia pesa pra caraca, é uma loucura. E você tá lá bem no meio daquela loucura, é parte daquilo que a sua família tá vendo na tevê. É tudo tão brilhoso, colorido, lindo. Lindo, lindo, lindo. Quando a bateria silenciou e só se ouviu as vozes dos componentes da escola, eu chorei. Cidade Formosa... Verde... Rosa. Eu era parte daquilo, gente! Uma daquelas vozes era minha. Os pelos do corpo inteiro ficaram de pé. É sobrenatural.

O desfile passou e eu nem vi. Os arcos da apoteose apareceram logo. As pessoas começaram a tirar as fantasias. Os meninos da água apareceram e todo mundo correu pra pegar um copinho daquele. Eu bebi cinco copos de água geladinha. Cacei um canto na calçada e arranquei a meia-calça. Foi a primeira coisa que tirei. Arranquei tudo, menos a saia, e fui atrás de um táxi. Fiquei entalada na hora de entrar no carro, e o taxista deu  uma gargalhada simpática como se  transportasse todos os dias mulheres com saias de plumas. Pelo telefone, já no banco de trás do táxi, fiquei sabendo dos seis minutos de atraso e senti uma pontadinha no peito. Será que ainda dá pra ser campeã? Porque, ali, no banco do táxi, com os braços e a cara brilhando de suor e purpurina, com minha saia de noiva cadáver, não pude conceber uma outra campeã que não fosse a Mangueira.

Se não for campeã, a Estação Primeira já tem um outro título garantido: Oitava Maravilha do mundo.

P.S.: Minha vizinha é tipo uma fada-madrinha, né?

P.S.: Não usei os sapatos extras. Havia outras pessoas com os sapatos maiores ou menores que os pés, então bastou trocar com alguém.

Mais um P.S.: Na hora de pagar o táxi, o dinheiro caiu da minha mão e  se perdeu nas dobras da saia. Tive que descer do carro e ficar pulando pro dinheiro cair. E o taxista rindo, rindo.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Pros curiosos









( crédito da foto: Silvana por Skype)


Basicamente, cortei o cabelo porque ele tava numa fase muito péssima: quebrado, sem brilho, avermelhado. Um terror. Pra que manter um cabelo assim na cabeça? Melhor passar a faca e deixar vir um cabelo novo.

Ainda não me acostumei com o novo corte, não sei se tá exatamente bonito, mas tô me sentindo tão ousadinha.

Hihihi

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Nunca antes



Cortei o cabelo. Cortei muito. Dá pra ver minha nuca. Disse pro David: Corta! Pode cortar! E me senti muito ousada.Tem gente que salta de paraquedas, muda de país; eu sou das pequenas ousadias: corto o cabelo.

Não sei se tá feio ou bonito. Provavelmente, um cabelo tão curto não combina com meu rosto bochechudo. Who cares? Só sei que gostei da sensação de passar a mão no topo da cabeça e não reconhecer a cabeça que tenho. Os fios estão  tão curtos que medem menos que os dedos da minha mão.

***

Comprei um brinco novo pra usar com o cabelo novo no aniversário do Vinicius. Brinco bonito, bonito. Compro as roupas todas erradas, mas sou  boa nessas coisas de escolher brincos pra minhas orelhas. Trouxe pra casa o brinco sem experimentar. Ficou estranho. Se eu ainda fosse cabeluda, estaria ótimo, mas com esse nada de cabelo e essas orelhas pequenas, minha cara ficou só brincos e bochechas.

Aceito brincos novos de presente,viu!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Inutilidade

Uma vontade: jogar boliche

Uma necessidade: fazer as sobrancelhas.

Uma verdade: não tenho planos pro carnaval.

Uma insanidade: usei casaco ontem ( estamos no verão, moro no Rio de Janeiro).

Uma infelicidade: meus colegas são fissurados em ar-condicionado (meu nariz não sabe lidar com ar-condicionado e chuva. Resultado: funga-funga)

Uma novidade: vou trabalhar às 7 da matina.