sábado, 28 de setembro de 2013

Meu remédio é cantar

Eu não sei cantar, não tenho a menor noção de ritmo, não tenho voz bonita. Mas, hoje, enquanto seguia o cortejo que ia atrás do corpo da minha vó, senti uma vontade enorme de cantar.  Eu ri, enquanto chorava, porque a memória da voz desafinada de minha vó me tirou do cemitério e me transportou pros dias da minha infância. Me lembrei da vitrola verde, da voz do Gonzaga e de uma música:

"Ai quem me dera voltar
Pros braços do meu xodó
Saudade assim faz roer
E amarga qui nem jiló
                                                                            (...)
                                                      Saudade, o meu remédio é cantar"


Então, hoje, enquanto o corpo da minha vó era ajeitado na cova, eu cantei. Desafinado, com uma voz tão embargada que mal consegui me reconhecer, alto demais, cantei, cantei, cantei.

Nunca haverá saudade como essa.

A maior saudade do mundo.




terça-feira, 24 de setembro de 2013

100 respostas que você não quer ler para 100 perguntas que você não fez

Peguei dela.


1: Você dorme com as portas do seu armário aberta ou fechada?  Tenho pavor de porta aberta. Saio fechando todas.
2: Você leva embora os shampoos e condicionadores dos hotéis? Não. Não sou Ross Geller, tá!
3: Você dorme com seu edredom dobrado pra dentro ou pra fora? Pergunta que a gente não entende a gente pula.
4: Você já roubou uma placa de rua? Não. Pra que eu iria querer uma placa de rua?
5: Você gosta de usar post-it?  Só tenho post-it porque minha prima me deu um pacote uma vez. Nunca uso.
6: Você corta cupons, mas depois nunca usa? De onde eu recortaria cupons?
7: Você prefere ser atacado por um urso ou um enxame de abelhas? Prefiro que as abelhas ataquem  os ursos e eu fique livre do dois.
8: Você tem sardas? Não.
9: Você sempre sorri para fotos? Sim, sempre,  é automático.
10: Qual é a sua maior neura? Odores corporais. Suo bastante nos pés, então sou paranoica com chulé.
11: Você já contou seus passos enquanto você andava?  Claro.
12: Você já fez xixi na floresta? Nunca estive numa floresta.
13: E quanto fazer coco na floresta? Ver a resposta ao item anterior.
14: Você dança, mesmo se não tiver música? Claro, sempre.
15: Você mastiga suas canetas e lápis? Superei essa fase.
16: Com quantas pessoas você já dormiu essa semana? Deixa eu ver, uma, duas, três, quatro, cinco, seis...
17: Qual é o tamanho da sua cama? Solteiro.
18: Qual é a música da semana? Natural Luz, da Ellen Oléria.

19: O que você acha de homens que usam rosa? Tem alguma coisa pra achar?
20: Você ainda assiste desenhos animados? Não. Não sei quando me tornei uma pessoa que nem sabe o que é Phineas e Pherbs.
21: Qual é o filme que você menos gosta? A.I.- Inteligência Artificial. Detesto o Spielberg e acho  que ele se superou no quesito apelação nesse filme.
22: Onde você enterraria um tesouro escondido, se você tivesse algum? Não enterraria; tesouros foram feitos pra serem gastos. hihihi
23: O que você bebe com o jantar? Dificilmente, bebo algo com a comida.
24: No que você mergulha um nugget de frango? Não sou chegada em nugget.
25: Qual é a sua comida favorita? Pizza
26: Quais filmes você poderia assistir várias vezes e continuar amando? Ai, eu não sou uma pessoa de filmes.
27: Última pessoa que você beijou/beijou você? Não tenho recebido nem dado muitos beijos. Triste constatação. Venham me beijar, gente!
28: Alguma vez você já foi escoteiro(a)? Não.
29: Você posaria nua em uma revista? Não.
30: Quando foi a última vez que você escreveu uma carta para alguém no papel? No século passado, certamente.
31: Você pode trocar o óleo de um carro? Olha, eu nem sei pra que serve colocar óleo no carro. Sintam o drama.
33: Alguma vez ficou sem gasolina? Não tenho carro.
34: Tipo favorito de sanduíche? Algum que tenha bacon.
35: A melhor coisa para comer no café da manhã? Iogurte.
36: Qual é a sua hora de dormir? Lá pelas 11.
37: Você é preguiçosa? Muito.
38: Quando você era criança, o que você vestia para o Dia das Bruxas? Nem sabia que existia  esse dia quando era menina.
39: Qual é o seu signo astrológico chinês? Rato.
40: Quantos idiomas você fala? Tô tentando aprender o segundo.
41: Você tem alguma assinatura de revista? Tinha da Bravo, mas como a revista acabou...
42: Quais são melhores, Lego ou Logs Lincoln? Nem sei o que é esse segundo.
43: Você é teimoso(a)? Acho que não. Sou?
44: Quem é melhor … Faustão ou Silvio Santos? Netflix aos domingos.
45: Já assistiu alguma novela? Várias. 
46: Você tem medo de altura? Não.
47: Você canta no carro? Depende do carro.
48: Você canta no chuveiro? Sempre.
49: Você dança no carro? Depende do carro.
50: Alguma vez usou uma arma? Não.
51: A última vez que você teve um retrato tirado por um fotógrafo? Num casamento ao qual fui no ano passado.
52: Você acha que os musicais são legais? Só vi um musical até hoje.
53: Natal é estressante? Nunca. Amo o Natal.
54: Nunca comeu um Pierogi? Nunca.
55: Tipo favorito de torta? Torta salgada.
56: O que você queria ser quando era criança? Escritora famosa, tipo a Agatha Christie.
57: Você acredita em fantasmas? Não.
58: Já teve um sentimento de Deja-vu? Vivo tendo.
59: Toma uma vitamina diária? Não.
60: Usa chinelos?  Tenho mais chinelos que sapatos.
61: Usa um roupão de banho? Já usei muito.
62: O que você usa para a cama? Lençol, ué.
63: Primeiro show? Paralamas do Sucesso. <3 <3 <3
64: Wal-Mart, Target e Kmart? Nem conheço.
65: Nike ou Adidas? Sei lá.
66: Cheetos ou Fritos? Cheetos de requeijão.
67: Os amendoins ou sementes de girassol? Quem além do Mulder come semente de girassol?
68: Já ouviu falar do grupo de Tres Bien? Não.
69: Já teve aulas de dança? Já, mas nunca levei muito à frente.
70: Existe uma profissão que você imagine fazer no seu futuro? Eu penso em ficar milionária e viver de viajar.
71: Você consegue enrolar sua língua? Nunca tentei.
72: Já ganhou um concurso de soletração? Não.
73: Você já chorou porque você estava feliz? Já.
74: Possui algum disco de vinil? Não.
75: E uma vitrola? Não.
76: Você utiliza incenso regularmente? Detesto incenso.
77: Já se apaixonou? Sim.
78: Quem você gostaria de ver em um show? Jamie Cullum e Joss Stone.
79: Qual foi o último show que você viu? Bethânia.
80: Chá quente ou chá frio? Quente.
81: Chá ou café? Capuccino.
82: Açúcar ou adoçante?Nenhum dos dois.
83: Você sabe nadar bem? Não sei nadar.
84: Você consegue prender a respiração sem segurar seu nariz? Não.
85: Você é paciente? Nunca, jamais, de forma nenhuma.
86: DJ ou banda, em um casamento? DJ
87: Já ganhou um concurso? Já.
88: Já fez alguma cirurgia plástica? Não.
89: Quais são as melhores azeitonas, pretas ou verdes? Verdes.
90: Você faz tricô ou crochê? Quando eu era menina, minha vó tentou me ensinar. Achei um saco, mas aprendi um pouquinho só pra agradar minha vó.
91: O melhor lugar para uma lareira? Prefiro não ir a lugares onde lareiras são necessárias.
92: Você já viajou pra fora do seu país? Ainda não.
93: Que lugares pretende conhecer? Um montão.
94: Qual era a sua matéria preferida no Ensino Médio? Biologia.
95: Você esperneia até conseguir as coisas do seu jeito? Não.
96: Você tem filhos? Não.
97: Você quer ter filhos? Não sei.
98: Qual é sua cor favorita? Vermelho.
99: Você sente falta de alguma coisa da sua infância? Não. 
100: Se você encontrasse o gênio da lâmpada, qual seria o seu pedido? Pediria pra ser menos dramática, mais suave e bem mais rica.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

"Terezinha de Jesus de uma queda foi ao chão..."

Não sou de ficar doente. Quer dizer, sou uma pessoa de gripes. Tenho uma gripe vez ou outra, a garganta fica ruim. No início do ano, tive uma pequena infecção no pulmão. Ao longo dos últimos 9 meses, devo ter ficado rouca umas 3 vezes - perco a voz porque trabalho com ela, perco a voz sempre que as coisas vão mal. Daí que há duas semanas eu desmaiei. Passei 29 anos nesse mundo sem desmaiar. Há duas semanas, desmaiei. Duas vezes. No trabalho. Um monte de aluno em volta. Um pequeno evento pra quebrar a rotina.

A gente vê desmaio nas novelas e pensa que acontece daquele jeito: a pessoa põe a mão na testa e vai deslizando pro chão, feito calda quente escorrendo. Eu desmaiei e não  foi assim.E o mais engraçado: nos momentos pré-desmaio, eu só pensava que tinha alguma coisa errado. Aquilo que tava acontecendo comigo não parecia cena de novela. Primeiro: tentei levantar da cadeira e não consegui; minha cabeça pesava uma tonelada e meia.Segundo: pedi que um aluno chamasse a inspetora e saí da sala aparada por ela, tranquila, embora o corredor da escola parecesse ter a extensão da muralha da China. Terceiro: em algum momento, não aguentei mais percorrer o corredor/muralha da China, encostei a mão na parede e... só lembro de alguém ajeitando meu corpo sobre uma cadeira. No dia seguinte, soube que uma aluna tinha me dado água, que uma colega tinha me abanado, que os alunos vieram ver o que tava acontecendo.Depois do primeiro desmaio, fui de algum modo parar na sala dos professores, depois misteriosamente fui pro hospital. Mentira, não foi tão misteriosamente assim. Não lembro de como cheguei ao primeiro andar da escola, mas tenho uma vaga noção do que se passou antes de eu desmaiar novamente e de como fui pra emergência. Eu ouvia o pessoal da escola se movimentando ao meu redor, mas não era capaz de abrir os olhos ou falar direito. Não conseguia reconhecer as vozes das pessoas. Mas ouvia tudo; a audição era o único sentido que estava obedecendo ao cérebro. 

Sobrevivi aos desmaios sem grandes traumas. Meus alunos ainda ficam esperando o momento em que vou cair dura na frente deles novamente. Basta que eu coloque a mão na testa pra que me perguntem se eu tô ok. um dos meninos me pergunta todo dia: " Vai desmaiar hoje, professora?". Semana passada, comecei a trabalhar com uma turma nova. Como de costume, me apresentei, expliquei que dava aula pros alunos de uma outra série. Eis que uma menina vira pra mim, como quem finalmente encontra a solução pra uma charada: "ah, você é a que desmaiou!". Sim, sou aquela que desmaiou.



P.S.: Passei mal uma outra vez em casa, essa semana agora. Fiquei realmente assustada. Tava sozinha. Não foi legal. Corri pro médico e, segundo ele, minha pressão arterial tá descontrolada. Dei uma surtada ao ouvir isso, mas ele jura que provavelmente o estresse das últimas semanas seja o responsável por esse descontrole, e não uma doença gravíssima e terminal. Vamos torcer pra que o médico esteja certo.






quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Musiquinhas

Provavelmente, só gostei dessa música porque ela é  trilha de uma cena linda do meu mais novo vício, Criminal Minds. A tal cena me comoveu de um jeito que fui procurar a música, e tô há dias com lagriminhas no canto dos olhos. Sempre que a música toca no mp3 sinto uma pontadinha no estômago. A cena era de despedida...

"Well in this life you must find something to live for
Cause when the darkness comes a callin'
You'll go back to where you were before
Cause this life is as
Fragile as a dream, and
Nothing's ever really
As it seems..."


Não tenho conseguido dormir, então assisto Criminal Minds de madrugada. Talvez não seja uma escolha muito saudável, alguns episódios realmente me deixam apavorada, mas o maior efeito da série sobre mim não é o medo, e sim o chororô. Numa madrugada dessas, chorei de soluçar ao final daquele episódio da segunda temporada em que a gente conhece um pouco do passado do Morgan. Fiquei tão angustiada com aquela história toda. Outros episódios me comoveram um bocado também.

O primeiro episódio que vi da série foi um que nem acho tão legal assim, agora que vi vários outros. Comecei por aquele da sétima temporada, em que Morgan aparece de toalha. Juro de todo coração que essa não foi minha motivação pra dar atenção ao que tava passando na tevê, embora tenha sido uma importante contribuição pra despertar meu interesse (nem creio que passei tanto tempo da minha vida sem saber que Shemar Moore existia). O que mais me impressionou foi o modo como a história foi contada. Pelo que já saquei, CM não é pra quem tem estômago fraco. Os temas são fortes, as mortes são violentas, as pessoas morrem antes de a polícia aparecer pra salvá-las. Pra quem não conhece, o seriado mostra o trabalho da Unidade de análise comportamental do FBI, um grupo de agente especializados em fazer perfis de criminosos em série. Os crimes são bem apavorantes. 

Já nem lembrava mais como é  gostar tanto de um seriado.

***

A Alicia Keys é tipo tudo que eu queria ser:


Ninguém me contou que ela vinha ao Rock in rio, hein?




domingo, 15 de setembro de 2013

A gente só pode se apegar à certeza de que está fazendo o melhor que pode. Às vezes, esse é o único consolo.

***

Preciso descobrir um jeito de dormir.



quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Eu devia ter uns 16 anos. Estava indo pela primeira vez, sozinha, pra um encontro religioso. Tava cheia de expectativas boas, toda animada, certa de que ia conhecer um monte de gente, de que ia fazer amigos pra vida toda. Na rodoviária, esperando o ônibus, esbarrei num menino que também ia pro encontro. Puxei papo, toda simpática, falei que ia ser tudo lindo e maravilhoso, e o menino, com uma arrogância bem adolescente, me chamou de tonta e disse que o pessoal do lugar pra onde a gente ia era conhecido por não dar confiança pra gente nova. O menino foi um balde de água fria, e eu fiquei putíssima. Passei um sermão nele. Não tenho ideia do que falei, mas sei que falei um monte. Eu era uma menina boa em sermões. 

Não lembro bem do que aconteceu depois dessa conversa afável e salutar na rodoviária, mas a sementinha da insegurança se instalou, claro, no meu coração juvenil.  E pior: o menino tinha uma certa dose de razão. Meus dois primeiros dias  no evento foram um inferno. Ninguém falava comigo. Todo mundo se conhecia dos anos anteriores, os grupos tavam formados; poucas vezes me senti tão deslocada na vida. Vi o menino várias vezes ao longo desses dois dias, mas ele fazia questão de me ignorar. Houve uma vez apenas em que ele chegou perto de mim, só pra dizer: eu não tinha razão? Olha, que raiva daquele menino. Eu devia ter cortado pescoço dele ali mesmo, mas  meu espírito cristão conteve meus instintos assassinos.

Os dois primeiros dias foram mesmo terríveis. Eu senti frio, eu me senti sozinha, eu quis voltar pra casa. Aí no terceiro dia, conheci uma menina legal, a Fernanda. Ela era mais velha que eu, tava na faculdade, fazia serviço social, se bem me lembro.  Conheci também a Kelly, a Laura - conheci outras pessoas cujos nomes não lembro mais. No último dia, já não queria ir embora. No último dia, na última atividade do evento, todo mundo se abraçando, todo mundo se despedindo, o menino veio falar comigo. Eu já não tava com ódio dele, então falei com ele também. A gente se abraçou, e ele me disse , no meio do abraço, que eu era uma pessoa muito especial e que eu tinha razão no que tinha dito.

Eu tinha razão,viu ,gente! Só não tenho a menor ideia do que eu disse pra ele na rodoviária.

Nem  lembro o nome do menino. A gente nunca mais se viu. Também nunca mais soube da Fernanda. Acho que nem sei mais que caras eles tinham. Sei lá por que me lembrei dessa história hoje. 

Só sei que é bom ter razão.

hihihi


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Eu nunca vou entender alguém que diz "me mantenha informado".  A casa tá caindo, o circo tá pegando fogo, e a pessoa diz " me mantenha informado". 

Tão confortável, tão fácil.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Minha vó está internada há 5 dias em estado grave. Ela foi internada depois de um longo período de idas e vindas ao médico, de noites de muita dor, de dias muito estressantes pra ela e pra nós. Ela precisa estar no hospital, o médico dela - em quem a gente confia, um daqueles raros médicos que  trata paciente e família com humanidade - nos disse que é preciso, apesar dos protestos dela, apesar do nosso pavor.

Eu estou apavorada. Todos nós estamos.Minha cabeça dói de pavor. Eu não me lembro de ter sentido antes essa dor de cabeça dissociada de gripe. A têmpora dói tanto que me pego esfregando os dedos na cabeça sem perceber. Eu estou cansada, estamos todos cansados. Minha vó está cansada. E o que mais consome a gente nem é o risco da morte, o pior é esse limbo, essa incerteza, esse medo de atender o telefone, essa agonia estampada na cara dos meus parentes.

Eu queria poder sentar num canto qualquer silencioso e chorar até não poder mais. Mas eu não choro. Meus olhos tão secos. Junto com o medo, só sinto um vazio. Minha cabeça tá um vácuo. É como se eu  pressentisse a chegada de um vendaval. É como se eu  soubesse que em breve meus ombros vão rachar.

E não há nada que possa fazer.

Tá difícil, tá puxado.

sábado, 7 de setembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

Da janela, no sexto andar, a gente puxava a cortina e via a parte de trás da catedral linda. Minha amiga se lembrou de Boston e dos dias em que esteve lá. Eu, sentada na cama, olhando de um determinado ângulo, só via a cúpula dourada, e me lembrei de um pesadelo recorrente. Nele, percorro o viaduto da perimetral num carro minúsculo e os prédios do entorno se agigantam sobre a pista, enormes, parecem que vão tombar sobre mim. Um desses prédios é uma igreja que nem existe, cuja cúpula dourada era assustadoramente enorme. Meu coração  dispara de medo diante da cúpula dourada. Sempre acordo apavorada nesse ponto do sonho.

Quando vi a cúpula pela janela, só pensei no sonho e senti os pelos do braço se erguerem. Escondi a cabeça embaixo do edredon e repeti mil vezes, antes de ser vencida pelo sono, que a cúpula da igreja ao lado era só um teto.

A cabeça da gente é uma coisa engraçada.