domingo, 1 de setembro de 2013

Da janela, no sexto andar, a gente puxava a cortina e via a parte de trás da catedral linda. Minha amiga se lembrou de Boston e dos dias em que esteve lá. Eu, sentada na cama, olhando de um determinado ângulo, só via a cúpula dourada, e me lembrei de um pesadelo recorrente. Nele, percorro o viaduto da perimetral num carro minúsculo e os prédios do entorno se agigantam sobre a pista, enormes, parecem que vão tombar sobre mim. Um desses prédios é uma igreja que nem existe, cuja cúpula dourada era assustadoramente enorme. Meu coração  dispara de medo diante da cúpula dourada. Sempre acordo apavorada nesse ponto do sonho.

Quando vi a cúpula pela janela, só pensei no sonho e senti os pelos do braço se erguerem. Escondi a cabeça embaixo do edredon e repeti mil vezes, antes de ser vencida pelo sono, que a cúpula da igreja ao lado era só um teto.

A cabeça da gente é uma coisa engraçada.



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