segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Eu tava chata, chatíssima. Sei que é difícil imaginar alguém tão maravilhosa como eu tendo uma crise de chatice, mas olha... Quando fico chata assim, tudo me incomoda, reclamo, choramingo, fico ainda mais indelicada. Há de se ter paciência; eu mesma preciso ter autopaciência. Daí que eu peguei trânsito, vi uma moça morta na estrada, senti um calor desgraçado, meu estômago não tava bom, esqueci a roupa de dormir em casa, descobri que a cama era pequena demais, o chinelo não cabia no meu pé.Tudo isso mais a semana pesada resultou num enjoo de pessoa.

Eu não queria entrar no mar gelado, não queria ficar com  o pé cheio de areia, não queria colocar o maiô - e vejam bem, eu não sou assim, não mesmo.  Mas a gente não vai pra praia pra ficar de frescura,né? Então, coloquei meu chapéu novo lindo, me armei de boa vontade e fui. O sol tava ameno e gostosinho. A água clarinha veio lamber meu pé, decidindo por mim que era hora de deixar aquele guarda-sol pra lá. Me levantei cautelosa, medi cada passo, estremeci cada vez que as ondas me alcançavam. As sereias e os peixes deviam estar se perguntando o que tinha acontecido com aquela Juliana que nunca teve medo de água fria.  Um, dois, três, entrei. De uma vez, sem hesitações que é pra não perder a coragem. O mar me recebeu generoso, como sempre. Meu corpo reagiu feliz. 

Acho que agora dá pra aguentar até o fim da semana.

***

Faltam 5 dias pras férias.

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