sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O ônibus quebra,  o moço no rádio diz que a Brasil tá parada, corre pro metrô. O metrô tá lotado, todos os táxis tão lotados, aí então um táxi para e motorista me chama de maluca quando eu digo o horário do meu ônibus. Considero dizer pro taxista que maluca é a mãe dele, mas, antes que eu possa me emputecer de verdade, o moço sorri e diz: " Vai dar tempo!". São  7h43.

Desço em lugar proibido, corro, tomo um tombo na porta da rodoviária. 7h51. Sobe escada correndo. Cadê o guichê? Cadê? É no primeiro andar. Desce escada correndo. Cadê o guichê? Cadê? Atrás da escada. Corre de novo. Moça, sua roupa está no chão! O quê? Um homem aponta pro meu pijama largado bem na entrada da Novo Rio. Ainda bem que não era o saco de calcinhas. Corre. Nem  dá tempo pra sentir vergonha. 7h57.

Encosto no guichê da empresa, meu pescoço dói, devo ter fraturado na queda, vou morrer. Não dá tempo de morrer. Moça, tem chance de eu retirar a passagem pro ônibus de oito horas? A mulher sorri, pega meu RG, vai imprimindo a passagem, vai avisando pro motorista que uma menina vai embarcar. Eu agradeço, saio correndo de novo, ignoro a cara feia do motorista e subo no ônibus. Tem um cara sentado na minha poltrona, mas eu nem discuto. Sento na poltrona 37, aperto o cinto, o ônibus sai.

Tô indo.

3 comentários:

Vanessa Carneiro disse...

Caramba! É pra rir ou pra chorar?

Felipe Fagundes disse...

Meu deus, o pijama! kkkkkkkk

Eu me senti assim indo pra Foz. Não recomendo.

Fernanda disse...

Jesus! Que sufoco... mas deu certo.