sábado, 15 de fevereiro de 2014

Estou demorando pra escrever sobre a viagem de Foz porque sei que não vou dar conta de dizer o quanto aqueles dias de janeiro foram bons. Tudo foi bom. Fui feliz todos os dias da viagem. Fui bem tratada, comi comida boa, dormi numa cama macia, fui testemunha de um casamento tão bonito, fiz coisas novas, dormi como não dormia há meses. Débora e eu tentamos descobrir um defeito pra essa viagem e só conseguimos  pensar no café da manhã nada brasileiro do hostel em que nós hospedamos. Café da manhã pra gringo: ovo mexido com leite, feijão com molho de tomate e curry e uma linguiça esbranquiçada. Irc! Fiz a bobagem de experimentar o feijão. Jesus! Só de falar o gosto ruim vem na boca. 

Todos os dias foram dias de deslumbre constante, porque há tanta coisa bonita pra se ver e uma consegue  ser mais incrível que a outra. Exemplo: você chega na cidade e vai logo conhecer o lado brasileiro das Cataratas. Você anda, anda e acha que nunca viu nada mais bonito que aquele tanto de água. Aí dá mais dez passos e um novo ângulo das quedas aparecem e você fica: meu Deus, meu deus, meu deus.   No dia seguinte, você vai no lado argentino e descobre que sim, ainda vai  dizer muitos ai-meu-deus! Primeiro achei que o passeio de barco( o macuco) era o ápice de tudo; depois tive certeza de que caminhar sobre o rio e ver as quedas de cima era o ápice. O que eu não sabia é que chegaríamos na Garganta do Diabo, a queda principal. Diante de tanta água, tanta grandeza, nem há o que se dizer. Haralan, o noivo do casamento que deu origem à minha viagem, disse uma coisa bem bonita sobre felicidade: pra ele, feliz é aquele momento no qual você poderia ficar pra sempre. A vista da Garganta do Diabo me fez sentir desse jeitinho que Haralan definiu. Eu, acostumada com o mar, até hoje não encontrei meio de descrever aquele tantão de água doce caindo, caindo. Débora, a melhor companhia que eu poderia ter nessa viagem, fez o comentario perfeito sobre as Cataratas: essa água  toda nunca parou de cair. Nem vale a pena pensar naquela imensidão toda! Meus olhos nunca tinham visto nada como aquilo. Eu poderia ter feito como a Phoebe e gritado My eyes, My eyes!


Ainda vou falar mais de Foz, de Puerto Iguazu, de Ciudad del Leste. Quero falar da experiência nova de ficar num hostel. Será que consigo fazer um post mais organizadinho? Vou tentar. Quero fazer aqui o que fiz com os amigos: dizer pra todo  mundo que é preciso ir nas Cataratas uma vez na vida. Não dá pra viver sem ver tanta lindeza de perto.

Por ora, fotinhos:
( fiz vários videozinhos das Cataratas. Filmei mais que tirei foto, mas ainda não consegui "subir " os vídeos. Estou me coçando pra mostrar o vídeo da Garganta do Diabo  pra vocês .)





3 comentários:

Inaie disse...

Eu estive lá aos 12 anos - e acredite se quiser, eu AINDA me lembro!!
A imagem fica marcada na sua mamória para sempre.
É bom demais!!

Juliana disse...

Eu acredito, Inaie! É lindo demais!

Cíntia Ribeiro disse...

Quero voltar a Foz pra conhecer todos os lugares legais aonde vocês foram e eu não pude ir. Mas faço coro na parte em que você diz que todo mundo deveria visitar as Cataratas uma vez na vida. A cada ângulo, é um novo "ai, meu Deus, que lindeza".