terça-feira, 15 de julho de 2014

Eu quase me acostumo, chego a ter certeza de que me acostumei, aí vem a saudade de repente. É como se alguém sussurrasse seu nome no meu ouvido, só eu ouço, e o costume volta. Nessas horas, penso em ligar pra casa em que nem moro mais, ou penso nas suas falas no presente. Dura segundos, não mais que segundos. Pisco e o costume some, e a realidade da sua morte volta pra mim.  Sua morte acontece de novo. Ás vezes, me lembro do seu corpo no caixão, me lembro do seu túmulo, me lembro de que seu coração parou.

Queria falar da sua vida,  da falta, da confusão que sua ausência causa. Dizem que eu preciso falar mais sobre tudo isso.  Mas eu sei que não vou conseguir porque na verdade quero um impossível: quero não apreender sua morte. Tô cansada da sua morte. Tô cansada de usar o pretérito. 

Tô muito cansada!

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