domingo, 26 de julho de 2015

Diário de viagem

* escrevi esse post no celular, então não botem reparo em nada, por favor! Eu me superei nas palavras repetidas, e o autocorretor deve ter criado umas frases bem malucas. =p


As moças do meu quarto no hostel perguntaram se tenho planos, as moças na piscina me perguntaram se eu queria ir num show de música sertaneja. Ontem eu estava deitada na minha caminha, tentando me recuperar do impacto da melhor moqueca da vida ( eu nunca tinha comido e espero que todas as moquecas sejam assim), aí apareceu a moça linda e simpática da cama de cima. Ela me olhou intrigada e quis saber se eu não tinha saído. Deu vontade de dizer: meu amor, eu acordo cedo! Você tava roncando quando eu saí.Mas não seria justo. A menina é um doce, não merece grosseria. Mas é que, gente, tudo bem ficar sozinha e não sair à noite. Tudo bem ficar deitadinha aqui enquanto meu estômago processa o dendê. Meu dia foi ótimo. Fui ao Pelourinho, desci aquela ladeira ao som do batuque, chorei vendo o vídeo da Zélia Gattai na casa do Jorge Amado, caí no papo furado do ambulante na Praça da Sé, essas coisas. Fez sol. Parece que há dias o céu não ficava tão limpo. De tarde, fui ao farol da Barra com os baianos mais simpáticos. Depois tive uma aula sobre como comer boa comida baiana. Tô ótima, tô feliz!


A solidão é como a tristeza: todo mundo tem pavor dela, né? É uma pena, porque é bom estar com outras pessoas, mas é bom também fazer aquilo que você quer, no tempo que você quer, cometer uns erros só seus. Eu tenho mesmo uma dificuldade pra me relacionar com gente nova e tal; isso é um problema na minha vida. Só que tô com a impressão de que  o povo aqui tá  com necessidade de se juntar, de arranjar a companhia que não veio junto de casa. É uma impressão, não sei. Vai ver que eu é que tô mais ensimesmada que o normal. Mas, ó, até agora tô achando que fiz certíssimo de ter comprado a passagem sem pensar muito. Tem horas em que queria que André ou Jaqueline estivessem aqui. Consigo até imaginar como seria a viagem se cada um deles tivesse vindo.  Jaqueline e eu ficaríamos horas sentadas contemplando a vista da Cruz Caída. André faria  um de seus famosos vídeos de viagem bem embaixo  daquela foto do Michael Jackson no Pelourinho. No mínimo, eu  teria com quem dividir os pratos nos restaurantes, pelo menos. Mas, na falta dos melhores companhias, estar sozinha tá funcionando muito bem.

Agora vou lá pro banho que Maeve e o namorado dela vão me levar pra tomar um café da manhã bem baiano. Fiquem na torcida pelo meu aparelho digestório 
não pifar, porque eu tenho muitos dias ainda pra devorar comida boa.

Antes de ir,  umas fotinhos:









2 comentários:

Cheshire cat disse...

Moqueca é mesmo uma coisa de louco, uma das que eu mais gosto de comer na vida. Nunca provei a baiana, mas a paraense é chorar quando acaba. E viajar sozinha é uma coisa que eu ainda quero muito fazer na vida.

Luana disse...

Que maravilhoso!
Aproveita!