sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Prefiro falar a carregar aquela angustiazinha latente do não dito. Eu não sou habilidosa com o não dito. Fica tão claro em mim o que não estou dizendo. Dizer é uma forma de amor. Dizer antes que a pessoa se vá, antes que os laços se rompam, dizer em vez de se afastar, dizer em vez de fingir que tá tudo ok, dizer e chorar, dizer e ficar com muita raiva, dizer e ouvir, dizer e não se torturar.

Aprendi a preferir, a duras penas, na marra mesmo. 

Sigo aprendendo, aliás.

Um comentário:

Gugu Keller disse...

Toda palavra engolida acaba de algum modo vomitada.
GK