sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ringtone


Eu, leitora

Vocês também leem os seus blogs favoritos com aquela vontade imensa de que  aquela pessoa que escreve seja sua amiga de verdade?

Às vezes, tenho que me conter pra não deixar um comentário assim: " eu prometo fazer bolinhos e capuccino, se você vier aqui na minha casa e falar pessoalmente essas coisas legais que você escreve".

Acho que vou tentar um dia. Vai que dá certo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A surdinha e o caladão



Eu estive surda de um ouvido durante os últimos cinco dias, mas agora já voltei a ouvir.  Tudo começou com uma gripona que me derrubou, passou pra um incômodo no ouvido esquerdo e culminou na angustiante sensação de ter um tampão pulsando dentro da cabeça. Hoje , por fim, consegui arranjar um horário  numa Otorrino, encarei uma sala de espera cheia de bebês fazendo exame da orelhinha ( não me perguntem o que é) e acabei com os ouvidos cheios de água morna e o atestado de que meu ouvido esquerdo é muito pequenininho.  Passei os últimos dias pesquisando freneticamente sobre surdez e pedindo a Deus que realmente  que o meu organismo fosse somente um grande produtor de cera. E é isso mesmo: meu ouvido tava cheio de cera e com uma pequena inflamação.

Se bem que a surdez temporária tem seu charme. Quando aquela pessoa chatérrima estiver falando, você pode posicionar o ouvido tampado pro lado dela e fazer cara de " ahan, claro, como isso é interessante!". Eu experimentei e me fez muito bem.

***

Pra terminar, a enquete do dia:

Eu tenho uma amiga. Essa minha amiga conheceu um cara bo-ni-to, ga-ti-nho, ar- ru- ma-di-nho, tipo assim, muita areia pro caminhãozinho dela. Como se não bastasse tanta formosura, o moço descobre o telefone da minha amiga, o moço convida minha amiga pra churrascos e sorvetes, o moço é bo- ni- to. Minha amiga manda reforçar esse aspecto da bonitice do moço.

Daí que a minha amiga sai por aí a passear com o moço e passa  metade do tempo pensando: chato, chato, chato, chato, meu deus, chato. É que o sujeito não fala, sabe! Não fala. Não emite opinião, não inicia um assunto, não defendeu o time dele quando minha amiga disse que odeia o Flamengo. Dá pra entender?

Bem, minha amiga quer saber: o problema  é do moço cuja língua foi comida pelo gato ou da minha amiga que parece ter se acostumado com os  tagarelas-malucos-estranhos dessa vida?

Dê a sua opinião, que eu conto pra minha amiga.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ressignificando o face

Eu nunca imaginei que anunciar pras pessoas que você saiu do facebook causasse tanta comoção. Te olham com cara de espanto e perguntam: " Por quê?". Sinto vontade de dizer a verdade: é que eu não sei brincar de facebook. Eu sinto inveja das fotos bonitas que as pessoas postam, tenho ciúmes dos meus amigos jantando com outros amigos que eu não conheço, checo as notificações de 5 em 5 minutos, já tive vontade de chorar porque vi a felicidade alheia estampada em letras garrafais. Sou humana e invejosa, essa é a verdade.Mas não posso dizer uma coisa dessas,né? Tenho uma reputação a zelar ( tenho sim, tá?), daí conto sobre o dia em que entrei na sala de aula e os alunos tavam comentando minhas fotos de Ouro Preto ( eu nem tinha alunos no face), e acrescento que alunos ruins armaram uma fofoca idiota com fotos de dois colegas meus que quase deu merda de verdade. A reação imediata das pessoas é tentar me ensinar todos os macetes de segurança disponíveis no face. Aí eu tenho que dizer que não , não quero gastar energia bloqueando aqui, bloqueando acolá para que gente chata não veja as fotos bonitinhas que exponho.

Mas ( mas de novo) o facebook aprisiona a gente, sabia? Qual é o meio mais fácil de "subir" mais de 100 fotos e torná-las acessíveis pra 14 pessoas? Qual é? Qual é? Eu tinha muito simpatia pelo Picasa, mas o Google agora enfia tudo naqueles malditos círculos do Google Mais, e eu nem sei como fui parar nesses círculos - e nem quero saber. Daí achei mais fácil voltar pro facebook. E acabei por descobrir que o facebook tem poderes mágicos. Minha antiga conta está devidamente encerrada há umas duas semanas, mas o facebook ainda reconhece todos os e-mails que tentei cadastrar. Sabe  o hotmail, aquele que nunca uso, nunquinha mesmo? O facebook conhece. Ok, beleza, fiz um novo e-mail e me cadastrei. Bem, aí veio o segundo impasse: o facebook se recusou a me deixar usar o meu último sobrenome. Meu último sobrenome , que estava lá no outro perfil, não foi aceito; o face insistia em dizer que eu não era aquela Juliana. Ok, depois de uma grande crise de identidade, me rendi ao meu segundo sobrenome e,voilá, volto a ser o mais novo membro do facebook e posso postar as 100 fotos.

A minha nova conta tá toda blindada, adicionei somente as pessoas com que me relaciono de verdade e compartilham coisas que me interessam, postei as 100 fotos que eu queria sem me preocupar com quem vai ver. De, sei lá, 250 amigos, sobraram uns 25. E eu tô amando essa impopularidade.  Pelo menos agora não vou morrer de inveja dos conhecidos que  viajam pra Paris no fim de semana.

Até quando? =p

sábado, 12 de novembro de 2011

My Girl

Se passar a noite de sábado com a minha amiga Vada é derrota, quero morrer perdedora:




Só a Vada me entendeu durante anos. Também já fui ao médico certa de que teria poucos meses de vida. Até os 13 anos, eu tive certeza de que  ia morrer do mesmo câncer que matou o meu avô. Daí , um dia, finalmente, meu pai me contou que o câncer tinha sido na próstata.


E eu bem queria uma bicicleta com fitinha penduradas no guidom.