quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A festa é nossa!

 Uma das minhas grandes frustrações com esse mundinho dos blogs é o fato de eu jamais ter ganhado uma promoçãozinha sequer. Leio uma porção de blogs sobre livros, alguns deles fazem milhares de promoções, eu me inscrevo nas que me interessam. Agora perguntem se eu já ganhei um marcadorzinho de página. Não, não ganhei nada.  Isso é muito frustrante, vocês nem imaginam! Buá, buá! Ok,mas em vez de choramingar, decidi matar dois coelhos com uma cajadada só. ( Expressão terrível essa, né? Pobres coelhos!) 

Em dezembro, mais especificamente em 18 de dezembro, o Fina Flor vai fazer dois anos (o  tempo passa, o tempo voa) e mesmo aniversários de blogs não devem passar em branco. Daí eu pensei cá com meu botões que  eu bem poderia  dar um jeito de comemorar o aniversário do blog e ainda saciar esse meu desejo de ganhar uma promoção. A ideia inicial  era a de sortear alguém pra me dar um presente pelos 2 anos de blog. Ideia incrível,né? Também acho, mas não quero ser acusada de ser uma mimada que só pensa em si, então decidi ser legal e comemorar o aniversário do blog assim:

  Vou sortear uma pessoa que receberá um presente do 
Fina Flor.



Mas, Ju, que presente é esse que você vai dar? Então, eu vou dar o presente, mas quem vai escolher o que quer ganhar será a sorteada ou o sorteado. Isso mesmo! A pessoa sorteada terá de pensar em alguma coisa que gostaria de receber e eu mando o carteiro entregar na casa dela.

Mas vai poder escolher qualquer coisa? Qualquer, qualqueeeer coisa não, né? O presente tem de custar até 50 reais ( os nossos patrocinadores são muquiranas) e deve caber numa daquelas caixas que os carteiros entregam na casa de gente. Será legal se o presente estiver disponível num desses sites que nos irritam e não cumprem os prazos de entrega. Odeio Submarino, Americanas, Saraiva e cia, mas eles facilitariam muito a minha vida. 

E o que o  seu desejo obsessivo de ganhar  promoções tem a ver com isso? Huuumm, a melhor parte! Sabem o presente que a sorteada ou o sorteado escolher pra si? Então, vou comprar um igualzinho pra mim também. Ou seja, ao escolher um presente pra si, a pessoa também estará escolhendo algo pra mim, portanto aconselho que pensem com carinho no que vão querer, hein? 

Juuuuuuuu, mas o que eu posso escolher que tenha ver comigo e com você?  Não sei! Essa tarefa é sua!

Quem estiver afim de participar ( na verdade, todo mundo tá intimado a participar) terá apenas de deixar um comentário neste post, dizendo que topa. É importante que o comentário seja neste post porque senão corre o risco de eu esquecer de alguém,ok?

O sorteio será no dia 18/12, e a pessoa sorteada terá 1 semana pra dar sinal de vida. Se ela não se manifestar, eu faço um novo sorteio.


Combinado? Tô aguardando o seu comentário!



segunda-feira, 28 de novembro de 2011


Há um tempo, a Luciana fez um post celebrando a beleza da palavra " morena". Ela usou daquele seu imenso acervo de coisas conhecidas ( Luciana conhece de um tudo, meu Deus) e citou um monte de morenas do nosso cancioneiro popular. O post é todo lindo e delicado, mas  lê-lo só me evocou a antipatia que tenho pela palavra " morena" e suas flexões.

Quando você é uma mulher negra, com um tom de pele que lhe permite passar incólume por xingamentos delicados e edificantes como macaca, crioula, suco de pneu, o " morena" parece ser a alcunha confortavelmente usada por homens galantes, amigos elogiosos, conhecidos simpáticos. A vida toda fui morena, moreninha - este último usado pra enfatizar que o meu nariz, as maçãs do meu rosto, meu cabelo não garantem que eu seja encaixotada junto com as morenas de cabelo liso e  nariz afilado. Quando alguém me chama de morena, tenho vontade de dizer : " Meu bem, você não enxerga bem? Eu sou preta!". Bem, a vontade dá e passa porque , em geral, o morena vem acompanhado de uma boa vontade, né? A pessoa tá ali querendo amenizar o peso que " negra" tem. O problema não é essa coisica minúscula envolvendo somente eu e a pessoa que me chama de morena, né?Então, o  máximo que cheguei a fazer até hoje foi dizer: " pode dizer que eu sou negra. Não tem problema. Não vai me ofender, não  é ofensa."

Eu sei que existe um monte de gente séria lutando seriamente contra o racismo. Eu, sinceramente, tenho até vergonha, às vezes, de  dizer qualquer coisa no dia 20 de novembro ( foi ontem e eu nem lembrei. Quer dizer, eu sei  perfeitamente quando é o dia da consciência negra, mas fiquei perdida e  no tempo e só fui prestar atenção que hoje era  dia 21 porque uma aluna me disse. Imaginem quantas vezes já perdi compromissos por conta desse meu apreço pelo calendário. rs) porque  sou daquele tipo de pessoa muito preocupada com meu próprio umbigo na maior parte do tempo. Sou até relativamente consciente de muitas questões importantes desse país, mas em geral me preocupo mais com o  que vou falar na análise, sabe. Então, poxa, quem sou eu pra falar qualquer coisa? O que eu vou dizer ? Eu, que vivo na minha bolha de alienação e me habituei a esquecer que cor tinge o maior órgão do meu corpo?

É, mas quando eu ouço um morena desses da vida, eu me lembro de que nasci num país RACISTA, me lembro de que a minha pretensa despreocupação acerca da cor da minha pele, da geografia do meu corpo é pura balela, sabe. Quantas e quantas vezes eu e uma amiga fomos as únicas negras em um shopping chique? Quantos negros havia nas minhas turmas na faculdade? Quantos negros havia naquele voo de avião além de mim? Quantas vezes morri de medo do cara negro sentado do meu lado no ônibus ( e só fiquei tranquila depois de ver um livro didático na mochila dele ou notei as manchas de trabalho na roupa)? Quanto trabalho dá comprar maquiagem pra passar na minha cara? Quanto trabalho dá convencer as pessoas de que um homem negro é gatiiiinho? Quanto trabalho dá se segurar pra não bater em cabelereiro que não gosta do meu cabelo "duro"? Quanto trabalho deu pra assimilar que meu cabelo não precisa ficar amarrado o tempo todo?

 Morena é uma ova, sabe! Moreninha é o cac***! Eu sou negra, preta, crioula, até macaca se quiser ofender e ser preso, mas morena não. Morena é eufemismo.


***

Leiam este post aqui no Groselha News


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Suponho que o Blogger tenha devorado esse post e um outro porque eu não apaguei e acho (e espero) que ninguém mais tem a senha do blog. E não é a primeira vez que isso acontece.

Escrevi esse post num dia em que me disseram que racismo existe porque os próprios negros são racistas e complexados. Ouvi essa pérola de uma pessoa por quem sempre tive muita admiração e a decepção foi enorme. Mas ,de certa forma, é bom ter decepções desse tipo porque a gente se acomoda na nossa bolhinha.

sábado, 26 de novembro de 2011

Eu, leitora 2

Dando continuidade à série " Eu, leitora".

Cês também têm uma vergonhazinha de deixar comentário nos blogs? Eu tenho. Sou a tímida dos comentários. Eu leio o post, adoro, fico pensando nas coisas legais que pessoa escreveu, escrevo um comentário gigantesco, apago o comentário gigantesco e saio sem dizer nada. Ou me limito a dizer " adorei o post!".

Eu sei , não faz sentido.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ringtone


Eu, leitora

Vocês também leem os seus blogs favoritos com aquela vontade imensa de que  aquela pessoa que escreve seja sua amiga de verdade?

Às vezes, tenho que me conter pra não deixar um comentário assim: " eu prometo fazer bolinhos e capuccino, se você vier aqui na minha casa e falar pessoalmente essas coisas legais que você escreve".

Acho que vou tentar um dia. Vai que dá certo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A surdinha e o caladão



Eu estive surda de um ouvido durante os últimos cinco dias, mas agora já voltei a ouvir.  Tudo começou com uma gripona que me derrubou, passou pra um incômodo no ouvido esquerdo e culminou na angustiante sensação de ter um tampão pulsando dentro da cabeça. Hoje , por fim, consegui arranjar um horário  numa Otorrino, encarei uma sala de espera cheia de bebês fazendo exame da orelhinha ( não me perguntem o que é) e acabei com os ouvidos cheios de água morna e o atestado de que meu ouvido esquerdo é muito pequenininho.  Passei os últimos dias pesquisando freneticamente sobre surdez e pedindo a Deus que realmente  que o meu organismo fosse somente um grande produtor de cera. E é isso mesmo: meu ouvido tava cheio de cera e com uma pequena inflamação.

Se bem que a surdez temporária tem seu charme. Quando aquela pessoa chatérrima estiver falando, você pode posicionar o ouvido tampado pro lado dela e fazer cara de " ahan, claro, como isso é interessante!". Eu experimentei e me fez muito bem.

***

Pra terminar, a enquete do dia:

Eu tenho uma amiga. Essa minha amiga conheceu um cara bo-ni-to, ga-ti-nho, ar- ru- ma-di-nho, tipo assim, muita areia pro caminhãozinho dela. Como se não bastasse tanta formosura, o moço descobre o telefone da minha amiga, o moço convida minha amiga pra churrascos e sorvetes, o moço é bo- ni- to. Minha amiga manda reforçar esse aspecto da bonitice do moço.

Daí que a minha amiga sai por aí a passear com o moço e passa  metade do tempo pensando: chato, chato, chato, chato, meu deus, chato. É que o sujeito não fala, sabe! Não fala. Não emite opinião, não inicia um assunto, não defendeu o time dele quando minha amiga disse que odeia o Flamengo. Dá pra entender?

Bem, minha amiga quer saber: o problema  é do moço cuja língua foi comida pelo gato ou da minha amiga que parece ter se acostumado com os  tagarelas-malucos-estranhos dessa vida?

Dê a sua opinião, que eu conto pra minha amiga.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ressignificando o face

Eu nunca imaginei que anunciar pras pessoas que você saiu do facebook causasse tanta comoção. Te olham com cara de espanto e perguntam: " Por quê?". Sinto vontade de dizer a verdade: é que eu não sei brincar de facebook. Eu sinto inveja das fotos bonitas que as pessoas postam, tenho ciúmes dos meus amigos jantando com outros amigos que eu não conheço, checo as notificações de 5 em 5 minutos, já tive vontade de chorar porque vi a felicidade alheia estampada em letras garrafais. Sou humana e invejosa, essa é a verdade.Mas não posso dizer uma coisa dessas,né? Tenho uma reputação a zelar ( tenho sim, tá?), daí conto sobre o dia em que entrei na sala de aula e os alunos tavam comentando minhas fotos de Ouro Preto ( eu nem tinha alunos no face), e acrescento que alunos ruins armaram uma fofoca idiota com fotos de dois colegas meus que quase deu merda de verdade. A reação imediata das pessoas é tentar me ensinar todos os macetes de segurança disponíveis no face. Aí eu tenho que dizer que não , não quero gastar energia bloqueando aqui, bloqueando acolá para que gente chata não veja as fotos bonitinhas que exponho.

Mas ( mas de novo) o facebook aprisiona a gente, sabia? Qual é o meio mais fácil de "subir" mais de 100 fotos e torná-las acessíveis pra 14 pessoas? Qual é? Qual é? Eu tinha muito simpatia pelo Picasa, mas o Google agora enfia tudo naqueles malditos círculos do Google Mais, e eu nem sei como fui parar nesses círculos - e nem quero saber. Daí achei mais fácil voltar pro facebook. E acabei por descobrir que o facebook tem poderes mágicos. Minha antiga conta está devidamente encerrada há umas duas semanas, mas o facebook ainda reconhece todos os e-mails que tentei cadastrar. Sabe  o hotmail, aquele que nunca uso, nunquinha mesmo? O facebook conhece. Ok, beleza, fiz um novo e-mail e me cadastrei. Bem, aí veio o segundo impasse: o facebook se recusou a me deixar usar o meu último sobrenome. Meu último sobrenome , que estava lá no outro perfil, não foi aceito; o face insistia em dizer que eu não era aquela Juliana. Ok, depois de uma grande crise de identidade, me rendi ao meu segundo sobrenome e,voilá, volto a ser o mais novo membro do facebook e posso postar as 100 fotos.

A minha nova conta tá toda blindada, adicionei somente as pessoas com que me relaciono de verdade e compartilham coisas que me interessam, postei as 100 fotos que eu queria sem me preocupar com quem vai ver. De, sei lá, 250 amigos, sobraram uns 25. E eu tô amando essa impopularidade.  Pelo menos agora não vou morrer de inveja dos conhecidos que  viajam pra Paris no fim de semana.

Até quando? =p