quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quando o mocinho torto de um desenho animado dá conselhos  que fazem muito sentido pra você, é preciso mesmo repensar a vida.

"Não pude deixar de perceber que está em conflito.(...) Mas deixe-me ajudá-la. Isso faz parte do crescimento. Um pouco de rebelião e aventura é bom. Até saudável."

***

Finalmente tomei vergonha na cara e comprei um dvd de Enrolados pra mim. O que tinha aqui em casa era do Paulo Victor e ele ligou pedindo de volta. Eu não queria devolver, mas minha mãe me ensinou que a gente não pode ficar com o dvd lindo do primo de 5 anos pra sempre. Filme lindo, filme lindo, filme lindo! E que bom que eu posso assistir com as vozes originais!







terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Eu amo empada. Nossa, amo muito! Empada de palmito é meu passaporte pra felicidade. 

Eu adoro olhar pro céu. Sou dessas pessoas bobas que ficam olhando pro céu e dizendo: meu Deus, que lindo! Meu deus, que lindo! Meu pescoço pode ameaçar partir ao meio,mas eu vou continuar olhando pra cima.

Ontem eu comi a melhor empada do mundo. O céu de hoje tá azul de doer as vistas. Logo, dá pra imaginar como eu tô.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Irregularidade

E quando o último capítulo do livro é melhor que o livro inteiro? Tão melhor, tão mais bonito que você nem se lembra mais do que leu na página anterior ao início dele. Tão melhor que você tem vontade de mandar um e-mail pro autor sugerindo que o capítulo entre numa antologia de melhores contos. Tão bonito que recupera toda fé e  admiração que você deposita em quem escreveu.

Porque ler um livro irregular de um autor incrível é uma experiência estranha. Você começa com as expectativas lá no alto, tem toda certeza de que vai se embasbacar umas dez mil vezes ao longo da leitura. Aí passa por aquele momento de estranheza. Peraí, tem algo errado! Peraí, é isso mesmo? Aí, você vai lendo  com um medinho da próxima página, só não fecha os olhos ao longo dos parágrafos porque livro irregular não é igual a filme irregular.  Como o livro não é uma merda total -é somente irregular-,você passa por momentos de respiro. Ufa! É irregular, mas tem uma estrutura linda. O enredo é estranho, mas a danada dessa mulher sabe colocar as palavras no lugar certo.

Mas a verdadeira diferença entre um livro porcaria e um livro não tão bom de um autor incrível está naquele momento inesperado em que você espia por uma frestinha do tecido do texto e lá está tudo aquilo pelo que você esperou ao longo de 200 páginas. Aí você fica de olho arregalado, sente o nó no peito que só os textos bonitos provocam e  grita: " Eu sabia! Eu sabia!Eu sabia!"

domingo, 22 de janeiro de 2012


Como de costume, te avistei da minha janela. Dessa vez, vi o seu rosto e me perguntei se o tempo também passou tanto pra mim também. Será que o tempo pesa sobre os meus olhos tanto quanto sobre os seus?
Tenho medo do tempo e das possibilidades implacáveis de que se reveste. Tenho medo de que o tempo seja como o mar e suas ondas, que arrastam corpos vivos e os devolvem mortos - quando devolvem, se é que devolvem. Tenho medo. Esse medo que parece maior que o meu corpo,  medo que é a corda bamba na qual me equilibro: acho que não sobrevivo ao abandono, acho que o abandono é a face oculta da  própria vida.


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Tempo, tempo, tempo, senhor tão bonito, por favor, espere que eu invente a máquina da reinvenção. Eu quero ser a mesma e também outra, outra, outra , outra, muitas outras.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Pesquisinha informal



Ei, vocês aí, todo mundo domina as novas regras do Acordo Ortográfico?

Eu  fico aqui no mundinho de quem  tem as regras penduradas no mural do quarto e usa o dicionário SEMPRE, então acho que todo mundo respira, pisca os olhos e sabe que "onomatopeia"  não tem acento.  A cada dia descubro alguém que sabe das mudanças, mas vive como se elas não fizessem parte da vida, sabe. Uma amiga tava dizendo que o novo acordo é uma traição conosco, pessoas alfabetizadas há anos, porque faz com que nos sintamos anciões antes do tempo. Eu, por força do meu trabalho, não tenho muitas opções: um "anti-social" que me escape vira motivo de condenação, portanto já me habituei às novas regras. Consegui chegar num patamar  ( depois de muito sangue, suor e nenhuma cerveja) em que  a velha ortografia salta aos meus olhos e,em caso de dúvida, me agarro ao Aurelinho da estante ou ao Houaiss aqui no computador. Contra a  minha vontade, superei a fase do " Quero que  aquilo que a tia do C.A. me ensinou continue valendo!".

E vocês, digam pra mim sem pudores: ainda morrem de saudade do hífen de "autoescola" e do trema de"linguiça"? 

( tirinha de gosto um tantinho duvidoso, mas eu achei engraçadinha, vai! =p)


P.S.: Se alguém estiver perdido ainda, eu acho esse resuminho aqui bem útil.

No site da ABL, tem o sistema de busca no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa. Não sabe como se escreve uma palavra? O dicionário diz que a palavra que você quer  não existe, mas você tem certeza de que já viu em algum lugar? O VOLP pode te ajudar.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Das dores

Venho por meio deste post dizer o óbvio: dor de ouvido não é bolinho, minha gente! Todo mundo tem me dito que há dores piores, que dente inflamado é de enlouquecer, que cálculo renal te faz querer pular de um precipício. Ok, do imenso cabedal de dores que um corpo pode sentir, eu só conhecia aquela dor de gripe e cólica menstrual.  Agora já posso dizer que dor de ouvido é pior que a pior cólica que já tive. Lá pela metade  das 12 horas  de dor intensa, eu teria arrancado o ouvido fora se me garantissem que a dor passaria.

Fui na otorrino, tô tomando remédios, pnigando gotinhas. O gânglio do pescoço já desinchou, já consigo encostar no lóbulo da orelha, já consigo mastigar sem choramingar.Amém.

Obrigada pela solidariedade nos comentários do post anterior. Eu pensei assim: se o Peterson e  a Cheshire sobreviveram , eu também sobreviverei. =)

Lu Panosso, eu ia tirar o siso ontem; a dor de ouvido me salvou desse momento. =p  Que dó de você por causa do seu siso. Eu já extraí um e não tive nenhum problema. Nenhuma dor, nenhum sofrimento.



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Eu me viro bem sozinha. Não preciso que façam as coisas por mim, não preciso que tomem conta de mim,  não preciso que digam " olha, você tem que ir ao médico ver esse ouvido". Ao médico, eu vou. Remédio, eu tomo - coloco até alarme pra não esquecer a hora.

Eu levanto no meio da noite, com o ouvido ardendo de tanto doer, acho o analgésico, coloco uma toalha quentinha onde pulsa e dói, sento na cama e espero a dor passar. Analgésicos dão um jeitinho na dor, é só esperar. A médica vai me atender amanhã. Devem estar nascendo outros fungos no ouvido. A médica me avisou que fungos são bem chatos e que eu teria de ter paciência. A minha paciência é a maior do mundo.Eu me viro bem sozinha.

Em madrugadas como essa que passou, eu gostaria apenas que alguém me fizesse um chazinho de morango enquanto o paracetamol fazia efeito. Não precisava perder o sono junto comigo.Eu não seria uma boa companhia mesmo; dor no ouvido não é um bom catalisador pra conversas. Eu acharia bem bom que me dissessem assim: " se precisar, pode me chamar". Eu receberia a caneca de chá morno, daria um sorrisinho de agradecimento e seria quase feliz. Simples e fácil.