sexta-feira, 27 de abril de 2012

A amiga me disse assim : " Você tá cansada da vida aí. Precisa descansar. Vem pra cá."

Eu vou. Eu não devia, a grana tá curta, só consegui passagem barata pra ida, tenho sido uma companhia tão apática que tô com medo de espantar todo mundo que encontrar por lá, mas eu vou.

Pelo menos, vou de avião! Eu adoro avião! Se tudo der errado, se minha amiga me enxotar a vassouradas da casa dela, se chover, se aquele ar seco ferrar com a minha garganta mais uma vez, se meu siso remanescente voltar a doer, pelo menos eu terei voado.

Vou lá, gente!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Comidinhas

Montei uma brincadeirinha pra aula de amanhã  e resolvi  brincar aqui no blog também.  

Escreva a/o primeira(o) comida/alimento/bebida que vier na mente.

Se acabar, eu morro: Alho. Eu amo alho. Amo, amo, amo. Sou do tipo que doura um alhinho pra colocar no sanduíche, pra salpicar no arroz já cozido, pra misturar no ovo mexido. Fico sem saber o que fazer quando o alho acaba.  Vampiros jamais poderiam jantar aqui em casa.

Só como com uma faca no pescoço: Abóbora. Eu acho abóbora assim... meio... blergh... 

Não como nem com faca no pescoço: Passas. Nem se o Rodrigo Santoro aparecer na minha frente todo coberto de passas. ODEIO passas!

Só meu/minha................ sabe fazer: Só minha tia Regina sabe fazer um feijão preto que eu coma feliz, e só minha vó sabe fazer uma dobradinha com batata que eu coma sem pensar que tô comendo o bucho do boi.

Só eu não gosto: Açúcar. Não, nem mascavo, nem cristal, nem aquele que ainda vão inventar.

Companhia pra tevê: Não sou de comer vendo tevê, mas um biscoitinho cream cracker com requeijão enquanto vejo dvd é bem bom.

Levaria pra uma ilha deserta: Iogurte, brócolis e farofa ( já inventaram algo melhor que farofa? Quer me ver feliz, me dê uma farofinha bem gostosinha!). E comeria cada um deles separadamente, ok? Não se preocupem!

Faço como ninguém: Faço lasanhas bem honestas, bolos fofinhos e joelhos apreciados.

Aprendi a amar: Berinjela. Eu não amava, mas agora amo. Frita, em conserva, na lasanha.

Estrangeirice: Acabo de descobrir que não sei nada de comida internacional. A única coisa que vem à mente é aquela saladinha de restaurante árabe, tabule.

Minha trash food favorita: Trakinas. Esse biscoito é do mal, só digo isso. Ah, e também calabresa! Calabresa é critério de desempate. Isso aí leva calabresa? Pode colocar no meu prato.

Pra aquecer no inverno: Capuccino. huuuuuuuuuuummmm!

Pra refrescar no verão: Morango ao leite

Bons drink: eu bebo álcool duas vezes a cada milênio, mas, quando acontece, me jogo ( só um pouquinho porque ressaca é algo que não desejo experimentar) na caipiriiiiinha!

Legumezinho amigo: Cenoura. Raladinha, no arroz, no sanduíche.

Frutinha camarada: Morango. Amor eterno!

Pra ser feliz: Batata rosti e pizza.

( gente,  bons drink  é um item que só aparece aqui no blog. Não sou uma professora desnaturada que quer saber que tipo de bebida agrada aos alunos adolescentes. Até porque, se eu perguntar algo assim, receberei uma aula completa sobre o assunto. Podem apostar! Eu me espanto com o quanto essa meninada bebe!)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Céu e tulipa

 Toda hora me surge uma ideia pra um post: duas receitas deliciosas que eu executei com louvor ( abram espaço pra minha modéstia), as fotos que me trouxeram lembranças boas, os cinco problemas de saúde que tive em menos de uma semana, o livro que me surpreendeu. Mas eu  tô com preguiça de pensar, de escrever, até de pentear o cabelo. Bem, e eu não preciso mesmo pentear o cabelo porque posso, em plena segunda-feira, ficar de pijama o dia inteiro. Ainda é feriado no Rio de Janeiro, meu povo. ( eu queria uma desculpa pra tirar onda com esse feriado, vocês perceberam).

De pijama, impedida de sair de casa por uns probleminhas de ordem gastrointestinal (gostaram do eufemismo?), tô aqui dando uma renovada nas músicas  armazenadas no meu celular e não consigo parar de ouvir essas duas moças de nomes estranhos:

Tulipa Ruiz 


Céu
( Eu quero um cangote no qual eu possa construir minha caaaaasa!)

P.S.: Aceito sugestões de músicas, viu?


domingo, 22 de abril de 2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Para Vinicius #2


Eu sempre te observo enquanto você dorme. Seus olhos não se fecham completamente, e é possível ver os movimentos que os sonhos provocam neles. Eu te olho e torço pra que você acorde. Se a sua mãe deixasse, eu te acordaria todas as vezes que te encontro adormecido porque sinto uma saudade só de ver suas pálpebras fininhas fechadas.

Eu gosto é de tê-lo acordadinho nos meus braços desajeitados. Nada é mais desconjuntado do que o movimento que  faço pra te acomodar sobre meu antebraço. Você odeia o meu antebraço. Na verdade, você não se encanta muito com meu colo, mas, quando não tem saída, prefere meu ombro esquerdo a qualquer parte do meu braço. Eu também prefiro o ombro porque nele sua cabecinha cheirosa fica ao fácil alcance do meu nariz. Não me canso de te cheirar. Eu poderia ganhar a vida te cheirando. O cheirinho do seu cabelo seria o cheirinho da minha  Amortentia.

Eu te adoro com os meus sentidos. Olho por instantes infinitos sua pele marrom e suas íris que são da mesma cor que a madrugada. Deslizo a ponta do indicador pelas dobrinhas do seu cotovelo. Apoio a orelha na sua barriga (vai que descubro que você é igual ao urso com música na barriga). E um dia, quando seus pais não estiverem olhando,  NHOC!  eu como um dedinho seu que nem a bruxa do João e Maria. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brincando de resenhar: O Grande Gatsby

Eu tentei. Juro que tentei não me apaixonar pelo O Grande Gatsby. Segui a leitura com cautela, tal qual uma garota que se aproxima do menino que todas as amigas amam. Eu não queria cair no engodo de uma paixão calcada somente no amor alheio. Queria me apaixonar por conta própria. E aconteceu: estou completamente apaixonada pelo livro. Acabo de tomar assento ao lado das tietes

O início é um tanto espinhoso. A gente se sente um pouco como que entrando numa sala desconhecida com vendas nos olhos. O texto incomoda, a leitura não flui, a gente não entende bem a estrutura da narrativa. Aí, em algum momento, tudo fica fácil e lindo,e a gente se apossa das maravilhosas palavras de Fitzgerald. Eu sei exatamente em que ponto da narrativa me vi embevecida diante da beleza que esse livro é. O primeiro encontro de Gatsby e Daisy é de tirar o fôlego. Não estou me referindo a doçuras românticas, nem a uma mocinha encantadora, nem a um mocinho herói. Gatsby e Daisy estão longe disso. São muito humanos. E absurdamente bem construídos, e lindamente inscritos num texto que permite que  se perceba cada uma das muitas nuances de seus personagens.



É um livro maravilhoso. Não há nenhuma novidade no enredo: a história de um amor complicado entre uma mulher e um homem. Como todo bom clássico, o enredo gira em torno dos temas universais da Humanidade: amor e poder.  Como toda grande obra literária, o mais importante é o "como" essa história é contada. E aqui eu peço licença para suspirar pelo F. Scott Fitzgerald. Muitos suspiros. Muitos! Que escritor!

Eu comprei uma edição de bolso da Record, na qual é possível ler também o posfácio da edição americana, o prefácio da edição crítica e o prefácio da edição brasileira ( aquele que, equivocadamente, julguei meio antipático). Esses textos  só reforçaram o meu  encantamento pelo livro, especialmente a reprodução de um trecho de uma  carta em que o editor de Fitzgerald faz sugestões e críticas.

Amei, gente! AMEI! E tô louca pra lancem logo o filme. Aliás, quem mais nesse mundo,  além de Leonardo Di Caprio, poderia dar vida ao Gatsby ? Também  consigo enxergar naqueles olhos lânguidos de Tobey Maguire  a personalidade do Nick Carraway.

Alguém aí vai ler também?


terça-feira, 17 de abril de 2012

O Grande Gastby

A Deise disse que é um livro incrível e que eu vou adorar. A Luciana disse "o livro é maravilhoso. maravilhoso mesmo - daqueles da gente esquecer o tempo e se amarrar nos personagens". A Amanda foi taxativa: " É tão legal."  E eu aqui me perguntando se o problema sou eu. 

Tá certo que passei o fim de semana jogada às traças por conta de uma febre maluca, que veio do nada e foi embora do nada ( mocinha do século XIX feelings),  tá certo que não sei onde  enfiei os óculos,mas o danado do livro é  tão pequeno que eu já devia ter terminado. Rá! Que nada!Eu empaco, engasgo, olho pro teto a cada dois parágrafos. Pensei diversas vezes em mandar esse Gatsby pra cucuias. A minha sorte é que sou influenciável. Dentro da minha cabeça, mora um espírito adolescente que passa os dias berrando: " Se outros podem, você pode também! Você não vai ser a única abandonar esse livro! TODO MUNDO leu!". Mentira! Eu já estava prestes a enfurnar O Grande Gatsby no fundo da estante, quando me lembrei vagamente de algo que a Rita tinha dito sobre o livro. Corri na hora pro Estrada Anil e, tandan ( sou péssima com onomatopeias), me enchi de esperança. Eu poderia ter escrito todo o primeiro parágrafo do post da Rita, exceto, por razões óbvias, a parte em que ela se pergunta por que não pegou o original:

"Minhas primeiras impressões quando comecei a ler O Grande Gatsby, em tradução de Roberto Muggiati (Editora Record), foram de desapontamento. Primeiro pelo óbvio: foi começar a ler e me perguntar por que cargas d'água não tinha dado preferência ao original, já que se trata de um romance reverenciado mundialmente como uma das principais obras literárias da literatura americana. Depois, por algumas construções textuais que me pareciam meio truncadas e que me deixavam imaginando se seria coisa do texto original ou da tradução. Mas na real, o que pegou mesmo foi o fato de eu ter lido o prefácio do tradutor: apesar de conter algumas informações interessantes sobre a composição de Gatsby e sobre a carreira de Fitzgerald - além, claro, de breves considerações sobre o trabalho de tradução -, não gostei muito do tom do prefácio. (...)"


Ah, como essas palavras me fizeram bem! Eu não sou a única! Viva!  Nos parágrafos seguintes,porém, a Rita vai engrossar as fileiras de tietes do Gatsby nas quais as meninas que citei antes estão bem acomodadas, mas vocês vão ter que  ir lá no Estrada Anil descobrir como essa façanha acontece. Aqui no Fina Flor, por enquanto, a minha opinião sobre as primeiras páginas de O Grande Gatsby é esta: